MEHER BABA—THE COMPASSIONATE ONE! — Portuguese Translation

November 3rd, 2017

ÍNDICE:

Prefácio: Um convite………..7

PARTE I:
Uma curta introdução à vida e ao trabalho do Avatar Meher Baba….9

Posfácio: E depois?………….49

PARTE II:
Mensagens e palestras do Avatar Meher Baba..53
A Mensagem Universal…..55
O Avatar…57
A Nova Humanidade……64
O Começo e o Fim da Criação…..74
A Vida do Espírito….87
Amor……95
A Labuta da Nova Ordem Mundial…..105
As Doze Maneiras de Me Conhecer…109
Eu Sou a Canção…111
O Mergulhador de Pérolas…113
O Maior dos Maiores…..115
O Chamado do Meher Baba….123
As Sete Realidades…128
A Prece Universal…130
Como Amar a Deus….132
Para Maiores Informações….133

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Prefácio: Um Convite

Originalmente, escrevi o resumo da biografia, a qual constitui a primeira parte deste livro, no começo dos anos 70, o qual seria publicado como um artigo na revista “Life”. Eu havia retornado recentemente da Índia, onde conheci Meher Baba pessoalmente, e onde Suas mensagens sobre as diferenças entre a experiência com as drogas psicodélicas e a experiência do misticismo verdadeiro estavam provocando interesse em praticamente todos os cantos, nas cidades universitárias, na rádio, na televisão e na mídia gráfica, naquela época. A vida, entretanto, tem mente própria e “Life” fechou as suas portas duas semanas após o artigo ter sido submetido.
Por fim, o suposto artigo virou um panfleto introdutório, entitulado “Meher Baba, o Pai Compassivo”, o qual foi distribuído, durante anos, através da “ Meher Baba Information” enviados de graça à todos que indagassem sobre o mais recente Advento do Deus-Homem, de todas as partes do mundo. Então, muitos anos depois, em 1987, o texto foi revisado e publicado novamente como um novo livreto introdutório e, depois, publicado como um livro, com a adição de várias
mensagens-chaves, palestras e fotografias, para suplementar o resumo biográfico.
E com um novo título: “Meher Baba, o Compassivo”, o qual me pareceu mais verdadeiro e mais apropriado para expressar o sentido mais profundo por trás do nome dado ao Avatar desta Era, nos remetendo de volta ao epíteto “O Iluminado”, do Buda e perdendo a tradução mais simplista da palavra universal ”Baba” no vernáculo Indiano.
Por vários motivos, somente poucas cópias do novo livro e do livreto chegaram até a Índia. Esta nova impressão atual na Índia, com algumas revisões do texto anterior, foi designada para corrigir aquela omissão e, de novo, fornecer

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alguma informação, que introduza o atual Avatar, em ambos os formatos, em livro e em livreto. Devido à sua extrema brevidade, vejo este livro mais como um “convite” “para conhecer Meher Baba”, do que qualquer outra coisa a mais; um pequeno resumo de Sua vida, Seu trabalho e suas mensagens. Por sua própria natureza, um convite é um sinal de algo por vir, um ingresso de admissão a algum evento ou atividade. Do mesmo modo, este livro serve para convidá-los a “encontrarem-se” com Meher Baba e terem um antegosto do que está por vir: a chance de aprender sobre a vida e o trabalho do Cristo desta Era e de descobrir Sua presença viva e eterna dentro do coração ardente.

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Parte I

Uma introdução à vida e ao trabalho do Avatar Meher Baba

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Maestria em servitude 10

Meher Baba significa “O Compassivo”, nome que o grupo dos primeiros discípulos escolheram para o seu Mestre, quando, no começo dos anos 20, os sinais de Seu singular estado espiritual ficaram aparentes. Tentar descrever brevemente a vida de Meher Baba cria um notável, embora enigmático, mini-resumo. De um lado, milhares de pessoas representando cada uma das principais tradições religiosas O reconhecem como “Deus na forma humana”, o Cristo, o Profeta, o Salvador, o Messias, o Avatar desta Era. De outro lado, na maior parte de Sua vida, enquanto mantinha silêncio por 44 anos, desde 1925 até deixar Seu corpo físico em 1969, Meher Baba executou todas as suas muitas e variadas atividades enquanto treinava seus discípulos; ou enquanto trabalhava para elevar os leprosos e os pobres, fornecendo escolas e cuidados médicos de graça, para os necessitados dos vilarejos; ou enquanto dava instruçōes espirituais aos estudantes na Sua escola especial, chamada “Prem (Amor) Ashram”; enquanto trabalhava intensamente com os “Masts”, que eram pessoas que viviam intoxicadas espiritualmente (a quem Meher Baba descrevia como os verdadeiros amantes de Deus); ou enquanto se reunia com a multidão que afluia para o Seu “Darshan” (Presença), todas as vezes que Ele se fazia acessível publicamente; ou enquanto trazia novos entendimentos para cada aspecto da busca espiritual, através de suas mensagens, palestras e livros; ou enquanto dava conselhos específicos e individuais para inúmeros seguidores, de todas as partes do mundo; durante todos esses 44 anos, Meher Baba manteve silêncio.
Ao invés da fala, Ele usava outros meios para transmitir as mensagens que queria mas, acima de tudo, se comunicava de maneira muito mais Interessante através da linguagem do amor.

“Não apenas nesta encarnação, mas todas as vezes quando venho, enfatizo que o amor é o remédio.”

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Meher Baba declarou explicitamente ser Ele o Mais Antigo, a encarnação divina ou “Deus-Homem”, cujo advento tem sido antecipado em muitas religiões atuais e tradições espirituais. Na Índia, é comumente conhecido como ”Avatar”, uma palavra Sânscrita que literalmente significa “ Ascendente de Deus”. Embora as doutrinas de algumas religiões sustentem que tais manifestações de Deus somente ocorreram um vez na história, através de só um ou outro Deus-Homem em particular, os ensinamentos místicos por trás de todas as principais religiões do mundo indicam que a aparição do Avatar está longe de ser um único evento. Como expressão natural de Compaixão Infinita e como parte integral do Plano Divino, tais encarnações são as revelações periódicas do Amor e da Verdade de Deus, a mesma e única Realidade, na terra. De acordo com Meher Baba, estas aparições Avatáricas ocorrem, sem falta, aproximadamente a cada 700 a 1.400 anos, dependendo das circunstâncias do mundo e das necessidades espirituais de determinada época.

“Eu fui o Rama, fui o Krishna, fui esse e fui aquele. Agora, sou o Meher Baba, aquele mesmo Mais Antigo, em carne e osso, aquele mesmo que é eternamente adorado e negligenciado, sempre lembrado e esquecido.”
“Eu sou o Eterno Mais Antigo, cujo passado é idolatrado e lembrado; cujo presente é ignorado e esquecido; e cujo futuro (Advento) é sempre antecipado com grande fervor e desejo.”

Nesta luz, todas as grandes personalidades divinas, Jesus, Buda, Krishna, Maomé e Zaratustra,

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entre os mais conhecidos, são considerados igualmente como Avatares, cada um tendo sido a Manifestação primária de Deus na terra para Sua respectiva era, vivendo uma vida perfeita de Amor e Serviço para demonstrar novamente a possibilidade de tal realização. Por mais que as religiões, fundadas a partir dessas aparições avatáricas de Deus, possam diferir de como estão hoje, Meher Baba sustenta que, em cada Encarnação Divina, o Deus-Homem sempre ensinou a mesma Verdade essencial.

“Deus vem, de novo e de novo, em várias formas, dizendo com palavras diferentes, em línguas diferentes, a mesma Verdade…A vida exterior e os hábitos de um Avatar refletem, em certo grau, os hábitos e costumes das pessoas daquela época e nos Seus ensinamentos Ele enfatiza os aspectos que precisam ser melhorados. Em essência, cada Avatar encorpora os mesmos ideais de vida.”

A mensagem de Meher Baba e seu apelo se estende às pessoas de todas as culturas. Seus seguidores incluem Protestantes, Católicos e Judeus no mundo ocidental; Hindus, Muçulmanos, Zoroastrianos e Budistas no mundo oriental; e mesmo muitos que se consideram agnósticos ou ateus. Resumindo, o Baba e o que Ele ensina são universais. Embora Ele possa certamente ser compreendido dentro do contexto de cada grande tradição religiosa, não obstante deixa claro que não pertence exclusivamente a nenhuma delas:

“Todas as religiōes são iguais para mim e todas as castas e credos me são caros. Porém, embora Eu aprecie todos os “ismos”, as religiōes e os partidos políticos,

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pelas muitas coisas boas que procuram alcançar, não pertenço, e não posso pertencer a nenhum destes “ismos”, religiões e partidos políticos, porque a Verdade Absoluta, enquanto igualmente os inclue, transcende todos eles e não deixa espaço para as divisōes separativas, as quais são todas igualmente falsas.”

“Eu não vim para estabelecer nenhum culto, sociedade ou organização; nem mesmo para estabelecer uma nova religião. A religião que oferecerei ensinará o conhecimento do Um por trás dos muitos. O livro que farei com que as pessoas leiam será o livro do coração, que contém a chave do mistério da vida. Trarei uma feliz fusão da cabeça com o coração. Revitalizarei todas as religiões e cultos, colocando-os juntos como contas em um só colar.”

“Eu sou igualmente acessível a todos, grandes e pequenos, aos santos que sobem e aos pecadores que caem, através de todos os vários Caminhos que oferecem o Chamado Divino. Sou acessível, da mesma meneira, aos santos os quais adoro e aos pecadores, os quais sou a favor, e igualmente através do Sufismo, do Vedantismo, do Cristianismo ou do Zoroastrismo e do Budismo e todos os outros “ismos” de qualquer espécie, mas também diretamente, sem qualquer “ismos”.

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Meher Baba veio de uma família de Zoroastrianos; previamente, Seus pais haviam emigrado da Pérsia para a Índia. Nasceu na cidade de Poona (mais tarde chamada de “Pune”), um lindo Centro de cultura e educação na Índia Central, localizada umas cem milhas ao leste de Bombay (mais tarde chamada de “Mumbai”). Sua mãe teve dois sonhos incomuns na época de seu nascimento, em um deles, milhares de pessoas de todas as raças passavam por ela, esperando o nascimento de sua criança com grande antecipação e anseio; e, no outro sonho, havia um grande número de mulheres, usando saris (roupa indiana), todas em volta de seu bebê recém-nascido, o idolatrando. No dia de Seu nascimento, em 25 de Fevereiro de 1894, a Ele foi dado o nome de Merwan Sheriar Irani, o sobrenome indicando que sua família era “do Iran”.
Os primeiros anos de Merwan, na maioria dos aspectos, não foram incomuns, porém, todos notavam que algo intangível o marcava como uma pessoa sem igual. Interessado em poesia e literatura, de Shakespear ao Mestre Perfeito Persa chamado Hafiz, e também adepto aos esportes, Merwan brilhava como um menino de caráter incomum e raros atrativos. Tendo estudado em um colégio Católico Romano, o jovem Merwan, então, entrou na Faculdade Deccan, a mais respeitada na Índia ocidental. Foi durante Seu segundo ano da Faculdade que, aos 19 anos de idade, Merwan teve uma experiência que lhe revelou Sua Divindade e inaugurou Sua missão espiritual no mundo como Avatar desta Era.
A revelação da Divindade de Merwan foi através de um beijo na Sua testa por uma anciã, chamada Hazrat Babajan, que vivia em Poona e era bastante reverenciada como sendo completamente iluminada. Esta Sadguru ( mestra Perfeita) de cabelos brancos, que diziam ter mais de 120 anos naquela época, era, ela própria, um santuário vivo na cidade. Originalmente de Baluchistan, Babajan tinha vindo à Poona há mais de vinte anos atrás, finalmente se acomodando embaixo de uma árvore do nim, na beira da estrada.
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Lá ela viveu, dia e noite, em todo e qualquer clima, recebendo milhares e mais milhares de peregrinos, aspirantes espirituais e pessoas comuns, assim como aquelas que vinham de todas as partes da Índia, para sentarem junto dela e receber sua benção.
Uma noite, quando Merwan estava voltando para casa da Faculdade, em sua bicicleta, Babajan o chamou para perto de si, com um gesto. Ele desmontou da bicicleta, foi até lá, sentando-se junto a ela, em silêncio. No final do encontro, a Mestra Perfeita anciã beijou Merwan na testa, então Merwan levantou-se e foi para casa imediatamente. Muitos anos depois, Meher Baba descreveu aquele dia, da seguinte maneira: “Com apenas um beijo na testa, entre as sobrancelhas, Babajan me fez sentir emoções de êxtase indescritíveis, as quais continuaram por nove meses. Assim, em uma noite, ela me fez realizar, num instante, o êxtase infinito da realização de Deus.

“Eu sou aquele que é o Mais Antigo. Quando digo que sou Deus, não é por ter pensado sobre isso e concluído que sou Deus. Eu sei que é verdade. Muitos consideram uma blasfêmia para alguém dizer que é Deus, mas, na verdade, seria uma blasfêmia Eu dizer que não sou Deus.”

Em várias ocasiões, quando Merwan visitava Babajan nos meses que se seguiram, ela apontava para Ele e dizia: “Esta minha criança, um dia, abalará o mundo.”

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Todas as vezes que Deus vem como o Avatar, oculta sua Infinita Consciência em uma “descida” proposital numa forma humana escolhida e preparada para realizar o Seu trabalho. Os cinco Mestres Perfeitos de cada época são responsáveis por efetuar a “descida” de Deus, (isto é, a Realidade) na Ilusão, através desta forma humana; eles também são responsáveis por “tirar o véu” Dele, véu esse que oculta Sua Infinita Consciência, na hora certa quando começa Seu ministério na terra.
Após um período de quase sete anos, depois do importante beijo de Babajan, Merwan foi levado a fazer contacto com os outros quatro Mestres Perfeitos na Índia, que, como Babajan, eram reconhecidos como perfeitos espiritualmente.
Dois dos mais conhecidos desses Mestres Perfeitos foram o venerável velho Sai Baba de Shirdi, reverenciado como um santo muçulmano; e Upasni Maharaj, um Hindu por nascimento. Em diferentes ocasiões, naqueles primeiros anos, ambos estes sadgurus dessa Era reconheceram publicamente Merwan como o Avatar e mandaram seus próprios discípulos seguí-Lo.

“O que sou, o que fui e o que serei, sendo aquele Mais Antigo, é sempre por causa dos cinco Mestres Perfeitos de tal época. Durante os períodos avatáricos, os cinco fazem Deus encarnar como homem. Sai Baba, Upasni Maharaj, Hazrat Babajan,Tajuddin Baba e Narayan Maharaj são os cinco Mestres Perfeitos desta Era para Mim. Destes cinco, Upasni Maharaj and Babajan atuaram diretamente nos papéis principais. Babajan, em menos de um milionésimo de segundo, me fez realizar meu Estado Antigo, que sou Deus, e no período de sete anos,

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Upasni me deu o conhecimento de que sou o Avatar, o Mais Antigo.Isto quer dizer que ele estabeleceu aquele estado em mim.”
“Sai Baba me fez afirmar o que Eu sou. Babajan me fez sentir quem sou. Upasni Maharaj me fez saber o que sou.
Babajan Me deu Êxtase Divino. Sai Baba Me deu Poder Divino. Upasni Maharaj Me deu Conhecimento Divino.
Eu tenho Poder, Conhecimento e Êxtase Divinos.
Eu sou o Mais Antigo.
Vim redimir o mundo moderno.”

Durante os sete anos seguintes, após o beijo de Babajan, Merwan ficou sendo conhecido como um Sadguru, isto é, Deus-realizado. Várias pessoas que se tornaram conhecidas de Merwan, naquela época, dentre elas Hindus, Muçulmanos e Zoroastrianos, igualmente, que procuravam Deus, assim como também as pessoas aparentemente sem nenhuma inclinação para a espiritualidade, começaram a sentirem-se atraídos a Ele e O consideravam seu Mestre. Foram esses primeiros seguidores e discípulos quem, pela primeira vez, se referiram a Merwan como “Meher Baba”, porque para eles o Seu nome de nascimento não mais lhes parecia adequado para Aquele que emergiu como o sol que derreteu seus corações e o mais amoroso e compassivo Senhor.
Em 1922, junto com um grande grupo de seguidores dedicados, Meher Baba deixou Poona para ir a Bombay. Lá, Ele estabeleceu um ashram especial e singular, o qual foi chamado de Manzil-e-meem, que significa a “Casa do Mestre”, onde esses primeiros discípulos foram iniciados, em um período de disciplina severa e treinamento rigoroso.

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O próprio Baba ficava absorto, dia e noite, nesta sua própria atividade espiritual intensa e sofreu terrivelmente durante aquele tempo, enquanto começava a desenvolver o “Círculo” de discípulos que serviriam no Seu Trabalho mais importante pela humanidade e por toda a própria Criação.

“Tenho que sofrer pelo universo inteiro. A menos que Eu sofra pelo universo, como posso pedir para todos sofrerem pelos outros?”
“Eu estou em tudo e em todos e o Meu trabalho é para o despertar espiritual de toda a humanidade.”

Em um ano, Baba mudou Seu Ashram da cidade de Bombay para os arredores de um vilarejo desolado, perto de Ahmednagar, cerca de 120 milhas do coração do platô Deccan. Neste lugar, Ele criou “Meherabad”, o local que serviria como sede de Seu trabalho no próximo quarto de século. Com o desenvolvimento deste novo centro de atividades, Baba impôs um ritmo ainda mais vigoroso para aqueles que O seguiam.
Periodicamente, Ele fazia viagens a pé e de trem, cobrindo enormes distâncias, por todos os arredores do Estado de Maharastra, por toda a Índia Ocidental, até a cidade de Karachi e a cidade de Quetta (a qual mais tarde se tornaria parte do Paquistão), e por fim, até a Pérsia.
Nestas viagens, Baba sempre viajava incógnito, e nas várias cidades e localidades, mandava seus homens reunir os pobres ou os leprosos de lá, ou às vezes até ambos, a quem Ele dava banho, vestia e alimentava com Suas próprias mãos.
Geralmente, Ele distribuía tecidos ou grãos ou, em algumas ocasiões, uma soma de dinheiro, para cada uma das pessoas necessitadas, reunidas nestas épocas, sendo a única circunstância em que Meher Baba manuseava dinheiro.

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Não fazia diferença se os discípulos se ocupavam com o duro trabalho manual nos seus serviços ou se eles acompanhavam o Mestre em suas viagens, eles notaram que Baba exigia deles, cada vez mais, em resistência e em prontidão em servir. Muitas vezes, depois de um dia exaustivo, que começava ao amanhecer e terminava depois da meia-noite, Ele acordava seus homens depois de apenas duas horas de sono para indicar que era hora de seguir para o próximo lugar de destino. Longas jornadas a pé, pouco descanso, refeições insuficientes e irregulares; durante certos períodos, isto era a ordem do dia para os mais próximos de Baba.
Porém, em comparação, ninguém se esforçou tanto e sofreu tanto como o próprio Baba.
Era Ele quem impunha o ritmo, quem não somente dirigia, mas também quem liderava Seus discípulos no trabalho, frequentemente enquanto fazia jejum por muitas semanas seguidas, e com frequência sofrendo doenças estranhas, as quais, Ele indicava, eram somente o resultado de Seu trabalho espiritual interior com os membros de Seu Círculo. O espectro variado de atividades que Baba determinava parecia sempre designado a dar frutos em várias direções ao mesmo tempo; não Somente trazia ajuda, alívio e um toque de amor às muitas milhares de indivíduos, mas Ele também iniciava Seus “Mandali” (assim era como Baba se referia a Seus discípulos residentes, mais íntimos) à uma vida de serviço altruísta, cada vez mais profunda.
Conforme conviviam com Ele e observavam o desenvolvimento do Seu trabalho, os discípulos de Meher Baba por fim adotaram a reveladora representação para a Sua vida, um tipo de lema que captaria a essência da vida do Deus-Homem na terra: “ Mestria em servitude”.

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É natural que uma das perguntas mais comuns feitas a Meher Baba tenha sido o porquê de Ele manter silêncio. Logo que começou a manter Seu Silêncio, na noite de 10 de Julho de 1925, Ele declarou que era por causa do pesado trabalho espiritual que estava a sua frente, indicando um aumento geral do caos e dos conflitos no mundo. Através dos anos que se seguiram, Baba deu um grande número de mais indícios e explicações sobre o significado de Seu Silêncio. Várias vezes, Ele declarou enigmaticamente que, quando quebrasse Seu Silêncio, assim faria pronunciando “uma única palavra”.

“Eu vim para plantar a semente do amor em seus corações, para que o sentimento de Unidade, através do amor, seja levado em meio a todas as Nações, credos, sectos e castas do mundo, apesar de terem de experienciar e suportar toda diversidade superficial nas suas vidas na Ilusão.
Para que isto aconteça, estou me preparando para quebrar Meu silêncio. Quando quebrá-lo, não será para encher seus ouvidos com palestras espirituais. Devo dizer somente uma única palavra, e esta penetrará os corações de todos os homens e fará até mesmo o pecador sentir que ele está destinado a ser um santo, enquanto o santo saberá que Deus está no pecador tanto quanto nele mesmo.”

Meher Baba indicou que o “dizer a Palavra” na realidade será uma liberação de uma imensa energia espiritual e de um amor irresistível, e que todas as pessoas e criaturas se beneficiarão disso: “…Por causa que todas as formas e palavras vem deste Som Primordial ou Palavra Original, estão continuamente conectadas com ela e derivam suas vidas a partir dela, quando for

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pronunciada por Mim, irá repercurtir em todas as pessoas e criaturas, e todos saberão que quebrei Meu silêncio e emiti aquele Som ou Palavra.”

“A força eficaz desta Palavra nos indivíduos e suas reações a Ela será de acordo com a magnitude e receptividade de cada mente individual.”

“Quebrar Meu silêncio criará um abalo espiritual, e todos sentirão isso em seus corações.”

Meher Baba afirmou repetidas vezes que Ele somente falaria, quando o ato de quebrar o Seu silêncio tivesse o seu impacto mais universal.
Seu trabalho, disse Ele, “pode ser comparado a acumular e arranjar um montão universal de lixo acumulado da ignorância do homem na Ilusão, que o enreda no falso e o previne de ficar ciente de sua verdadeira identidade.”
Ele sempre enfatizou, de novo e de novo, que a questão de quando liberaria a Palavra iria depender inteiramente do tempo propício, de acordo com Sua perspectiva, na qual Ele esperaria a hora mais oportuna para quebrar Seu silêncio, de maneira a conseguir o efeito desejado.
Baba indicou que tal tempo coincidiria com o ponto no qual guerra e destruição estiverem no auge, em todo o mundo, e a humanidade no seu maior desespero em sua necessidade da liberação desta “maré da Verdade”.
Meher Baba também continuamente apontava para tempos estranhos e difíceis que precederiam a experiência da quebra de Seu silêncio pela humanidade.
Ele se referia a um período de “humilhação” que precederia Sua “Manifestação”, no qual a fé e o amor de seus seguidores seriam testados com severidade e

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quando até Suas palavras se voltariam contra Ele. Sempre estressava que Sua Manifestação como Avatar desta Era seria ligada à quebra de Seu silêncio, e que, desta vez, não iria acontecer até que o caos, a confusão e o conflito no mundo chegassem ao máximo.

“Quando digo que Minha Manifestação está conectada com a quebra do Meu Silêncio, as pessoas não devem esperar um derramamento de verbosidade.
Pronunciarei a “Palavra das palavras” que transmitirá irresistivelmente o estado de “Sou-Deus”…A palavra que falarei chegará para o mundo como vinda de Deus, não de um filósofo; irá direto para o coração.”

Num certo ponto, Baba até indicou que a preparação para a quebra de Seu silêncio podia levá-Lo a deixar o Seu corpo físico.

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Apesar de Seu Silêncio, Meher Baba se comunicava bastante e claramente. Seus meios de comunicação variaram através dos anos, mas na maior parte do tempo girava em torno do uso de uma tábua com o alfabeto, e de gestos.
A maioria das mensagens e palestras do Baba, sobre todos os assuntos, desde amor por Deus até os vários estados de consciência e os estágios do caminho espiritual foram ditados primeiro através do uso da tábua com o alfabeto, letra por letra. Em 1954, entretanto, Baba desistiu de usar essa tábua e, desde então contou com uma linguagem de gestos singulares e pessoais, para todas as comunicações verbais.
Embora Meher Baba tenha viajado muito durante Sua vida e tenha visitado o Ocidente em um total de treze vezes, em diferentes ocasiões, só após dizer explicitamente sobre o problema da busca da expansão da consciência através das drogas, que Ele começou a ficar muito mais conhecido no mundo Ocidental em geral.
Logo após o primeiro desabrochar do movimento psicodélico, no meio dos anos 60, um certo número de Americanos pediram informações ao Baba sobre a validade da experiência das drogas, desde a marijuana até todas as variedades das chamadas substâncias de “expandir consciência”. Sua declaração como resposta foi direta e tranquilizante:

“Se Deus pode ser encontrado através do meio de qualquer droga, então Deus não é digno de ser Deus…
Nenhuma droga, seja qual for sua grande promessa, pode ajudar alguém a alcançar a meta espiritual.
Não existe nenhum atalho para essa meta, exceto através da graça de um Mestre Perfeito, e as drogas, LSD mais do que as outras, somente dão uma aparência de “experiência espiritual”, um vislumbe de uma falsa realidade.

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A experiência está tão longe da realidade quanto uma miragem está da água. Não importa o quanto a pessoa vá atrás da miragem, nunca alcançará a água e a procura por Deus através das drogas deve acabar em desilusão.”

Quanto às religiões organizadas, com seus rituais e cerimônias, desgastadas pelo tempo, Baba as compara à palha em volta do grão, a casca que cobre a semente da verdadeira espiritualidade.
“Quando a mente se expressa em padrões de ritos formais e cerimônias rígidas, não é mais do que um eco vazio do hábito de incontáveis gerações, executadas automaticamente sem o ‘coração’.”
Na realidade, de acordo com o Baba, Deus responde apenas ao amor.
“Ele não ouve a linguagem da mente e suas rotineiras meditações, concentrações e pensamentos sobre Deus. Ele ouve apenas a linguagem do coração e sua mensagem de amor, que não necessita de nenhuma cerimônia ou espetáculo.”

“O amor é essencialmente auto-comunicativo: aqueles que não tem amor ’pegam’ daqueles que tem. Nenhuma quantia de ritos, rituais, cerimônias, adoração, meditação, penitência e lembrança pode produzir amor por si próprios. Pelo contrário, aqueles que suspiram alto e choram e se lamentam ainda não experienciaram amor. Este ateia fogo em quem o encontra. Ao mesmo tempo, sela seus lábios para que a fumaça não escape.”

Em conformidade, Meher Baba não ofereceu nenhum ritual ou cerimônia, nem certas dietas ou exercícios, nenhuma forma física de meditação ou práticas espirituais aos Seus seguidores.

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Não há nenhuma “igreja”, nenhum designado professor ou qualquer hierarquia. Não há nenhuma taxa. A verdadeira espiritualidade, aos olhos do Baba, não é um caso de pertencer a alguma organização, mas ao invés, é um assunto do coração, uma questão de grau do quanto se vive uma vida honesta e amorosa. Para o Baba, o ateu confesso que faz fielmente o seu trabalho no mundo é bem mais abençoado do que o homem que proclama ser religioso, mas foge das suas responsabilidades práticas do dia-a-dia.
“O pior pecado”, Ele disse, “é a hipocrisia!”

“A religião, como o culto, deve ser do coração.”

“A verdadeira religião consiste em desenvolver a atitude mental que deve, no final, resultar em se enxergar Uma Infinita Existência, prevalescendo no Universo;
Quando alguém puder viver no mundo e, no entanto, não ser do mundo, e ao mesmo tempo, estar em harmonia com tudo e com todos;
Quando alguém puder ver a mesma divindade na arte e na ciência e experienciar a mais alta consciência e êxtase indivisível em todos os dias da vida;
“Siga qualquer religião que gostar, mas siga o núcleo mais íntimo da mesma.”
“Minha religião pessoal é ser o Mais Antigo, o Um Infinito e a religião que eu passo a todos é o amor por Deus.”
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Do final dos anos 20 até o fim de Sua vida na terra, Meher Baba ia de uma fase especial de atividades à outra. A maior parte dos anos 30 consistiu de um período de viagens pelo mundo. Durante aqueles anos, Baba viajou com frequência para a Inglaterra, a Europa e a América, estabelecendo contatos com Seu primeiro grupo íntimo de discípulos Ocidentais, enquanto trabalhava de maneira geral para fazer as pessoas acordarem, em todo o globo, para a busca da experiência das suas próprias Realidades Infinitas.

“O mundo necessita acordar e não mais com instruções verbais.”
“Minha única felicidade depende de fazer as pessoas entenderem, não através da mente, mas sim através da experiência, que só Deus é o Amado por Quem existimos.”

Mais para o final dos anos 30 e por praticamente toda a década seguinte, Baba manteve Sua atenção quase que exclusivamente em Seu Trabalho com os “masts”, almas espiritualmente avançadas que estão tão intoxicadas com suas experiências interiores de Deus que parecem ser loucas. Apesar de suas aparências externas e comportamentos, frequentemente incomuns, entretanto Baba descreveu tais indivíduos como os verdadeiros amantes de Deus, e Ele trabalhou árduamente com certos discípulos Seus para entrar em contacto com centenas deles, a maioria por toda a Índia e regiões circundantes, simultaneamente dando a cada um deles um empurrão espiritual, enquanto coordenava e usava as energias deles para Seu próprio Trabalho com a humanidade, “como tantas estações de transmissão de energia para uma casa de força central.”
Em seguida, começando em 16 de Outubro de 1949, ocorreu o mais enigmático de todos os muitos aspectos do trabalho de Meher Baba, que foram os três anos de Sua “Nova Vida”.
Nesta mudança radical, não somente na Sua vida anterior, mas também na rotina normal do

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Mestre espiritual, Baba e mais vinte discípulos-companheiros, cuidadosamente escolhidos a dedo, foram viver uma vida de completa “desesperança, desamparo e sem propósito”. Tendo desistido de todas as propriedades e tudo, exceto algumas roupas e alguns objetos pessoais, todos, incluindo Baba, viajaram por toda a Índia, totalmente incógnitos, sem dinheiro, mendigando comida, executando as instruções do Baba, com frequência em face de tremendo esforço e fatiga, e vivendo em rigorosa conformidade com as “condições da Nova Vida”, as quais Baba havia imposto.
No final deste período, Baba declarou que tinha conseguido cumprir o trabalho da Nova Vida para a Sua máxima satisfação, e através dela, Seus discípulos foram introduzidos a uma maneira de vida mais árdua mas, ao mesmo tempo, mais livre do que eles poderiam ter imaginado.

“ Esta Nova Vida não tem fim, e mesmo depois da minha morte física, será mantida viva por aqueles que viverem uma vida de completa renúncia da falsidade, das mentiras, do ódio, da raiva, da ganância e da luxúria; e quem, para cumprir tudo isso, não fizer nenhuma ação de luxúria, não prejudicar ninguém, não falar mal pelas costas, não procurar pelo poder ou pelas posses materiais, quem não aceitar homenagens, nem cobiçar honrarias, nem evitar desgraças, e não temer nada, nem ninguém; por aqueles que confiam apenas e inteiramente em Deus, e quem amar a Deus com pureza, só pelo fato de amar; aqueles que acreditam nos amantes de Deus e na Realidade da Manifestação e, no entanto, não esperam qualquer recompensa espiritual ou material; aqueles que não abandonam a verdade, e que sem se abalarem pelas calamidades, encaram totalmente e com bravura todas as dificuldades,

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com cem por cento de alegria, e não dêem nenhuma importância às castas, aos credos,e às cerimônias religiosas. Esta Nova Vida viverá por si só eternamente, mesmo que não exista ninguém para vivê-la.”

Baba terminou a fase “ de andar sem rumo” da Nova Vida em 1952, quando voltou, mais uma vez, a residir em “Meherazad”, um lugar isolado, cerca de 9 milhas nas redondezas da cidade de Ahmednagar. Situado adjacente ao notável “ Morro do Retiro” ( Seclusion Hill) onde Baba periodicamente trabalhava certos aspectos do que Ele se referia a “Trabalho de Retiro”, trabalho realizado durante um período de rigoroso isolamento do mundo externo.
Meherazad havia sido estabelecido por Baba e por aguns homens e mulheres que eram Seus discípulos residentes, anteriormente à Nova Vida, e agora servia como Sua residência até os restantes anos de Sua vida na terra.
De acordo com as Suas instruções de longa data, Meherabad, um pequeno assentamento à 15 milhas de distância, que no passado havia sido Sua sede central, por fim se tornaria o local do “Samadhi” do Meher Baba, isto é, seu “Túmulo-Santuário” ou o último lugar de descanso.
Assim que Seu último Trabalho de Retiro chegou ao fim, Baba começou mais uma vez um período de viagens extensivo, tanto pelo mundo assim como dentro da Índia.
Em Abril de 1952, houve a primeira de mais três viagens ao Ocidente e, no mês seguinte, enquanto viajava pelos Estados Unidos com um grupo de Seus discípulos, Baba foi gravemente ferido em um acidente automobilístico. A batida ocorreu perto da cidade de Praga, no estado de Oklahoma, perto do centro do país e, sombriamente, cumpriu-se a declaração enigmática feita por Baba anteriormente sobre um “desastre pessoal” que cairia sobre Ele. Mais tarde, Ele adicionou que havia sido ordenado por Deus que Ele deveria “derramar Seu sangue” na América.

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Um segundo acidente de carro, tão sério quanto o primeiro, ocorreu na Índia, cerca de 4 anos e meio depois, em Dezembro de 1956, enquanto Baba ia de Poona à Satara, no local exato onde Ele havia levado previamente Seus homens mandali para um dia de jogo de cricket (Baba havia jogado alternadamente nos dois lados, levando o jogo a um empate equilibrado). No acidente que ocorreu na América, além de vários outros ferimentos, a perna esquerda de Baba havia quebrado; no acidente subsequente, na Índia, Seu quadril direito foi despedaçado. No entanto, os efeitos esmagadores desses acidentes e o sofrimento que Baba suportou em silêncio total, por causa de tudo isso, parece que somente fez intensificar o poder do Seu amor e enfatizar Sua autoridade divina. Apenas dois meses após o segundo acidente automobilístico, Meher Baba ditou as seguintes palavras para os Seus discípulos mais chegados que estavam com Ele naquela época: “Baba teve Seus ossos do corpo físico quebrados para que sejam quebradas a ‘espinha dorsal’ do aspecto material da era da máquina (Kali Yuga), enquanto deixa intacto o aspecto espiritual.”

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Em Fevereiro de 1954, antes de Seu segundo acidente automobilístico, em um vilarejo extremamente afastado, perto de Hamirpur, no interior da Índia, Meher Baba havia finalmente confirmado o segredo de Sua divindade, e por todo o período em que ocorreram os acidentes, dezenas de milhares de pessoas foram atraídas por Ele como um ímã.
Por fim, a multidão de Seus “amantes” (termo carinhoso que Baba chamava Seus seguidores), ficaram sabendo o que Seus discípulos mais chegados já haviam entendido o tempo todo: Que o Senhor de seus corações era, na verdade, o Senhor do Universo e não um santo ou mahatma, nem um pir ou yogi, nem um “amigo de Deus” ou nem mesmo um Sadguru ou Qutub, mas verdadeiramente “o próprio Deus em forma humana.”
Um grito de “Avatar Meher Baba Ki Jai” (Ave o Homem-Deus Meher Baba!) se espalhou rapidamente por todas as partes da Índia por onde Ele viajou, e mais de cem mil pessoas vinham vê-Lo por apenas um dia nas ocasiões quando Ele dava “darshan” (isto é, a oportunidade de estar em Sua Presença.)

“ O verdadeiro Messias consegue despertar os ideais mais altos nos homens e tocar os corações de milhões.”

“ Quero que vocês façam de Mim o seu companheiro constante. Pensem em Mim mais do que pensam em si mesmos. Seu dever é Me manter constantemente com vocês, em seus pensamentos, nas suas conversas e nas suas ações.”

“Gravem essas palavras em seus corações: Nada é real, exceto Deus. Nada tem importância, exceto o amor por Deus.”

“Somente aqueles que vivem a vida de amor, honestidade e auto-sacrifício podem Me conhecer como ’O Mais Antigo’,

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“O seu amor próprio me esconde, o seu amor por Mim me descobre.”

“Se tiverem aquele tipo de amor que São Francisco sentia por Jesus, então não somente irão me conhecer, mas também irão me agradar.”

“Se entreguem ao Deus-Homem, a quem Deus revela a Si próprio em sua máxima glória.”

No Ocidente, também era uma época especial, pois em antecipação às suas viagens à America e à Australia, durante os anos 50, os seguidores do Meher Baba estabeleceram centros nestes dois países, um em Myrtle Beach, no estado da Carolina do Sul, e perto de Woombye em Queensland, que eram lugares onde o Baba declarou que, um dia, se tornariam locais de peregrinação no mundo todo, como em Meherabad na Índia, onde estaria o Seu Samadhi (Túmulo-Santuário).
Além disso, em 1955, o livro “Deus fala” (“God Speaks”) foi publicado, abrangente livro do Baba sobre os estados de Deus, os planos de consciência e os estágios do caminho espiritual; Baba deu também várias mensagens durante essa época, como as entituladas “O Maior dos maiores”, “o chamado de Meher Baba” e “ A Declaração final”, as quais contem declarações definitivas em relação ao Estado do Avatar e o curso dos futuros eventos para a humanidade em geral.

“Consciente ou inconscientemente, direta ou indiretamente, cada uma e todas as criaturas, cada um e todos os seres humanos, esforçam-se por afirmar a personalidade. Quando , por fim, a criatura experiencia conscientemente que é Infinita, Eterna e Indivisível, ela se torna completamente consciente de sua individualidade como Deus e é reconhecida como Mestre Perfeito, Sadguru ou Qutub.

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Quando Deus se manifesta na terra na forma de homem e revela Sua divindade para a humanidade, Ele é reconhecido como o Avatar; “assim Deus se torna homem…”
“O Avatar é sempre Um e o mesmo, porque Deus é sempre Um e o mesmo, o Eterno, o Indivisível, o Infinito, quem se manifesta na forma de homem como o Avatar, como o Messias, como o Profeta, como o Mais Antigo, o Maior dos maiores. Este Eternamente Um e mesmo Avatar repete Sua manifestação de tempos em tempos, em ciclos diferentes, adotando formas diferentes, em lugares diferentes, para revelar a Verdade, usando trajes diferentes e falando línguas diferentes, para elevar a humanidade do poço da ignorância e libertá-la da prisão de ilusões.
Dentre as manifestações de Deus mais reconhecidas e idolatradas como Avatar, Zaratustra é a mais antiga, tendo sido Avatar antes de Rama, Krishna, Buda, Jesus e Maomé. Milhares de anos atrás, Ele deu ao mundo a essência da Verdade, na forma de três preceitos fundamentais, que são Bons pensamentos, Boas Palavras e Boas ações.

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Estes preceitos eram e ainda são constantemente revelados à humanidade em uma forma ou outra, direta ou indiretamente em cada ciclo, pelo Avatar de determinada Era, enquanto lidera a humanidade para a Verdade.
Não é fácil colocar estes preceitos de Bons Pensamentos, Boas Palavras e Boas Ações em prática, embora não seja impossível. Mas, vivê-los honesta e literalmente parece ser impossível como tentar praticar “uma morte em meio à vida.”

“De tempos em tempos, quando o pavio da virtude produz pouca luz,
O Avatar vem ainda mais uma vez reavivar a tocha do Amor e da Verdade. De tempos em tempos, em meio ao clamor dos tumultos, das guerras, dos medos e do caos, soa o chamado do Avatar: “Venham todos até mim.”

“Embora, por causa do véu de ilusão, este chamado do Mais Antigo possa parecer como uma voz no deserto, seu eco, no entanto, está presente através do tempo e do espaço para acordar de seus sonos profundos da ignorância a alguns poucos, no começo e por fim milhões. E no meio da Ilusão, como a Voz por trás de todas as vozes, ela desperta as criaturas para testemunhar a manifestação de Deus em meio à humanidade.

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“Chegou a hora. Eu repito o chamado e convido a todos a virem até Mim.”

Com Sua “Declaração final”, uma mensagem que faz referências específicas à deixar Seu corpo, Meher Baba provocou um furor de profunda preocupação entre Seus seguidores. Em resposta à inundação de numerosas cartas e telegramas pedindo informações sobre o sentido de suas declarações a respeito de Sua morte física, Baba mandou uma circular para o conforto moral:

“Não há motivo algum para ninguém se preocupar. Baba foi, é e sempre será eternamente existente. O corte de relações externas não significa o término da conexão interna…É possível estabelecer a ligação interna, obedecendo as ordens do Baba. Dou-lhes todas as minhas bençãos para reforçar estas ligações internas.”
Aos Seus mais próximos, Baba reiterou que, em todo Advento, o Avatar continua acessível como se presente fisicamente, por um mínimo de 100 anos (ou um pouco mais) após a Sua morte física.

“Independente de dúvidas e convicções e pelo Infinito Amor que Eu suporto por um e por todos, continuo a vir como o Avatar, para ser julgado, uma vez mais, pela humanidade, em sua ignorância, e para ajudar o homem a distinguir o Verdadeiro do falso.”

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Os últimos vários anos da vida de Meher Baba representam ainda outra fase de Seu Advento. Fora alguns poucos encontros com o povo e umas poucas reuniões individuais com os recém-chegados, Baba passou esses últimos anos junto com Seus mais íntimos discípulos residentes, em reclusão relativa. Em contraste com os primeiros anos, Ele quase não viajou. Ao invés disso, passava horas todo dia completamente imperturbável, intensamente absorvido no que Ele chamava de Seu “Trabalho Universal”. Dia após dia, por um período de anos, Baba continuou este trabalho interno espiritual com regularidade metódica, oferecendo poucas explicações dos Seus propósitos, exceto para enfatizar que era de importância primordial para toda a humanidade.

“ Vocês só conseguem enxergar o que Me vêem fazendo por fora, mas Eu estou continuamente trabalhando em todos os planos de consciência ao mesmo tempo.
Conforme se aproxima a hora de Minha manifestação, a pressão do Meu trabalho é tremenda…Ninguém consegue ter a menor idéia da intensidade do Trabalho que estou fazendo em reclusão. A única dica que posso dar é que, comparado com o Trabalho que faço em reclusão, todos os trabalhos mais importantes do mundo colocados juntos são completamente insignificantes. Embora, para mim, o peso do Meu Trabalho seja esmagador, o resultado do Meu Trabalho será intensamente sentido por todas as pessoas no mundo todo.”

Coforme Seu Trabalho de Reclusão progredia, a saúde do Baba piorava. No final do ano de 1968, Seus discípulos mais próximos ficaram cada vez mais preocupados e imploravam para o Baba não negligenciar tanto Sua saúde, diminuindo o Trabalho.
“Isto significaria, mais uma vez, prolongar a data de Minha Reclusão”, Ele respondia.

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“Se agora Eu permitisse que isto acontecesse, adiaria indefinidamente o resultado e o colocaria em um curso diferente do desejado!”

“A Verdade de Deus não pode ser ignorada; assim, pela ignorância e fraqueza da humanidade, uma reação adversa tremenda é produzida e o mundo se encontra em um caldeirão de sofrimento através de guerras, de ódio, de ideologias conflitantes e de rebeliões da natureza na forma de enchentes, fome coletiva, terremotos e outros desastres. No fim, quando o ápice é alcançado, Deus se manifesta novamente em forma humana para guiar a raça humana na destruição do mal criado por ela mesma, para que possa ser reestabelecida na Verdade Divina.”
“O Meu Silêncio e sua quebra iminente é para salvar a raça humana das forças monumentais da ignorância e para cumprir o Plano Divino da Unidade Universal.
A quebra do Meu Silêncio revelará ao homem a Unidade Universal de Deus, a qual trará a freternidade universal do homem, Meu Silêncio tinha que ser. A quebra do Meu Silêncio terá que acontecer, logo!”

Baba continuou, sem diminuir, o Seu Trabalho e somente Seus Mandali mais próximos testemunharam o sofrimento inconcebível que acompanhava Seu Trabalho. Finalmente, para o grande alívio de Seus discípulos, Baba anunciou que havia sido completado com 100% de satisfação e que os resultados daquele trabalho começariam a se manifestar.
Porém, por essa época, o estado de Sua saúde ficou extremamente grave; Baba declarou, de maneira prática, que o tremendo peso do trabalho de Sua última

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grande reclusão tinha, na verdade, acabado com Sua saúde.
Conforme Seus discípulos insistiam para que se submetesse a outros exames médicos, Ele se recusava com as seguintes palavras: “Minha condição não tem nenhum fundamento médico; é puramente devido à tensão do Meu Trabalho.”
Nas semanas seguintes, Baba deu muitas dicas veladas de que logo iria deixar Seu corpo. Embora, anteriormente, o trabalho do Baba tenha, muitas vezes, afetado seriamente Sua saúde, nesta ocasião Ele declarou mais de uma vez: “Minha hora chegou.”
Enquanto Seus discípulos residentes ficavam cada vez mais perturbados e deprimidos pela deteriorização de Sua condição física, Baba constantemente os relembrava pra continuarem alegres e não se preocuparem.
Em 31 de Janeiro de 1969, logo após o meio-dia, depois de ter feito graça sobre a quantidade de remédios que havia sido dada a Ele por causa de Sua doença misteriosa, Meher Baba faleceu.

“Eu nunca nasço. Eu nunca morro. A cada momento, tenho um nascimento e passo pela morte…Embora Eu esteja presente em todo lugar eternamente, no Meu estado infinito e sem forma, de tempos em tempos tomo uma forma e esse ’tomar forma e sair dela’ é chamado de Meu nascimento físico e morte física.”

“Neste sentido, Eu nasço e morro quando meu Trabalho Universal está terminado.”

“Não viva na ignorância. Não perca seu precioso tempo de vida diferenciando e julgando o próximo. Aprenda a ansiar pelo amor a Deus. Mesmo em meio às suas atividades terrenas, viva apenas para encontrar e dar-se conta da sua verdadeira identidade com Seu Amado Deus.”

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“Seja puro e simples, e ame a todos pois todos são um só. Viva uma vida sincera; seja natural e honesto consigo mesmo.”

“A honestidade lhe guardará contra a falsa modéstia e lhe dará a força da verdadeira humildade. Não poupe nenhuma dor para ajudar aos outros. Não procure outro prêmio que não seja presente do Divino Amor. Anseie por este presente sincera e intensamente e prometo, em nome de Minha Divina Honestidade que lhe darei muito mais do que possa desejar.”

“ Dou toda a Minha benção para que a fagulha do Meu Divino Amor possa implantar em seus corações o profundo desejo pelo amor a Deus.”

“A quebra de Meu Silêncio, que é o sinal da Minha Manifestação pública, não vai demorar. Eu trago o maior tesouro que é possível para o homem receber; um tesouro que inclui todos os outros tesouros, que vai durar para sempre, que cresce quando compartilhado com os outros. Estejam prontos para recebê-lo.”

“Quando a Palavra do Meu Amor quebrar seu silêncio e falar em seus corações, lhes dizendo quem Eu realmente sou, saberão que aquela é a Verdadeira Palavra que sempre ansiaram por ouvir.”

“Eu sou o Divino Amado que lhes ama muito mais do que possam,um dia, vir a amar a si mesmos.”

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O falecimento de Meher Baba trouxe ainda mais um capítulo em Seu Advento. Com a morte física do Deus-Homem, não é mais possível ter conexões externas com Ele, não pelos próximos 700 anos, até o Avatar voltar novamente, como afirmava Baba com frequência. As conexões externas, no entanto, não eram o motivo do trabalho do Deus-Homem; eram apenas os meios através dos quais Ele colocava Seu trabalho em movimento. Ele vem à terra como um homem perfeito para atualizar o exemplo dos mais altos ideais da vida humana e para reacordar a humanidade à possibilidade de estabelecer conexões internas com Deus, o Amado Divino, em cada coração.
Através do Deus-Homem, Deus vem para amar e servir, e sofrer, pois em Sua ilimitada universalidade, somente o Avatar pode dar à Criação o empurrão interno necessário para concretizar o seu curso.
Em Seu tempo de vida na terra, Ele plantou sementes de amor altruísta, em lugares onde elas devem inevitavelmente brotar e florescer, e deixa atrás de Si Sua mensagem e Seu exemplo; nesta Era, uma abundância de informações, sem precedentes, sobre a Sua vida sobressai como profundo e convincente testemunho da Sua Realidade. Ainda mais importante, Ele deixa atrás de Si a promessa de Sua eterna Presença interna e a possibilidade de atrair ainda mais para perto Dele e, no final, chegar a conhecê-Lo ao se recordar Dele com amor e ao seguir as orientações que Ele deixou para todos aqueles que buscam Deus e para os amantes de Deus em qualquer lugar.

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Posfácio: O que vem depois?

Se acontecer de, após ler esta pequena introdução ao Meher Baba, achar que gostariam de conhecer mais sobre Ele, é para esse motivo que existe a Parte Dois deste livro; dará uma amostra de alguns discursos e mensagens-chaves que os ajudarão a começar a se familiarizar com Ele. Porém, como foi dito na introdução deste pequeno volume, é na verdade simplesmente um “convite” para encontrarem o Avatar desta Era, para realmente conhecê-Lo e seguí-Lo.
Para verdadeiramente “conhecerem” Meher Baba, será preciso tentar encontrá-Lo, não apenas coletar informação sobre Ele, mas encontrá-Lo como Ele realmente é. Até certo ponto, podem começar, lendo mais sobre Ele; muito mais tem sido escrito sobre o Meher Baba, além dos livros que Ele mesmo escreveu; e também vendo Sua imagem em uma variedade de fotografias,videos e filmes que capturaram um precioso vislumbre dele durante este advento. O Avatar tem sido , mais que tudo, compassivo, nesta Era, deixando uma documentação, sem precedentes, de Sua vida e Seu trabalho, em uma lista crescente de centenas de livros, milhares de fotografias e inumeráveis videos e Dvds, que O mostram em ação. E já neste primeiro estágio de Seu Advento, incontáveis álbuns de música, de cassetes e de cds tem sido produzidos com músicas e canções celebrando a volta do “Mais Antigo”.
Todo esse material está facilmente disponível através de recursos online e livrarias, assim como também através de vários grupos e centros que são dedicados ao Avatar Meher Baba, pelo mundo afora. Alguns desses recursos estão em uma lista no final deste livro; muito mais pode ser encontrados através dessa lista de contatos e pesquisando “Meher Baba” via internet.

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Vários de Seus livros podem ser encontrados online através do website Avatar Meher Baba Trust, e uma biografia do Meher Baba de 20 volumes e de mais de 6.000 páginas pode ser lida no website, dedicado ao “Lord Meher”.
Muitos grupos e centros, em todo o mundo, mantem regularmente reuniões programadas, assim como apresentam vários eventos que podem incluir conversações, filmes e música. Talvez possam querer participar de tais reuniões, ou possam preferir atravessar seus caminhos até
Meher Baba sozinhos. Não há nenhum requerimento, além de coração aberto, e não há nenhuma taxa, além do preço de perder seu “eu” limitado. Embora alguns grupos tenham associações, e algumas organizações sem fins lucrativos e conselhos administrativos tenham, por necessidade, oficiais e diretores, não há nenhuma burocracia com respeito a se aproximar, conhecer ou seguir Meher Baba. Sendo o Amado Eterno, Ele é diretamente acessível a todos aqueles que buscam a Deus através do coração, o qual Ele descreveu como sendo Seu templo verdadeiro; e, durante as centenas de anos que se seguem após deixar Seu corpo físico, declarou que permanecerá “como se estivesse presente fisicamente”, um segredo aberto relacionado ao Advento do Avatar que torna possível desenvolver um relacionamento íntimo e pessoal com o Deus-Homem interiormente sem qualquer intercessão ou intermediário.
No final, por causa que o amor motiva uma familiaridade cada vez mais profunda com o Amado, se houver maior interesse em Meher Baba, provavelmente irão querer visitar alguns dos lugares associados com Sua vida e Seu trabalho. Ele estabeleceu três principais lugares de peregrinação durante Seu tempo de vida; o mais importante de todos é aquele em Meherabad, perto de Ahmednagar na Índia, onde está localizado Seu Samadhi, ou “Túmulo-Santuário”. Preparativos para ir lá visitar podem ser feitos através do website “Avatar Meher Baba Trust” que está incluido na lista no final deste livro.

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Do mesmo modo, foram desenvolvidos centros em Meher Spiritual Center (em Myrtle Beach, na Carolina do Sul, E.U.A.) e no Avatar’s Abode (perto de Brisbane, na Austrália) com provisões para visitas de várias durações; detalhes sobre esses lugares e informações para planejar uma visita aos mesmos podem ser encontrados nos websites associados com estes centros.

Em última análise, “O que vem depois?” é uma pergunta que somente os seus corações podem responder. Com esta introdução, vocês receberam seus “convites”. Agora, só resta decidirem a se dedicar a estudar o Deus-Homem, na oportunidade de conhecê-Lo e, por fim, encontrá-Lo como Ele realmente é, não em livros, ou nas igrejas, ou nos templos, mas, sim, dentro de vocês, como o Senhor do amor, o Amado Divino, que é adorado pelos amantes de Deus em qualquer forma e que está eternamente vivo em todos os corações.

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MEHER BABA—THE COMPASSIONATE ONE! — Italian Translation

November 3rd, 2017

Meher Baba

Il Compassionevole

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Meher Baba, Londra, 1925

Meher Baba

Il Compassionevole

Rick M. Chapman

The White Horse Publishing Company
www.whitehorsepublishing.com 

Titolo originale inglese Meher Baba The Compassionate One
Tradotto in italiano nel 2016 da Donata Mazzola.

Copyright © 1987, 2008, The White Horse Publishing Company, Berkeley, California, USA.

Tutte le citazioni e le fotografie di Meher Baba per gentile concessione di: Copyright © Avatar Meher Baba Perpetual Public Charitable Trust, King’s Road, Ahmednagar, Stato di Maharashtra, India, e Lawrence Reiter, North Myrtle Beach, Carolina del Sud, USA.

I due discorsi “Io sono la Canzone” e “Il cercatore di perle” sono tratti da Il Tutto e il Nulla (edizione online sul sito www.ambppct.org) – Copyright © Meher House Publications, Beacon Hill, Australia – Copyright © 1989 Avatar Meher Baba Perpetual Public Charitable Trust, Ahmednagar, India

Tutti i diritti sono riservati. Nessuna parte di questo libro può essere usata o riprodotta in qualsiasi forma senza autorizzazione scritta, salvo brevi citazioni in articoli di critica e recensioni.

Per informazioni: The White Horse Publishing Company
www.WhiteHorsePublishing.com 

INDICE

Prefazione – Un invito 7

Prima parte
Introduzione alla vita e all’opera di Avatar Meher Baba 8
Postfazione – E poi? 42

Seconda parte
Messaggi e Discorsi selezionati di Avatar Meher Baba 44
Il Messaggio Universale di Meher Baba 46
L’Avatar 47
La Nuova Umanità 52
L’inizio e la fine della Creazione 60
La vita dello spirito 69
L’amore 76
Il travaglio del nuovo ordine del mondo 84
Dodici modi di realizzarmi 87
Io sono la canzone 89
Il cercatore di perle 91
L’Altissimo tra gli Alti 93
La chiamata di Meher Baba 99
Le sette Realtà 103
La Preghiera Universale 104
Come amare Dio 106
Per ulteriori informazioni su Meher Baba 107  


Prefazione – Un invito
Scrissi originariamente il profilo biografico che costituisce la prima parte di questo libro all’inizio degli anni 1970 in forma di articolo destinato alla pubblicazione sul settimanale Life. Ero da poco tornato dall’India, dove avevo incontrato personalmente Meher Baba. A quel tempo, i suoi messaggi sulle differenze tra l’esperienza delle droghe psichedeliche e il vero misticismo suscitavano interesse praticamente da tutte le parti – nei campus universitari, alla radio e alla televisione e sulla stampa. Ma la vita fa quello che vuole e Life chiuse i battenti due settimane dopo la consegna dell’articolo.
Alla fine, il mancato articolo divenne un opuscolo introduttivo – “Meher Baba, Il Padre compassionevole” – distribuito per anni gratuitamente da Meher Baba Information a tutti coloro che, da ogni parte del mondo, chiedevano informazioni sul recentissimo Avvento del Dio-Uomo. Molti anni più tardi, nel 1987, il testo fu rivisto e ripubblicato sotto forma di un nuovo opuscolo introduttivo e, con l’aggiunta di diversi messaggi chiave, discorsi e fotografie, in forma di libro. E il titolo cambiò. Meher Baba, Il Compassionevole mi sembrò più vero e appropriato per trasmettere il senso più profondo del nome dato all’Avatar di quest’epoca, che richiama l’appellativo di Budda, “L’Illuminato” e abbandona la traduzione più semplicistica dell’universale “Baba” nel vernacolo indiano.
Per diverse ragioni, solo un paio di copie del nuovo libro e dell’opuscolo arrivarono fino in India. La presente versione ristampata in India, con alcuni cambiamenti rispetto al testo precedente, vuole sopperire a tale mancanza e portare nuove informazioni introduttive sull’Avatar di questo tempo sia nel libro sia nell’opuscolo. Considerata la sua estrema brevità, per me questo libro è soprattutto un “invito” a incontrare Meher Baba, una breve illustrazione della sua vita, del suo lavoro e dei suoi messaggi. Un invito, per sua stessa natura, è un segnale di qualcosa che verrà, un biglietto d’entrata per un evento o un’attività. Allo stesso modo, questo libro vuole invitarvi a “incontrare” Meher Baba e darvi un assaggio di quello che vi aspetta: l’opportunità di conoscere la vita e l’opera del Cristo di questa epoca e di scoprire la sua presenza eternamente viva nei cuori ardenti.

PRIMA PARTE

Introduzione alla vita e all’opera
di
Avatar Meher Baba


M
eher Baba significa “Il Compassionevole” ed è il nome dato da un gruppo di primi discepoli al loro Maestro quando, all’inizio degli anni 1920, i segni del suo stato spirituale unico cominciarono a farsi evidenti. Cercare di descrivere brevemente la vita di Meher Baba crea una sintesi straordinaria, anche se enigmatica. In primo luogo, migliaia di persone di ogni maggiore tradizione religiosa lo riconoscono come “Dio in forma umana” – il Cristo, il Profeta, il Salvatore, il Messia – l’Avatar di questa epoca. In secondo luogo, per la maggior parte della sua vita Meher Baba ha svolto tutte le sue numerose e svariate attività mantenendo il silenzio. Per 44 anni, dal 1925 fino a quando ha lasciato la sua forma fisica nel 1969, mentre formava i suoi discepoli o lavorava per dare sollievo ai lebbrosi e ai poveri, mentre forniva istruzione scolastica e cure mediche gratuite alle persone bisognose del luogo o mentre formava spiritualmente gli studenti del suo “Prem (Amore) Ashram, unico nel suo genere, mentre lavorava intensamente con gli spiritualmente ebbri mast (che Baba ha descritto come veri amanti di Dio) o mentre incontrava le moltitudini che si radunavano per il suo darshan (vista) quando si metteva a disposizione pubblicamente, mentre apriva una nuova finestra su ogni aspetto della ricerca spirituale attraverso i suoi messaggi, discorsi e libri o mentre offriva una specifica guida individuale agli innumerevoli seguaci provenienti da tutto il mondo, durante tutti questi 44 anni Meher Baba ha mantenuto il silenzio. Invece di parlare, si affidava ad altri mezzi per comunicare i messaggi che voleva trasmettere, ma soprattutto comunicava in un modo del tutto avvincente con il linguaggio del suo Amore.

Meher Baba ha dichiarato esplicitamente di essere l’Antico, l’Incarnazione Divina o il “Dio-Uomo”, il cui Avvento è stato anticipato da molte delle religioni e delle tradizioni spirituali attuali. In India egli è più comunemente conosciuto come l’”Avatar”, un termine sanscrito che significa letteralmente “Discesa di Dio”. Sebbene le dottrine di alcune religioni sostengano che una tale Manifestazione di Dio ha avuto luogo solo una volta nella storia, attraverso un particolare Dio-Uomo o un altro, gli insegnamenti mistici alla base di tutte le grandi religioni del mondo indicano che la comparsa dell’Avatar è tutt’altro che un evento del passato. Quale espressione naturale della Compassione Infinita e quale parte integrante del Piano Divino, tali Incarnazioni sono le periodiche rivelazioni dell’Amore e della Verità di Dio – la stessa Unica Realtà – sulla terra. Secondo Meher Baba, queste comparse dell’Avatar avvengono infallibilmente ogni 700-1400 anni circa, a seconda della situazione del mondo e dei bisogni spirituali di ogni Epoca.

Di conseguenza, tutte le Personalità Divine – Gesù, Budda, Krishna, Muhammad e Zoroastro sono tra le più conosciute – sono considerate allo stesso modo Avatar, e ognuna di loro è stata per la rispettiva epoca la più importante Manifestazione di Dio sulla terra che ha vissuto la vita perfetta di amore e servizio per mostrare di nuovo la possibilità di conseguirla. Per quanto le religioni fondate su queste comparse avatariche di Dio possano essere oggi distanti una dall’altra, Meher Baba afferma che in ogni Incarnazione Divina il Dio-Uomo ha sempre insegnato la stessa Verità essenziale.

Il messaggio di Meher Baba e il suo fascino raggiungono persone di ogni estrazione. Dei suoi seguaci fanno parte protestanti, cattolici ed ebrei in Occidente, indù, musulmani, zoroastriani e buddisti in Oriente, nonché molto che si consideravano agnostici o atei. In breve, Baba e quello che insegna sono universali. Sebbene possa certamente essere compreso nel contesto di ogni principale tradizione religiosa, egli è chiaro nel precisare che non appartiene a nessuna di esse in modo particolare.


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Meherabad, 1925

M
eher Baba proveniva da una famiglia zoroastriana e i suoi genitori erano precedentemente emigrati dalla Persia in India. Nacque nella città di Poona (poi chiamata Pune), un bellissimo centro collinare di cultura ed educazione nell’India centrale, a circa 160 chilometri da Bombay (poi chiamata Mumbai). Poco prima della sua nascita, la madre ebbe due sogni insoliti: nel primo vide migliaia di persone di ogni razza che passavano davanti a lei e aspettavano la nascita di suo figlio con grande impazienza e trepidazione; nel secondo numerose donne indiane in sari circondavano e adoravano il figlio appena nato. Alla nascita – il 25 febbraio 1894 – gli fu dato il nome di Merwan Sheriar Irani, cognome che indica la provenienza della famiglia dall’Iran.
L’infanzia e l’adolescenza di Merwan non furono particolar-mente fuori dal comune, ma tutti si accorgevano che qualcosa di indefinibile lo rendeva unico. Interessato alla poesia e alla letteratura – da Shakespeare al Maestro perfetto persiano Hafiz – e dotato nello sport, brillava per il suo carattere speciale e il suo raro fascino. Dopo aver frequentato una scuola superiore cattolica, il giovane Merwan entrò al Deccan College, l’università più apprezzata dell’India occidentale. Fu durante il suo secondo anno di università, a diciannove anni, che Merwan ebbe l’esperienza che gli rivelò la sua Divinità e diede inizio alla sua missione spirituale nel mondo come Avatar dell’Epoca.
La rivelazione della Divinità di Merwan avvenne tramite un bacio sulla fronte datogli da Hazrat Babajan, un’anziana donna che viveva a Poona ed era ampiamente venerata per la sua piena illuminazione. Questa Sadguru (Maestra Perfetta), che si dice avesse più di 120 anni a quel tempo, era essa stessa un tempio vivente della città. Originaria del Baluchistan, Babajan era arrivata a Poona più di venti anni prima e si era poi stabilita vicino a un particolare albero di neem sul ciglio della strada. Lì passava i suoi giorni e le sue notti, con qualunque tempo, e riceveva le migliaia e migliaia di pellegrini, aspiranti e anche gente comune che venivano da ogni parte dell’India per sedersi vicino a lei e avere la sua benedizione.
Una sera, mentre Merwan stava tornando a casa in bicicletta dal college, Babajan lo chiamò. Egli scese dalla bicicletta, le andò vicino e si sedette con lei in silenzio. Alla fine del loro incontro, l’anziana Maestra Perfetta baciò Merwan sulla fronte, egli poi si alzò e tornò subito a casa. Molti anni più tardi, Meher Baba descrisse così quel periodo: “Con un semplice bacio sulla fronte, tra le sopracciglia, Babajan mi fece sperimentare i fremiti di una beatitudine indescrivibile che si protrasse per circa nove mesi. Poi una notte mi fece realizzare in un istante la beatitudine infinita della realizzazione di Sé (realizzazione di Dio).”

In diverse occasioni, quando Merwan le faceva visita nei mesi seguenti, Babajan lo indicava dicendo: “Questo mio figlio un giorno scuoterà il mondo.”

O
gni volta che Dio viene come Avatar, “vela” la Sua Coscienza Infinita in una deliberata “discesa” a una forma umana scelta e preparata per la Sua Opera. I cinque Maestri Perfetti dell’epoca sono responsabili di attuare la “Discesa di Dio” (ossia della Realtà) nell’Illusione attraverso quella forma umana. Essi sono anche responsabili di “svelare” all’Avatar la Sua Infinita Coscienza quando giunge il momento dell’inizio del Suo ministero sulla terra.
Durante il periodo di quasi sette anni che seguì al fatidico bacio di Babajan, Merwan si sentì indotto a incontrare gli altri quattro Maestri in India che, come Babajan, erano riconosciuti come spiritualmente perfetti. I due Maestri Perfetti più conosciuti erano l’anziano Sai Baba di Shirdi, venerato come santo dai musulmani e dagli indù, e Upasni Maharaj, indù di nascita. Durante questo periodo, in diverse occasioni i due Sadguru dell’epoca dichiararono pubblicamente che Merwan era l’Avatar e mandarono alcuni dei loro discepoli a stare con lui.

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Meherabad Collina, 1927

Nei sette anni successivi al bacio di Babajan, Merwan divenne egli stesso noto come Sadguru, ossia colui che ha realizzato Dio. Molti di coloro che entrarono in contatto con lui – indù, musulmani e zoroastriani, cercatori di Dio come pure persone senza un’apparente inclinazione spirituale – cominciarono a sentirsi attratti da lui e a considerarlo come il loro Maestro. Furono questi primi seguaci e discepoli a chiamare Merwan “Meher Baba”, perché il nome che gli era stato dato da bambino non sembrava loro più adeguato per Colui che era diventato il loro amatissimo e compassionevole Signore e il Sole che aveva sciolto i loro cuori.
Nel 1922, con un consistente gruppo di devoti seguaci, Meher Baba lasciò Poona per Bombay. Qui fondò un ashram unico nel suo genere chiamato Manzil-e-Meem, la “Casa del Maestro”, dove questi primi discepoli furono iniziati a un periodo di stretta disciplina e rigoroso addestramento. Baba stesso era impegnato giorno e notte nella sua intensa attività spirituale e durante questo periodo si assunse una grande sofferenza, cominciando nel frattempo a sviluppare il “Circolo” di discepoli che lo aiutavano nella sua vasta opera a favore dell’umanità e di tutta la Creazione.

L’anno successivo Baba spostò il suo ashram da Bombay alla periferia di un desolato villaggio vicino ad Ahmednagar, a quasi 200 chilometri di distanza, nel cuore dell’altopiano del Deccan. In questo luogo egli fondò Meherabad, che sarebbe diventata la sede centrale del suo lavoro per i 25 anni successivi. Con lo sviluppo di questo nuovo centro di attività, Baba mise ancora di più alla prova coloro che lo seguivano. Partiva periodicamente per viaggi a piedi o in treno coprendo enormi distanze attraverso lo stato circostante del Maharashtra, l’India occidentale fino a Karachi e Quetta (che sarebbero poi diventate parte del Pakistan) e infine fino in Persia. Durante questi viaggi Baba si spostava sempre in incognito, e in diversi villaggi e località incaricava i suoi uomini di riunire i poveri o i lebbrosi, o a volte entrambi, che lavava, nutriva e vestiva con le proprie mani. Baba distribuiva in generale vestiti o cereali, o in alcune circostanze una somma di denaro, a ciascuna delle persone bisognose riunite. Queste furono le uniche occasioni in cui Meher Baba maneggiò del denaro.
Che fossero impegnati in duri lavori manuali a Meherabad o che accompagnassero il loro Maestro nei suoi viaggi, i discepoli di Baba trovavano che egli esigesse sempre di più da loro in quanto a resistenza e disponibilità al servizio. Molte volte, dopo una giornata estenuante cominciata prima dell’alba e conclusasi dopo mezzanotte, Baba faceva alzare i suoi uomini dopo appena due ore di sonno per informarli che era giunto il momento di partire per un’altra destinazione. Lunghi viaggi a piedi, poco sonno, pasti scarsi e irregolari: durante alcuni periodi questo era il programma abituale per i discepoli di Baba.
In confronto a Baba, tuttavia, nessuno di loro fece sforzi o soffrì. Era lui che dettava il ritmo, lui che non solo dirigeva il lavoro ma che guidava anche i suoi discepoli nella sua esecuzione, digiunando spesso per settimane intere e sopportando frequentemente singolari malattie che diceva essere unicamente il risultato del suo lavoro spirituale interiore con i membri del suo Circolo. Il vasto spettro di attività che Baba programmava sembrava sempre destinato a portare frutti in diverse direzioni alla volta. Baba non solo portò aiuto, sollievo e il tocco dell’amore a molte migliaia di individui, ma iniziò anche i suoi mandali, come egli stesso disse ai suoi discepoli residenti più stretti, a una vita di servizio disinteressato ancora più profonda. Mentre vivevano con lui ed erano testimoni dello sviluppo del suo lavoro, i discepoli di Meher Baba coniarono una definizione significativa per la sua vita, una sorta di motto che cattura l’essenza perenne della vita del Dio-Uomo sulla terra: “Mastery in Servitude” (“Maestria nella Servitù”).

È
naturale che una delle domande più frequenti riguardo a Baba sia quella sul perché del suo Silenzio. Quando iniziò il suo Silenzio, la sera del 10 luglio 1925, affermò che era dovuto all’enorme lavoro spirituale che aveva davanti a sé, segno di un aumento generale del caos e dei conflitti nel mondo. Negli anni successivi, Baba diede numerosi altri indizi e spiegazioni in merito al significato del suo Silenzio. Egli dichiarò più volte in maniera enigmatica che quando avrebbe rotto il suo Silenzio lo avrebbe fatto proferendo solo “Una Parola”.

Meher Baba ha precisato che il “proferimento della Parola” è in realtà un rilascio di immensa energia spirituale e di amore irresistibile, e che tutte le persone e le creature ne beneficeranno: “… poiché tutte le forme e le parole provengono da questo Suono Primordiale o Parola Originaria e ne sono continuamente connessi e ne traggono la vita, quando sarà da me proferita, Essa riecheggerà in tutte le persone e le creature, e tutti sapranno che ho rotto il mio Silenzio e proferito questo Suono o Parola.”
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New York, maggio 1932

Meher Baba ha affermato ripetutamente che avrebbe parlato solo quando la rottura del suo Silenzio avrebbe avuto il maggior impatto universale. Il suo lavoro, disse, “può essere paragonato alla raccolta e alla collocazione in un ammasso universale dei rifiuti che si sono accumulati nell’ignoranza dell’uomo nell’Illusione, che lo invischia nel falso e gli impedisce di realizzare la sua vera identità”. Egli ha sottolineato a più riprese che la questione di quando avrebbe proferito la Parola sarebbe interamente dipesa dal momento adatto secondo la sua prospettiva, poiché per la rottura del suo Silenzio avrebbe atteso il momento più opportuno per raggiungere l’effetto desiderato. Baba ha precisato che tale momento sarebbe coinciso con quello in cui guerra e distruzione avrebbero raggiunto l’apice nel mondo e l’umanità si sarebbe trovata al massimo della disperazione nel bisogno del rilascio di questa “marea di Verità”.
Meher Baba si è anche molto spesso riferito a un periodo insolito e difficile che avrebbe preceduto l’esperienza della rottura del suo Silenzio da parte dell’umanità. Ha parlato di un periodo di “umiliazione” prima della sua “Manifestazione” nel quale la fiducia e l’amore dei suoi seguaci sarebbero stati messi a dura prova e nel quale persino le sue parole sarebbero sembrate andare contro di lui. Egli ha più volte sottolineato che la sua Manifestazione come Avatar dell’Epoca sarebbe stata connessa con la rottura universale del suo Silenzio, e che questo momento non sarebbe giunto che all’apice di caos, confusione e conflitti nel mondo.

Una volta Baba ha anche affermato che la preparazione alla rottura del suo Silenzio avrebbe potuto portare alla perdita del suo corpo fisico.


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Mahabaleshwar, ottobre 1950


N
onostante il suo silenzio, Meher Baba ha comunicato moltissimo in maniera chiara. I suoi mezzi di comunicazione sono cambiati nel corso degli anni, ma sono stati soprattutto una tavola alfabetica e un sistema di gesti. La maggior parte dei messaggi e dei discorsi di Baba – su molti temi, dall’amore per Dio ai vari stati di coscienza e agli stadi del cammino spirituale – è stata principalmente dettata attraverso l’uso di una tavola alfabetica, lettera dopo lettera. Nel 1954, tuttavia, Baba abbandonò l’uso della tavola e da allora si affidò per tutte le comunicazioni verbali a un linguaggio personale di gesti unico nel suo genere.
Sebbene Meher Baba avesse viaggiato molto durante la sua vita e visitato l’Occidente in tredici differenti occasioni, fu solo quando parlò apertamente sul tema della ricerca di una coscienza allargata tramite droghe che cominciò a diventare più conosciuto in tutto il mondo occidentale. Poco dopo la prima apparizione del movimento psichedelico nella metà degli anni ’60, molti Americani chiesero il parere di Baba sulla validità delle esperienze con droghe, dalla marijuana a tutte le varietà delle cosiddette sostanze di “espansione della coscienza”. Le sue affermazioni al riguardo furono di una chiarezza disarmante:

Quanto alle religioni organizzate, con i loro logori rituali e cerimonie, Baba le paragona al guscio che avvolge il grano, l’involucro che ricopre il nucleo della vera spiritualità. “Quando la mente si esprime sotto forma di riti formali e cerimonie rigide, non è niente di più che un’eco vacua delle abitudini di incalcolabili generazioni compiuta automaticamente senza ‘cuore’.” In realtà, secondo Baba, Dio risponde solo all’amore. “Egli non ascolta il linguaggio della mente e le sue ripetitive meditazioni, concentrazioni o pensieri su Dio. Egli ascolta solo il linguaggio del cuore e il suo messaggio d’amore, che non ha bisogno di cerimonie o esibizione…”

Di conseguenza, Meher Baba non ha dato ai suoi seguaci nessun rituale o cerimonia, nessuna dieta o esercizio particolari, nessuna forma fissa di meditazione o pratica spirituale. Non ci sono “chiese” e non sono stati designati maestri o una gerarchia. Non ci sono tasse da pagare. La spiritualità, agli occhi di Baba, non è una questione di appartenenza ma una faccenda del cuore, una questione del grado secondo il quale si vive una vita onesta e amorevole. Per Baba, l’ateo dichiarato che compie il suo lavoro nel mondo con lealtà è molto più fortunato di colui che si definisce un religioso devoto ma che si sottrae alle proprie responsabilità quotidiane. “Il più grande peccato”, dice Meher Baba, “è l’ipocrisia”.


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Washington D.C., 1956

D
alla seconda metà degli anni ’20 fino alla fine della sua vita sulla terra, Meher Baba passò da una particolare fase di attività all’altra. La maggior parte degli anni ’30 fu caratterizzata da viaggi intorno al mondo. Durante quegli anni Baba si recò spesso in Inghilterra, in Europa e in America e stabilì i contatti con il suo primo stretto gruppo di discepoli occidentali lavorando nel contempo per condurre le persone di tutto il mondo verso la ricerca dell’esperienza della loro Realtà Infinita.

Verso la fine degli anni ’30 e praticamente per l’intero decennio successivo, Baba si occupò quasi esclusivamente del lavoro con i mast, anime spiritualmente avanzate che sono così ebbre della loro esperienza interiore di Dio da sembrare pazze. Nonostante l’apparenza e il comportamento esteriori di queste persone siano spesso insoliti, Baba le ha descritte come veri amanti di Dio, e ha lavorato duramente con alcuni dei suoi discepoli per contattarne centinaia – principalmente attraverso l’India e nelle regioni circostanti – e dare a ognuna di loro una spinta spirituale mentre coordinava simultaneamente le loro energie per il suo lavoro con l’umanità, “come tanti sottostazioni per la centrale elettrica”.
Il 16 ottobre 1949 vide l’inizio di una delle fasi più enigmatiche del lavoro di Meher Baba, i quasi due anni e mezzo della sua “Nuova Vita”. Con un distacco radicale non solo dalla sua vita precedente ma anche dalla normale routine di ogni maestro spirituale riconosciuto, Baba e venti compagni-discepoli scelti partirono per una vita di totale “assenza di speranza, assenza di aiuto e assenza di scopo”. Dopo aver rinunciato a ogni proprietà e a tutto fuorché ai vestiti e alle proprie cose indispensabili, tutti incluso Baba viaggiarono attraverso l’India completamente in incognito, senza denaro, elemosinando il cibo e seguendo le istruzioni di Baba spesso in condizioni di sforzo e fatica tremendi e vivendo in assoluta conformità alle “condizioni della Nuova Vita” che Baba aveva stabilito. Alla fine di questo periodo Baba dichiarò di aver completato il lavoro della Nuova Vita a sua totale soddisfazione. Attraverso di essa, i suoi discepoli furono iniziati al tipo di vita più duro, e allo stesso tempo più libero, che avessero mai potuto immaginare.

Baba concluse la fase “errante” della Nuova Vita nel 1952, quando si ristabilì a Meherazad, un posto isolato a quasi 15 chilometri dalla città di Ahmednagar. Situata vicino a “Seclusion Hill”, la collina sulla quale Baba si ritirava periodica-mente per svolgere quello che definiva “lavoro in isolamento”, svolto durante un periodo di stretto esilio dal mondo esteriore, Meherazad era stata fondata da Baba e da alcune discepole e discepoli residenti prima della Nuova Vita e da quel momento sarebbe diventata la dimora di Baba per il resto della sua vita sulla terra. Secondo le sue precedenti istruzioni, Meherabad – un piccolo insediamento a circa 24 chilometri di distanza che in precedenza era stato la sua residenza principale – sarebbe diventata la sede del Samadhi di Meher Baba, la sua Tomba, o la sua ultima dimora.
Non appena il suo lavoro finale in isolamento della Nuova Vita si concluse, Baba ricominciò un periodo di lunghi viaggi intorno al mondo e in India. Nell’aprile del 1952 ci fu il primo di tre ulteriori viaggi in Occidente e nel mese successivo, mentre attraversava gli Stati Uniti con un gruppo dei suoi discepoli, Baba si ferì gravemente in un incidente automobilistico vicino a Prague, in Oklahoma, situata vicino al centro del paese. L’incidente rispettò tristemente le criptiche precedenti dichiara-zioni di Baba riguardo a un “disastro personale” che gli sarebbe capitato. Aggiunse in seguito che era stato divinamente decretato che egli dovesse “versare il suo sangue” in America.
Un secondo incidente, altrettanto serio, ebbe luogo in India, circa quattro anni e mezzo più tardi, nel dicembre 1956, quando Baba stava viaggiando da Poona a Satara, nello stesso posto dove aveva precedentemente portato i suoi mandali uomini per una giornata di cricket (Baba aveva giocato alternativamente dalle due parti, portando il gioco a un risultato di assoluta parità). Nell’incidente in America, oltre a numerose altre ferite, Baba si ruppe la gamba sinistra, mentre nell’incidente in India si fratturò l’anca destra. Tuttavia, gli effetti devastanti di questi incidenti e la conseguente sofferenza che Baba sopportò in assoluto silenzio sembrarono solo aggiungere intensità al suo amore e mettere in rilievo la sua divina autorità. Appena due mesi dopo il secondo incidente automobilistico, Meher Baba dettò le seguenti parole ai discepoli stretti che erano con lui a quel tempo: “Baba si è rotto le sue ossa fisiche per rompere la spina dorsale dell’aspetto materiale della macchina del tempo (Kali Yuga), lasciando intatto il suo aspetto spirituale”.


P
rima del suo secondo incidente automobilistico, nel febbraio del 1954 in un remoto villaggio vicino ad Hamirpur nel nord dell’India, Meher Baba aveva infine confermato il segreto noto a molti della sua divinità e, durante il periodo caratterizzato dai suoi incidenti, decine di migliaia di persone furono attratte da lui come da una calamita. Ora, anche la moltitudine dei suoi “amanti” – la definizione di Baba per i suoi seguaci – sapeva ciò che i suoi discepoli stretti avevano sempre saputo: il signore dei loro cuori era in realtà il Signore dell’Universo, non un santo o mahatma, non un pir o yogi, non un “Amico di Dio” e nemmeno un Sadguru o Qutub, ma Dio Stesso in forma umana. Il grido di “Avatar Meher Baba ki Jai!” (“Alla vittoria del Dio-Uomo Meher Baba!”) si diffondeva letteral¬mente come un incendio nelle parti dell’India in cui egli viaggiava, e più di centomila persone erano accorse in un giorno per vederlo e avere il suo darshan (ossia la possibilità di essere in sua presenza).

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Ahmednagar, settembre 1954

Anche per l’Occidente questo fu un periodo particolare perché, in previsione dei viaggi di Meher Baba in America e in Australia negli anni ’50, i suoi seguaci fondarono dei centri in entrambi questi paesi – a Myrtle Beach, nella Carolina del Sud, e vicino a Woombye, nel Queensland – paesi che secondo Baba sarebbero diventati un giorno, con Meherabad, in India, e il suo Samadhi, luoghi di pellegrinaggio universali. Oltre a ciò, nel 1955 fu pubblicato God Speaks, il libro completo di Baba sugli stati di Dio, i piani di coscienza e gli stadi del cammino spiri¬tuale. In questo periodo Baba diede inoltre alcuni messaggi – “L’Altissimo tra gli Alti”, “La chiamata di Meher Baba” e “La Dichiarazione Finale – che contengono precise affermazioni riguardanti la sua Avatarità e il futuro dell’umanità in generale.

Con la sua “Dichiarazione Finale”, un messaggio che fa chiari riferimenti all’abbandono del suo corpo, Meher Baba provocò moti di profonda preoccupazione tra molti dei suoi seguaci. In risposta alle numerose lettere e ai molti telegrammi che arrivarono chiedendo il significato delle sue affermazioni riguardo alla sua morte fisica, Baba inviò una circolare di rassicurazione:
“Non c’è assolutamente alcuna ragione di preoccuparsi per nessuno di voi. La rottura delle relazioni esterne non significa la fine della connessione interna… È possibile stabilire il contatto interiore obbedendo agli ordini di Baba. Vi do tutta la mia benedizione affinché possiate rafforzare questo contatto interiore.” Ai suoi discepoli stretti Baba ripeté spesso che in ogni Avvento l’Avatar resta accessibile come se fosse fisicamente presente per almeno 100 anni (e un po’ più a lungo) dopo la sua morte fisica.

L’
ultima parte della vita di Meher Baba rappresentò ancora un’altra fase del suo Avvento. A parte alcuni raduni di massa con i suoi seguaci e pochissimi incontri individuali con persone nuove, Baba passò questi ultimi anni con i suoi discepoli residenti più stretti, in parziale isolamento. Contrariamente agli anni precedenti, egli non viaggiò quasi più e passò ore ogni giorno completamente indisturbato, intensamente assorto in quello che chiamava il suo “Lavoro Universale”. Giorno dopo giorno, per alcuni anni, Babà continuò questo lavoro spirituale interiore con sistematica regolarità, dando poche spiegazioni sul suo scopo ma sottolineando che era di primaria importanza per tutta l’umanità.

Col progredire del suo lavoro in isolamento, la salute di Baba continuava a peggiorare. Verso la fine del 1968 i suoi discepoli stretti cominciarono a preoccuparsi sempre di più, e pregarono Baba di non trascurare così la sua salute e di rallentare il suo lavoro. “Ciò significherebbe prorogare ancora la data della sua conclusione,” rispose Baba. “Se adesso permetto che ciò accada, il risultato sarebbe indefinitamente posticipato e portato in un’altra direzione!”

Baba continuò a lavorare senza sosta, e solo i suoi mandali più stretti furono testimoni dell’inimmaginabile sofferenza che accompagnò il suo lavoro. Infine, con grande sollievo dei suoi discepoli, Baba annunciò che il suo lavoro era stato completato al cento percento a sua soddisfazione e che i risultati di tale lavoro avreb¬bero cominciato a manifestarsi. Tuttavia, lo stato della sua salute si era ormai estremamente aggravato; Baba dichiarò infatti che l’enorme carico di lavoro del suo ultimo intenso isolamento aveva “distrutto” la sua salute. Quando i suoi discepoli stretti lo esortarono a sottoporsi a ulteriori esami medici, egli rifiutò con le seguenti parole: “Le mie condizioni non sono per niente dovute a motivi di salute; sono semplicemente la conseguenza dello sforzo del mio Lavoro”.
Nelle settimane seguenti, Baba accennò velatamente al fatto che avrebbe presto lasciato il suo corpo. Sebbene già in precedenza il lavoro di Baba aveva avuto gravi effetti sulla sua salute, questa volta egli dichiarò più di una volta: “È giunta la mia ora”. Mentre i suoi discepoli residenti erano sempre più turbati e abbattuti in seguito al peggioramento delle sue condizioni, Baba ricordava loro continuamente di rimanere allegri e di non preoccuparsi. Poco dopo mezzogiorno del 31 gennaio 1969, dopo aver ironizzato sulla quantità di medicine che gli erano state somministrate per la sua sconcertante malattia, Meher Baba lasciò il suo corpo.

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L
a dipartita di Meher Baba portò un capitolo finale al suo Avvento. Con la morte fisica del Dio-Uomo, le connessioni esterne con lui non sono più possibili, non per altri settecento anni, come Baba aveva spesso dichiarato, finché l’Avatar torna di nuovo.
Le connessioni esterne, tuttavia, non sono lo scopo dell’opera del Dio-Uomo; esse sono solo i mezzi attraverso i quali la mette in moto. Egli viene sulla terra come Uomo Perfetto per ravvivare l’esempio dei più alti ideali della vita umana, e per risvegliare l’umanità alla possibilità di stabilire connessioni interne con Dio, l’Amato Divino di ogni cuore.
Attraverso il Dio-Uomo, Dio viene per amare, servire e soffrire poiché, nella sua universalità illimitata, l’Avatar è il solo che può dare alla Creazione la spinta interiore necessaria per aggiustare il suo corso. Nella sua vita sulla terra, egli pone i semi dell’amore disinteressato là dove sono destinati a fiorire e a prosperare, e lascia il suo messaggio e il suo esempio. In questa epoca, un’abbondanza di informazioni senza precedenti sulla sua vita è una testimonianza profonda e avvincente di questa Realtà. La cosa più importante è che lascia la promessa della sua eterna presenza interiore e la possibilità di essere ancora più vicini a lui e infine di realizzarlo pensando a lui con amore e seguendo le linee guida che ha dato a tutti i cercatori e agli amanti di Dio in ogni parte del mondo.


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Guruprasad, Pune, 1965

“Io sono l’Amato Divino che vi ama
più di quanto potrete mai amare voi stessi.”

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“Scrivete queste parole nel vostro cuore:
Nulla è reale all’infuori di Dio.
Nulla ha importanza all’infuori dell’amore per Dio.”

Postfazione – E poi?
Se dopo aver letto questa breve presentazione di Meher Baba pensate che vorreste sapere di più su di lui, allora la Seconda Parte di questo libro è quello che ci vuole, in quanto contiene una selezione di discorsi e messaggi chiave che vi aiuteranno a conoscerlo meglio. Tuttavia, come detto nella Prefazione, questo libretto è in fondo un semplice “invito” a incontrare l’Avatar dell’Epoca, e per incontrarlo davvero sarà necessario accettare l’invito a conoscerlo meglio e ad andare fino in fondo.
Per “incontrare” veramente Meher Baba, dovrete cercare di trovarlo, non solo cercando informazioni che lo riguardano, ma trovandolo come egli realmente è. Potete cominciare leggendo di più su Meher Baba – moltissimi sono i libri che parlano di lui, senza contare quelli di cui egli stesso è l’autore – e vedendolo nella varietà di fotografie, video e film che hanno catturato preziosi momenti del suo Avvento. L’Avatar è stato molto compassionevole in questa epoca e ha lasciato dietro di sé una documentazione della sua vita e della sua opera senza precedenti: una crescente lista di centinaia di libri, migliaia di fotografie e innumerevoli video e DVD che lo mostrano all’opera. Inoltre, in queste prime fasi del suo Avvento sono già state effettuate moltissime registrazioni, con album, cassette e CD che propongono canzoni e musica per celebrare il ritorno dell’Antico.
Tutto questo materiale è disponibile nelle librerie oppure su siti online, nonché tramite vari gruppi e centri in tutto il mondo dedicati all’Avatar Meher Baba. Alcune di queste fonti sono elencate alla fine di questo libro, ma moltissime altre possono essere trovare tramite questi contatti o cercando “Meher Baba” in rete. Molti dei suoi libri si trovano online sul sito dell’Avatar Meher Baba Trust, mentre la biografia di Meher Baba – 20 volumi e più di 6000 pagine – può essere letta online sul sito Lord Meher.
Molti gruppi e centri in tutto il mondo organizzano incontri regolari e vari eventi che includono tra le altre cose discussioni, film e musica. Che desideriate partecipare a questi incontri o trovare da soli la vostra strada verso Meher Baba, non ci sono requisiti tranne un cuore aperto, e non ci sono spese tranne il prezzo di perdere il vostro sé limitato. Sebbene alcuni gruppi possano richiedere un’iscrizione e alcuni trust e organizzazioni senza scopo di lucro debbano necessariamente avere funzionari e dirigenti, non c’è nessuna burocrazia per chi voglia avvicinarsi, conoscere o seguire Meher Baba. Essendo l’Amato Eterno, è direttamente accessibile a ogni cercatore attraverso il cuore, che egli ha definito il suo vero tempio. Meher Baba ha inoltre dichia-rato che durante i circa cento anni successivi all’abbandono del suo corpo fisico resterà “come se fosse fisicamente presente” – un segreto noto a molti che riguarda l’Avvento dell’Avatar – permettendo così di sviluppare un rapporto interiore intimo e personale con l’Uomo-Dio senza bisogno di intermediari.
Poiché l’amore porta a una familiarità sempre più profonda con l’Amato, se sviluppate interesse per Meher Baba è probabile che vogliate visitare alcuni dei posti connessi con la sua vita e la sua opera. Meher Baba fondò tre luoghi principali di pellegrinaggio durante la sua vita, il più importante dei quali è Meherabad, vicino ad Ahmednagar in India, dove si trova il suo Samadhi, o “Tomba”. Se si desidera visitare il luogo si può contattare il sito dell’Avatar Meher Baba Trust indicato alla fine di questo libro. Anche il Meher Spiritual Center a Myrtle Beach nella Carolina del Sud e l’Avatar’s Abode vicino a Brisbane in Australia offrono alloggio ai visitatori per periodi di varia durata. Sui siti online di questi luoghi si trovano dettagli e informazioni per program-mare una visita.
Per finire, “E poi?” è una domanda a cui solo il vostro cuore può rispondere. Con questa presentazione avete ricevuto il vostro “invito”. Ora sta a voi decidere se cogliere questa opportunità di conoscere il Dio-Uomo e infine di trovarlo – non nei libri, nelle chiese o nei templi ma dentro di voi – come egli è realmente, il Signore dell’Amore, l’Amato Divino adorato in una Forma o nell’altra dagli amanti di Dio, eternamente vivo in ogni cuore.

SECONDA PARTE

Messaggi e Discorsi selezionati
di
Avatar Meher Baba

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Guruprasad, Pune, 1957

“Voi e Io non siamo noi, ma Uno.”

Il Messaggio Universale
di Meher Baba
Sono venuto non per insegnare, ma per risvegliare. Compren-dete, allora, che non sancisco precetti.
Attraverso l’eternità ho sancito principi e precetti, ma l’umanità li ha ignorati. L’inabilità dell’uomo di vivere secondo le parole di Dio ha trasformato l’insegnamento dell’Avatar in una farsa. Invece di mettere in pratica la compassione che Egli ha inse-gnato, l’uomo ha indetto crociate in Suo nome. Invece di vivere l’umiltà, la purezza e la verità delle Sue parole, l’uomo ha ceduto all’odio, all’avidità e alla violenza.
È perché l’uomo è rimasto sordo ai principi e ai precetti sanciti da Dio nel passato che in questo avvento avatarico osservo Silenzio. Avete chiesto parole e ne avete ricevute a sufficienza – ora è il momento di viverle. Per avvicinarvi sempre di più a Dio dovete allontanarvi sempre di più da concetti come “io”, “me” e “mio”. Non dovete rinunciare ad altro che a voi stessi. È così semplice, eppure ritenuto quasi impossibile. È possibile per voi rinunciare al vostro Io limitato tramite la Mia Grazia. Sono venuto per concedere questa Grazia.
Ripeto, non sancisco precetti. Quando divulgherò l’ondata di Verità che sono venuto a portare, la vita quotidiana degli uomini sarà un precetto vivente. Le parole che non ho detto prende-ranno vita in loro.
Mi celo all’uomo tramite la sua stessa cortina di ignoranza e manifesto la mia Gloria a pochi. Il mio avvento avatarico attuale è l’ultima Incarnazione di questo ciclo di ere, perciò la mia Manifestazione sarà la più grande. Quando romperò il mio Silenzio, l’impatto del mio Amore sarà universale e tutta la vita nel creato ne verrà a conoscenza, lo sentirà e lo riceverà. Aiuterò ogni individuo a liberarsi, a suo modo, dalla sua schiavitù. Io sono l’Amato Divino che vi ama più di quanto voi potrete mai amare voi stessi. La rottura del mio Silenzio vi aiuterà ad aiutare voi stessi a conoscere il vostro vero Io.
Tutta questa confusione e il caos nel mondo erano inevitabili, e nessuno deve esserne biasimato. Quello che doveva avvenire è avvenuto; e quello che dovrà avvenire avverrà. Non c’era e non c’è altra via d’uscita che la Mia venuta tra voi. Dovevo venire, e sono venuto. Io sono l’Antico.

L’Avatar
Consciamente o inconsciamente, ogni creatura vivente cerca una cosa sola. Nelle forme di vita inferiore e negli esseri umani meno evoluti la ricerca è inconsapevole; negli esseri umani progrediti è consapevole. L’oggetto della ricerca viene chiamato in molti modi: felicità, pace, libertà, verità, amore, perfezione, realizzazione di Sé, realizzazione di Dio, unione con Dio. È essenzialmente una ricerca di tutte queste cose, ma in un modo speciale. Tutti hanno dei momenti di felicità, scorci di verità, esperienze fuggevoli di unione con Dio, e quello che vogliono è farli diventare permanenti. Vogliono stabilire una realtà duratura in mezzo al cambiamento costante.
Questo è un desiderio naturale, basato fondamentalmente su un ricordo – offuscato oppure limpido a seconda del grado di evoluzione dell’anima – della sua unione essenziale con Dio. Ogni cosa vivente è infatti una parziale manifestazione di Dio, condizionata soltanto dalla mancata conoscenza della propria vera natura. L’intera evoluzione, infatti, è un’evoluzione dalla divinità inconsapevole alla divinità consapevole, nella quale Dio Stesso, essenzialmente eterno e immutabile, assume un’infinita varietà di forme, gode di un’infinita varietà di esperienze e trascende un’infinita varietà di limitazioni autoimposte. Dal punto di vista del Creatore l’evoluzione è un gioco divino, nel quale l’Incondizionato mette alla prova l’infinità della sua conoscenza, del suo potere e della sua beatitudine assoluti in ogni tipo di condizione. Ma l’evoluzione dal punto di vista della creatura, con la sua conoscenza limitata, il suo potere limitato e la sua limitata capacità di godere la beatitudine, è un’epopea in cui si alternano riposo e fatica, gioia e dolore, amore e odio finché, nell’uomo divenuto perfetto, Dio equilibra i poli opposti e la dualità è trascesa.
Allora creatura e Creatore si riconoscono come uno; l’immutabilità è stabilita in mezzo al cambiamento; l’eternità è sperimentata in mezzo al tempo. Dio Si conosce come Dio, immutabile nell’essenza, infinito nella manifestazione, con l’esperienza continua della beatitudine suprema della realizza-zione di Sé in una sempre nuova consapevolezza di Sé stesso tramite Sé stesso. Questa Realizzazione deve avvenire e avviene solo nella vita, perché è solo nella vita che si può sperimentare la limitazione e trascenderla, e che si può godere la successiva liberazione da essa. Questa libertà dalla limitazione assume tre forme.
La maggior parte delle anime realizzate in Dio lasciano il corpo subito e per sempre, e rimangono eternamente fuse nell’aspetto non manifesto di Dio. Sono coscienti unicamente della beatitudine dell’Unione. La creazione non esiste più per loro. La continua successione di nascite e morti è conclusa. Questo è noto come Moksha (Mukti comune), o Liberazione.
Alcune anime realizzate in Dio mantengono il corpo per un certo tempo, ma la loro coscienza è completamente immersa nell’aspetto non manifesto di Dio e non sono quindi coscienti né del loro corpo né della Creazione. Esse sperimentano continua-mente la beatitudine, il potere e la conoscenza infiniti di Dio, ma non possono usarli coscientemente nella creazione o aiutare altri a ottenere la Liberazione. Tuttavia, la loro presenza sulla terra è come un punto focale per la concentrazione e l’irradiazione del potere, della conoscenza e della beatitudine infiniti di Dio; e chi si avvicina a loro, li serve e li onora trae beneficio spirituale dal contatto. Queste anime sono chiamate Majzoob-e-Kamil, e questo particolare tipo di Liberazione è chiamato Videh Mukti, o liberazione con il corpo.
Poche anime realizzate in Dio mantengono il corpo, ma sono coscienti di essere Dio in entrambi i Suoi aspetti, manifesto e non manifesto. Esse sanno di essere sia l’immutabile Essenza divina, sia le sue infinitamente varie manifestazioni. Sperimen-tano sé stesse come Dio fuori dalla Creazione, come Dio il Creatore, il Preservatore e il Distruttore di tutta la Creazione, e come Dio che ha accettato e trasceso i limiti della Creazione. Queste anime sperimentano costantemente la pace assoluta e la conoscenza, il potere e la beatitudine infiniti di Dio. Esse godono pienamente il gioco divino della Creazione. Sanno di essere Dio in ogni cosa, e sono quindi in grado di aiutare spiritualmente ogni cosa e così di aiutare altre anime a realizzare Dio, sia come Mayzoob-e-Kamil, Paramhansa, Jivanmukta, o persino Sadguru come esse stesse sono chiamate.
Ci sono sempre cinquantasei anime realizzate in Dio nel mondo. La loro coscienza è sempre una, ma le loro funzioni sono sempre diverse. La maggior parte di esse vivono e lavorano lontano dal pubblico e sono sconosciute, ma cinque, che agiscono in un certo senso da corpo direttivo, lavorano sempre in pubblico e raggiungono notorietà e importanza pubblica. Sono note come Sadguru, o Maestri Perfetti. In epoche avatariche l’Avatar, quale Supremo Sadguru, prende il Suo posto a capo di questo corpo e dell’intera gerarchia spirituale.
I periodi avatarici sono come la primavera della creazione. Portano un nuovo flusso di potere, un nuovo risveglio della coscienza, una nuova esperienza di vita – non soltanto per pochi, ma per tutti. Qualità di energia e consapevolezza che erano a uso e godimento di solo poche anime progredite diventano accessi-bili a tutta l’umanità. La vita, nella sua totalità, è spinta a un livello più alto di coscienza e adattata a un nuovo grado di energia. La transizione dalla sensazione alla ragione è stata uno di questi passi; la transizione dalla ragione all’intuizione sarà un altro.
Questo nuovo afflusso dell’impulso creativo si manifesta, per mezzo di una personalità divina, in un’incarnazione di Dio in un senso speciale: l’Avatar. L’Avatar è stato la prima anima individuale a emergere dal processo evolutivo e involutivo come Sadguru, ed Egli è l’unico Avatar che si sia mai manifestato e che mai si manifesterà. Attraverso di Lui Dio ha completato per la prima volta il cammino dalla divinità inconsapevole alla divinità consapevole, ed è diventato dapprima inconsapevolmente uomo per diventare consapevolmente Dio. Attraverso di Lui, periodi-ca¬mente, Dio diventa consapevolmente uomo per la liberazione dell’umanità.
L’Avatar appare in forme diverse, sotto nomi diversi, in tempi diversi, in diverse parti del mondo. Poiché la sua comparsa coincide sempre con la rigenerazione spirituale dell’uomo, il periodo immediatamente precedente la Sua manifestazione è sempre uno in cui l’umanità soffre i dolori della rinascita imminente. L’uomo sembra più che mai schiavo del desiderio, più che mai spinto dall’avidità, trattenuto dalla paura, travolto dalla collera. Il forte domina il debole; il ricco opprime il povero; grandi masse di persone sono sfruttate a beneficio dei pochi che sono al potere. L’individuo, che non trova pace o riposo, cerca di dimenticare sé stesso nell’eccitazione. Cresce l’immoralità, il crimine prospera, la religione è messa in ridicolo. La corruzione si propaga in tutto l’ordine sociale. Gli odi nazionalistici e di classe sono risvegliati e fomentati. Scoppiano le guerre. L’umanità si dispera. Sembra impossibile arginare la marea di distruzione.
In questo momento l’Avatar appare. Essendo la manifesta-zione totale di Dio in forma umana, Egli è come un parametro secondo il quale l’uomo può misurare cos’è e cosa può diventare. Egli aggiusta le norme dei valori umani interpretan-doli nei termini di una vita divinamente umana.
Egli si interessa a tutto ma non si preoccupa di nulla. La più piccola disavventura può suscitare la Sua compassione; la più grande tragedia non lo turberà. Egli è al di là delle alter-nanze di dolore e piacere, desiderio e appagamento, riposo e fatica, vita e morte. Per Lui queste sono tutte illusioni che Egli ha trasceso, ma dalle quali altri sono vincolati, e dalle quali Egli è venuto per liberarli. Egli usa ogni circostanza come un mezzo per condurre gli altri verso la Realizzazione.
Egli sa che gli individui non smettono di esistere quando muoiono e non si preoccupa quindi della morte. Sa che la distruzione deve precedere la costruzione, che dalla sofferenza nascono pace e felicità, che dallo sforzo scaturisce la libertà dai vincoli dell’azione. Egli si preoccupa solo della preoccupazione.
In coloro che entrano in contatto con Lui, Egli risveglia un amore che consuma tutti i desideri egoistici nella fiamma dell’unico desiderio di servirlo. Coloro che consacrano la propria vita a Lui identificano gradualmente la propria coscienza con la Sua. A poco a poco la loro umanità è assorbita nella Sua divinità, e diventano liberi. I più vicini a Lui sono conosciuti come il Suo Cerchio.
Ogni Sadguru ha un Cerchio intimo di dodici discepoli che, al momento della Realizzazione, diventano uguali al Sadguru stesso, sebbene possano essere diversi da Lui in quanto a funzione e autorità. Nei periodi avatarici, l’Avatar ha un Cerchio di dieci Cerchi concentrici con un totale di 122 discepoli che ottengono tutti la Realizzazione e lavorano per la Liberazione degli altri. Il lavoro dell’Avatar e dei Suoi discepoli non è solo per l’umanità contemporanea, ma anche per la posterità. Il decorso della vita e lo sviluppo della coscienza durante tutto il ciclo avatarico, che erano stati tracciati nel mondo creativo prima che l’Avatar prendesse forma, sono avvalorati e fissati nel mondo formativo e nel mondo materiale durante la vita dell’Avatar sulla terra.
L’Avatar risveglia l’umanità contemporanea alla realizzazione della propria vera natura spirituale, dà la Liberazione a coloro che sono pronti e ravviva la vita dello spirito nel Suo tempo. Alla posterità rimane il potere stimolante del Suo esempio divinamente umano: la nobiltà di una vita supremamente vissuta, un amore privo di desiderio, un potere usato esclusivamente per gli altri, una pace non turbata dall’ambizione, una conoscenza non offuscata dall’illusione. Egli ha dimostrato la possibilità di una vita divina per tutta l’umanità, una vita celeste sulla terra. Coloro che hanno il coraggio e l’integrità necessari possono seguire questo cammino quando vogliono.
Coloro che sono spiritualmente risvegliati sanno già da qualche tempo che in questo momento il mondo sta attraver-sando un periodo come quello che precede sempre le manifestazioni dell’Avatar. Persino uomini e donne non risvegliati cominciano ora ad accorgersene. Dalla loro oscurità tendono verso la luce; nel loro dolore desiderano conforto; nel mezzo della lotta nella quale si sono trovati immersi pregano per la pace e la salvezza.
Per il momento devono essere pazienti. L’onda di distru-zione deve sollevarsi ancora più alta, deve allargarsi ancora di più. Ma quando, dal profondo del suo cuore, l’uomo desidererà qualcosa di più duraturo della ricchezza e di più reale del potere materiale, l’onda si ritrarrà. Allora la pace verrà, la gioia verrà, la luce verrà.
La rottura del mio silenzio – il segnale della mia manifesta-zione pubblica – non è lontana. Io porto il tesoro più grande che l’uomo possa ricevere – un tesoro che contiene tutti gli altri tesori, che durerà per sempre, che cresce quando lo si divide con gli altri. Siate pronti a riceverlo.

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Blue Bus Tour, Rajasthan, 1957

La Nuova Umanità
Come in tutti i periodi di grande crisi della storia umana, l’umanità sta ora attraversando il lacerante travaglio della rinascita spirituale. Grandi forze distruttive sono in atto e sembrano al momento dominanti, ma vengono anche liberate, attraverso diversi canali, forze costruttive e creative che redimeranno l’umanità. Sebbene l’opera di queste forze di luce sia prevalentemente silenziosa, alla fine esse riusciranno ad attuare quelle trasformazioni che renderanno sicuro e costante l’ulteriore avanzamento spirituale dell’umanità. Tutto ciò fa parte del piano divino di dare al mondo affamato e stanco un nuovo apporto dell’eterna e unica Verità.

Il problema urgente che l’umanità si trova attualmente ad affrontare è quello di trovare i modi e i mezzi per eliminare competizioni, conflitti e rivalità in tutte le forme sottili e grossolane che essi assumono nelle diverse sfere della vita. Le guerre militari sono ovviamente le fonti di caos e di distruzione più evidenti. Tuttavia, le guerre non costituiscono di per sé il problema centrale per l’umanità, ma sono piuttosto i sintomi esterni di qualcosa di più grave alla radice. Le guerre e la sofferenza che portano non possono essere evitate completa-mente con una semplice propaganda pacifista; per farle scomparire dalla storia dell’uomo sarà necessario combattere la causa che è alla loro radice. Anche quando non sono in atto guerre militari, ci sono individui o gruppi che sono costante-mente impegnati in conflitti economici o di altra natura sottile. I conflitti militari, con tutta la crudeltà che comportano, scoppiano soltanto quando queste cause di fondo si aggravano.

La causa del caos che degenera in guerre è che la maggior parte delle persone sono strette in una morsa di egoismo e di considera¬zioni egoistiche che esprimono sia individualmente sia collettiva¬mente. Questa è la vita dei valori illusori nei quali l’uomo è imprigionato. Affrontare la verità significa compren-dere che la vita è una, nelle sue molteplici manifestazioni e attraverso di esse. Capire questo significa dimenticare il sé limitante nella percezione dell’unità della vita.
Con la nascita di una vera compren¬sione, il problema delle guerre scompa¬ri¬rebbe immediata¬mente. Biso¬gna arri¬vare a vedere in modo così chiaro che le guerre sono inutili e irragione-voli che il problema immediato non sarebbe più quello di come fermarle, ma di come combattere spiritualmente l’atteggiamento mentale responsabile di uno stato di cose così crudele e doloroso. Alla luce della verità dell’unità di tutte le forme di vita, diventa naturale e inevitabile agire in maniera armoniosa e cooperativa. Il compito principale di coloro che hanno a cuore la riedifica-zione dell’umanità è quindi di fare il possibile per di¬sper¬dere l’ignoranza spirituale che avvolge l’umanità.

Le guerre non nascono unicamente per assicurare un equilibrio mate¬riale. Esse sono spesso il prodotto di un’identificazione acritica con inte¬ressi ristretti che per associazione vengono incorporati in quella parte del mondo che si considera “propria”. La ricerca di un equilibro materiale non è che una parte del problema più ampio del raggiungimento di un equilibrio spirituale. L’equilibrio spirituale richiede l’eliminazione del sé, non solo dagli aspetti materiali della vita, ma anche da quelle sfere che toccano la vita intellettuale, emotiva e culturale dell’uomo.

Considerare il problema dell’umanità un semplice pro¬blema di sostentamento significa ridurre l’umanità al livello di animalità. Ma anche quando l’uomo si pone il compito limitato di assicurare un equilibrio puramente materiale, può riuscirci solo se possiede una comprensione spirituale. L’equilibrio economico è possibile solo se le persone si rendono conto che non ci può essere un’azione pianificata e cooperativa in ambito economico finché l’interesse personale non cede all’amore come dono di sé. Altrimenti, pur con i migliori apparati e la massima efficienza nelle sfere materiali, l’umanità non potrà evitare conflitti e carenze.

La Nuova Umanità che emerge dal travaglio della lotta e della sofferenza attuali non ignorerà la scienza o le sue conquiste pratiche. È un errore considerare la scienza antispirituale. La scienza è un aiuto oppure un ostacolo alla spiritualità a seconda dell’uso che ne viene fatto. Come la vera arte esprime spiritualità, così la scienza, quando è usata correttamente, può essere l’espressione e il compimento dello spirito. Le verità scientifiche riguardanti il corpo fisico e la sua vita nel mondo grossolano possono diventare per l’anima dei mezzi per conoscere sé stessa; per servire a questo scopo devono però essere correttamente inserite in una comprensione spirituale più vasta. Ciò presuppone una percezione salda dei valori veri e duraturi. In mancanza di una simile comprensione spirituale, verità e conquiste scientifiche rischiano di venir usate per la reciproca distruzione e per una vita che tenderà a rafforzare la schiavitù dello spirito. L’umanità potrà progredire in tutte le direzioni solo se scienza e religione avanzano tenendosi per mano.

La futura civiltà della Nuova Umanità sarà animata non da aride dottrine intellettuali, ma dall’esperienza spirituale vivente. L’esperienza spirituale si regge sulle verità più profonde che sono inaccessibili al semplice intelletto; essa non può nascere dal solo intelletto. La verità spirituale può spesso essere formu¬lata ed espressa mediante l’intelletto, ed esso è sicuramente d’aiuto per la comunicazione dell’esperienza spirituale. Ma da solo l’intelletto non basta per consentire all’uomo di avere l’esperienza spirituale o di comunicarla ad altri. Se due persone hanno sofferto di emicrania, possono esaminare insieme la loro esperienza comune e descriversela facendo uso dell’intelletto. Ma se una persona non ha mai avuto un’emicrania, nessuna spiegazione intellettuale basterà mai a farle capire cos’è. La spiegazione intellettuale non può mai sostituire l’esperienza spirituale; può tutt’al più prepararle il terreno.

L’esperienza spirituale im¬plica più di quanto il solo intelletto possa afferrare. E questo viene spesso enfatiz¬zato parlando di esperienza mistica. Il misticismo è frequente¬mente considerato come qualcosa di anti-intellettuale, oscuro e confuso, oppure poco pratico e scollegato dall’esperienza. In effetti, il vero misticismo non è nulla di tutto questo. Non c’è niente di irrazionale nel vero misticismo quando è, come dovrebbe essere, una visione della Realtà. È una forma di percezione assolutamente limpida, ed è così pratica che può essere vissuta in ogni momento della vita ed espressa nelle attività quotidiane. Il suo legame con l’esperienza è così profondo che, in un certo senso, è la comprensione definitiva di tutta l’esperienza.
Quando l’esperienza spirituale è descritta come mistica, non si deve dedurre che sia qualcosa di soprannaturale o completa-mente oltre la portata della coscienza umana. Significa unicamente che non è accessibile all’intelletto umano limitato finché esso non trascende i propri limiti ed è illuminato dalla realizzazione diretta dell’Infinito. Gesù Cristo indicò la via dell’esperienza spirituale quando disse: “Lascia tutto e seguimi”. Questo significa che l’uomo deve abbandonare ciò che lo limita e stabilirsi nella vita infinita di Dio. Una vera esperienza spirituale comporta non soltanto la realizzazione della natura dell’anima mentre attraversa i piani più elevati di coscienza, ma anche un giusto atteggiamento verso i doveri terreni. Se perde contatto con le diverse fasi della vita, si ha allora una reazione nevrotica che è ben lontana dall’essere un’esperienza spirituale.

L’esperienza spirituale che ridarà vita ed energia alla Nuova Umanità non può essere una reazione alle rigide e inflessibili esigenze imposte dalle realtà della vita. Quelli che non riescono ad adattarsi al flusso della vita tendono a ritrarsi dalle sue realtà e a cercare rifugio e protezione creandosi una roccaforte di illusioni. Una simile reazione è un tentativo di perpetuare la propria esistenza separata proteggen¬dola dalle esigenze della vita. Essa non può fornire che una pseudo-soluzione ai problemi della vita procurando un falso senso di sicurezza e di completezza personale. Non è nemmeno un progresso verso la soluzione reale e duratura; è piuttosto una deviazione dal vero cammino spirituale. L’uomo verrà ripetuta¬mente scacciato dai propri rifugi illusori da nuove e irresistibili ondate di vita, e attirerà su di sé nuove forme di sofferenza nel tentativo di proteggere la propria esistenza separativa con la fuga.

Così come si può cercare di aggrap¬parsi alla propria esperienza separa¬tiva con la fuga, si può anche tentare di trattenerla attraverso un’identificazione acritica con forme, cerimonie e rituali, o con tradizioni e convenzioni. Forme, ceri¬mo¬nie e rituali, tradizioni e convenzioni sono per lo più d’intralcio al libero corso della vita infinita. Se fossero dei docili strumenti per l’espressione della vita illimitata, sarebbero una risorsa piuttosto che un ostacolo nell’assicurare il compimento della vita divina sulla terra. Essi tendono invece principalmente a raccogliere prestigio e affermazioni per sé stessi, indipendente¬mente dalla vita che potrebbero esprimere. Quando ciò accade, ogni attaccamento a essi porta infine a una drastica riduzione e restrizione della vita.
La Nuova Umanità sarà liberata da una vita di limitazioni e darà così libero spazio alla vita creativa dello spirito; romperà inoltre l’attaccamento a forme esteriori e imparerà a subordinarle alle esigenze dello spirito. La vita limitata delle illusioni e dei falsi valori sarà allora sostituita dalla vita illimitata nella Verità, e le limitazioni attraverso le quali il sé separativo vive svaniranno al contatto con la vera comprensione.

Come si può tentare di ag¬grap¬parsi alla propria esi¬stenza separativa con la fuga o l’identificazione con forme esterne, si può anche cercare di trattenerla identificandosi con una classe, un credo, una setta o una religione ristretti, oppure con le divisioni basate sul sesso. In questo caso può sembrare che la persona abbia perso la propria esistenza separativa identificandosi con un tutto più ampio. In realtà, sta spesso esprimendo la propria esistenza separativa attraverso una simile identificazione, che le permette di compiacersi nel sentirsi separata da altri che appartengono a una classe, nazionalità, credo, setta, religione o sesso diversi.

L’esistenza separativa trae vita e forza dall’identificazione con uno degli opposti e dalla contrappo¬sizione agli altri. Un individuo può cercare di proteggere la propria esistenza separata attra¬verso l’identificazione con un’ideologia piuttosto che con un’altra, oppure con la propria concezione del bene opposta alla sua idea del male. Il risultato dell’identificazione con gruppi ristretti o con ideali limitati non è una vera fusione del sé separativo, ma solo un’apparenza. La vera fusione del sé limitato nell’oceano della vita universale implica la resa totale dell’esi¬stenza separativa in tutte le sue forme.

La maggior parte dell’umanità è in balia di tendenze separative e dogmatiche. Chi è sopraffatto dal¬lo spettacolo di questa umanità incatenata è destinato ad andare incontro a un futuro di totale disperazione. È necessario analizzare più a fondo le realtà del momento per avere una giusta prospettiva dell’attuale sofferenza dell’umanità. Le reali possibilità della Nuova Umanità restano celate a coloro che guardano soltanto alla superficie della situazione mondiale, ma esse esistono e hanno solo bisogno della scintilla della compren¬sione spirituale per entrare completamente in azione e diventare efficaci. Le forze della lussuria, dell’odio e dell’avidità causano sofferenze e caos incalcolabili. Tuttavia, la caratteristica che redime la natura umana è che anche nel pieno delle forze distruttive esiste invariabilmente qualche forma di amore.

Persino le guerre richiedono un’azione collaborativa, ma la por-tata di questa cooperazione è limitata artificialmente dall’identi-fi¬ca¬zione con un gruppo o un ideale limitato. Le guerre sono spesso alimentate da una forma di amore, anche se si tratta di un amore che non è stato compreso correttamente. Perché l’amore sia veramente amore, dev’essere incondizionato e illimitato. L’amore esiste in tutte le fasi della vita umana, ma è latente oppure limitato e avvelenato da ambizione personale, orgoglio razziale, fedeltà e rivalità meschine, e attaccamento a sesso, nazionalità, setta, casta o religione. Affinché l’umanità possa risorgere, è necessario che il cuore dell’uomo si schiuda perché vi nasca un amore nuovo – un amore che non conosce corru-zione ed è completamente libero dall’avidità individuale o collettiva.

La Nuova Umanità nascerà grazie a un’effusione di amore di smisurata abbon¬danza, e questo effluvio d’amore sarà possibile grazie al risveglio spirituale portato dai Maestri Perfetti. L’amore non può nascere dalla sola determina¬zione; esercitando la volontà si può tutt’al più diventare coscien¬ziosi. Con fatica e sforzo, si può riuscire a conformare la propria azione esteriore al proprio concetto di ciò che è giusto, ma questa azione è spiritualmente sterile perché priva della bellezza interiore dell’amore spontaneo.
L’amore deve scaturire spontaneamente dal di dentro; non lo si può assolutamente assoggettare ad alcuna forma di forza interiore o esteriore. Amore e coercizione sono inconciliabili, ma se l’amore non può essere imposto a nessuno, può essere risve-gliato dall’amore stesso. L’amore è essenzialmente conta¬gioso; chi non ne ha lo prende da chi lo ha. Chi riceve amore da altri non può prenderlo senza dare una risposta che sia della stessa natura. L’amore vero è invincibile e irresistibile. Si rafforza e si espande fino a trasformare tutti quelli che tocca. L’umanità raggiungerà un nuovo modo di essere e di vivere grazie a uno scambio libero e senza ostacoli di amore puro da cuore a cuore.

Quando si riconoscerà che non esistono esigenze più grandi di quelle della Vita Divina univer¬sale − che, senza ecce¬zioni, include tutti e tutto − l’amore non solo instaurerà pace, armonia e felicità nelle sfere sociali, nazionali e internazionali, ma splenderà anche in tutta la sua purezza e bellezza. L’amore divino è immune agli attacchi della dualità ed è un’espressione della divinità stessa. È attraverso l’amore divino che la Nuova Umanità entrerà in sintonia con il piano divino. L’amore divino non solo introdurrà dolcezza imperitura e beatitudine infinita nella vita personale, ma renderà anche possibile un’era di Nuova Umanità. Grazie all’amore divino, la Nuova Umanità apprenderà l’arte di una vita cooperativa e armoniosa. Essa si libererà dalla tirannia delle forme morte e diffonderà la vita creativa della saggezza spiri¬tuale; abbandonerà tutte le illusioni e si consoliderà nella Verità; conoscerà pace e felicità duratura; sarà iniziata alla vita dell’Eternità.

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Jabalpur, dicembre 1938

L’inizio e la fine della Creazione
Fintanto che la mente umana non ha l’esperienza diretta della Realtà finale così com’è, cercherà invano di spiegare l’origine e lo scopo della Creazione. Il lontano passato sembra avvolto in un velo di mistero imperscrutabile e il futuro appare come un libro completamente sigillato. La mente umana può fare tutt’al più delle brillanti congetture sul passato e sul futuro dell’universo perché è prigioniera dell’incanto di Maya. Non può giungere a una conoscenza definitiva di queste cose e nemmeno può accontentarsi dell’ignoranza al loro riguardo. “Da dove?” e “Verso dove?” sono i due perenni e cocenti interroga¬tivi che rendono la mente umana divinamente irrequieta.

Nella sua ricerca sulle origini del mondo, la mente umana non può rassegnarsi né a un regresso all’infinito né a un incessante cambiamento senza scopo. L’evoluzione è inintelligibile se non ha una causa iniziale, ed è priva di qualsiasi direzione e significato se tutto non conduce a un punto di arrivo. Le questioni stesse “Da dove?” e “Verso dove?” presuppongono l’inizio e la fine di questa creazione che si evolve. L’inizio dell’evoluzione è l’inizio del tempo, e la fine dell’evoluzione è la fine del tempo. L’evoluzione ha un inizio e una fine perché il tempo ha un inizio e una fine.

Tra l’inizio e la fine di questo mondo mutevole ci sono molti cicli, ma in questi cicli e attraverso di essi c’è una continuità di evoluzione cosmica. La vera fine del processo di evoluzione si chiama Mahapralaya, o il grande annientamento del mondo, quando il mondo diventa ciò che era all’inizio, ossia Nulla. Il Mahapralaya del mondo può essere paragonato al sonno di una persona. Così come il mondo variegato dell’esperienza sparisce completamente per l’individuo che è profondamente addormen-tato, l’intero cosmo oggettivo, che è la creazione di Maya, svanisce nel nulla al momento di Mahapralaya. È come se l’universo non fosse mai esistito.

Anche durante il periodo evolutivo l’universo in sé non è altro che immaginazione. C’è infatti solo un’unica Realtà, indivisibile ed eterna, ed essa non ha né inizio né fine. È al di là del tempo. Dal punto di vista di questa Realtà senza tempo, l’intero processo temporale è puramente immaginario. E i miliardi di anni che sono passati e i miliardi di anni che passe¬ranno non hanno nemmeno il valore di un secondo. È come se non fossero mai esistiti.
Non si può così dire che il multiforme universo in evoluzione derivi veramente da quest’unica Realtà. Se così fosse, la Realtà sarebbe un termine relativo oppure un essere composito, il che non è. L’unica Realtà è assoluta.

L’unica Realtà comprende in sé tutta l’esi¬stenza. È Tutto, ma Nulla è la sua om¬bra. L’idea di un’esistenza onni¬comprensiva implica che non lasci nulla al di fuori del proprio essere. Quando analizzate l’idea di essere, arrivate implicita¬mente all’idea di ciò che non esiste. Questa idea di non esistenza, o Nulla, vi aiuta a definire chiaramente la vostra nozione di essere. L’aspetto complementare di Essere è così Non Essere o Nulla. Ma non si può considerare il Nulla come se avesse la propria esistenza separata e indipendente. Non è di per sé nulla. E non può, di per sé, essere causa di nulla. Il multiforme universo in evoluzione non può essere il risultato del Nulla da solo, e avete visto che non può nemmeno essere il risultato dell’unica Realtà. Come sorge allora il multiforme universo in evoluzione?

Il multiforme universo in evoluzione nasce dalla mesco¬lanza dell’unica Realtà con il Nulla. Scaturisce dal Nulla quando questo Nulla è preso nel contesto dell’unica Realtà. Da questo non si deve però dedurre che l’universo sia in parte il risultato dell’unica Realtà, o che abbia un elemento di Realtà. È un risultato del Nulla ed è nulla. Sembra soltanto che esista. La sua apparente esistenza è dovuta all’unica Realtà che è, per così dire, dietro il Nulla. Quando si aggiunge il Nulla all’unica Realtà, il risultato è il multiforme universo in evoluzione.
L’unica Realtà, che è infinita e assoluta, non subisce così alcuna modifica. È assoluta e come tale non viene toccata da nessuna aggiunta o sottrazione. L’unica Realtà rimane ciò che era, completa e assoluta di per sé, indifferente al panorama della creazione, scaturito dal Nulla, e disgiunta da esso. Questo Nulla può essere paragonato al valore dello zero in matematica. Non ha valore positivo in sé, ma quando è aggiunto a un altro numero genera i molti. Allo stesso modo, il multiforme universo in evoluzione scaturisce dal Nulla quando è combinato con l’unica Realtà.

L’intero processo evolutivo rien¬tra nella sfera dell’immagina-zione. Quando nell’immagina¬zione l’unico oceano della Realtà viene apparentemente agitato, sorge il mondo multiforme dei centri di coscienza separati. Ciò implica la divisione fondamen-tale della vita tra il sé e il non-sé, o l’”io” e il suo ambiente. Poiché questo sé limitato (che è soltanto una parte immaginata di una totalità realmente indivisibile) è falso e incompleto, la coscienza non può accontentarsi di identificarsi eternamente con esso. Così la coscienza è intrappolata in una continua irrequietezza, che la costringe a tentare di identificarsi con il non-sé. Quella parte del non-sé, o l’ambiente, con cui la coscienza riesce a identificarsi si associa al sé nella forma di “mio”. E quella parte del non-sé con cui la coscienza non riesce a identificarsi diventa l’ambiente irriducibile che inevitabilmente crea un limite e un’opposizione al sé.
Così la coscienza non giunge al termine della propria dualità limitante ma alla sua trasformazione. Fintanto che la coscienza è soggetta al meccanismo dell’immaginazione viziante, non è in grado di mettere fine a questa dualità. Tutti i vari tentativi che essa fa per assimilare il non-sé (o l’ambiente) portano semplice-mente alla sostituzione della dualità iniziale con altre innumere-voli forme della stessa dualità. L’accettazione e il rifiuto di certe parti dell’ambiente si esprimono rispettivamente come “volere” e “non volere”, dando così origine agli opposti di piacere e sofferenza, bene e male e così via. Né l’accettazione né il rifiuto possono però condurre alla liberazione dalla dualità, e la coscienza si trova così presa in un’incessante oscillazione da un opposto all’altro. Questa oscillazione tra gli opposti caratterizza l’intero processo evolutivo dell’individuo.

L’evoluzione dell’individuo limi¬tato è interamente determinata dai sanskara (impressioni) che egli ha accumulato attraverso le epoche e, sebbene faccia tutto parte dell’imma¬gina¬zione, il deter-minismo è totale e automatico. Ogni azione ed esperienza, benché effimera, lascia dietro di sé un’impres¬sione nel corpo mentale. Questa impressione è una modifica oggettiva del corpo mentale e, poiché esso rimane lo stesso, le impressioni accumulate dall’individuo sono in grado di persistere durante molte vite. Quando i sanskara così accumulati cominciano a esprimersi (invece di rimanere semplicemente latenti nel corpo mentale), sono sperimentati come desideri, ossia sono percepiti come soggettivi. I sanskara hanno due aspetti, uno oggettivo e l’altro soggettivo; il primo è uno stato passivo di latenza, e il secondo è uno stato attivo di manifesta¬zione.
Durante la fase attiva, i sanskara accumulati determinano ogni esperienza e azione del sé limitato. Così come in un cinema devono scorrere diversi metri di pellicola per mostrare una singola azione sullo schermo, allo stesso modo sono spesso molti sanskara a determinare una singola azione del sé limitato. Esprimendosi e realizzandosi nell’esperienza, i sanskara ven-gono consumati. I sanskara deboli sono consumati mentalmente, quelli più forti sono consumati sottilmente in forma di desideri e di esperienze immaginative, e i sanskara potenti sono consumati fisicamente esprimendosi nell’azione fisica.
Sebbene questo consumo di sanskara avvenga continuamente, non porta a una liberazione da essi perché vengono inevitabil-mente creati nuovi sanskara, non solo attraverso nuove azioni, ma anche tramite il processo stesso di esaurimento. Così il carico di sanskara continua ad aumentare, e l’individuo si trova impotente di fronte al problema di sbarazzarsi di questo fardello.

I sanskara depositati tramite azioni ed esperienze specifiche predispon¬gono la mente ad azioni ed espe¬rienze simili. Ma oltre un certo punto questa tendenza è frenata e controbilanciata da una reazione naturale che consiste in una completa conversione al suo diretto opposto, che fa spazio all’azione dei sanskara opposti.
Molto spesso i due opposti fanno parte della stessa identica catena di immaginazione. Per esempio, qualcuno potrebbe fare dapprima l’esperienza di essere un famoso scrittore, con ricchezza, fama, famiglia e tutte le cose piacevoli della vita, e in seguito, nella stessa vita, potrebbe fare l’esperienza di perdere la ricchezza, la fama, la famiglia e tutte le cose piacevoli della vita. A volte sembra che una catena di immaginazione non contenga entrambi gli opposti nella stessa vita. Un uomo potrebbe ad esempio fare l’esperienza durante tutta la sua vita di essere un re potente sempre vittorioso in battaglia. In tal caso egli deve bilanciare questa esperienza con quella della sconfitta o qualcosa di simile nella vita successiva, spendendo un’altra vita per completare la sua catena di immaginazione. La pulsione puramente psicologica dei sanskara è quindi soggetta al bisogno più profondo dell’anima di conoscere il proprio Sé.

Supponiamo che una persona abbia ucciso qualcuno in questa vita. Ciò deposita nel suo corpo mentale i sanskara dell’uccisione. Se la coscienza fosse determinata solo e semplice-mente dalla tendenza iniziale creata da questi sanskara, la persona continuerebbe a uccidere altri all’infinito, acquisendo ogni volta maggior impeto dai reiterati atti dello stesso tipo. Non ci sarebbe scampo a questo ricorrente determinismo se non fosse per il fatto che la logica dell’esperienza provvede a un necessario controllo. La persona si rende presto conto dell’incompletezza dell’esperienza di un opposto, e cerca inconsciamente di rista-bilire l’equilibrio perso passando all’altro opposto.
Così l’individuo che ha avuto l’esperienza di uccidere svilupperà la necessità e la predisposizione psicologiche di essere ucciso. Uccidendo un’altra persona egli ha compreso solo un aspetto della situazione totale in cui è coinvolto, ossia l’aspetto dell’uccidere. La metà complementare della situazione totale (ossia il ruolo essere ucciso) gli rimane incompresa ed estranea, pur essendo entrata a far parte della sua esperienza. Nasce così il bisogno di completare l’esperienza attirando su di sé l’opposto di ciò che ha vissuto personalmente, e la coscienza tende a soddisfare questo nuovo e insistente bisogno. Una persona che ha ucciso svilupperà presto una tendenza a farsi uccidere per avere l’esperienza personale dell’intera situazione.
La domanda che affiora a questo punto è: chi lo ucciderà nella vita successiva? Potrebbe essere la stessa persona che fu uccisa nella vita precedente oppure un’altra con sanskara simili. Azione e interazione tra individui danno origine a connessioni o legami sanskarici, e quando l’individuo assume un nuovo corpo fisico, potrebbe trovarsi tra coloro che hanno legami sanskarici prece-denti o tra chi ha sanskara simili. Tuttavia, la vita si aggiusta in modo da rendere possibile il libero gioco della dualità evolutiva.

Come la spola del telaio, la mente umana si muove tra due estremi, sviluppando l’ordito e la trama del tessuto della vita. Lo sviluppo della vita spirituale è rappresentato al meglio non con una linea diritta, ma con un tracciato a zig-zag. Prendiamo come esempio la funzione delle due sponde di un fiume. Se non ci fossero le sponde, le acque del fiume si disperderebbero, e il fiume non potrebbe raggiungere la sua destinazione. Allo stesso modo, la forza della vita si disperderebbe in infiniti e innumerevoli modi se non fosse confinata tra i due poli degli opposti.
Queste sponde del fiume della vita vanno viste non come due linee parallele, ma come due linee convergenti che si incontrano nel punto di Liberazione. L’oscillazione diminuisce sempre di più a mano a mano che l’individuo si avvicina alla meta, e cessa del tutto quando egli la realizza. È come il movimento del misirizzi che ha il proprio baricentro alla base e quindi la graduale tendenza a fermarsi nella posizione eretta. Se viene scosso, continua a oscillare da una parte all’altra per qualche tempo, ma ogni movimento diviene sempre meno ampio e alla fine il misirizzi si ferma. Nel caso dell’evoluzione cosmica, una simile cessazione di alternanza tra gli opposti significa Mahapralaya, e nell’evoluzione spirituale dell’individuo signi-fica Liberazione.

Il passo dalla dualità alla non-dualità non è semplicemente una questione di differenza nello stato di coscienza. Essendo qualitativa¬mente diverse, la differenza tra di esse è infinita. La prima è uno stato di non-Dio e la seconda è lo stato di Dio. Questa differenza infinita costituisce l’abisso tra il sesto e il settimo piano di coscienza. Anche i sei piani inferiori di involuzione della coscienza sono separati l’uno dall’altro da una specie di valle o distanza. Ma benché la differenza tra di essi sia grande, non è infinita perché tutti sono soggetti in egual misura alla bipolarità dell’esperienza limitata, che consiste nell’alternanza tra gli opposti.
La differenza tra il primo e il secondo piano, tra il secondo e il terzo, e così via fino al sesto piano, è grande ma non infinita. Ne consegue che, a rigor di termini, nessuno dei sei piani di dualità può essere considerato realmente più vicino al settimo piano degli altri. La differenza tra uno dei sei piani e il settimo è infinita, così com’è infinita la differenza tra il sesto e il settimo piano. Il progresso attraverso i sei piani avviene nell’immagina-zione, ma la realizzazione del settimo piano è la cessazione dell’immaginazione e, di conseguenza, il risveglio dell’individuo alla coscienza della Verità.

Il progresso illusorio attraverso i sei piani non può tuttavia essere evitato del tutto. L’immagina¬zione dev’essere completamente esaurita prima che una persona possa realizzare la Verità. Quando un discepolo ha un Maestro Perfetto, deve attraversare tutti i sei piani. Il Maestro può condurre il suo discepolo attraverso i piani interiori a occhi aperti oppure in maniera velata. Se il discepolo è velato e non è cosciente dei piani che sta attraver¬sando, i desideri persistono fino al settimo piano, ma se viene condotto a occhi aperti ed è cosciente dei piani che sta attraversando, non ci sono più desideri a partire dal quinto piano. Se il Maestro viene per lavorare, spesso sceglie di condurre i suoi discepoli in maniera velata, perché se hanno gli occhi bendati possono essere più attivamente utili al lavoro del Maestro che non a occhi aperti.
L’attraversamento dei piani è caratterizzato, per tutta la sua durata, dallo svolgimento dei sanskara. Questo processo di svolgimento dovrebbe essere attentamente distinto da quello dell’esaurimento. Nel processo di esaurimento i sanskara diventano dinamici e si liberano nell’azione o nell’esperienza. Ciò non porta all’emancipazione definitiva dai sanskara, perché il nuovo e incessante accumulo incessante di sanskara rimpiazza abbondantemente quelli che vengono esauriti, e il processo stesso di esaurimento è responsabile di ulteriori sanskara. Nel processo di svolgimento, invece, i sanskara vengono indeboliti e annientati dalla fiamma dell’anelito dell’Infinito.
L’anelito dell’infinito può essere la causa di molta sofferenza spirituale. Non c’è paragone tra l’acutezza della sofferenza comune e l’intensità della sofferenza spirituale che una persona deve patire quando attraversa i piani. La prima è l’effetto dei sanskara, e la seconda è l’effetto del loro svolgimento. Quando la sofferenza fisica raggiunge l’apice, una persona perde cono-scenza trovando così sollievo, ma non c’è un simile sollievo automatico per la sofferenza spirituale. La sofferenza spirituale, tuttavia, non diventa tediosa perché è frammista anche a una sorta di piacere.

L’anelito dell’Infinito diventa più forte e acuto fino a raggiungere il suo apice, poi comincia gradualmente a placarsi. Mentre si placa, la coscienza non abbandona del tutto l’anelito dell’Infinito e continua a seguire il suo obiettivo di realizzare l’Infinito. Questo stato di anelito placato ma latente prelude alla realizzazione dell’Infinito. A questo stadio l’anelito è lo strumento per annientare tutti gli altri desideri ed esso stesso è pronto a essere estinto dall’insondabile quiete dell’Infi¬nito. Prima che l’anelito dell’Infinito sia soddisfatto grazie alla realizzazione dell’Infinito, la coscienza deve passare dal sesto al settimo piano. Deve passare dalla dualità alla non-dualità. Invece di vagare nell’immaginazione, deve arrivare alla fine dell’immaginazione.
Il Maestro sa che l’unica Realtà è la sola Realtà e che il Nulla è semplicemente la sua ombra. Per lui, il tempo è assorbito nell’eternità. Avendo realizzato questo aspetto senza tempo della Realtà, egli è al di là del tempo e comprende nel suo essere sia l’inizio sia la fine del tempo. Egli rimane indifferente al processo temporale che consiste nell’azione e interazione dei molti. L’uomo comune non conosce né l’inizio né la fine dalla Creazione. È quindi sopraffatto dal corso degli eventi, che incombono su di lui per mancanza della giusta prospettiva in quanto è prigioniero del tempo. Considera tutto in termini di possibile compimento o non compimento dei propri sanskara. È perciò profondamente disturbato dagli avvenimenti di questo mondo. L’intero universo oggettivo gli appare come una sgradita limitazione che deve essere superata o tollerata.
Il Maestro, per contro, è libero dalla dualità e dai sanskara che ne sono la caratteristica. Egli è libero da ogni limitazione. La tempesta e la tensione dell’universo non toccano il suo essere. Per lui, tutto il trambusto del mondo, con i suoi processi costruttivi e distruttivi, non può avere una particolare impor-tanza. Egli ha varcato la soglia del santuario della Verità, che è la dimora del significato eterno che è solo parzialmente e debolmente riflesso nei valori effimeri della Creazione. Nel suo essere è compresa tutta l’esistenza, e per lui tutto lo spettacolo della manifestazione non è che un gioco.

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Guruprasad, Pune, 1957

La vita dello spirito
Nel vero karma yoga, o la vita dell’azione perfetta, c’è un corretto aggiustamento tra gli aspetti mate¬riali e spirituali della vita. In questo tipo di vita, la coscienza non è ostacolata da cose mondane e materiali, ma allo stesso tempo non può sfuggire all’esistenza quotidiana. La mente non può immergersi nella vita materiale dei desideri assillanti né fondersi nella beatitudine spirituale. Essa viene usata per affrontare e trattare i problemi della vita dal punto di vista della comprensione spirituale.

Un corretto aggiustamento tra gli aspetti materiali e spirituali della vita non è assicurato dando a entrambi la stessa importanza. Non è assicurato nemmeno prendendo qualcosa dal materiale e qualcosa dallo spirituale e trovando poi un compromesso tra i due. Lo spirito deve avere e avrà sempre un’inviolabile supremazia sulla materia; tuttavia, la supremazia non si esprime evitando o rifiutando la materia, ma piuttosto usandola quale veicolo adeguato all’espressione dello spirito. In un aggiustamento intelligente la materia deve avere il ruolo uno strumento flessibile per la manifestazione dello spirito e non deve in alcun modo diventare invadente di per sé. Così come uno strumento musicale ha valore solo se dà espressione a un brano del musicista e diventa invece un intralcio se non si assoggetta completamente, la materia ha valore se dà libera e adeguata espressione al flusso creativo della vita e diventa un intralcio se interferisce con esso.

A causa dei molteplici desideri della mente, la materia tende ad assumere importanza di per sé. Per l’alcolista, il vino è tutto; per chi è avido, accumulare denaro è della massima importanza; e per il seduttore, la caccia alle sensazioni è il fine supremo della vita. Questi sono esempi di come, attraverso svariati desideri della mente, la materia diventa eccessivamente invadente e altera le espressioni dello spirito. Il modo per ridare allo spirito la sua dignità non è rifiutare la materia ma usarla per le esigenze dello spirito.
Ciò è possibile solo quando lo spirito è libero da tutti i desideri ed è pienamente consapevole del suo vero stato. Quando questo è raggiunto, un individuo può possedere beni materiali senza esserne schiavo. Quando è necessario può utilizzarli come mezzi per la vita dello spirito, ma non ne è attratto né ossessionato. Realizza che di per sé non costituiscono il vero significato della vita. Egli vive nell’ambiente materiale e sociale senza ambire a essi e, essendo distaccato, sa trasformarli in vita dello spirito.

Una volta assicurato un vero aggiu¬sta¬mento tra spirito e mate¬ria, non c’è fase della vita che non possa essere utilizzata per l’espres¬sione della divinità. Non c’è più alcun bisogno di sfuggire alla vita quotidiana e alle sue complicazioni. La libertà dello spirito che si ricerca evitando il contatto con il mondo e ritirandosi in una grotta o sulle montagne è una libertà negativa. Quando si tratta di un ritiro temporaneo volto a digerire le esperienze mondane e a sviluppare un distacco, ha i suoi vantaggi. Concede un attimo di respiro nella corsa della vita. Ma quando questo ritiro è fondato sulla paura del mondo o sulla mancanza di fiducia nello spirito, è tutt’altro che d’aiuto al raggiungimento della vera libertà. La vera libertà è essenzialmente positiva e deve esprimersi attra¬verso un dominio incontrastato dello spirito sulla materia. Questa è la vera vita dello spirito.

La vita dello spirito è l’espressione dell’Infinità e, in quanto tale, non conosce limiti artificiali. La vera spiritualità non dev’essere confusa con un entusiasmo esclusivo per qualche moda passeggera. Essa non riguarda nessun “ismo”. Quando la gente cerca la spiritua¬lità fuori dalla vita, come se non avesse niente a che fare con il mondo materiale, la sua ricerca è vana. Tutti i credi e i culti tendono a enfatizzare alcuni aspetti frammentari della vita, ma la vera spiritualità ha una visione totale. L’essenza della spiritualità non consiste in un interesse speciale o ristretto in qualche parte immaginata della vita ma in un sicuro atteggia-mento illuminato in tutte le varie situazioni che fanno parte della vita. Essa copre e include la vita nella sua totalità. Tutte le cose materiali di questo mondo possono essere messe al servizio del gioco divino, e quando sono così subordinate aiutano lo spirito ad affermarsi.

Il valore delle cose materiali dipende dal ruolo che esse svol¬gono nella vita dello spirito. Di per sé, non sono né buone né cattive. Diven¬tano buone o cattive a seconda che favoriscano o intralcino la manifestazione della divinità attraverso di esse. Prendiamo per esempio il posto che il corpo fisico ha nella vita dello spirito. È un errore creare un’antitesi tra “carne” e “spirito”. Un tale contrasto porta quasi inevitabilmente alla piena condanna del corpo. Il corpo ostacola la realizzazione spirituale solo se lo si coccola come se avesse diritto alle proprie esigenze. La sua giusta funzione, compresa correttamente, è di essere subordinata agli scopi spirituali.
Il cavaliere ha bisogno di un cavallo per andare in battaglia, ma il cavallo può diventare un ostacolo se rifiuta di sottomettersi completamente alla sua volontà. Allo stesso modo, lo spirito ha bisogno di essere rivestito di materia per poter entrare in pieno possesso delle sue possibilità, ma a volte il corpo può diventare un ostacolo se rifiuta di assoggettarsi alle esigenze dello spirito. Se il corpo si piega alle esigenze dello spirito come dovrebbe, è strumentale nel portare il regno dei cieli sulla terra. Esso diventa il veicolo per l’effusione di vita divina, e quando serve a questo scopo può giustamente essere chiamato il tempio di Dio sulla terra.

Poiché il corpo fisico e le altre cose materiali possono essere usati per la vita dello spirito, la vera spiritualità non assume alcun atteggiamento ostile nei loro confronti ma cerca di esprimersi in essi e attraverso di essi. Perciò un essere perfetto non disprezza le cose belle o le opere d’arte, le conquiste della scienza o i successi politici. Le cose belle possono essere svalutate quando sono fatte oggetto di desiderio o invidia e possesso esclusivo; le opere d’arte possono essere usate spesso per accrescere e soddisfare l’egoismo e altre debolezze umane. Le conquiste della scienza possono essere usate per la distruzione reciproca, come nelle guerre moderne; l’entusiasmo politico senza una visione spirituale può perpetuare il caos sociale e internazionale. Ma tutte queste cose possono anche essere gestite nel modo giusto e spiritualizzate. Le cose belle possono diventare sorgente di purezza, felicità e ispirazione; le opere d’arte possono nobilitare ed elevare la coscienza della gente. Le conquiste scientifiche possono alleviare le inutili sofferenze e disabilità dell’umanità; l’azione politica può essere fondamentale per instaurare nell’umanità una vera fratellanza. La vita dello spirito non consiste nel voltare le spalle alle sfere di esistenza del mondo, ma nel restituire loro lo scopo divino, che è di far sì che amore, pace, felicità, bellezza e Perfezione spirituale siano alla portata di ciascuno.

Coloro che vogliono vivere la vita dello spirito devono tuttavia rima¬nere distaccati nel mezzo delle cose mondane, senza diven-tare freddi o indifferenti nei loro confronti. Non si dovrebbe confondere il distacco con una mancanza di apprezzamento. Esso non solo è compatibile con la vera valutazione delle cose ma ne è la condizione stessa. Il desiderio crea illusione e impedisce la giusta percezione. Nutre le ossessioni e sostiene il senso di dipendenza dagli oggetti esterni. Il distacco favorisce una giusta comprensione e facilita la percezione del vero valore delle cose senza rendere la coscienza dipendente da oggetti esterni.
Vedere le cose come sono significa afferrare il loro reale significato come parti della manifestazione dell’Unica Vita, e vedere attraverso il velo della loro apparente molteplicità significa essere liberi dall’insistente ossessione per qualcosa nel suo isolamento e nella sua esclusività immaginati. La vita dello spirito dev’essere trovata in una comprensività libera da attaccamento e in un apprezzamento libero da coinvolgimento. È una vita di libertà positiva nella quale lo spirito pervade la materia e risplende attraverso di essa senza sottomettersi ai limiti delle sue esigenze.

Le cose e gli avvenimenti di questa esistenza terrena sono considerati estranei solo fintantoché sono som¬mersi nella marea crescente della spiritualità onnicomprensiva. Una volta che hanno trovato il loro giusto posto nello schema della vita, si vede come ognuno di essi partecipa alla sinfonia della creazione. Allora la spiritua¬lità non ha bisogno di un’espressione separata o esclusiva; non è degradata quando si occupa delle comuni esigenze fisiche, intellettuali ed emotive della gente. La vita dello spirito è un’esistenza unificata e integrale che non ammette comparti¬menti esclusivi o scollegati.

La vita dello spirito è una manifestazione continua di amore divino e di comprensione spiri¬tuale, ed entrambi questi aspetti della divinità sono illimitati nella loro universalità e incontestabili nella loro comprensività. L’amore divino non ha quindi bisogno di alcun contesto speciale per farsi sentire. Non deve aspettare qualche raro momento per esprimersi, né va in cerca di situazioni austere in odore di santità particolare. Trova la sua espressione in ogni evento o situazione che potrebbero passare inosservati agli occhi una persona non illuminata perché troppo insignificanti per meritare attenzione.
L’amore umano comune si esprime solo in condizioni favorevoli. È una risposta a un certo tipo di situazioni ed è in rapporto a esse. L’amore divino, invece, che sgorga dalla sorgente interiore, è indipendente da stimoli. È quindi espresso anche in circostanze che verrebbero considerate sfavorevoli da chi ha assaporato solo l’amore umano. Se mancano felicità, bellezza o bontà in coloro che circondano un Maestro Perfetto, queste stesse cose diventano per lui un’opportunità di inondarli del suo amore divino e salvarli dallo stato di povertà materiale o spirituale. Le sue risposte quotidiane all’ambiente terreno diventano espressioni di divinità dinamica e creativa, che si espande e spiritualizza tutto ciò verso cui egli dirige la sua mente.

Bisogna distinguere la comprensione spirituale, che è l’aspetto complemen¬tare della vita dello spirito, dalla saggezza mondana, che è la quintessenza delle convenzioni del mondo. La saggezza spirituale non consiste nella piena accettazione del modo in cui vanno le cose nel mondo. Esso è quasi sempre l’effetto collettivo delle azioni di persone dall’inclinazione materiale. Le persone mondane considerano giusta una cosa e la fanno diventare giusta per le persone con un’inclinazione simile. Perciò, seguire ciecamente le convenzioni non assicura necessariamente un’azione saggia. La vita dello spirito non può essere una vita di imitazione acritica; deve basarsi sulla vera comprensione dei valori.

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Meherabad, maggio, 1936

“Sono venuto non per insegnare, ma per risvegliare.”

L’amore
La vita e l’amore sono inseparabili l’uno dall’altra. Dove c’è vita, c’è amore. Anche la coscienza più rudi¬mentale cerca continuamente di sfug¬gire alle proprie limitazioni e unirsi in qualche modo ad altre forme. Sebbene ogni forma sia separata dalle altre, in realtà sono tutte forme della medesima unità di vita. Il senso latente di questa realtà interiore nascosta si fa sentire indirettamente anche nel mondo dell’illusione mediante l’attrazione che una forma prova nei confronti di un’altra.

La legge di gravità alla quale tutti i pianeti e le stelle sono soggetti è, a suo modo, un pallido riflesso dell’amore che pervade ogni parte dell’universo. Per¬sino le forze repulsive sono in realtà espressioni di amore, poiché le cose si respingono in quanto sono attratte più fortemente da altre cose. La repulsione è una conseguenza negativa dell’attra¬zione positiva. Le forze di coesione e di affinità, che sono prevalenti nella costituzione stessa della materia, sono espres¬sioni positive di amore. Un esempio eclatante di amore a questo livello è l’attrazione che la calamita esercita sul ferro. Tutte queste forme di amore sono del tipo meno sviluppato poiché sono inevitabilmente condizionate dalla coscienza rudimentale nella quale appaiono.

Nel mondo animale l’amore diventa più esplicito sotto forma di impulsi coscienti diretti verso diversi oggetti nell’ambiente circostante. Questo amore è istintivo, e gratifica desideri diversi appropriandosi di oggetti compatibili. Quando una tigre cerca di divorare un cervo, è letteralmente innamorata del cervo. L’attrazione sessuale è un’altra forma di amore a questo livello. Tutte le espressioni di amore a questo stadio hanno una cosa in comune: cercano tutte di soddisfare qualche impulso o desiderio corporeo mediante l’oggetto d’amore.

L’amore umano è molto più ele¬vato di queste forme inferiori di amore perché gli esseri umani hanno una coscienza pienamente sviluppata. Sebbene ci sia una continuità tra le forme inferiori subumane di amore e l’amore umano, esso se ne differenzia perché da questo momento le sue manifestazioni devono andare di pari passo con un nuovo fattore, che è la ragione. A volte l’amore umano si manifesta come una forza avulsa dalla ragione che le corre parallela. Altre volte, esso si manifesta come una forza che si confonde con la ragione entrando in conflitto con essa. Infine, si esprime come un elemento di un tutto armonico dove amore e ragione si sono equilibrati e fusi in un’unità integrale.

L’amore umano può dunque entrare in combinazione con la ragione in tre modi. Nel primo, la sfera del pensiero e quella dell’amore sono tenute sepa¬rate il più possibile; ossia la sfera dell’amore è praticamente inaccessibile all’attività della ragione, e l’amore ha poco o nessun accesso alla sfera del pensiero. Naturalmente non è mai possibile separare del tutto questi due aspetti dello spirito. Ma quando amore e ragione funzionano alternandosi e predominando a turno, abbiamo un amore non illuminato dalla ragione oppure una ragione non ravvivata dall’amore.
Nel secondo modo, amore e ragione operano simultaneamente, ma non funzionano in armonia l’uno con l’altra. Sebbene questo conflitto generi confusione, è una fase necessaria per evolvere allo stato più elevato dove c’è una sintesi reale di amore e ragione. Nel terzo tipo di amore, questa sintesi tra amore e ragione è un fatto compiuto – con il risultato che sia l’amore sia la ragione sono trasformati in maniera così completa da precipitare la comparsa di un nuovo livello di coscienza che, paragonato alla normale coscienza umana, è descritta al meglio come supercoscienza.

L’amore umano fa la sua apparizione nella matrice della coscienza dell’ego, che ha innumerevoli desideri. A causa di questi fattori, l’amore assume molte colo¬ra¬zioni. Così come in un caleidoscopio, attraverso le varie combinazioni di elementi semplici, abbiamo una varietà sempre mutevole di motivi, in amore troviamo una varietà qualitativa pressoché illimitata dovuta alle sempre nuove combinazioni dei fattori. E così come esistono infinite sfumature di colore in fiori diversi, ci sono molteplici e delicate differenze nell’amore umano.

L’amore umano è circondato da diversi fattori ostacolanti come l’infatuazione, la lussuria, l’avidità, la collera e la gelosia. In un certo senso, persino questi fattori ostacolanti sono o forme di amore inferiore o gli inevitabili effetti collaterali di queste forme inferiori di amore. Infatuazione, lussuria e avidità possono essere considerate forme distorte e inferiori di amore. Nell’infatuazione, la persona è innamorata di un oggetto sensuale, nella lussuria sviluppa un desiderio ardente di sensazioni per questo oggetto, e nell’avidità desidera posse¬derlo. Di queste tre forme di amore inferiore, l’avidità tende a estendersi dall’oggetto originale ai mezzi per ottenerlo. Si diventa così avidi di denaro, di potere o di fama, che possono essere strumenti per possedere i diversi oggetti desiderati. Collera e gelosia nascono quando queste forme inferiori di amore sono contrastate o rischiano di esserlo.

Queste forme inferiori di amore ostacolano l’effondersi di amore puro. Il flusso d’amore non può mai diventare limpido e co-stante finché non si è districato da queste forme limitative e depravanti di amore inferiore. Le forme inferiori sono nemiche di quelle più elevate. Se la coscienza è presa dal ritmo delle forme inferiori, non riesce a emanciparsi dalle abitudini che si è creata e le diventa difficile uscirne e andare oltre. Così le forme inferiori di amore continuano a interferire con lo sviluppo delle forme superiori e devono essere abbandonate per permettere alla forma più elevata di amore di apparire liberamente.

L’esercizio costante di discerni¬mento aiuta l’amore elevato a uscire dal guscio dell’amore infe¬riore. L’amore va quindi distinto attentamente dai fattori ostacolanti, che sono l’infatuazione, la lussuria, l’avidità e la collera. Nell’infatuazione, la persona è una vittima passiva del fascino dell’attrazione concepita per l’oggetto. Nell’amore c’è un apprezzamento attivo del valore intrinseco dell’oggetto d’amore.
L’amore è diverso anche dalla lussuria. Nella lussuria c’è una dipendenza da un oggetto sensuale che porta a una subor¬di-nazione spirituale, mentre l’amore mette una persona in rapporto diretto e coordinato con la realtà dietro la forma. Perciò, la lussuria è vissuta come qualcosa di pesante, mentre l’amore come qualcosa di leggero. Nella lussuria c’è una costrizione della vita, nell’amore un’espansione dell’essere. Amare qualcuno è come aggiungere un’altra vita alla propria. La vostra vita ne è, per così dire, moltiplicata, e voi vivete pratica-mente in due centri. Se amate il mondo intero, vivete indirettamente in tutto il mondo; nella lussuria ci sono invece un declino della vita e una sensazione generale di inguaribile dipendenza da una forma che si considera altra da sé. Così, nella lussuria si accentuano separazione e sofferenza, mentre in amore c’è il sentimento di unità e gioia. La lussuria è dissipazione, l’amore è ristoro. La lussuria è una brama dei sensi, l’amore è l’espressione dello spirito. La lussuria cerca appagamento, ma l’amore lo sperimenta. Nella lussuria c’è eccitazione, nell’amore c’è tranquillità.

L’amore è altrettanto diverso dall’avidità. L’avidità è possessività in ogni sua forma grossolana e sottile. Cerca di appropriarsi di persone e oggetti grossolani, come pure di cose astratte e immateriali quali fama e potere. In amore, l’annessione di un’altra persona alla propria vita individuale è fuori questione, e c’è un’espansione libera e creativa che ravviva e ricolma l’essere dell’amato a prescindere da qualsiasi aspettativa per il sé. Si ha il paradosso che l’avidità, che cerca di appropriarsi di un altro oggetto, porta in effetti al risultato contrario di mettere il sé sotto la tutela dell’oggetto. L’amore invece, che mira a regalare il sé all’oggetto, porta in effetti a incorporare spiritualmente l’amato nell’essere stesso dell’amante. Nell’avidità il sé cerca di posse¬dere l’oggetto, ma ne è esso stesso posseduto. In amore, il sé offre sé stesso all’amato senza alcuna riserva, ma facendolo scopre di aver incluso l’amato nel proprio essere.

Infatuazione, lussuria e avidità costituiscono una malattia spi¬ri-tuale, che è spesso resa più virulenta dai sintomi aggra¬vanti della collera e della gelosia. L’amore puro, in netto contrasto, è la fioritura della Perfezione spirituale. L’amore umano è talmente imbrigliato da queste condizioni limitanti che la comparsa spontanea di amore puro dall’interno diventa impossibile. Perciò, quando nell’aspirante nasce un simile amore puro è sempre un dono. L’amore puro nasce nel cuore dell’aspirante in risposta alla discesa della grazia di un Maestro Perfetto. Quando l’amore puro viene ricevuto come un dono del Maestro, prende dimora nella coscienza dell’aspirante come un seme in un terreno favorevole; e con il tempo il seme si trasforma in una pianta e poi in un albero adulto.

La discesa della grazia del Maestro è tuttavia condizionata dalla preparazione spirituale preliminare dell’aspirante. Que¬sta preparazione preliminare per la grazia non è mai completa finché l’aspirante non ha incorporato alcuni attributi divini nel proprio corredo spirituale. Ad esempio, quando una persona evita la maldicenza e pensa più ai lati positivi negli altri che a quelli negativi, e quando può praticare una tolleranza suprema e desidera il bene altrui anche a costo del proprio, allora è pronta a ricevere la grazia del Maestro. Uno degli ostacoli maggiori alla preparazione spirituale dell’aspirante è la preoccupazione. Quando, con uno sforzo supremo, questo ostacolo è superato, un terreno è pronto per la coltivazione degli attributi divini che costituiscono la preparazione spirituale del discepolo. Non appena il discepolo è pronto, la grazia del Maestro discende, poiché il Maestro, che è l’oceano di amore divino, va sempre alla ricerca dell’anima nella quale la sua grazia porterà frutti.

Il tipo di amore risvegliato dalla grazia del Maestro è un privilegio raro. La madre che è disposta a sacrificare tutto e a morire per il proprio figlio e il martire che è pronto a rinunciare alla sua stessa vita per il suo paese sono certo estremamente nobili, ma non hanno necessariamente assaggiato questo amore puro nato dalla grazia del Maestro. Persino i grandi yogi che stanno seduti nelle grotte o sulle cime delle montagne e sono totalmente assorti nello stato di samadhi profondo (trance meditativo) non possiedono necessariamente questo amore prezioso.

L’amore puro risvegliato dalla gra¬zia del Maestro è più prezioso di qualunque altro stimolo che l’aspirante possa utilizzare. Un tale amore non solo riunisce in sé i meriti di tutte le discipline, ma le sorpassa tutte nella sua capacità di condurre l’aspirante alla meta. Quando nasce questo amore, l’aspirante non ha che un desiderio: unirsi all’Amato divino. Questo allontanamento della coscienza da tutti gli altri desideri conduce alla purezza infinita; nulla perciò purifica l’aspirante più completamente di questo amore. L’aspirante è sempre pronto a offrire tutto per l’Amato divino, e nessun sacrificio è troppo arduo per lui. Tutti i suoi pensieri sono distolti dal sé e si concentrano esclusivamente sull’Amato divino. Grazie all’intensità di questo amore in crescita costante, egli spezza infine le catene del sé e si unisce all’Amato. Questo è il coronamento dell’amore. Quando l’amore è così giunto alla sua realizzazione, è diventato divino.

L’amore divino è qualitativamente diverso dall’amore umano. L’amore umano è per i molti nell’Uno, e l’amore divino è per l’Uno nei molti. L’amore umano porta a innumerevoli complicazioni e intrichi, ma l’amore divino conduce all’integrazione e alla libertà. Nell’amore divino gli aspetti personali e impersonali sono egualmente bilanciati; nell’amore umano i due aspetti predominano alterna¬ti¬vamente. Quando nell’amore umano prevale la nota personale, si giunge a una cecità totale nei confronti del valore intrinseco di altre forme. Quando, come nel senso del dovere, l’amore è in prevalenza impersonale, rende spesso freddi, rigidi e meccanici. Il senso del dovere viene all’individuo come una costrizione esterna che determina il comportamento, ma nell’amore divino ci sono libertà assoluta e una spontaneità illimitata. L’amore umano nei suoi aspetti personali e imperso¬nali è limitato; l’amore divino con la sua fusione degli aspetti personali e impersonali è infinito nell’essere e nell’espressione.

Persino il tipo più elevato di amore umano è soggetto alle limitazioni della natura indivi¬duale, che persiste fino al settimo piano dell’involuzione della co¬scienza. L’amore divino sorge dopo la scomparsa della mente individuale ed è libero dagli intralci della natura individuale. Nell’amore umano la dualità dell’amante e dell’amato permane, ma nell’amore divino amante e Amato diventano uno. A questo stadio l’aspirante ha abbandonato il regno della dualità e diventa uno con Dio, perché l’Amore Divino è Dio. Quando l’amante e l’Amato sono uno, quella è la fine e il principio.

È per amore che l’intero universo è venuto all’esistenza, ed è per amore che continua a esistere. Dio discende nel regno dell’Illusione perché l’apparente dualità dell’Amato e dell’amante contribuisce infine al godi¬mento cosciente della Sua propria divinità. Lo sviluppo dell’amore è condizionato e sostenuto dalla tensione della dualità. Dio deve soffrire un’apparente differenziazione in una molteplicità di anime per portare avanti il gioco dell’amore. Esse sono le Sue stesse forme, e in rapporto a loro Egli assume contemporaneamente il ruolo dell’Amante divino e quello dell’Amato divino. Come Amato, Egli è l’oggetto reale e ultimo del loro apprezzamento. Come Amante divino, Egli è il loro salvatore reale e ultimo che le riconduce a Sé. Così, sebbene l’intero mondo della dualità non sia che un’illusione, questa illusione è nata per uno scopo significativo.

L’amore è il riflesso dell’unità di Dio nel mondo della dualità. Esso costituisce l’intero signifi¬cato della creazione. Se l’amore fosse escluso dalla vita, tutte le anime del mondo diventerebbero completamente estranee l’una all’altra, e gli unici rapporti e contatti possibili in un simile mondo senza amore sarebbero superficiali e meccanici. È grazie all’amore che i contatti e i rapporti tra anime individuali diven¬tano significativi. È l’amore che dà significato e valore a tutto ciò che accade nel mondo della dualità. Ma benché l’amore dia un senso al mondo della dualità, è nello stesso tempo una sfida permanente alla dualità. Quando l’amore prende forza, genera un’irrequietezza creativa e diventa la principale forza motrice di quella dinamica spirituale che riesce infine a restituire alla coscienza l’unità originale dell’Essere.

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Meherazad, 1955

Il travaglio del
nuovo ordine del mondo
La tempesta mondiale che si è fatta vieppiù violenta ha raggiunto ora la sua massima intensità e quando sarà al suo apice provocherà un disastro universale. Nella lotta per il benessere materiale, il malcontento ha assunto proporzioni gigantesche, e le varie differenze degli interessi umani sono state accentuate a tal punto da far precipitare un conflitto particolare. L’umanità non è riuscita a risolvere i suoi problemi individuali e sociali, e l’evidenza di questo fallimento è molto chiara. L’incapacità degli uomini di trattare i propri problemi in modo costruttivo e creativo rivela una tragica mancanza della giusta comprensione della natura fondamentale dell’uomo e del vero scopo della vita.

Il mondo è testimone di un conflitto acuto tra le forze della luce e le forze delle tenebre. Da una parte, ci sono persone egoiste che cercano la propria felicità ciecamente attra¬verso sete di potere, smodata avidità e odio irriducibile. Ignare del vero scopo della vita, sono cadute al livello più basso di civiltà. Sotterrano il proprio sé superiore sotto i rottami di forme fatiscenti sopravvissute a un passato ormai morto. Prigioniere di interessi materiali e di concetti limitati, hanno dimenticato il proprio destino divino. Hanno smarrito la via, e i loro cuori sono straziati dalle ingiurie dell’odio e del rancore. Dall’altra, ci sono persone che portano alla luce il proprio sé superiore intrinseco sopportando sofferenza e privazioni e compiendo atti nobili e di abnegazione. L’attuale guerra insegna agli uomini a essere coraggiosi, a saper soffrire, a comprendere e a sacrificarsi.

La malattia dell’egoismo nell’umanità avrà bisogno di una cura che non sia solo di applicazione universale, ma anche di natura drastica. L’egoismo è così profondamente radicato che può essere estirpato solo se preso da ogni lato. Pace e felicità vere sorgeranno spontanea¬mente quando ci si libererà dall’egoismo. La pace e la felicità che nascono dall’amore incondizionato sono permanenti. Persino i peggiori peccatori possono diventare grandi santi se hanno il coraggio e la sincerità di accettare una trasformazione drastica e completa del loro cuore.

Il caos e la distruzione at¬tuali travolgeranno il mon¬do intero, ma in futuro ciò sarà seguito da un pe¬riodo molto lungo senza guerra. Varrà la pena di sopportare le sofferenze e le miserie passeggere dei nostri tempi per il lungo periodo di felicità che arriverà poi. A cosa porterà l’attuale caos? Come finirà? Può finire in un modo soltanto: l’umanità ne avrà abbastanza. L’uomo si stancherà di volere e di combattere per odio. Avidità e odio raggiungeranno una tale intensità che tutti ne avranno a sufficienza. La via d’uscita da questa impasse sarà trovata attraverso l’altruismo. La sola alternativa che può portare a una soluzione sarà di smettere di odiare per amare, smettere di volere per dare e smettere di dominare per servire.

Una grande sofferenza risveglia una grande comprensione. La soffe¬renza acuta raggiunge il suo scopo e il suo vero significato quando risve¬glia un’umanità esausta e fa nascere in essa un desiderio genuino di vera comprensione. Una sofferenza senza precedenti porta a una crescita spirituale senza precedenti. Contribuisce a costruire la vita sulle fondamenta incrollabili della Verità. È ora che la sofferenza universale spinga l’umanità verso la svolta nella sua storia spirituale. È ora che le sofferenze stesse del nostro tempo diventino un mezzo per portare una vera comprensione dei rapporti umani. È ora che l’umanità affronti onestamente le vere cause della catastrofe che l’ha colpita. È ora di cercare una nuova esperienza della Realtà. Sapere che la vita è reale ed eterna significa ereditare una felicità imperitura. È ora che l’uomo giunga a questa realizzazione riunificandosi con il proprio Sé.

Diventando uno con il Sé superiore, l’uomo percepisce il Sé infinito in tutti gli esseri. Egli diviene libero superando e abbando¬nando i limiti della vita dell’ego. L’anima individuale deve realizzare con piena coscienza la propria identità con l’Anima universale. L’uomo riorienterà la vita alla luce di questa antica Verità e modificherà il suo atteggiamento verso il prossimo nella vita di tutti i giorni. Percepire il valore spirituale dell’unicità significa promuovere unità e cooperazione reali. La fratellanza diventa allora un risultato spontaneo della vera percezione. La nuova vita basata sulla comprensione spirituale è un’affermazione della Verità. Non è qualcosa che appartiene a un’utopia ma è assolutamente pratica. Ora che l’umanità si trova nel fuoco di sanguinosi conflitti, sperimenta attraverso un’immensa angoscia la totale instabilità e futilità di una vita basata su concetti puramente materiali. È vicina l’ora in cui l’uomo, nel suo insaziabile desiderio di vera felicità, andrà in cerca della sua vera fonte.

È vicino anche il momento in cui l’umanità cercherà ardente-mente di entrare in contatto con l’incarnazione della Verità nella forma del Dio-Uomo (Avatar), attraverso il quale potrà ispirarsi ed elevarsi alla comprensione spirituale. Essa accetterà di essere guidata dall’autorità divina. Soltanto l’effusione di amore divino può portare al risveglio spirituale. In questo momento critico di sofferenza universale, l’umanità si sta preparando a volgersi verso il proprio Sé superiore e ad attenersi alla volontà di Dio. L’amore divino compirà il miracolo supremo di portare Dio nel cuore dell’uomo e di stabilirlo in una felicità vera e duratura. Esso soddisferà i bisogni e i desideri più grandi dell’umanità. L’amore divino renderà gli uomini altruisti e disponibili nei loro rapporti reciproci, e porterà la soluzione finale a tutti i problemi. La nuova fratellanza sulla terra sarà un fatto compiuto, e le nazioni saranno unite in una fraternità di Amore e Verità.
È per questo Amore e questa Verità che esisto. All’umanità sofferente Io dico:
“Abbiate speranza”. Sono venuto per aiutarvi ad arrendervi alla causa di Dio e ad accettare la Sua grazia di Amore e Verità. Sono venuto per aiutarvi a conquistare la vittoria di tutte le vittorie: vincere il vostro Sé.

Dodici modi di realizzarmi
1. Desiderio
Se avete lo stesso desiderio e la sete di unione con Me che qualcuno ha dell’acqua dopo essere rimasto per giorni sotto il sole cocente del Sahara, allora mi realizzerete.
2. Tranquillità d’animo
Se avete la tranquillità di un lago gelato, allora mi realizzerete.
3. Umiltà
Se avete l’umiltà della terra che si lascia plasmare in ogni forma, allora mi conoscerete.
4. Disperazione
Se sentite la disperazione che porta una persona a commettere suicidio e avete la sensazione che non potete vivere senza vedermi, allora mi vedrete.
5. Fiducia
Se avete la fiducia completa che Kalyan aveva nel suo Maestro – credendo che fosse notte, benché fosse giorno, perché il Maestro lo diceva – allora mi conoscerete.
6. Fedeltà
Se avete la fedeltà del vostro respiro che vi tiene compagnia fino alla fine della vostra vita anche se non lo sentite continuamente, sia nella felicità sia nella sofferenza, e non vi si rivolta mai contro, allora mi conoscerete.
7. Controllo attraverso l’amore
Se il vostro amore per me allontana la voglia delle cose dei sensi, allora mi realizzerete.
8. Servizio disinteressato
Se avete la qualità del servizio disinteressato che non è influenzato dai risultati, come quello del sole che offre il suo servizio al mondo illuminando tutta la creazione – l’erba dei prati, gli uccelli nell’aria, gli animali della foresta, tutta l’umanità con i suoi peccatori e i santi, i ricchi e i poveri – incurante del loro atteggiamento nei suoi confronti, allora mi conquisterete.
9. Rinuncia
Se rinunciate per Me a ogni cosa fisica, mentale e spirituale, allora mi avrete.
10. Obbedienza
Se la vostra obbedienza è spontanea, completa e naturale quanto la luce lo è per gli occhi e l’odore per il naso, allora verrete a Me.
11. Abbandono
Se vi abbandonate a Me completamente come chi, soffrendo di insonnia, si abbandona al sonno improvviso senza paura di perdersi, allora mi avrete.
12. Amore
Se avete per Me l’amore che San Francesco aveva per Gesù, allora non solo mi realizzerete, ma mi farete piacere.


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Pune, 1957

“Non preoccuparti – sii felice!”
(“Don’t worry – be happy!”)

Il cercatore di perle
Quando diventai un amante pensai di aver trovato la Perla della Meta; ingenuamente non sapevo che questa Perla giace sul fondo di un oceano con innumerevoli onde da superare e grandi profondità da sondare.
Hafiz

All’inizio il cercatore della Verità è come un uomo che, avendo sentito che una perla di valore inestimabile può essere raccolta nelle profondità dell’oceano, si reca sulla riva del mare e dapprima ammira la vastità dell’oceano e poi sguazza e si diverte nell’acqua bassa e, intossicato da questa nuova emozione, si dimentica della perla.
Tra i molti che fanno questo, uno dopo un po’ si ricorda di quello che stava cercando, impara a nuotare e comincia a nuotare verso il largo.
Tra i molti che fanno questo, uno diventa un nuotatore esperto e raggiunge il mare aperto; gli altri periscono tra le onde.
Tra i molti nuotatori esperti, uno comincia a immergersi; gli altri, nell’eccitazione della loro destrezza, si dimenticano nuovamente della perla.
Tra i molti che praticano le immersioni, uno raggiunge il fondo dell’oceano e prende la perla.
Tra i molti che hanno preso la perla, uno ritorna alla superficie con essa; gli altri rimangono bloccati sul fondo a contemplare meravigliati la perla.
Tra i molti che raggiungono la superficie, uno ritorna alla riva. Questi è il Maestro Perfetto (Qutub) e mostra la Sua perla agli altri – i sommozzatori, i nuotatori, coloro che sguazzano – incoraggiandoli così nei loro sforzi. Ma se lo desidera, Egli può far sì che un altro diventi il possessore della Perla senza imparare a nuotare o a immergersi.
Ma il Dio-Uomo o Avatar è il Maestro dei Maestri (Qutub-al-Aktab), e può dare il possesso della Perla a quanti vuole. Il Qutub è la Perfezione perfetta, ma essa è circoscritta alla Sua funzione per quanto riguarda il Suo aiuto agli uomini. L’Avatar è oltre i limiti di funzione; il Suo potere e gli effetti del Suo potere sono illimitati. La Perfezione assoluta del Maestro Perfetto è la stessa del Dio-Uomo. La differenza tra loro sta nella portata del loro operato. Una è limitata, l’altra è illimitata.

L’Altissimo tra gli Alti
Mentre era a Dehra Dun, in India, nel mese di settembre del 1953, la “Vita fieramente libera” di Meher Baba raggiunse il suo apice e il 7 dello stesso mese, la presunta data di nascita di Zoroastro, Baba fece una delle sue più importanti dichiarazioni. Essa illustra con parole chiare il suo significato quale Dio-Uomo.

Consciamente o inconsciamente, direttamente o indirettamente, ogni creatura, ogni essere umano – in una forma o nell’altra – lotta per affermare la sua individualità. Quando infine l’uomo sperimenta coscientemente di essere Infinito, Eterno e Indivisibile, è pienamente cosciente della sua individualità come Dio e sperimenta Conoscenza, Potere e Beatitudine Infiniti. Così l’Uomo diventa Dio ed è riconosciuto come Maestro Perfetto, Sadguru, o Qutub. Adorare questo Uomo significa adorare Dio.
Quando Dio si manifesta sulla terra in forma di uomo e rivela la Sua Divinità all’umanità, Egli è riconosciuto come l’Avatar – il Messia – il Profeta. Così Dio diventa Uomo.
E così Dio Infinito, epoca dopo epoca, attraverso tutti i cicli, grazie alla Sua Misericordia Infinita porta la Sua presenza tra gli uomini scendendo al livello umano in forma umana, ma poiché la Sua presenza fisica tra gli uomini non è compresa, Egli è considerato come un uomo comune del mondo. Tuttavia, quando Egli afferma la Sua Divinità sulla terra proclamandosi l’Avatar dell’epoca, è venerato da alcuni che lo accettano come Dio e glorificato da pochi che lo riconoscono come Dio sulla Terra. Ma è invariabilmente destino del resto dell’umanità condannarlo quando Egli è fisicamente in mezzo a essa.
Così Dio come uomo, proclamandosi come l’Avatar, sopporta di essere perseguitato e torturato, umiliato e condannato dall’umanità, per il bene della quale il Suo Amore Infinito lo ha fatto scendere così in basso affinché quell’umanità, nell’atto stesso di condannare la manifestazione di Dio nella forma di Avatar, affermi, sebbene indirettamente, l’esistenza di Dio nel Suo stato Infinito ed Eterno.
L’Avatar è sempre uno e lo stesso perché Dio è sempre Uno e lo Stesso, l’Uno Eterno, Indivisibile e Infinito che si manifesta in forma di uomo come l’Avatar, come il Messia, come il Profeta, come l’Antico, l’Altissimo tra gli Alti. Questo Avatar eternamente Uno e lo Stesso ripete la Sua manifestazione di tempo in tempo, in differenti cicli, con differenti forme umane e differenti nomi, in differenti luoghi, per rivelare la Verità in differenti fogge e differenti lingue, al fine di sollevare l’umanità dal pozzo dell’ignoranza e aiutarla a liberarsi dalla schiavitù delle illusioni.
Tra le manifestazioni più riconosciute e più venerate di Dio come Avatar, quella di Zoroastro è la prima, essendo avvenuta prima di Rama, Krishna, Budda, Gesù e Muhammad. Migliaia di anni fa, egli diede al mondo l’essenza della Verità sotto forma di tre precetti fondamentali: Buoni Pensieri, Buone Parole e Buone Azioni. Questi precetti erano e sono continuamente rivelati all’umanità in una forma o nell’altra, direttamente o indiretta-mente in ogni ciclo, dall’Avatar dell’Epoca mentre guida l’umanità verso la Verità. Mettere in pratica questi precetti di Buoni Pensieri, Buone Parole e Buone Azioni non è così facile come potrebbe sembrare, benché non sia impossibile. Ma tener fede onestamente e letteralmente a questi precetti è apparente-mente tanto impossibile quanto praticare una morte vivente nel mezzo della vita.
Nel mondo ci sono innumerevoli sadhu, mahatma, mahapurush, santi, yogi e wali, sebbene il numero di quelli autentici sia molto, molto limitato. I pochi autentici appartengono, a seconda del loro stato spirituale, a una particolare categoria che non è né al livello dell’uomo comune né al livello dello stato dell’Altissimo tra gli Alti.
Io non sono né un mahatma né un mahapurush, né un sadhu né un santo, né uno yogi né un wali. Chi viene da me con il desiderio di acquisire ricchezza o conservare i propri beni, chi, attraverso di me, cerca di alleviare la propria angoscia e soffe¬renza, chi chiede il mio aiuto per realizzare o soddisfare desideri mondani, a loro dico di nuovo che, poiché non sono un sadhu, un santo o un mahatma, mahapurush o yogi, cercare queste cose attraverso di me significa andare incontro a una delusione totale, sebbene solo apparente, poiché alla fine questa delusione si rivela invariabil-mente determinante per trasformare completa¬mente le esigenze e i desideri mondani. I sadhu, i santi, gli yogi, i wali e gli altri che sono a metà del cammino possono compiere, e compiono, miracoli e soddisfano i bisogni materiali passeggeri degli individui che vanno da loro in cerca di aiuto e sollievo.
Sorge quindi una domanda: se non sono un sadhu, un santo, uno yogi, un mahapurush e nemmeno un wali, allora cosa sono? La logica risposta sarebbe che o sono semplicemente un essere umano comune o sono l’Altissimo tra gli Alti. Ma una cosa posso affermare con certezza: non potrò mai essere incluso tra coloro che hanno uno stato intermediario di vero sadhu, santo, yogi e simili.
Ora, se sono soltanto un uomo comune le mie capacità e i miei poteri sono limitati, e non sono meglio o diverso da un essere umano comune. Se la gente mi considera tale, allora non dovrebbe aspettarsi nessun aiuto soprannaturale da me sotto forma di miracoli o guida spirituale, e venire da me per realizzare i propri desideri sarebbe assolutamente inutile.
D’altro canto, se sono al di là del livello di un essere umano comune e molto più al di là del livello di santi e yogi, allora devo essere l’Altissimo tra gli Alti. In questo caso, giudicarmi con il vostro intelletto umano e la vostra mente limitata e venire da me con desideri mondani non sarebbe solo il massimo della follia, ma anche pura ignoranza, poiché nessuno sforzo intellettuale potrebbe mai permettere di capire i miei modi di agire o di giudicare il mio Stato Infinito.
Se sono l’Altissimo tra gli Alti, la mia Volontà è Legge, il mio Desiderio governa la Legge, e il mio Amore sostiene l’Universo. Quali che siano le vostre apparenti disgrazie e sofferenze passeggere, non sono che il risultato del mio Amore per il bene ultimo. Perciò, venire da me perché io vi liberi dalle vostre difficoltà o perché soddisfi i vostri desideri mondani significhe-rebbe chiedermi di annullare ciò che ho già stabilito.
Se accettate veramente e in tutta fede il vostro Baba come l’Altissimo tra gli Alti, dovreste mettere la vostra vita ai suoi piedi, invece di voler soddisfare i vostri desideri. Non una sola, ma milioni delle vostre vite non sarebbero che un piccolo sacrificio ai piedi di Qualcuno come Baba, che è l’Altissimo tra gli Alti, poiché l’amore sconfinato di Baba è l’unica guida sicura e affidabile che vi accompagna in modo sicuro attraverso gli innumerevoli vicoli ciechi della vostra vita transitoria.
Non mi può vincolare chi, abbandonando ogni cosa che gli appartiene (corpo, mente, beni) – che un giorno dovrà in ogni caso lasciare – abbandona con uno scopo, perché sa che per ottenere il tesoro eterno della Beatitudine deve rinunciare a ogni bene effimero. Questo desiderio di ottenere qualcosa di più grande resta ancorato al proprio abbandono, e così l’abbandono non può essere completo.
Sappiate tutti che se io sono l’Altissimo tra gli Alti il mio ruolo richiede che vi spogli di tutti i vostri averi e delle vostre esigenze, che consumi tutti i vostri desideri e vi renda privi di desideri piuttosto che soddisfarli. Sadhu, santi, yogi e wali possono darvi ciò che volete, ma io tolgo le vostre esigenze e vi libero da tutti gli attaccamenti e dalla schiavitù dell’ignoranza. Io sono Colui che prende, non Colui che dà ciò che volete o come volete.
I puri intellettuali non potranno mai capirmi attraverso il loro intelletto. Se io sono l’Altissimo tra gli Alti, diventa impossibile per l’intelletto giudicarmi e non è possibile che la mente umana limitata comprenda i miei modi.
Io non sarò realizzato da coloro che, amandomi, stanno reveren-zial¬mente fermi in estasiata ammirazione. Io non sono per coloro che si prendono gioco di me e mi guardano con disprezzo. Non sono qui per avere una folla di decine di milioni che si raduna intorno a me. Io sono per i pochi che, sparsi tra la folla, lasciano silenziosamente e senza ostentazione tutto ciò possiedono – corpo, mente, beni – a me. Sono ancora di più per coloro che, dopo aver abbandonato tutto quello che possiedono non pen-sano mai più al loro abbandono. Appartengono tutti a me coloro che sono pronti a rinunciare anche al pensiero stesso della loro rinuncia e che, rimanendo continuamente vigili nel mezzo di un’intensa attività, aspettano il loro turno per offrire, a un mio sguardo o gesto, la loro vita alla causa della Verità. Coloro che mostrano un indomito coraggio nell’affrontare di buon grado e serenamente le peggiori calamità, che hanno una fiducia incrollabile in me, impazienti di soddisfare ogni mio minimo desiderio a scapito della loro felicità e del loro benessere, mi amano davvero e sinceramente.
Dal mio punto di vista, è molto più fortunato l’ateo che adempie con fiducia le proprie responsabilità mondane, accettandole come suo giusto dovere, di colui che ritiene di essere un devoto credente in Dio ma si sottrae alle responsabilità che la legge divina gli ha assegnato e rincorre sadhu, santi e yogi cercando sollievo dalla sofferenza che alla fine gli avrebbe dato la libera-zione eterna.
Avere un occhio fissato sugli allettanti piaceri della carne e aspettarsi di vedere con l’altro uno sprazzo di Beatitudine Eterna non è solo impossibile, ma anche il massimo dell’ipocrisia.
Non posso aspettarmi che capiate subito ciò che voglio sappiate. Sta a me svegliarvi di tanto in tanto attraverso le epoche, ponendo nelle vostre menti limitate il seme che, a tempo debito e con la dovuta attenzione da parte vostra, germinerà, fiorirà e porterà i frutti della Vera Conoscenza, la cui acquisizione è insita in voi.
Se invece, guidati dalla vostra ignoranza, continuate ad andare nella vostra direzione, nessuno può bloccare la vostra scelta di progresso, poiché anche questo è un progresso che, sebbene lento e doloroso, alla fine e dopo innumerevoli incarnazioni, è destinato a farvi realizzare quello che voglio farvi capire adesso. Per risparmiarvi ulteriori complicazioni nel labirinto dell’illusione e dell’auto-creata sofferenza che deve la sua ampiezza al grado della vostra ignoranza del vero Obiettivo, svegliatevi adesso. Prestate attenzione alla Verità e lottate per essa considerando l’ignoranza nella sua vera prospettiva. Siate onesti con voi stessi e con Dio. Si può ingannare il mondo e il prossimo, ma non si può mai sfuggire alla conoscenza dell’Onnisciente – questa è la Legge Divina.
Io dico a tutti coloro che vengono a me e a coloro che desiderano venire a me che, accettandomi come l’Altissimo tra gli Alti, non dovranno mai venire con il desiderio di benessere e profitti mondani nel cuore, ma solo con un ardente desiderio di dare tutto ciò che si possiede – corpo, mente e beni – con tutti i suoi attaccamenti. Non cercatemi per districarvi dalle vostre situazioni difficili, ma trovatemi per abbandonarvi con tutto il cuore alla mia Volontà. Tenetevi stretti a me non per la felicità terrena e il benessere passeggero, ma siatemi fedeli nella buona e nella cattiva sorte ponendo la vostra felicità e il vostro benessere ai miei piedi. Lasciate che la mia felicità sia la vostra gioia e il mio benessere la vostra quiete. Non chiedetemi di darvi la fortuna di un buon lavoro, ma abbiate il desiderio di servirmi più coscienziosamente e più onestamente senza aspettarvi nessuna ricompensa. Non chiedetemi mai di salvare la vostra vita o quella dei vostri cari, ma chiedetemi di accettarvi e di permettervi di dare la vostra vita per me. Non aspettatevi mai che io guarisca i vostri malanni fisici ma supplicatemi di guarirvi dalla vostra ignoranza. Non tendete mai le mani per ricevere qualcosa da me ma alzatele in lode a me come l’Altissimo tra gli Alti a cui siete venuti.
Se io sono l’Altissimo tra gli Alti, allora nulla è impossibile per me e, benché io non compia miracoli per soddisfare i bisogni personali – ciò che porterebbe l’individuo a impigliarsi ancora di più nella rete dell’esistenza effimera –, di tanto in tanto in determinati periodi manifesto il Potere Infinito sotto forma di miracoli, ma solo per l’innalzamento spirituale e il bene dell’umanità e di tutte le creature.
Tuttavia, persone che mi amano e hanno una fede incrollabile in me hanno spesso sperimentato eventi miracolosi che sono stati attribuiti al mio Nazar o Grazia su di loro. Voglio però che tutti sappiano che i miei amanti non dovrebbero attribuire simili espe¬rienze miracolose al mio stato di Altissimo tra gli Alti. Se Io sono l’Altissimo tra gli Alti sono al di là di questi giochi illusori di Maya nel corso della Legge Divina. Perciò, quali che siano gli eventi miracolosi sperimentati dai miei amanti che mi ricono-scono come tale o da coloro che mi amano inconsapevolmente attraverso altri canali, essi non sono altro che il risultato della loro fede salda in me. La loro irremovibile fede, sostituendo spesso il corso del gioco di Maya, dà loro quelle esperienze che chiamano miracoli. Queste esperienze che derivano da una fede salda alla fine fanno del bene e non intrappolano gli individui che le vivono in ulteriori e più grandi vincoli di Illusione.
Se Io sono l’Altissimo tra gli Alti, allora un desiderio della mia Volontà Universale è sufficiente a dare, in un istante, la Realizza-zione di Dio a tutti e liberare così ogni creatura nella Creazione dalle catene dell’Ignoranza. Ma beata è la Conoscenza acquisita attraverso l’esperienza dell’Ignoranza, in accordo con la Legge Divina. È possibile acquisire la Conoscenza nel mezzo dell’igno-ranza grazie alla guida dei Maestri Perfetti e l’abbandono all’Altissimo tra gli Alti.

La Chiamata di Meher Baba
Di epoca in epoca, quando la fiamma della rettitudine si va estinguendo, l’Avatar ritorna per riaccendere la fiaccola dell’Amore e della Verità. Di epoca in epoca, nel pieno degli sconvolgimenti, delle guerre, della paura e del caos, riecheggia la chiamata dell’Avatar:
“VENITE TUTTI A ME”.
Benché, dietro il velo dell’illusione, questa Chiamata dell’Antico possa sembrare una voce nel deserto, la sua eco risuona nei tempi e nello spazio per risvegliare prima pochi, e infine milioni, dal profondo sonno dell’ignoranza. E nel mezzo dell’illusione essa, Voce oltre tutte le voci, risveglia l’umanità per essere testimone della Manifestazione di Dio tra gli uomini.
Il tempo è giunto. Io ripeto la Chiamata, e dico a tutti di venire a me.
Questa mia Chiamata consacrata nel tempo fa palpitare i cuori di coloro che hanno sopportato tutto pazientemente nel loro amore per Dio, amando Dio solo per amore di Dio. Ci sono quelli che hanno paura e tremano alla sua risonanza e vorrebbero fuggire o resistere. E ci sono anche quelli che, confusi, non riescono a capire perché l’Altissimo tra gli Alti, che è onnipotente, deve necessariamente dare la sua Chiamata all’umanità.
Noncurante dei dubbi e delle convinzioni, e per l’Amore Infinito che ho per tutti, continuo a venire come l’Avatar, per essere ogni volta giudicato dall’umanità nella sua ignoranza, al fine di aiutare l’uomo a distinguere il Reale dal falso.
Immancabilmente attutita dal manto della vera umiltà infinita dell’Antico, all’inizio la Chiamata Divina è poco ascoltata ma poi il suo volume aumenta ed essa risuona e continua a risuonare in un numero infinito di cuori come la Voce della Realtà.
La forza genera umiltà, mentre la modestia è segno di debolezza. Solo chi è veramente grande può essere realmente umile.
Quando, in piena consapevolezza, un uomo ammette la sua vera grandezza, si tratta di per sé di un’espressione di umiltà. Egli accetta la sua grandezza come qualcosa di assolutamente naturale e afferma semplicemente ciò che è, così come un uomo non esiterebbe ad ammettere a sé stesso e agli altri di essere un uomo.
Per un uomo veramente grande che sa di essere veramente grande, negare la sua grandezza equivarrebbe a sminuire ciò che indubbiamente è. Mentre la modestia è la base dell’apparenza, la grandezza è libera da ogni mascheramento.
D’altra parte, se un uomo afferma una grandezza che sa o sente di non possedere, è il più grande ipocrita.
Onesto è l’uomo che non è grande e, sapendolo e sentendolo, afferma chiaramente e con franchezza di non essere grande.
Non sono pochi quelli che non sono grandi ma pretendono di essere umili credendo sinceramente nel loro valore. Attraverso parole e azioni, essi affermano ripetutamente la loro umiltà, professandosi servitori dell’umanità. La vera umiltà non si acquisisce semplicemente indossando una veste di umiltà. La vera umiltà scaturisce spontaneamente e continuamente dalla forza di coloro che sono davvero grandi. Dare voce alla propria umiltà non rende umili, poiché per quanto un pappagallo possa dire: “Sono un uomo” questo non lo renderà tale.
È meglio non avere grandezza che mostrare una falsa grandezza attraverso una presunta umiltà. Non solo questi sforzi di umiltà da parte dell’uomo non esprimono forza ma, al contrario, sono espressione di modestia nata dalla debolezza, che scaturisce da una mancanza di conoscenza della verità della Realtà.
Guardatevi dalla modestia. La modestia, sotto la veste dell’umiltà, porta invariabilmente nella trappola dell’autoin-ganno. La modestia fa nascere l’egoismo, e l’uomo alla fine soccombe all’orgoglio attraverso la presunta umiltà.
La massima grandezza e la massima umiltà procedono di pari passo con naturalezza e senza sforzo.
Quando il Più Grande di tutti dice: “Io sono il Più Grande”, si tratta solo dell’espressione spontanea di un’infallibile Verità. La forza della sua grandezza non risiede nel resuscitare i morti, ma nella sua grande umiliazione quando permette di essere deriso, perseguitato e crocifisso da coloro che sono deboli nella carne e nello spirito. Attraverso le epoche, l’umanità non è riuscita a comprendere la vera profondità dell’Umiltà che sta dietro la grandezza dell’Avatar, misurando la sua Divinità attraverso criteri religiosi acquisiti e limitati. Anche i veri santi e saggi che hanno una certa conoscenza della Verità non sono riusciti a comprendere la grandezza dell’Avatar quando si sono trovati di fronte alla sua reale umiltà.
Di epoca in epoca, la storia si ripete quando uomini e donne, nella loro ignoranza, nei loro limiti e nel loro orgoglio, giudicano il Dio-Uomo che dichiara la sua Divinità, e lo condannano per aver proferito le Verità che non possono capire. Egli rimane indifferente all’abuso e alla persecuzione perché, nella sua vera compassione e nella sua continua esperienza della Realtà, egli sa, e nella sua infinita misericordia egli perdona.
Dio è tutto. Dio sa tutto, e Dio fa tutto. Quando l’Avatar annuncia di essere l’Antico, è Dio che annuncia la Sua manifestazione sulla terra. Quando l’uomo si pronuncia a favore dell’Avatarità o contro di essa, è Dio che parla attraverso di lui. È Dio solo che si proclama attraverso l’Avatar e l’umanità.
Io dico a tutti, con la mia Autorità Divina, che voi e Io non siamo “NOI”, ma “UNO”. Voi sentite inconsciamente la mia Avatarità dentro di voi; io sento coscientemente in voi ciò che ognuno di voi sente. Perciò ciascuno di noi è Avatar, nel senso che ognuno e ogni cosa è tutti e tutto, allo stesso tempo e per sempre.
Non c’è nient’altro che Dio. Egli è l’unica Realtà, e noi siamo tutti uno nell’Unità indivisibile di questa Realtà assoluta. Quando Colui che ha realizzato Dio dice: “Io sono Dio. Voi siete Dio, e noi siamo tutti uno” e risveglia anche questo sentimento di Unità nei suoi sé prigionieri dell’illusione, allora la questione di insignificante e grande, di povero e ricco, di umile e modesto e di buono e cattivo svanisce semplicemente. È la falsa consapevo-lezza della dualità che induce erroneamente l’uomo a fare distinzioni illusorie e a metterle in categorie separate.
Ripeto e sottolineo che, nella mia esperienza continua ed eterna della Realtà, non esiste nessuna differenza tra il ricco e il povero del mondo. Ma anche se una tale questione di differenza tra ricchezza e povertà esistesse per me, riterrei realmente povero colui che, possedendo ricchezze mondane, non possedesse la ricchezza dell’amore per Dio. E riterrei veramente ricco colui che, non avendo nulla, possedesse l’inestimabile tesoro del suo amore per Dio. La sua è la povertà che i re potrebbero invidiare e che rende persino il Re dei re il suo schiavo.
Sappiate quindi che agli occhi di Dio la sola differenza tra il ricco e il povero non è nella ricchezza e nella povertà ma nel grado di intensità e sincerità del desiderio di Dio.
Solo l’amore per Dio può distruggere la falsità dell’ego limitato, la base della vita effimera. Solo questo può far realizzare la Realtà dell’Ego Illimitato, la base dell’Esistenza Eterna. L’Ego divino, quale base dell’Esistenza Eterna, si esprime continua-mente ma, avvolto nel velo dell’ignoranza, l’uomo fraintende il suo Ego Indivisibile e lo sperimenta e lo esprime come l’ego limitato e separato.
Prestate attenzione quando dico con la mia Autorità Divina che l’Unità della Realtà è illimitata in modo così assoluto e onnipervadente che non solo “Noi siamo Uno”, ma che anche questo termine collettivo “Noi” non ha posto nell’Unità Infinita Indivisibile.
Svegliatevi dalla vostra ignoranza e cercate almeno di comprendere che nell’Unità assolutamente Indivisibile non solo l’Avatar è Dio, ma che anche la formica e il passero, così come ciascuno di voi, non sono nient’altro che Dio. L’unica differenza apparente è negli stati di coscienza. L’Avatar sa che quello che è un passero non è un passero, mentre il passero non lo realizza e, ignorando la sua ignoranza, si identifica con il passero.
Non vivete nell’ignoranza. Non sprecate il tempo prezioso della vostra esistenza classificando e giudicando il vostro prossimo, ma imparate ad anelare all’amore di Dio. Anche nel mezzo delle vostre attività terrene, vivete solo per trovare e realizzare la vostra vera Identità con il vostro Amato Dio.
Siate puri e semplici, e amate tutti, perché tutti sono uno. Vivete una vita sincera, siate naturali e onesti con voi stessi.
L’onestà vi preserverà dalla falsa modestia e vi darà la forza della vera umiltà. Non risparmiatevi per aiutare gli altri. Non cercate altra ricompensa che il dono dell’Amore Divino. Anelate a questo dono sinceramente e intensamente, e vi prometto, nel nome della mia Onestà Divina, che vi darò molto di più di ciò a cui anelate.
Vi dò tutta la mia benedizione affinché la scintilla del mio Amore Divino possa impiantare nei vostri cuori il desiderio ardente e profondo dell’amore di Dio.

Le sette Realtà
Io non do nessuna importanza a credi, dogmi, caste e alla celebrazione di riti o cerimonie religiose, ma alla comprensione delle seguenti sette Realtà:
1. L’unica ESISTENZA REALE è quella di Dio, Uno e unico, che è il vero Sé in ogni sé (limitato).
2. L’unico AMORE REALE è l’amore per questo Infinito (Dio), che fa nascere un desiderio ardente e intenso di vedere e capire la sua Verità (Dio) e diventare uno con essa.
3. L’unico SACRIFICIO REALE è quello in cui, nella ricerca di questo Amore, tutto – corpo, mente, posizione, benessere e persino la vita stessa – viene sacrificato.
4. L’unica RINUNCIA REALE è quella che abbandona, anche nell’adempimento dei doveri terreni, ogni pensiero e desiderio egoista.
5. L’unica CONOSCENZA REALE è la conoscenza che Dio risiede sia nei buoni sia nei cosiddetti cattivi, sia nei santi sia nei cosiddetti peccatori. Questa Conoscenza vi chiede di aiutare tutti indistintamente quando le circostanze lo richiedono, senza aspettative o ricompense e, quando siete costretti a prendere parte a una controversia, di agire senza la minima traccia di ostilità o di odio. Essa vi chiede di cercare di rendere felici gli altri con un sentimento fraterno per ognuno e di non fare del male agli altri in pensieri, parole o azioni, nemmeno a coloro che fanno del male a voi.
6. L’unico CONTROLLO REALE è la disciplina dei sensi che permette di non indulgere ai desideri inferiori, e che sola assicura un’assoluta purezza di carattere.
7. L’unico ABBANDONO REALE è quello in cui l’equilibrio rimane indisturbato da ogni circostanza avversa e in cui l’individuo, in mezzo a qualsiasi tipo di avversità, si rimette con calma perfetta alla volontà di Dio.
MEHER BABA

La Preghiera Universale
Questa preghiera è stata dettata da Meher Baba, e durante i ventun giorni del suo “Lavoro particolare” (dal 13 agosto al 2 settembre 1953) fu recitata ogni giorno da uno dei mandali (discepoli) alla presenza di Baba. La traduzione in gujarati della Preghiera fu pure recitata da un altro mandali.

O Parvardigar – Il Preservatore e Protettore di tutto!
Tu sei senza Inizio e senza Fine,
non duale, incomparabile, e nessuno ti può misurare.
Tu sei senza colore, senza espressione, senza forma
e senza attributi.
Tu sei illimitato e insondabile, oltre ogni immaginazione
e concezione, eterno e imperituro.
Tu sei indivisibile; e nessuno ti può vedere
se non con Occhi Divini.
Tu sempre sei stato, Tu sempre sei, e Tu sempre sarai.
Tu sei in ogni luogo, Tu sei in ogni cosa;
e Tu sei anche oltre ogni luogo e oltre ogni cosa.
Tu sei nel firmamento e nelle profondità; Tu sei manifesto
e immanifesto, su tutti i piani e oltre tutti i piani.
Tu sei nei tre mondi, e anche oltre i tre mondi.
Tu sei impercettibile e indipendente.
Tu sei il Creatore, il Signore Assoluto,
Colui che conosce tutte le menti e tutti i cuori;
Tu sei onnipotente e onnipresente.
Tu sei Conoscenza Infinita, Potere Infinito e Beatitudine Infinita.
Tu sei l’Oceano della Conoscenza, Colui che tutto conosce,
che infinitamente conosce, Colui che conosce il passato,
il presente e il futuro, e Tu sei la Conoscenza stessa.
Tu sei pienamente misericordioso ed eternamente benevolo;
Tu sei l’Anima di tutte le anime, l’Uno con infiniti attributi.
Tu sei la Trinità di Verità, Conoscenza e Beatitudine,
Tu sei la Sorgente di Verità, l’Oceano d’Amore;
Tu sei l’Antico, l’Altissimo tra gli Alti;
Tu sei Prabhu e Parameshwar;
Tu sei Dio Aldilà e Dio Aldilà dell’Aldilà;
Tu sei Parabrahma, Allah, Elahi, Yezdan, Ahuramazda,
e Dio l’Amato.
Ti chiamano Ezad, l’Unico degno di adorazione.

Image

Guruprasad, Pune, Darshan del 1965

Come amare Dio
Amare Dio nel modo più pratico è amare gli altri. Se proviamo per gli altri quello che proviamo per i nostri cari, amiamo Dio.
Se, invece di vedere difetti negli altri guardiamo dentro di noi, stiamo amando Dio.
Se, invece di togliere agli altri per aiutare noi stessi togliamo a noi stessi per aiutare gli altri, stiamo amando Dio.
Se soffriamo per la sofferenza degli altri e siamo felici per la felicità degli altri, stiamo amando Dio.
Se, invece di preoccuparci delle nostre sventure ci consideriamo più fortunati di molti, molti altri, stiamo amando Dio.
Se sopportiamo il nostro destino con pazienza e contentezza, accettandolo come la Sua Volontà, stiamo amando Dio.
Se comprendiamo e sentiamo che il più grande atto di devozione e adorazione di Dio è non fare del male o arrecare danno a nessuna delle Sue creature, stiamo amando Dio.
Per amare Dio come dovrebbe essere amato, dobbiamo vivere per Dio e morire per Dio, sapendo che lo scopo della vita è amare Dio e trovarlo come il nostro Sé.

Per ulteriori informazioni
su Meher Baba
Molte opere letterarie sono state dedicate alla vita e all’opera di Meher Baba. Alcuni di questi libri contengono quasi esclusivamente le sue parole, i suoi messaggi e i suoi discorsi. Tra questi, i tre libri seguenti meritano un’attenzione particolare.

Dio Parla
Questo libro unico, il cui sottotitolo è “Il tema della Creazione e il suo scopo”, tratta in modo approfondito i meccanismi dell’universo e lo sviluppo della coscienza attraverso gli stadi di evoluzione, reincarnazione e infine involuzione (il Sentiero spirituale). È una lettura meditativa che porta a una compren-sione intuitiva sempre più profonda del significato che sta dietro le innumerevoli forme e creature del mondo. Il libro spiega nei dettagli i differenti piani di coscienza e descrive le esperienze del cercatore che percorre il Sentiero verso l’Unione con Dio (Coscienza Infinita). Esso illustra la natura e i tipi di miracoli, i quattro tipi di Liberazione, i dettagli della gerarchia spirituale e innumerevoli altri punti, creando nel contempo un collegamento con le terminologie del sufismo, del Vedanta e del misticismo occidentale. Il libro spiega soprattutto in modo chiaro le differenze di potere e autorità tra i vari tipi di maestri: yogi, santi, Maestri Perfetti e l’Avatar. Si tratta di un libro incompara-bile.

Discorsi (Meher Baba)
Questi discorsi originali sono stati dati da Meher Baba ai Suoi primi discepoli più stretti. Con un linguaggio semplice essi trattano i dettagli pratici del progresso sul Sentiero spirituale. Alcuni titoli di questo libro possono illustrare al meglio la portata e la profondità incredibili di questo volume: “La dinamica dell’avanzamento spirituale”, “Arrivare alla cono-scenza del Sé”, “Servizio disinteressato”, “Reincarnazione e Karma” (parti 1-7), “Maya” (parti 1-4), “La natura dell’ego e la sua fine” (parti 1-3), “Violenza e non violenza”, “Il problema del sesso”, “Gli stadi del Sentiero”, “Il posto dell’occultismo nella vita spirituale” (parti 1-3), “I tipi di meditazione” (parti 1-8), “Requisiti dell’aspirante” (parti 1-4), “Il Cerchio”, “Il compito degli operatori spirituali” e “Dio quale Amore Infinito”.

Il Tutto e il Nulla (Meher Baba)
Questo libro contiene alcuni dei discorsi più vitali e profondi di Meher Baba. Con frequenti lampi di umorismo e il tocco del Poeta Maestro, Baba mette in risalto l’essenza della spiritualità con parabole e aneddoti profondi e nuovi aspetti vibranti. Oltre ai capitoli del libro che sono riportati in questo volume – “Io sono la canzone” e “Il cercatore di Perle” – esso include titoli come: “L’Amante e l’Amato”, “Vino e amore”, “Il venditore di vino”, “Un viaggio senza viaggiare”, “Trasmissione di conoscenza”, “Dallo stato di sogno nella veglia allo Stato di Veglia Reale”, “L’Adesso” e “Il lavoro dell’Avatar”.

Per ulteriori informazioni e la lista dei libri di e su Avatar Meher Baba, contattare:
Meher Baba Information
P.O. Box 1101
Berkeley, California 94701
USA

o

visitare il sito: www.MeherBabaInformation.org

Altri libri, informazioni o ulteriore materiale riguardanti Meher Baba possono anche essere disponibili in tutto il mondo tramite librerie o gruppi e centri dedicati ad Avatar Meher Baba. Di seguito alcuni siti:

Avatar Meher Baba Trust/Online Library
(www.ambppct.org)

Beloved Archives (www.belovedarchives.org)

Sheriar Foundation Books (www.sheriarbooks.org)

The ‘Avatar Meher Baba’ Website
(www.AvatarMeherBaba.org)

The Love Street Bookstore/Los Angeles
(www.lovestreetbokstore.com)

Meher Baba Europa (www.meherbaba.eu)

Per informazioni sulla visita dei principali luoghi di pellegrinaggio connessi con Avatar Meher Baba – compresa la sua Tomba (Samadhi) e le residenze a Meherabad e Meherazad in India – scrivere direttamente a uno dei seguenti centri o visitare i loro siti:
Avatar Meher Baba Trust
King’s Road, Post Bag 31
Ahmednagar, Maharashtra State
India 414001
(www.ambppct.org)

Meher Spiritual Center
10200 North Kings Highway
Myrtle Beach, South Carolina 29572
USA
(www.mehercenter.org)

Avatar’s Abode
19 Meher Road
Woombye, Queensland 4559
Australia
(www.avatarsabode.com.au)

Meher Baba Association
The London Meher Baba Centre
228 Hammershmith Grove, Flat 1
London, England W6 7HG
(www. Meherbaba.co.uk)

Meher Mount
9902 Sulphur Mountain Road
Ojai, California 93923-9374
USA
(www.mehermount.com)

AVATAR
MEHER
BABA
KI
JAI!

Excerpt from ADVENTURES IN INDIA WITH MEHER BABA by Rick Chapman

October 1st, 2015

HOW TO LOVE GOD (BABA)
To love Baba in the most practical way is to love our fellow beings. If we feel for others in the same way as we feel for own dear ones, we love Baba.
If, instead of seeing faults in others, we look within ourselves, we are loving Baba.
If, instead of robbing others to help ourselves, we rob ourselves to help others, we are loving Baba.
If we suffer in the sufferings of others and feel happy in the happiness of others, we are loving Baba.
If, instead of worrying over our own misfortunes, we think of ourselves more fortunate than many, many others, we are loving Baba.
If we endure our lot with patience and contentment, accepting it as His Will, we are loving Baba.
If we understand and feel that the greatest act of devotion and worship to Baba is not to hurt or harm any of His beings, we are loving Baba.
To love Baba as He ought to be loved, we must live for Baba and die for Baba, knowing that the goal of life is to love Baba, and find Him as our very own SELF.

Coming soon: the French and Chinese translations of MEHER BABA—THE COMPASSIONATE ONE!

July 7th, 2014

Here follows a rough draft of the French translation, not to be taken as final but as a taste of what is to come for introducing French-speaking people to Avatar Meher Baba:

Meher Baba

*

le Compatissant

Rick M. Chapman

Meher Baba

*

le Compatissant

Meher Baba, Londres, 1931

Meher Baba

*

le Compatissant

Rick M. Chapman

[Logo The White Horse Publishing Company]

[The White Horse Publishing Company]

[www.whitehorsepublishing.com][1]

Copyright © 1987, 2008, The White Horse Publishing Company, Berkeley, Californie, États-Unis d’Amérique.

Toutes les citations et photographies de Meher Baba sont reproduites avec autorisation : copyright © Avatar Meher Baba Perpetual Public Charitable Trust, King’s Road, Ahmednagar, État du Maharashtra, Inde et Lawrence Reiter, North Myrtle Beach, Caroline du Sud, États-Unis d’Amérique.

Les deux discours tirés de The Everything and The Nothing : « I am the Song » et « The Pearl Diver »[2] , copyright 1963 par Meher House Publications, Kalliana Crescent, Beacon Hill, N.S.W., Australie.

Tous droits réservés. Aucune partie de ce livre ne peut être utilisée ou reproduite d’aucune manière sans autorisation écrite, sauf dans le cas de brèves citations au sein d’articles de critique ou d’analyse.

Imprimé par REVOIR

[3]

Pour plus d’information, s’adresser à : The White Horse Publishing Company

www.whitehorsepublishing.com REVOIR

ISBN REVOIR

ISBN-10 REVOIR[4]

SOMMAIRE

Avant-propos : une invitation…. 7

Première partie :

Une brève introduction à la vie et à l’œuvre de l’Avatar Meher Baba…. 8

Épilogue : et maintenant ?…. 40

Deuxième partie :

Messages et discours choisis de l’Avatar Meher Baba…. 43

Le Message Universel…. 45

L’Avatar…. 46

La Nouvelle humanité…. 50

Le commencement et la fin de la Création…. 56

La vie de l’esprit…. 63

L’amour…. 68

Les douleurs de l’enfantement d’un monde nouveau…. 73

Douze façons de me réaliser…. 76

I am the Song…. 78

The Pearl Diver…. 80

Le Très-Haut (le Plus Haut des Hauts)…. 82

L’Appel de Meher Baba…. 86

Les sept réalités…. 89

La Prière universelle…. 90

Comment aimer Dieu…. 91

Pour plus de renseignements…. 92

[Dessin Mastery in Servitude]

À l’origine, j’ai écrit la biographie succincte qui constitue la première partie de ce livre au début des années 1970, sous la forme d’un article qui devait être publié par le magazine Life. J’étais récemment revenu d’Inde où j’avais rencontré Meher Baba, dont les messages sur la différence entre l’usage de drogues psychédéliques et le véritable mysticisme avaient, à l’époque, suscité un très large intérêt dans les campus étudiants, à la radio, à la télévision et dans la presse écrite. La vie, cependant, est imprévisible : Life a fermait ses portes deux semaines après la soumission de l’article.

Ce dernier devint finalement une brochure intitulée Meher Baba – The Compassionate Father*, qui fut distribuée pendant des années par Meher Baba Information ; elle était envoyée gratuitement à tous ceux qui, depuis le monde entier, désiraient en savoir plus sur l’avènement le plus récent du Dieu-Homme. Puis, de nombreuses années plus tard, en 1987, le texte a été revu et réédité sous la forme d’un nouveau livret introductif ; puis, sous celle d’un livre, grâce à l’ajout de plusieurs messages fondamentaux, de discours et de photos qui complétaient la courte biographie. Il portait aussi un nouveau titre, Meher Baba – The Compassionate One**, qui a frappé mon esprit parce qu’il transmettait de façon plus authentique et appropriée le sens profond derrière le nom donné à l’Avatar de cette époque. Il apparaissait comme une réminiscence du qualificatif du Bouddha, « l’Illuminé », tout en perdant le côté simpliste de la traduction du mot « Baba », universel dans les vernaculaires de l’Inde.

Pour diverses raisons, seules quelques copies du nouveau livre et du livret sont arrivées jusqu’en Inde. La présente réimpression en Inde*** du texte, révisé à quelques endroits, cherche à réparer cette erreur et à offrir de nouveau quelques informations liminaires sur l’Avatar actuel, tant sous la forme d’un livre que d’un livret. À cause de son extrême brièveté, je considère avant tout ce livre comme une simple « invitation » à rencontrer Meher Baba ; comme une petite esquisse sur sa vie, son œuvre et ses messages. Une invitation, de par sa nature, est l’annonce de quelque chose à venir, un billet d’entrée à un événement ou à une manifestation. De la même manière, ce livre vous invite à « rencontrer » Meher Baba et vous donne un avant-goût de ce qui vous attend : la chance d’en apprendre sur la vie et l’œuvre du Christ de ce temps, et de découvrir en son cœur languissant sa présence éternellement vivante.

remière partie

Une brève introduction à la vie et l’œuvre

de

l’Avatar Meher Baba

[Dessin Mastery in Servitude]

Meher Baba signifie « le Compatissant » ; c’est le nom que les premiers disciples ont choisi en groupe pour leur Maître quand, au début des années 1920, sont apparus les signes de son incomparable statut spirituel. Tenter de décrire brièvement la vie de Meher Baba, c’est en ébaucher un croquis, certes énigmatique, mais remarquable. D’une part, des innombrables milliers de personnes de tous horizons religieux le reconnaissent comme « Dieu sous forme humaine » – comme le Christ, le Prophète, le Sauveur, le Messie : l’Avatar de cette époque[5] . D’autre part, pendant la majeure partie de sa vie, Meher Baba a mené toutes ses activités, nombreuses et variées, tout en gardant le silence. Pendant quarante-quatre ans, depuis 1925 jusqu’à ce qu’il abandonne sa forme physique en 1969, il a entraîné ses disciples et il a travaillé à élever la condition des lépreux et des pauvres ; il a fourni une éducation gratuite et des soins médicaux aux villageois dans le besoin, ou il a donné une instruction spirituelle aux étudiants de son extraordinaire Prem (« Amour ») Ashram ; il a travaillé intensément avec les masts spirituellement ivres (que Baba a décrits comme les véritables amants de Dieu) ou il a rencontré les foules qui se pressaient pour son darshan (« vue, vision ») à chaque fois qu’il se rendait disponible en public ; il a apporté un regard frais sur chaque aspect de la quête spirituelle par ses messages, ses discours et ses livres, et il a fourni des conseils individuels spécifiques à ses innombrables fidèles dans le monde entier : tout au long de ces quarante-quatre années, Meher Baba a gardé le silence. Au lieu de parler, il s’en est remis à d’autres moyens pour dispenser les messages qu’il désirait transmettre, mais avant tout, il a communiqué de manière absolument irrésistible à travers le langage de son amour[6] .

« Non seulement dans cette Incarnation, mais à chaque fois que je viens, je souligne que l’amour est le remède. »

Meher Baba a affirmé sans détour qu’il est l’Ancien, l’Incarnation divine[7] ou le « Dieu-Homme » dont l’avènement[8] a été attendu dans de nombre de traditions religieuses et spirituelles contemporaines. En Inde, il est le plus couramment appelé l’« Avatar », un mot sanscrit qui signifie littéralement « Descente de Dieu ». Certaines doctrines religieuses affirment que de telles manifestations[9] de Dieu n’ont eu lieu qu’une seule fois dans l’histoire, par l’intermédiaire d’un Dieu-Homme en particulier ; toutefois, les enseignements mystiques qui se trouvent derrière toutes les grandes religions du monde indiquent que l’apparition de l’Avatar est loin d’être un événement ponctuel. En tant qu’expression naturelle de la Compassion infinie[10] et comme partie intégrante du Plan divin[11] , de telles Incarnations sont les révélations périodiques de l’Amour et la Vérité de Dieu – la même Réalité unique[12] – sur terre. Selon Meher Baba, ces apparitions avatariques ont lieu sans faille, approximativement chaque 700 ou[13] 1400 ans, en fonction du contexte mondial et des besoins spirituels de l’époque.

« Je fus Rama, je fus Krishna, et je fus Celui-ci et Celui-là. Maintenant, je suis Meher Baba, exactement le même Ancien en chair et en os, exactement le même Unique qui est éternellement adoré et négligé, qu’on se rappelle et qu’on oublie toujours. »

« Je suis l’Ancien Éternel dont le passé est adoré et commémoré ; dont le présent est ignoré et oublié ; et dont le futur (Avènement) est toujours anticipé avec grande ferveur et immense désir. »

Sous cet éclairage, toutes les grandes Personnalités Divines, dont Jésus, le Bouddha, Rama, Krishna, Mahomet et Zoroastre font partie des plus connues, sont considérées également comme Avatars ; chacun d’entre eux avec été la Manifestation primordiale de Dieu sur terre pour son époque respective, menant une vie parfaite d’amour et de service pour démontrer de nouveau la possibilité de son accomplissement. Bien que les religions fondés sur ces apparitions avatariques puissent beaucoup différer dans leur manière de se situer aujourd’hui, Meher Baba soutient qu’à chaque incarnation le Dieu-Homme a toujours enseigné la même Vérité essentielle :

« Dieu est venu encore et toujours sous différentes formes, a prononcé encore et toujours des paroles différentes dans des langues différentes, la même Vérité Unique…. La vie extérieure et les habitudes d’un Avatar sont le reflet, à un certain degré, des habitudes et des coutumes des gens de son époque, et dans ses enseignements il pointe sur les aspects qui demandent d’être améliorés. En essence, chaque Avatar incarne les mêmes idéaux de la vie. »

Le message de Meher Baba et son appel s’étend aux personnes de tout milieu. Ses disciples comprennent des protestants, des catholiques et des juifs en Occident ; des hindous, des musulmans, des zoroastriens et des bouddhistes en Orient ; et même un certain nombre d’entre eux qui se sont considérés comme agnostiques ou athées. En somme, Baba et ce qu’il enseigne sont tous deux universels. Bien qu’il puisse certainement être compris dans le contexte de chaque large tradition religieuse, il est cependant absolument clair quand il pointe qu’il n’appartient exclusivement à aucune d’entre elle :

[Photo 2]

Meherabad, 1925

« Toutes les religions sont égales à mes yeux. Et toutes les castes et les croyances me sont chères. Mais bien que j’apprécie toutes les « ismes », les religions et les partis politiques pour toutes les bonnes choses qu’ils tentent de réaliser, je n’appartiens pas et ne peux appartenir à aucun de ces « ismes », religions ou partis politiques, car la Vérité Absolue, qui les comprend tous également, les transcende tous et ne laisse aucune place pour les divisions séparatives qui sont toutes également fausses.

« Je ne suis pas venu pour établir aucune secte, société ou organisation, ni même établir une nouvelle religion. La religion que donnerai enseigne la connaissance de l’Unique dernière le multiple. Le livre que je ferai lire aux gens est le livre de la vie qui tient la clé du mystère de la vie. Je créerai un mélange harmonieux de l’esprit et du cœur. Je revitaliserai toutes les religions et les sectes, et les rassemblerai comme les perles d’un même fil. »

« Je suis accessible de la même manière au saint que j’adore

Et au pécheur pour qui je suis venu,

Et également par le soufisme, le védantisme, le christianisme,

Ou par le zoroastrisme et le bouddhisme, et par tout « isme » de n’importe quelle sorte,

Et aussi par l’intermédiaire d’aucun « isme » du tout…

Meher Baba est venu d’une famille zoroastrienne, ses parents ayant émigré de Perse en Inde auparavant. Il est né dans la ville de Poona (appelée plus tard « Pune »), un joli centre culturel et éducatif situé en hauteur dans l’Inde centrale, à environ deux cents kilomètres à l’est de Bombay (appelée plus tard « Mumbai »). Sa mère avait fait deux rêves inhabituels autour de sa naissance, le premier où des milliers de personnes de toute race passaient devant elle, attendant la naissance de son fils avec une grande excitation et un profond désir ; et un autre rêve avec de nombreuses femmes indiennes vêtues d’un sari qui l’entouraient et adoraient son enfant nouvellement né. À sa naissance, le 25 février 1894, il reçut le nom de Merwan Sheriar Irani, le nom de famille indiquant l’origine iranienne de celle-ci.

Les jeunes années de Merwan ne sortaient pas de l’ordinaire à bien des égards, cependant tous remarquaient que quelque chose de tout à fait intangible le rendait unique. Intéressé par la poésie et la littérature, depuis Shakespeare jusqu’au Maître parfait persan Hafiz, et très sportif, il était un enfant qui brillait d’un caractère inhabituel et d’un charme rare. Le jeune Merwan, après avoir fréquenté un lycée catholique, entra au Deccan College, l’université la plus renommée de l’Inde occidentale. C’était durant sa deuxième année à l’université, à l’âge de dix-neuf ans, que Merwan fit l’expérience qui lui révéla sa Divinité et débuta sa mission spirituelle dans le monde en tant qu’Avatar de l’époque.

Le dévoilement de la Divinité de Merwan se produisit par un baiser sur le front d’une femme très âgée, Hazrat Babajan, qui vivait à Poona et qui était largement révérée et considérée comme entièrement éclairée. Ce Sadgourou (« Maître parfait ») aux cheveux blancs, dont on disait à l’époque qu’elle avait 120 ans, était un véritable sanctuaire vivant dans la ville. Originaire du Baloutchistan, Babajan était venue à Poona plus de vingt ans plus tôt, pour finir par choisir de s’installer sous un margousier le long de la route. Elle y vécut jour et nuit, quel que soit le temps qu’il faisait, recevant des milliers et des milliers de pèlerins, de chercheurs spirituels ainsi que des gens ordinaires qui venaient de chaque recoin de l’Inde pour s’asseoir à ses côtés et recevoir sa bénédiction.

Un soir, tandis que Merwan revenait chez lui à bicyclette depuis l’université, Babajan lui fit signe d’approcher. Il descendit de son vélo et vint s’asseoir auprès d’elle en silence. À la fin de leur rencontre, l’ancien Maître parfait embrassa Merwan sur le front, et il se leva et retourna immédiatement à la maison. De nombreuses années plus tard, Meher Baba a décrit ce moment ainsi : « Avec juste un baiser sur le front, entre les sourcils, Babajan m’a fait faire l’expérience de ravissements d’extase indescriptible qui ont continué pendant neuf mois. Puis une nuit elle m’a fait réaliser instantanément la béatitude infinie de la Réalisation de Soi (Réalisation de Dieu). »

« I am the Ancient One. When I say I am God it is not because I have thought about it and concluded that I am God – I know it to be so. Many consider it blasphemy for one to say he is God; but in truth it would be blasphemous for me to say I am not God. » The Ev & the No ch 29 p 48 DEMANDER FRANÇOISE

À de nombreuses occasions, quand Merwan rendait visite à Babajan durant les mois qui suivirent, elle le pointait du doigt en disant, « Cet enfant de moi, un jour, ébranlera le monde. »

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

À chaque fois que Dieu vient comme Avatar, Il « voile » sa Conscience Infinie dans une « descente » déterminée dans une forme humaine et préparée pour Son Travail. Les cinq Maîtres Parfaits du moment ont la responsabilité d’effectuer la « Descente de Dieu » (c’est-à-dire la Réalité) dans l’Illusion à travers sa forme humaine ; et de même, ils ont la responsabilité de Le « dévoiler » à sa Conscience Infinie quand le temps est venu de commencer Son ministère sur terre.

Sur une période de presque sept ans suivant le baiser historique de Babajan, Merwan a été suscité à entrer en contact avec quatre autres Maîtres en Inde qui, comme Babajan, avaient été reconnus comme spirituellement parfaits. Deux parmi les plus connus de ces Maîtres Parfaits étaient le vénérable et âgé Sai Baba de Shirdi, révéré comme saint musulman, et Upasni Maharaj, un hindou de naissance. À des moments différents dans ces premières années, ces deux Sadgourous de l’Époque reconnurent publiquement Merwan comme l’Avatar et envoyèrent certains de leurs propres disciples pour être avec lui.

« Ce que je suis, ce que je fus et ce que je serai en tant qu’Ancien est toujours dû aux cinq Maîtres Parfaits de l’Époque. Durant ces périodes avatariques, les cinq Maîtres Parfaits font Dieu s’incarner en homme.

« Sai Baba, Upasni Maharaj, Babajan, Tajuddin Baba et Narayan Maharaj sont les cinq Maîtres Parfaits de cette Époque pour moi. Parmi les cinq, Upasni Maharaj et Babajan on directement joué les rôles principaux. Babajan, en moins d’un millionième de seconde, m’a fait réaliser mon État Originel, que je suis Dieu, et Upasni Maharaj m’a donné, sur une période de sept années, la connaissance que je suis l’Avatar, l’Ancien. C’est-à-dire qu’il m’a établi dans cet État.

[Photo 3]

Colline de Meherabad, 1927

« Sai Baba m’a fait m’affirmer ce que je suis.

Babajan m’a fait sentir ce que je suis.

Upasni Maharaj m’a fait savoir ce que je suis.

« Babajan m’a donné la Béatitude Divine.

Sai Baba m’a donné la Puissance Divine.

Upasni Maharaj m’a donné la Connaissance Divine.

« Je suis Puissance, Connaissance et béatitude infinies. Je suis l’Ancien, venu pour racheter le monde moderne. »

Durant les sept années qui ont suivi le baiser de Babajan, Merwan vint à être connu lui-même comme un Sadgourou, c’est-à-dire Réalisé en Dieu. Un certain nombre de ceux qui firent la connaissance de Merwan à cette époque se sentirent peu à peu attirés à lui et commencèrent à le considérer comme leur Maître, qu’ils fussent hindous, musulmans ou zoroastriens, qu’ils fussent chercheurs de Dieu ou des personnes sans inclination apparente envers la spiritualité. Ce furent ces fidèles et disciples du début qui commencèrent en premier à se référer à Merwan en tant que « Meher Baba », car pour eux, son nom d’enfant ne semblait plus adéquat pour Celui qui était leur Soleil qui faisait fondre leur cœur et leur Seigneur le plus aimant et compatissant.

En 1922, Meher Baba quitta Poona pour Bombay avec un groupe de fidèles dévoués. Il y établit un ashram unique en son genre, qui fut appelé Manzil-e-Meem, « la Maison du Maître », où ces disciples de première heure furent initiés à une période de stricte discipline et d’apprentissage rigoureux. Baba lui-même était absorbé nuit et jour dans une activité spirituelle intense et souffrit de manière terrifiante pendant cette période, alors qu’il commençait à développer le « Cercle » de disciples qui allaient l’aider en servant dans son travail plus général pour l’humanité et pour toute la Création elle-même.

« Je dois souffrir pour l’univers entier. Tant que je ne souffre pas pour l’univers, comment puis-je vous demander à tous de souffrir pour les autres ? »

« Je suis en chacun et en tout, et j’effectue mon Travail pour l’éveil spirituel de toute l’humanité. »

Au bout de moins d’un an, Baba déplaça son ashram depuis Bombay aux abords d’un village désolé près d’Ahmednagar, éloigné de 200 km environ dans le cœur du plateau du Deccan. À cet endroit, il créa « Meherabad », site qui allait servir de quartier général pour son travail pour le prochain quart de siècle. Avec le développement de ce nouveau centre d’activité, Baba imposa un rythme encore plus soutenu à ceux qui le suivaient. Il entreprenait périodiquement des périples à pied et des voyages en train qui couvraient d’énormes distances, d’un bout à l’autre de l’État du Maharashtra, dont faisait partie Ahmednagar, à travers l’Inde de l’ouest jusqu’à Karachi, Quetta (qui appartiendront plus tard au Pakistan), et finalement la Perse. Baba demeurait toujours incognito durant ces voyages, et ordonnait souvent à ses hommes de rassembler les pauvres ou les lépreux, ou les deux, qui se trouvaient dans les villages et les lieux qu’il visitait, et de ses propres mains, il les lavait, les nourrissait et leur donnait des vêtements. En général, il distribuait des vêtements ou des céréales, et parfois de l’argent, à chacune des personnes dans le besoin qui étaient rassemblées pour ces occasions, lesquelles étaient les seules et uniques circonstances où Meher Baba manipulait de l’argent.

Qu’ils fussent occupés à une tâche manuelle pénible dans leur travail à Meherabad, ou qu’ils accompagnassent leur Maître dans ses voyages, les disciples de Baba trouvaient que ce dernier exigeait d’eux toujours plus, concernant leur endurance et leur empressement à servir. De nombreuses fois, après une journée épuisante qui avait débuté avant l’aube et s’était achevée après minuit, il réveillait ses hommes au bout d’à peine deux heures de sommeil pour leur indiquer qu’il était l’heure de se préparer à partir pour la prochaine destination. De longs voyages à pied, peu de sommeil, des repas sommaires et irréguliers : durant certaines périodes, c’était le prix ordinaire que payaient les proches de Baba.

Cependant, aucun d’entre eux ne fit autant d’efforts, aucun d’entre eux ne souffrit autant que Baba lui-même. C’était lui qui donnait le rythme, qui non seulement dirigeait le travail mais qui y menait ses disciples, en jeûnant souvent pendant des semaines entières, tout en souffrant fréquemment de maladies étranges qui, selon lui, résultait uniquement de son travail spirituel interne avec les membres de son Cercle. Le large éventail d’activités que Baba préparait semblait toujours conçu pour porter des fruits dans plusieurs directions en même temps, non seulement il a apporta de l’aide, du soulagement et la touche d’amour à des milliers de personnes, mais il a aussi formé ses mandali, ainsi que Baba nommait ses disciples les plus proches résidant avec lui, à une vie de service toujours plus désintéressé. Tandis qu’ils vivaient avec lui et étaient les témoins du développement de son travail, les disciples de Meher Baba finirent par donner une description de sa vie, une sorte de slogan qui capturait l’essence pérenne de la vie du Dieu-Homme sur terre : « Maîtrise dans la servitude ».

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

Il est naturel que l’une des questions les plus communément posées à propos de Meher Baba est le pourquoi de son silence. Lorsqu’il a entreprit son Silence, le soir du 10 juillet 1925, il déclara qu’il le faisait à cause de la lourdeur du travail spirituel qui l’attendait, indiquant une augmentation générale du chaos et des conflits dans le monde. Durant les années qui suivirent, Baba donna beaucoup d’indications supplémentaires et d’explications sur la signification de son Silence. À plusieurs reprises, il déclara mystérieusement que lorsqu’il romprait son Silence, il le fera en prononçant seulement « Un seul Mot ».

« Je suis venu pour semer la graine d’amour dans vos cœurs afin qu’en dépit de toute la diversité superficielle que votre vie dans l’Illusion doit expérimenter et endurer, le sentiment d’unité, à travers l’amour, surgisse parmi toutes les nations, les croyances, les sectes et les castes du monde.

« Afin de le faire apparaître, je me prépare à rompre mon Silence. Quand je vais rompre mon Silence, ce ne sera pas pour vous remplir les oreilles de conférences spirituelles. Je ne prononcerai qu’un Seul Mot, et ce Mot pénétrera les cœurs de tous les hommes et fera que même le pécheur sentira qu’il deviendra inévitablement un saint, tandis que le saint saura que Dieu est dans le pécheur autant qu’il est en lui-même. »

Meher Baba a indiqué que lorsqu’il « prononcerait ce Mot » et ce Mot serait en fait la libération d’une immense énergie spirituelle et d’un amour irrésistible, et que toutes les personnes et les créatures en bénéficieront : « … parce que toutes les formes et les mots proviennent de ce Son Primal ou Mot Originel et sont liés en permanence avec lui et prennent vie de lui, quand Il sera prononcé par moi, Il retentira dans toutes les personnes et les créatures, et tous sauront que j’aurai rompu mon Silence et aurai prononcé ce Son ou Mot. »

[Photo 4]

New York, mai 1932

« La force efficace de son Mot chez les individus et leur réaction se fera conformément à la magnitude et la réceptivité de chaque esprit individuel. »

« La rupture de mon Silence créera un bouleversement spirituel, et chacun le sentira dans son cœur. »

Meher Baba affirma à plusieurs reprises qu’il ne parlerait que lorsque la rupture de son Silence aurait un impact le plus universel. Son travail, dit-il, « peut être comparé à la récolte et l’arrangement dans un tas universel des ordures de l’ignorance de l’homme dans l’Illusion, qui l’empêtrent dans le faux et l’empêchent de réaliser son identité véritable. » Il n’a cessé d’insister sur le fait que la question de quand il prononcerait le Mot dépendrait entièrement du moment idoine selon son propre point de vue, et pour cela il attendrait le moment le plus opportun pour que la rupture de son Silence obtienne l’effet recherché. Baba indiqua qu’un tel moment coïnciderait avec un point où la guerre et la destruction seraient à leur summum dans le monde entier, et l’humanité la plus désespérée dans son besoin que soit relâchée cette « vague de Vérité ».

Meher Baba a aussi continûment indiqué qu’un moment étrange et difficile précéderait l’expérience par l’humanité du bris de son Silence. Il fit allusion à une période d’« humiliation » qui précéderait sa « Manifestation », dans laquelle la foi et l’amour de ses disciples serait sévèrement testée et quand même ses mots semblerait parler contre lui. Il a insisté maintes et maintes fois que sa Manifestation comme Avatar de l’époque serait liée au bris universel de son Silence, et que ce temps ne viendrait pas avant la culmination du chaos, de la confusion et des conflits dans le monde.

[Photo 5]

Mahabaleshwar, octobre 1950

« Quand je dis que ma Manifestion est liée à la rupture de mon Silence, personne ne doit s’attendre à un flot de paroles bavardes. Je prononcerai LE MOT DES MOTS qui accordera irrésistiblement à ceux qui sont prêts l’état de « Je-suis-Dieu »… Le Mot que je prononcerai ira vers le monde comme provenant de Dieu, pas d’un philosophe : il ira droit à son cœur. »

À un certain point, Baba a même précisé que la préparation du bris de son Silence pourrait le mener à abandonner son corps physique.

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

Meher Baba, malgré son silence, a clairement beaucoup communiqué. Ses moyens de communication ont varié au long des années, mais pour la plus grande partie d’entre elles, ils s’articulaient autour de l’utilisation d’un tableau alphabétique et de gestes. La majorité des messages et discours de Baba, sur tous les sujets depuis l’amour pour Dieu aux divers états de conscience et aux étapes du chemin spirituel, ont été dictés avant tout au moyen d’un tableau alphabétique, lettre par lettre. En 1954, toutefois, Baba abandonna même l’utilisation du tableau alphabétique, et à partir de ce moment-là, il ne se basa plus que sur un langage unique et personnel de gestes pour toute communication verbale.

Malgré ses voyages nombreux et lointains durant sa vie et sa venue en Occident à treize reprises, Meher Baba ne commença à être plus largement connu dans le monde occidental en général qu’après s’être exprimé de manière explicite sur la question de la recherche de l’expansion de la conscience par les drogues. Peu après le premier essor du mouvement psychédélique au milieu des années 1960, un certain nombre d’Américains s’enquirent à Baba sur la validité de l’expérimentation des drogues, depuis la marijuana jusqu’à toutes les sortes de substances favorisant prétendument l’expansion de la conscience. Les déclarations qu’il fit en réponse furent sans aucun détour :

« Si Dieu peut être trouvé par l’intermédiaire de n’importe quelle drogue, Dieu n’est pas digne d’être Dieu… Aucune drogue, quelle que soit la promesse qu’elle fait, ne peut aider quiconque à atteindre le but spirituel. Il n’existe pas de raccourci qui mène au but, sauf par la grâce du Maître Parfait, et les drogues, et le LSD plus que les autres, ne donne que l’apparence d’une « expérience spirituelle », un aperçu fugace d’une fausse réalité… L’expérience est aussi éloignée de la Réalité qu’un mirage l’est de l’eau. La personne aura beau s’acharner à poursuivre le mirage, elle n’atteindra jamais l’eau et la recherche de Dieu par l’intermédiaire des drogues se finit nécessairement dans la désillusion.

En ce qui concerne les religions organisées, avec leurs rituels et cérémonies usés par le temps, Baba les compare à la balle qui entoure le grain, la coque qui cache le noyau de la vraie spiritualité. « Quand l’esprit s’exprime sous la forme de rites superficiels et de cérémonies rigides, ce n’est rien de plus que l’écho dans le vide de l’habitude d’innombrables générations, accompli automatiquement sans « cœur ». En réalité, selon Baba, Dieu ne répond qu’à l’amour. « Il n’écoute pas le langage de l’esprit et la routine de ses méditations, concentrations et pensées à propos de Dieu. Il écoute le langage du cœur et son message d’amour qui n’a besoin d’aucune cérémonie ni de spectacle… »

« L’amour est essentiellement contagieux : ceux qui ont l’amour le transmettent à ceux qui ne l’ont pas… Rites, rituels, cérémonies, adorations, méditation, pénitences, et recueillements, en quelle quantité que ce soit, ne peuvent produire en eux-mêmes l’amour. Aucun d’eux n’est à coup sûr un signe d’amour. Au contraire, ceux qui soupirent bruyamment, pleurent et gémissent, ont encore à faire l’expérience de l’amour. L’amour enflamme celui qui le trouve. En même temps il lui scelle les lèvres, afin qu’aucune fumée ne s’en échappe. »

En conséquence, Meher Baba n’a donné aucun rituel ou cérémonie, aucun régime alimentaire ou exercice, aucune forme fixe de méditation ou de pratique spirituelle à ses disciples. Il n’y a pas d’« église », pas d’enseignants désignés ni de hiérarchie. Il n’y a pas de cotisation. La vraie spiritualité, aux yeux de Baba, n’est pas une question de membre actif mais plutôt l’affaire du cœur, une question de degré auquel une personne mène une vie honnête et pleine d’amour. Pour Baba, l’athée déclaré qui accomplit fidèlement sa tâche dans le monde est bien plus béni que l’homme qui, tout en se proclamant dévotement religieux, fuit ses responsabilités quotidiennes pratiques. Le plus grand péché, dit-il, est l’hypocrisie.

« La religion, comme l’adoration, doit provenir du cœur.

« La véritable religion consiste à développer l’attitude d’esprit qui finira par résulter en la vision de l’Unique Existence Infinie prévalant dans l’univers ;

Quand on pourra vivre dans le monde et pourtant ne pas en être, et se trouver en même temps en harmonie avec tous et tout ;

quand on pourra voir la même divinité dans l’art et la science et expérimenter la conscience la plus élevée et la béatitude indivisible dans la vie quotidienne. »

« Suivez n’importe quelle religion de votre choix, mais suivez son noyau le plus profond. »

« Ma religion personnelle est mon existence en que l’Ancien, l’Infini, et la religion que confère à tous est l’amour pour Dieu. »

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

[Photo 6]

Washington DC, 1956

Depuis la fin des années 1920 jusqu’à la fin de sa vie sur terre, Meher Baba est passé d’une phase unique d’activité à une autre. La majeure partie des années 1930 consistait en une période de voyages à travers le monde. Durant ces années Baba voyagea fréquemment en Angleterre, en Europe et en Amérique, établissant un contact avec son premier groupe de proches disciples Occidentaux, tout en travaillant en général à susciter les personnes du monde entier à chercher l’expérience de leur propre Réalité Infinie.

« Le monde a besoin d’éveil, et non de plus d’instructions verbales. »

« Mon seul bonheur consiste à faire comprendre aux gens, pas par le cerveau (mind) mais par l’expérience, que Dieu seul est le Bien-Aimé pour Qui nous existons. »

Vers la fin des années trente et pour quasiment l’entière décennie suivante, Baba tourna presque exclusivement son attention à son travail avec les masts, des âmes spirituellement avancées qui sont tellement ivres de leurs expériences intérieures de Dieu qu’ils en paraissent fous. Malgré leur apparence et leur comportement extérieur souvent inhabituel, cependant, Baba décrivait de tels individus comme de vrais amants de Dieu, et il travailla péniblement avec certains de ses disciples pour en contacter des centaines, principalement à travers l’Inde et ses régions environnantes. Il donna ainsi à chacun d’entre eux un « coup de fouet » spirituel tout en coordonnant leurs énergies pour son propre travail avec l’humanité, « comme de très nombreux relais du générateur électrique principal ».

Puis suivit sa « Vie Nouvelle », qui débuta le 16 octobre 1949, ces trois années qui furent les plus énigmatiques à de nombreux aspects du travail de Meher Baba. Pour ce qui fut un départ radical, non seulement de sa vie d’avant, mais aussi des routines habituelles de n’importe quel maître spirituel établi, Baba et vingt disciples-compagnons triés sur le volet partirent mener une vie de complet « absence d’aide, absence d’espoir et absence de but ». Tout, Baba compris, avaient abandonné toute propriété et n’avaient plus que des vêtements et des possessions les plus simples et voyageaient à travers l’Inde dans l’incognito le plus complet, sans argent, mendiant leur nourriture, effectuant les instructions de Baba malgré souvent un terrible effort physique et un épuisement total, vivant en stricte conformité avec les « conditions de la Vie Nouvelle » que Baba avait fixées. À la fin de cette période, Baba déclara qu’il avait accompli le travail de la Vie Nouvelle à son extrême satisfaction, et à travers elle ses disciples abordèrent un mode de vie plus exigeant qu’ils n’auraient pu jamais l’imaginer, mais en même temps, plus libre.

« Cette Vie Nouvelle est sans fin, et même après ma mort physique, elle sera maintenue vivante par ceux qui vivent une vie de renoncement complet de la fausseté, des mensonges, de la haine, de la colère, de la convoitise et des appétits sexuels ; et qui, tout en accomplissant tout cela, ne commettent pas d’actions lascives, ne causent du tort à quiconque, ne médisent pas, ne recherchent pas de possessions ou de pouvoir matériel, n’acceptent aucun hommage, ne convoitent pas les honneurs ni n’évitent la disgrâce, et ne craignent rien ni personne ; par ceux qui s’en remettent totalement et uniquement à Dieu, qui aiment Dieu uniquement dans l’intention de l’aimer ; qui croient dans les amants de Dieu et dans la réalité de la Manifestation, et qui cependant n’attendent aucune récompense matérielle ou spirituelle ; qui ne lâchent pas la main de la Vérité, et qui, sans être perturbés par les calamités, font face avec courage et de tout leur cœur à toutes les difficultés avec une gaieté à cent pour cent, et qui n’accordent aucune importance aux castes, aux croyances et aux cérémonies religieuses.

« Cette Vie nouvelle vivra d’elle-même éternellement, même s’il n’y a personne pour la vivre. »

Baba mena la phase d’« errance » de la Vie Nouvelle à sa fin en 1952, quand il utilisa à nouveau sa résidence à « Meherazad », un lieu isolé à une quinzaine de kilomètres d’Ahmednagar. Attenant à une « Seclusion Hill » [colline de la Réclusion N.d.T], où Baba menait à bien régulièrement certains aspects de ce auquel il faisait référence en tant que « travail de réclusion », travail entrepris durant une période de stricte isolation du monde extérieur, Meherazad avait été fondé par Baba et quelques hommes et femmes disciples résidents avant la Vie Nouvelle, et allait lui servir de maison pour le reste de sa vie sur terre. Selon ses consignes de longue date, Meherabad, la petite implantation à vingt-cinq kilomètres de là qui étaient ses quartiers généraux précédents, allaient devenir plus tard le site du Samadhi de Meher Baba, autrement dit, sa « Tombe-Sanctuaire » ou dernière demeure.

À peine avait-il achevé son travail final de réclusion de la Nouvelle Vie que Baba entama une fois de plus une période de grands voyages autour du monde ainsi qu’en Inde. En avril 1952, eu lieu le premier de trois nouveaux voyages en Occident, et le mois suivant, alors qu’il traversait les États-Unis avec certains de ses disciples, Baba fut gravement blessé dans un accident de voiture. L’accident se produisit près de Prague en Oklahoma, à proximité du centre du pays, et cela réalisa tristement ses déclarations énigmatiques précédentes à propos d’une « catastrophe personnelle » imminente qui lui arriverait. Il ajouta plus tard qu’il avait été divinement ordonné qu’il dût « verser son sang » en Amérique.

Un second accident de voiture tout aussi grave eut lieu en Inde environ quatre ans et demi plus tard, en décembre 1956, alors que Baba allait de Poona à Satara, à l’endroit exact où il avait emmené plus tôt ses hommes mandali à un match de cricket d’une journée (Baba avait joué dans les deux camps l’un après l’autre, amenant le match à un nul). Dans l’accident en Amérique, en plus de nombreuses blessures, la jambe gauche de Baba avait été brisée ; et dans l’accident suivant en Inde, l’articulation de la hanche droite fut brisée. Cependant les effets terribles de ces accidents, et la souffrance que Baba endura en complet silence à cause d’eux, semblèrent simplement intensifier la puissance de son amour et souligner son autorité divine. Meher Baba dicta les mots suivants à ses proches qui étaient avec lui à ce moment-là : « Baba a eu ses os physiques brisés afin de briser la colonne vertébrale de l’aspect matériel de l’ère de la machine (Kali Yuga), tout en gardant intact son aspect spirituel. »

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

Avant son second accident de voiture, dans un village extrêmement isolé près de Hamirpur dans l’Inde intérieure, en février 1954, Meher Baba avait finalement confirmé le secret de polichinelle de sa divinité, et tout au long de la période ponctuée par ses accidents, des dizaines de milliers de personnes furent attirés à lui comme par un aimant. Finalement, la multitude de ses « amants », terme que Baba employait pour ses fidèles, savait ce que ses proches avaient réalisé depuis le début : que le seigneur de leurs cœurs était en vérité le Seigneur de l’Univers, et non un saint ou un mahatma, ni un pir ou un yogi ni un « ami de Dieu » ou même un Sadgourou ou Qutub, mais véritablement Dieu lui-même sous forme humaine. L’appel « Avatar Meher Baba ki Jai » (« Salutations (ou victoire) à l’Avatar Meher Baba ») se répandit véritablement comme un feu de brousse dans toutes les parties de l’Inde où il voyageait et plus de cent mille personnes venaient le voir en une journée pour les occasions où il donnait son darshan (c’est-à-dire l’opportunité d’être en sa présence).

« Le vrai Messie peut susciter les idéaux les plus élevés chez les hommes et toucher le cœur de millions d’entre eux. »

« Je veux que vous fassiez de moi votre compagnon de tous les instants (Collins) (votre compagnon permanent). Pensez plus à moi que vous pensez à votre propre moi. Plus vous penserez à moi, plus vous vous rendrez compte de mon amour pour vous. Votre devoir consiste à me garder à chaque instant avec vous à travers vos pensées, vos paroles et vos actions. »

« Inscrivez ces mots dans votre cœur : rien n’est réel sauf Dieu, rien ne compte sauf l’amour pour Dieu. »

« Seuls ceux qui mènent la vie d’amour, d’honnêteté et de sacrifice de soi peuvent me connaître comme l’Ancien. »

[Photo 7]

Ahmednagar, septembre 1954

« Votre amour pour vous-mêmes me voile ; votre amour pour moi me dévoile. »

« Si vous avez pour Moi l’amour que Saint François avait pour Jésus, alors non seulement vous me réaliserez, mais vous me plairez. »

« Abandonnez-vous au Dieu-Homme, en qui Dieu se révèle Soi-même dans sa pleine Gloire. »

En Occident aussi, ce fut un moment particulier, car en anticipation de ses voyages durant les années cinquante en Amérique et en en Australie, les disciples de Meher Baba établirent des centres dans ces deux pays : à Myrtle Beach, en Caroline du Sud, et près de Woombye dans le Queensland. Baba déclara que ces lieux deviendraient un jour des sites de pèlerinage à échelle mondiale, aux côtés de Meherabad, en Inde, où se trouverait son Samadhi. En outre, en 1955, fut publié God Speaks*, le livre exhaustif de Baba sur les états de Dieu, les plans de conscience et les étapes du chemin spirituel, et Baba délivra également plusieurs messages durant cette époque : « Le plus Haut des hauts », « L’appel de Meher Baba » et « La déclaration finale », qui contenaient des affirmations définitives concernant son état d’Avatar tout comme l’évolution des événements à venir pour l’humanité en général.

« Consciemment ou inconsciemment, directement ou indirectement, chacune des créatures, chacun des êtres humains, sous une forme ou une autre, s’évertue à affirmer l’individualité. Mais quand, en fin de compte, l’homme a consciemment l’expérience qu’il est Infini, Éternel et Indivisible, alors il est pleinement conscient de son individualité en tant que Dieu, et il fait ainsi l’expérience de la Connaissance Infinie, de la Puissance Infinie et de la Félicité infinie. Ainsi l’Homme devient Dieu et on le reconnaît comme Maître Parfait, Sadgourou ou Qutub. Adorer cet Homme, c’est adorer Dieu.

« Quand Dieu se manifeste sur terre sous la forme d’un homme et révèle sa Divinité à l’humanité, on le reconnaît comme l’Avatar, le Messie, le Prophète. Ainsi Dieu devient Homme.

« L’Avatar est toujours un et le même parce que Dieu est toujours un et le même. Cet Avatar, éternellement un et le même, Se manifeste à nouveau de temps à autre, et dans des cycles différents. Il adopte des formes différentes et des noms différents, et apparaît à des endroits différents pour révéler la vérité sous des aspects différents et dans des langues différentes. Il fait tout cela pour sortir l’humanité de son ignorance et l’aider à se libérer des liens de l’illusion.

« Parmi les manifestations de Dieu les plus connues et les plus révérées en tant qu’Avatar, la première est celle de Zarathoustra. Il vint avant Rama, Krishna, Bouddha, Jésus, et Mahomet. Il y a des milliers d’années, il révéla au monde la nature de la vérité, sous forme de trois préceptes fondamentaux : bonnes pensées, bonnes paroles, bonnes actions. L’Avatar de l’époque développe constamment ces préceptes pour l’humanité d’une façon ou d’une autre et l’amène ainsi peu à peu à la vérité. Mettre en pratique ces préceptes n’est pas si facile qu’il semble, mais n’est cependant pas impossible. Encore qu’accorder sa vie à eux est aussi infiniment difficile que de s’essayer à une mort vivante au sein même de la vie. »

——–[couillard]——-

« D’âge en âge, quand la flamme de la rectitude vacille, l’Avatar revient pour ranimer la torche de l’amour et de la vérité. D’âge en âge, au milieu du bruit et de la fureur de la guerre, de la peur et du chaos, l’Avatar ne cesse de clamer :

« VENEZ TOUS À MOI. »

« Et même si la chape de l’illusion fait que cet appel de l’Éternel résonne comme une voix dans le désert, l’écho en subsiste à travers le temps et l’espace et va réveiller de leur lourd sommeil d’ignorance quelques-uns d’abord, puis des millions et des millions. Au cœur de l’illusion, Voix derrière toutes les voix, elle appelle l’humanité à témoigner de la présence de Dieu parmi les hommes.

« Le temps est venu. Je vous le répète, venez tous à moi. »

Avec sa « Déclaration finale », un message qui évoque explicitement l’abandon de son corps, Meher Baba provoqua des protestations exprimant une profonde inquiétude parmi nombre de ses fidèles. En réponse aux nombreuses lettres et télégrammes qui affluèrent pour lui demander la signification de ses déclarations concernant sa mort physique, Baba envoya une circulaire de réassurance.

« II n’y a vraiment aucune raison de s’inquiéter pour quiconque d’entre vous. Baba était, Baba est, et Baba sera toujours « existant ». La coupure des relations extérieures ne signifie pas la fin des liens internes. […] C’est en obéissant à Baba qu’on peut établir des connexions internes. Je vous donne toute ma bénédiction pour que soient renforcés ces liens internes. » Baba répéta souvent à ses proches qu’à chaque Avènement, l’Avatar restait accessible comme s’il était physiquement présent durant un minimum de 100 ans (et un peu plus) à la suite de sa mort physique.

« Malgré les doutes ou les convictions des gens, je reviens comme Avatar à cause de l’amour infini que je ressens pour chacun et pour tous. Soumis au jugement de l’humanité ignorante, je reviens quand même pour aider l’homme à distinguer le vrai du faux. »

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

Les quelques dernières années de la vie de Meher Baba représentent encore une autre phase de son Avènement. À part une poignée de rassemblements de masse avec ses fidèles et un tout petit nombre de rencontres individuelles avec des nouveaux venus, Baba passa ces années ensemble avec ses plus proches disciples résidents dans une relative réclusion. À l’opposé des années précédentes, il ne voyagea pratiquement pas du tout. Au lieu de cela, il passait des heures, chaque jour, sans être dérangé d’aucune manière, totalement plongé dans ce qu’il appelait son « Travail Universel ». Jour après jour, sur une période de plusieurs années, Baba continua son travail spirituel intérieur avec une régularité méthodique, offrant très peu d’explications sur son objet, sauf pour insister qu’il était d’une importance suprême pour toute l’humanité.

« Vous ne pouvez voir que ce que vous me voyez faire extérieurement, mais je travaille continuellement sur tous les plans de conscience en même temps. Alors que le temps de ma Manifestation s’approche, la pression de mon Travail est phénoménale. […] Personne n’a la moindre idée de l’immensité du Travail que je fais dans cette réclusion. La seule indication que je puisse donner, c’est que, comparé au Travail que je fais en réclusion, tout le travail important du monde mis bout à bout est totalement insignifiant. Bien que pour moi le fardeau de mon Travail est écrasant, le résultat de mon Travail sera ressenti intensément par tous dans le monde. »

Tandis que son travail de réclusion progressait, la santé de Baba se détériorait jour après jour. À la fin de 1968, ses proches disciples s’en inquiétèrent de plus en plus, et ils supplièrent Baba de ralentir le travail afin de moins négliger sa santé. “That would mean once again prolonging the date of its conclusion,” « Cela voudrait dire une fois de plus la prolongation de la date de sa conclusion », répondit-il. “If now I allow that to happen, it will indefinitely postpone the result and set it on a different course!” « Si je permets cela, cela repoussera indéfiniment le résultat et changera la direction de sa course ! »

« La vérité de Dieu ne peut être ignorée ; ainsi, à cause de l’ignorance et la faiblesse de l’humanité, une gigantesque réaction adverse se produit ; et le monde se trouve dans un cauchemar de souffrance à travers les guerres, la haine, le conflit des idéologies et la rébellion de la nature sous la forme d’inondations, de famines, de tremblements de terre et autres catastrophes. En fin de compte, quand l’apogée est atteinte, Dieu se manifeste à nouveau sous forme humaine pour guider l’humanité dans la destruction du mal qu’il s’est lui même créé, pour qu’il s’établir à nouveau dans la Vérité Divine. »

« Mon Silence et la rupture imminente de mon Silence sert à sauver l’humanité des forces monumentales de l’ignorance et remplir le Plan Divin d’unité universelle. La rupture de mon Silence révèlera à l’homme l’Unité Universelle de Dieu, qui produira la fraternité universelle de l’homme. Mon Silence était nécessaire. La rupture de mon Silence sera nécessaire, bientôt. »

Baba continua à travailler sans répit, et seuls ses proches mandalis observèrent l’inconcevable souffrance qui accompagnait son travail. Finalement, au grand soulagement de ses disciples, Baba annonça que son travail avait été terminé à cent pour cent de sa satisfaction et que les résultats de ce travail commenceraient à se manifester. À cette période, cependant, son état de santé était devenu extrêmement préoccupant ; Baba déclara d’un ton neutre que le fardeau considérable du travail de sa dernière grande réclusion avait effectivement « détruit » sa santé. Alors que ses proches le pressaient à se soumettre à des examens médicaux plus poussés, il refusa avec les mots suivants : « Mon état n’a absolument aucune raison médicale, il est dû uniquement à la charge de mon travail. »

Baba donna de nombreux indices voilés dans les semaines qui suivirent qu’il quitterait bientôt son corps. Bien qu’à plusieurs précédentes reprises le travail de Baba avait laissé d’importances séquelles sur sa santé, cette fois-ci, il déclara plus d’une fois : « Mon heure est venue ». Alors que ses disciples résidents devenaient de plus en plus inquiets et abattus par la détérioration de son état, Baba leur rappelait constamment de rester enjoués et de ne pas s’inquiéter. Juste après midi le 31 janvier 1969, après avoir blagué sur le nombre de médicaments qu’on lui donnait pour sa maladie déroutante, Meher Baba décéda.

« Je ne suis jamais né, je ne meurs jamais. Cependant, à chaque instant je passe par la naissance et par la mort. [...] Bien que je sois présent partout éternellement dans mon état infini sans forme, de temps à autre je prends forme, et la prise de cette forme et le départ de celle-ci est appelé ma naissance et ma mort physique. »

« Dans ce sens, je nais, et je meurs quand mon travail Universel est terminé. »

« Ne vivez pas dans l’ignorance. Ne perdez pas votre temps précieux à classer et juger votre prochain, mais apprenez à désirer ardemment l’amour de Dieu. Même au sein de vos activités terrestres ne vivez que pour trouver et réaliser votre véritable identité avec votre Dieu bien-aimé.

« Soyez purs et simples, et montrez votre amour pour tous, car tous sont Un. Menez une vie sans hypocrisie, soyez naturels et honnêtes avec vous-mêmes.

« L’honnêteté vous préservera de la fausse modestie et vous donnera la force de l’humilité vraie. N’épargnez aucune peine pour aider autrui. Ne cherchez d’autre récompense que le don du divin amour. Aspirez à ce don sincèrement et intensément, et je vous promets au nom de mon honnêteté divine, de vous donner beaucoup plus que ce à quoi vous aspirez.

« Je vous donne ma bénédiction pour que l’étincelle de mon amour divin implante dans vos cœurs le désir ardent et profond de l’amour de Dieu. »

“La fin de mon silence—signal de ma manifestation publique—n’est pas éloignée. J’apporte le plus grand trésor qu’il soit possible à l’homme de recevoir, un trésor qui inclut tous les autres trésors, qui durera à jamais, et qui augmente quand on le partage avec d’autres. Soyez prêts à le recevoir. »

« Quand le MOT de mon Amour sort de son silence et parle dans vos cœurs, vous disant qui je suis réellement, vous saurez que c’est le Mot Réel que vous avez toujours ardemment désiré d’entendre. »

« Je suis l’Aimé Divin qui vous aime plus que vous ne pourrez jamais vous aimer vous-même. »

[Couillard]

Le décès de Meher Baba marqua un chapitre final dans son Avènement (vérifier absence de faux sens avec yet). Avec la mort physique du Dieu-Homme, les connexions externes avec lui ne sont plus possible ; pas avant sept cents ans, comme Baba l’a souvent déclaré, jusqu’à ce que l’Avatar revienne.

Les connexions externes, cependant, ne sont pas l’objectif du travail du Dieu-Homme ; elles ne sont que le moyen par lequel il le met en branle. Il vient sur terre en tant qu’homme Parfait pour rafraîchir l’exemple des idéaux les plus élevés de la vie humaine, et pour éveiller à nouveau l’humanité à la possibilité de l’établissement de connexions internes avec Dieu, le Bien-Aimé dans chaque cœur.

À travers le Dieu-Homme, Dieu vient pour aimer, et servir, et souffrir, car dans son universalité illimitée, seul l’Avatar peut donner à la Création l’impulsion interne requise pour redresser sa course. De son vivant sur terre, il sème les graines de l’amour désintéressé là où elles vont inévitablement germer et s’épanouir, et il laisse derrière lui son message et son exemple ; en cette ère, une abondance d’informations sans précédent sur sa vie se place en témoignage profond et captivant de sa Réalité. Le plus important, c’est qu’il laisse derrière lui la promesse de sa présence éternelle en soi et la possibilité de s’approcher toujours plus près de lui et, en fin de compte, de le réaliser en se souvenant de lui avec amour et en suivant les lignes de conduite qu’il a laissées pour tous les chercheurs et amants de Dieu dans le monde entier.

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

[Photo 8]

Guruprasad, Poona, 1965

« Je suis l’Aimé Divin qui vous aime plus que vous ne pourrez jamais vous aimer vous-même. »

[Photo 9 identique à 8, non légendée]

« Inscrivez ces mots dans votre cœur :

Rien n’est réel sauf Dieu.

Rien ne compte sauf l’amour pour Dieu. »

S’il se trouve qu’après avoir lu cette petite introduction à Meher Baba, vous trouvez que vous aimeriez en savoir plus à son propos, c’est justement le sujet précis de la deuxième partie de ce livre : elle vous fournira un échantillon de quelques discours et messages clés qui vous aideront à commencer à vous familiariser avec lui. Cependant, comme il a été dit dans l’avant-propos, ce petit volume n’est réellement qu’une simple « invitation » à rencontrer l’Avatar de l’Époque ; pour vraiment le rencontrer, vous devrez accepter l’invitation à faire sa connaissance et à aller jusqu’au bout de ce que cela implique.

Pour vraiment « rencontrer » Meher Baba, vous aurez besoin d’essayer de le trouver ; pas simplement trouver de l’information à son propos, mais le trouver tel qu’il est réellement. Jusqu’à un certain point, vous pouvez commencer par en lire plus sur lui : beaucoup, beaucoup plus a été écrit concernant Meher Baba, en plus des livres dont il a été lui-même l’auteur ; par le voir dans la diversité des photographies, vidéos et films qui ont capturé un moment précieux de son passage durant cet Avènement. L’Avatar a été extrêmement compatissant en cette Époque, laissant derrière lui une documentation sans précédent de sa vie et de son travail dans un liste toujours plus longue de centaines de livres, de milliers de photographies, et d’innombrables vidéos et DVD le montrant en action. Enfin déjà, à ce stade précoce de son Avènement, d’innombrables albums enregistrés, de cassettes et de CD contenant des chansons et de la musique célébrant le retour de l’Ancien ont été produits.

Tout ce matériel est facilement disponible par l’intermédiaire de librairies et de ressources en ligne, tout comme celle de différents groupes et centres autour du monde qui sont fidèles à l’Avatar Meher Baba. Un petit nombre de ces ressources sont listées à la fin de ce livre ; on peut trouver beaucoup, beaucoup plus d’informations par l’intermédiaire de ces contacts et en cherchant « Meher Baba » sur internet. On peut trouver plusieurs de ses livres en ligne sur le site internet de l’Avatar Meher Baba Trust, et on peut voir une biographie de Meher Baba en 20 volumes et plus de 6000 pages sur le site consacré à Lord Meher.

De nombreux groupes et centres autour du monde tiennent des réunions régulières, tout comme ils organisent différents événements qui peuvent être des conférences, des films et de la musique. Vous pouvez désirer assister à ce genre de réunions ou vous pouvez emprunter à votre manière la voie qui vous mènera à Meher Baba. Il n’y a pas d’autre préalable qu’un cœur ouvert, et il n’y a pas d’autre cotisation que le prix de la perte de votre moi limité. Bien que certains groupes puissent avoir un système d’adhérents et que certaines organisations et associations à but non lucratif aient nécessairement des administrateurs et des directeurs, il n’y a pas de bureaucratie en ce qui concerne l’approche et l’apprentissage sur Meher Baba ni pour le suivre. Comme il est le Bien-Aimé Éternel, il est directement accessible à chaque chercheur à travers le cœur, qu’il a décrit comme son véritable temple ; et pendant la centaine d’année qui suit l’abandon de son corps physique, il a déclaré qu’il restera « comme s’il était physiquement présent » ; un secret ouvert appartenant à l’Avènement de l’Avatar de l’Époque qui rend possible le développement d’une relation intime et personnelle avec le Dieu-Homme intérieurement sans aucune intercession ni intermédiaire.

Finalement, parce que l’amour motive une connaissance toujours et encore plus profonde du Bien-Aimé, si vous en venez à vous intéresser à Meher Baba, il est probable que vous désirerez visiter certains des endroits liés à sa vie et son travail. Il a établi trois lieux de pèlerinage durant sa vie, dont le plus important est à Meherabad, près d’Ahmednagar en Inde, où se trouve son Samadhi, ou « Tombe-Sanctuaire » ; l’organisation de la visite peut être effectuée par l’intermédiaire du site de l’Avatar Meher Baba Trust dont l’adresse est à la fin de ce livre. De même, des centres se sont développés à Myrtle Beach Center (Myrtle Beach, Caroline du Sud, États-unis) et à Avatar’s Abode (près de Brisbane en Australie) avec des possibilités de visite de durée variée ; vous pourrez trouver plus de détails sur ces endroits en visitant les sites web dédiés à ces centres.

En fin de compte, « et maintenant ? » est une question à laquelle seul votre cœur est capable de répondre. Avec cette introduction, vous avez reçu votre « invitation ». Maintenant, il vous reste à décider si vous acceptez du Dieu-Homme l’opportunité de faire sa connaissance et de finir par le trouver tel qu’il est vraiment – pas dans les livres, ni dans les églises et les temples mais en vous – le Seigneur d’Amour, le Bien-Aimé Divin qui est adoré par les amants de Dieu sous n’importe quelle Forme et qui est éternellement vivant en chaque cœur.

[Cul-de-lampe Mastery in Servitude]

[page vide]

partie

Messages et discours choisis

de

l’Avatar Meher Baba

[Photo 10]

Guruprasad, Poona, 1957

« Vous et Moi ne sommes pas nous, mais Un. »

de Meher Baba

Je suis venu, non pour enseigner, mais pour éveiller. Comprenez donc que je n’établis aucun précepte.

De toute éternité j’ai édicté des principes et des préceptes, mais l’humanité les a ignorés. L’incapacité de l’homme à vivre les paroles de Dieu fait de l’enseignement de l’Avatar une caricature. Au lieu de pratiquer la compassion qu’il a enseignée, l’homme a mené des croisades en son nom. Au lieu de vivre l’humilité, la pureté et la vérité de ses paroles, l’homme a donné libre cours à la haine, la cupidité et la violence.

Parce que l’homme est resté sourd aux principes et aux préceptes édictés par Dieu dans le passé, dans cette forme avatarique actuelle, j’observe le Silence. Vous avez demandé et reçu assez de paroles : il est temps maintenant de les vivre. Pour vous rapprocher de plus en plus de Dieu, vous devez vous éloigner de plus en plus du « je », du « moi », du « mon », et du « mien ». Vous n’avez à renoncer à rien d’autre qu’à vous-même. C’est aussi simple que cela, et pourtant cela s’avère presque impossible. Par ma Grâce, il vous est possible de renoncer à votre moi limité. Je suis venu dispenser cette Grâce.

Je le répète, je n’établis aucun précepte. Quand je libérerai la vague de Vérité que je suis venu apporter, la vie quotidienne des hommes deviendra le précepte vivant. Les paroles que je n’ai pas prononcées prendront vie en eux.

Je reste caché à l’homme sous le voile de sa propre ignorance, et je manifeste ma Gloire à quelques-uns. Ma forme avatarique actuelle étant la dernière Incarnation de ce cycle de temps, ma Manifestation sera la plus importante. Quand je romprai mon Silence, l’impact de mon Amour sera universel et tout ce qui vit dans la création le connaîtra, le sentira et en bénéficiera. Il aidera chaque individu à se libérer de ses propres liens à sa façon. Je suis l’Aimé Divin qui vous aime plus que vous ne pourrez jamais vous aimer vous-même. La rupture de mon Silence vous aidera à vous aider vous-même à connaître votre Moi réel.

Toute cette confusion et tout ce chaos dans le monde étaient inévitables et personne n’est à blâmer. Ce qui devait arriver est arrivé et ce qui doit arriver arrivera. Il n’y a jamais eu et il n’y a pas d’autre issue qu’à travers ma venue parmi vous. Il fallait que je vienne, et je suis venu. Je suis l’Ancien.

Consciemment ou inconsciemment toute créature vivante est en quête de quelque chose. Sous les formes de vie les plus rudimentaires et chez les êtres humains les moins avancés, la recherche est inconsciente ; chez les êtres humains avancés, elle est consciente. Le but de cette recherche porte différents noms : le bonheur, la paix, la liberté, la vérité, l’amour, la perfection, la réalisation de soi, la réalisation de Dieu, l’union avec Dieu. Il s’agit en fait de la recherche de tous ces buts à la fois, mais vécue sous un angle particulier. Chacun connaît des moments de bonheur, des aperçus de la vérité, des expériences fugitives d’union avec Dieu, et souhaiterait les rendre permanents : établir une réalité durable au sein de changements constants.

Ceci est un désir naturel fondé sur le souvenir que l’âme a de son unité essentielle avec Dieu, et qui est plus ou moins clair suivant son degré d’évolution ; car chaque créature vivante est une manifestation partielle de Dieu que seule la méconnaissance de sa vraie nature conditionne. Toute l’évolution est en fait l’évolution de l’état divin inconscient vers l’état divin conscient, au cours de laquelle Dieu lui-même, essentiellement éternel et immuable, revêt une variété infinie de formes, goûte une variété infinie d’expériences, et transcende une variété infinie de limitations qu’il s’est lui-même imposées. Du point de vue du Créateur, l’évolution est un jeu divin, où celui que rien ne conditionne teste, dans toutes sortes de conditions, l’infinitude de sa connaissance, de sa puissance et de sa félicité absolues. Mais du point de vue de l’être créé, avec sa connaissance limitée, sa puissance limitée, et sa faculté limitée de connaître la félicité, l’évolution est une épopée où la lutte et le repos, la peine et la joie, la haine et l’amour alternent jusqu’à ce que, dans l’homme devenu parfait, Dieu équilibre les pôles opposés et que la dualité soit transcendée.

Alors l’être créé et le Créateur se reconnaissent comme ne faisant qu’un ; l’immuabilité est établie au sein des changements, l’éternité est vécue dans le temps. Dieu se sait Dieu, immuable dans Son essence, infini dans sa manifestation ; Il jouit sans cesse de la félicité suprême de la réalisation de Soi dans la conscience perpétuelle qu’il a de lui-même par lui-même. Cette Réalisation s’effectue obligatoirement dans la vie, car ce n’est que dans la vie que l’on peut faire l’expérience de la limitation, la transcender, et apprécier le fait d’en être libéré. Cette libération peut revêtir trois formes.

Au moment de la réalisation de Dieu, la plupart des âmes quittent le corps immédiatement, pour toujours, et se fondent pour l’éternité en l’aspect non manifesté de Dieu. Elles ne sont conscientes que de la félicité de l’Union. La création n’existe plus pour elles. La ronde constante des naissances et des morts a pris fin. On appelle ceci Moksha (Moukti ordinaire) ou Libération.

Certaines des âmes qui réalisent Dieu, conservent le corps un certain temps, mais leur conscience est complètement intégrée à l’aspect non manifesté de Dieu, et elles ne sont donc conscientes ni de leur corps, ni de la création. Ces âmes font l’expérience constante de la félicité, de la puissance, et de la connaissance infinie de Dieu, mais elles ne peuvent en faire un usage conscient dans la création, ni aider les autres à atteindre la Libération. Néanmoins, leur présence sur la terre est comparable à un foyer où se concentrent et d’où rayonnent la puissance, la connaissance, et la félicité infinies de Dieu ; ceux qui les approchent, les servent et les vénèrent, bénéficient spirituellement de leur contact avec eux. On appelle ces âmes des Majzoub-e-Kamil, et ce type particulier de Libération s’appelle Videh-Moukti ou libération dans le corps.

Un petit nombre d’âmes conservent le corps après avoir réalisé Dieu, et sont conscientes de leur divinité sous ses deux aspects : le manifeste et le non-manifeste. Elles se savent à la fois Essence divine immuable, et manifestation infiniment variée. Elles se connaissent comme Dieu hors de la création, comme Dieu Créateur, Préservateur, et Destructeur de la création tout entière, et aussi comme Dieu qui a accepté et transcendé les limitations de la création. Ces âmes connaissent constamment la paix absolue, la connaissance, la puissance, et la félicité infinies de Dieu. Elles participent avec grande joie au jeu divin de la création. Elles se savent Dieu en toute chose et sont donc capables d’aider chaque chose spirituellement, et d’aider d’autres âmes à réaliser Dieu en tant que Majzoub-e-kamil, Paramhansas, Jivan-mouktas, ou même en tant que Sadgourous comme elles sont elles-mêmes appelées.

Il y a dans le monde, en tous temps, cinquante-six âmes qui ont réalisé Dieu. Leur conscience est une, mais leurs fonctions sont toujours différentes. La plupart d’entre elles vivent et travaillent à l’écart du public et en sont inconnues, mais il y en a cinq qui servent en quelque sorte de corps dirigeant, qui travaillent toujours publiquement, et acquièrent importance et notoriété publique. On les appelle Sadgourous ou Maîtres Parfaits. Aux époques avatariques, l’Avatar, le Sadgourou Suprême, prend sa place à la tête de ce corps dirigeant, et de toute la hiérarchie spirituelle*.

Les époques avatariques sont comme le printemps de la création. Elles apportent un nouveau flux de puissance, un nouvel éveil de la conscience, une nouvelle expérience de la vie, pas seulement pour quelques uns, mais pour tous. Des qualités d’énergie et de conscience qui n’avaient été le privilège que de quelques âmes avancées, deviennent accessibles à toute l’humanité. La vie, dans son ensemble, est portée à un niveau supérieur de conscience, amenée à un nouveau degré d’énergie. La transition de la sensation à la raison avait été la première étape ; celle de la raison à l’intuition sera la suivante.

Ce nouvel afflux de l’impulsion créatrice se manifeste à travers une personnalité divine, par une incarnation de Dieu d’un sens spécial : l’Avatar. L’Avatar fut la première âme individuelle à émerger du processus de l’évolution et de l’involution en tant que Sadgourou, et il est le seul Avatar qui se soit jamais manifesté et se manifestera jamais. C’est à travers lui que Dieu a pour la première fois terminé le voyage de la divinité inconsciente à la divinité consciente, et qu’il est d’abord devenu consciemment homme pour devenir consciemment Dieu. C’est à travers lui que, périodiquement, Dieu se fait homme consciemment pour la libération de l’humanité.

L’Avatar apparaît sous différentes formes, différents noms, à différentes époques, et dans différentes parties du monde. Comme sa venue coïncide toujours avec la régénération spirituelle de l’homme, l’époque qui précède immédiatement sa manifestation est toujours marquée pour l’humanité par les douleurs de cette nouvelle naissance. L’homme paraît plus que jamais pris par le désir, mû par la convoitise, paralysé par la peur, et emporté par la colère. Les forts dominent les faibles ; les riches oppriment les pauvres ; des grandes masses sont exploitées au bénéfice des quelques-uns qui détiennent le pouvoir. L’être individuel qui ne trouve ni paix, ni repos, cherche à s’oublier dans l’agitation. L’immoralité augmente, le crime prolifère, la religion est ridiculisée. La corruption se propage dans tout l’ordre social. Les haines entre les classes et les nations sont fomentées et entretenues. Les guerres éclatent. L’humanité se met à désespérer. Il semble n’y avoir aucune possibilité d’enrayer la vague de destruction.

C’est à ce moment-là qu’apparaît l’Avatar. Puisqu’il est la manifestation totale de Dieu sous forme humaine, Il est l’étalon qui permet à l’homme de mesurer ce qu’il est, et ce qu’il peut devenir. Il rectifie la norme des valeurs humaines en les interprétant selon les termes d’une vie divinement humaine.

Il s’intéresse à tout mais rien ne le préoccupe. La plus petite mésaventure peut inspirer sa compassion ; la plus grande tragédie ne le bouleversera pas. Il est au-delà des alternances de la souffrance et du plaisir, du désir et de la satisfaction, du repos et de la lutte, de la vie et de la mort. Pour lui ces choses sont toutes des illusions qu’il a transcendées, mais auxquelles d’autres sont encore attachés, et dont il est venu les libérer. Il utilise chaque circonstance comme moyen de mener les autres vers la Réalisation. Il sait que l’homme ne cesse pas d’exister à sa mort, et la mort ne l’affecte pas. Il sait que la destruction doit précéder la construction, que de la souffrance naissent la paix et la félicité, que de la lutte jaillit la libération des liens créés par l’action. Il ne se soucie que du souci.

Il éveille en ceux qui entrent en contact avec lui un amour qui consume tous les désirs égoïstes dans la flamme du désir unique de le servir. Ceux qui lui consacrent leur vie identifient progressivement leur conscience à la sienne. Peu à peu, sa divinité absorbe leur humanité, et ils deviennent libres. Les êtres qui lui sont le plus proches constituent ce que l’on appelle son Cercle.

Chaque Sadgourou a un Cercle intime de douze disciples qui, au moment de la Réalisation deviennent l’égal du Sadgourou, bien que leur fonction et leur autorité diffèrent des siennes. Aux époques avatariques, le Cercle de l’Avatar est composé de dix Cercles concentriques sur lesquels sont répartis cent vingt-deux disciples au total qui se réalisent tous et travaillent pour la Libération des autres*. L’Avatar et ses disciples ne travaillent pas seulement pour l’humanité qui leur est contemporaine mais aussi pour la postérité. Le déroulement de la vie, et le développement de la conscience pour tout le cycle avatarique, qui ont été planifiés dans le monde créateur avant que l’Avatar ne prenne forme, se trouvent endossés et fixés dans les mondes formateur et matériel durant la vie de l’Avatar sur la terre.

L’Avatar éveille l’humanité contemporaine à la réalisation de sa vraie nature spirituelle ; il apporte la Libération à ceux qui sont prêts, et ravive la vie de l’esprit de son époque. Il laisse à la postérité la force stimulante d’un exemple divinement humain, la noblesse d’une vie suprêmement vécue, d’un amour dépourvu de désir, d’une puissance mise au seul service des autres, d’une paix que l’ambition ne trouble pas, d’une connaissance non obscurcie par l’illusion. Il a démontré la possibilité d’une vie divine pour l’humanité tout entière, d’une vie céleste sur la terre. Ceux qui ont le courage et l’intégrité nécessaires peuvent le suivre s’ils le veulent.

Ceux qui sont spirituellement éveillés s’aperçoivent depuis un certain temps que le monde vit actuellement le genre d’époque qui précède toujours les manifestations avatariques. Même les hommes et les femmes non éveillés commencent à s’en apercevoir à présent. Du fond de leurs ténèbres ils tendent vers la lumière ; dans leur affliction ils aspirent au bien-être ; du sein des luttes où ils se trouvent plongés, ils appellent la paix et la délivrance.

Pour le moment, il leur faut être patients. La vague de destruction doit s’élever encore davantage et s’étendre plus loin encore. Mais quand, du plus profond de son cœur, l’homme désirera quelque chose de plus durable que la richesse, et de plus réel que la puissance matérielle, la vague se retirera. Alors la paix viendra, la joie viendra, la lumière viendra.

La fin de mon silence – signal de ma manifestation publique – n’est pas éloignée. J’apporte le plus grand trésor qu’il soit possible à l’homme de recevoir, un trésor qui inclut tous les autres trésors, qui durera à jamais, et qui augmente quand on le partage avec d’autres. Soyez prêts à le recevoir.

[Photo 11]

Tournée du Bus Bleu, Rajasthan, 1938

Le plan divin

Comme à toutes les grandes époques critiques de l’histoire de l’homme, l’humanité vit actuellement les douleurs intenses d’une renaissance spirituelle. De grandes forces de destruction sont à l’œuvre et semblent dominer pour le moment, mais des forces constructrices et créatrices sont également libérées par différents canaux. Bien que le travail de ces forces de lumière se fasse surtout en silence, ces dernières amèneront un jour les transformations qui rendront le progrès spirituel de l’humanité ferme et assuré. Tout ceci fait partie du plan divin, qui offrira au monde affamé et épuisé, un nouvel apport de l’unique et éternelle Vérité.

La guerre : symptôme de causes plus graves

À présent, le problème urgent auquel l’humanité se trouve confrontée, est celui de trouver les moyens et les manières d’éliminer la compétition, les conflits, et la rivalité sous toutes les formes grossières ou subtiles qu’ils peuvent revêtir dans les différentes sphères de la vie. Les guerres militaires sont bien sûr les sources les plus évidentes de chaos et de destruction. Cependant, les guerres ne constituent pas en elles-mêmes le problème central de l’humanité ; elles sont plutôt les symptômes externes de quelque chose de bien plus grave à leur origine. Ni les guerres, ni la souffrance qu’elles apportent, ne peuvent être évitées complètement par simple propagande pacifiste. Pour les faire disparaître de l’histoire humaine, il faudra s’attaquer à la cause qui est à leur racine. Même en dehors des guerres militaires, les hommes, individuellement ou en groupes, sont constamment en guerre les uns contre les autres sur le plan économique ou de toute autre manière plus subtile. Les guerres armées, avec tout leur cortège de cruautés, ne se déclarent que lorsque ces causes sous-jacentes s’aggravent.

L’égoïsme et l’intérêt personnel

La cause fondamentale du chaos qui dégénère en guerre réside dans le fait que la plupart des gens sont sous l’emprise de l’égoïsme et de considérations égocentriques, et qu’ils expriment leur égoïsme et leur intérêt personnel individuellement et collectivement. Cette vie aux valeurs illusoires est celle dont l’homme est prisonnier. Être face à face avec la vérité, c’est réaliser que la vie est Une, dans et à travers la multiplicité de ses manifestations. Comprendre ceci, c’est oublier le moi limitateur et réaliser l’unité de la vie.

Les guerres ne sont ni nécessaires ni raisonnables

Lorsque la vraie compréhension naîtra, le problème des guerres disparaîtra immédiatement. Il faut voir clairement que les guerres ne sont ni nécessaires, ni raisonnables, et que la question urgente n’est donc plus de savoir comment les arrêter, mais comment déclarer spirituellement la guerre à l’attitude d’esprit qui est responsable d’un état de choses aussi cruel et douloureux. A la lumière de la vérité et de l’unité de toute vie, l’action coopérante et harmonieuse devient naturelle et inévitable. La tâche principale, pour ceux qui se sentent profondément concernés par la reconstruction de l’humanité, est donc de faire tout leur possible pour dissiper l’ignorance spirituelle qui enveloppe l’humanité.

L’équilibre matériel requiert une compréhension spirituelle

Les guerres ne proviennent pas de la seule recherche d’un équilibre matériel. Elles sont souvent le résultat d’une identification sans discernement avec des intérêts étroits que l’on associe à cette partie du monde que l’on considère comme « sienne ». La recherche d’un équilibre matériel n’est qu’une fraction du problème plus vaste de la recherche de l’équilibre spirituel. Ce dernier exige que l’on élimine le moi, non seulement des aspects matériels de la vie, mais aussi des domaines qui concernent la vie intellectuelle, émotionnelle et culturelle de l’homme. Réduire le problème de l’humanité à une simple question de besoins alimentaires, c’est abaisser l’humanité au niveau de l’animalité. Mais même si l’homme se donne pour tâche unique d’assurer un équilibre purement matériel, il ne peut y parvenir que grâce à une compréhension spirituelle. L’équilibre économique n’est possible que si les gens réalisent que dans ce domaine il ne peut y avoir ni organisation ni coopération tant que l’intérêt personnel n’aura pas été remplacé par l’amour et le don de soi. Sans cela, le meilleur des équipements, et la meilleure des efficacités dans les domaines matériels n’éviteront à l’humanité ni conflits, ni insuffisance.

La juste place de la science

La Nouvelle Humanité qui émerge des luttes et des souffrances actuelles n’ignorera pas la science ni ses applications pratiques. C’est une erreur de considérer la science comme anti-spirituelle. La science est une aide ou une entrave à la spiritualité selon l’usage qu’il en est fait. Tout comme l’art véritable exprime la spiritualité, la science, quand elle est maniée avec justesse, peut être l’expression et l’accomplissement de l’esprit. Les vérités scientifiques qui concernent le corps physique et sa vie dans le monde grossier peuvent devenir, pour l’âme, les moyens de se connaître elle-même ; mais pour atteindre ce but, elles doivent être correctement incluses dans une compréhension spirituelle plus vaste. Ceci signifie une solide perception des valeurs vraies et durables. Sans cette compréhension spirituelle, les vérités et les réalisations scientifiques risquent de servir la destruction mutuelle et de promouvoir un mode de vie tendant à renforcer l’aliénation de l’esprit. L’humanité ne peut progresser dans toutes les directions que si la science et la religion avancent main dans la main.

Nécessité de l’expérience spirituelle

La civilisation de la Nouvelle Humanité qui vient, ne sera pas animée de doctrines sèches et intellectuelles, mais de l’expérience spirituelle vivante. L’expérience spirituelle détient les vérités les plus profondes qui sont inaccessibles à l’intellect seul ; elle ne peut naître uniquement de l’intellect.

Celui-ci peut énoncer et exprimer la vérité spirituelle et il peut, certes, aider à la communication de l’expérience spirituelle. Mais à lui tout seul, l’intellect ne suffit pas pour permettre à l’homme de vivre l’expérience spirituelle ou de la communiquer aux autres. Si deux personnes ont déjà eu une migraine, elles peuvent ensemble examiner leur expérience de la migraine et se la décrire mutuellement au moyen de l’intellect. Mais si une personne n’a jamais fait cette expérience, aucune explication intellectuelle ne pourra suffire pour lui faire comprendre ce qu’est une migraine.

L’explication intellectuelle ne peut jamais remplacer l’expérience spirituelle ; tout ce qu’elle peut faire au mieux, c’est lui préparer le terrain.

Nature et lieu de l’expérience spirituelle

L’expérience spirituelle dépasse le seul entendement intellectuel. Cette constatation fait souvent l’objet d’une description que l’on appelle expérience mystique. Le mysticisme est fréquemment considéré comme étant quelque chose d’anti-intellectuel, d’obscur et de confus ou bien de peu pratique et sans rapport avec l’expérience. En fait, le vrai mysticisme n’est rien de tout cela. Il n’y a rien d’irrationnel dans le vrai mysticisme quand il est, comme il devrait être, une vision de la réalité. C’est une forme de perception absolument claire, et si pratique qu’elle peut se vivre à chaque moment de la vie, et s’exprimer dans les devoirs de chaque jour. Ses liens avec l’expérience sont si profonds qu’en fait, c’est la compréhension définitive de l’expérience tout entière. Quand il est dit de l’expérience spirituelle qu’elle est mystique, il ne faut pas en déduire qu’il s’agit de quelque chose de surnaturel ou de complètement hors de la portée de la conscience humaine. Cela veut simplement dire qu’elle n’est pas accessible à l’intellect humain limité tant que celui-ci n’a pas dépassé ses limites et n’est pas illuminé par la réalisation directe de l’Infini.

Jésus Christ a montré le chemin de l’expérience spirituelle lorsqu’il a dit : « Quitte tout et suis-moi ». Ceci signifie que l’homme doit abandonner ce qui le limite et s’établir dans la vie infinie de Dieu. L’expérience spirituelle réelle n’implique pas seulement la réalisation de la nature de l’âme au fur et à mesure que celle-ci traverse les plans supérieurs de conscience ; elle est aussi une attitude juste envers les devoirs de ce monde. Si elle perd contact avec les différentes phases de la vie, il s’agit alors d’une réaction névrotique qui est loin d’être une expérience spirituelle.

On ne peut trouver l’expérience spirituelle dans la fuite

L’expérience spirituelle qui redonnera vie et énergie à la Nouvelle Humanité ne peut être une simple réaction aux exigences rigoureuses et sans compromis que les réalités de la vie nous imposent. Ceux qui n’ont pas la capacité de s’adapter au flux de la vie, ont tendance à reculer devant les réalités de celle-ci et à chercher asile et protection dans une forteresse d’illusions qu’ils se sont eux-mêmes édifiée. Ce genre de réaction tente de préserver l’existence séparée en la mettant à l’abri des exigences de la vie. Elle ne peut qu’apporter une pseudo-solution aux problèmes de la vie en communiquant un faux sentiment de sécurité et d’accomplissement personnel. Ce n’est pas même une étape en avant vers la solution réelle et durable ; c’est au contraire, une déviation du vrai chemin spirituel. L’homme sera encore et toujours délogé de ses abris illusoires par les vagues toujours nouvelles et irrésistibles de la vie, et il s’attirera de nouvelles formes de souffrance s’il cherche à protéger par la fuite son existence séparative.

La Nouvelle Humanité ne s’attachera pas aux formes extérieures

On peut chercher à s’accrocher à son expérience séparative par la fuite, mais on peut aussi chercher à s’y accrocher en s’identifiant sans discernement aux formes, aux cérémonies et aux rites, ou bien encore aux traditions et aux conventions. Les formes, les cérémonies et les rites, les traditions et les conventions sont dans la plupart des cas des entraves au libre cours de la vie infinie. S’ils étaient des instruments dociles au service de l’expression de la vie illimitée, ils favoriseraient plutôt qu’ils ne freineraient l’avènement de la vie divine sur la terre. Mais ils ont surtout tendance à recueillir prestige et reconnaissance pour eux-mêmes, indépendamment de la vie qu’ils sont censés exprimer ; et dans ce cas, le moindre attachement à leur égard, finit par entraîner une diminution et une réduction formidables de la vie.

La Nouvelle Humanité vivra une vie libérée de toute limitation qui offrira un champ libre à la vie créative de l’esprit ; elle brisera l’attachement aux formes extérieures et apprendra à les subordonner aux impératifs de l’esprit. La vie limitée des illusions et des valeurs fausses sera remplacée par la vie illimitée dans la Vérité, et les limitations qui entretiennent le moi séparé dépériront au contact de la compréhension vraie.

L’identification avec un groupe étroit est une forme de moi limité

De même qu’on peut chercher à s’accrocher à son existence séparative par la fuite ou par l’identification avec des formes externes, on peut aussi chercher à s’y accrocher en s’identifiant à l’étroitesse d’une classe, d’une foi, d’une secte, d’une religion ou même à ce qui différencie un sexe de l’autre. Dans ces cas-là, la personne peut donner l’impression d’avoir perdu son existence séparative en s’identifiant à un ensemble plus vaste. Mais en fait, c’est souvent son existence séparative qu’elle exprime au moyen d’une identification de cette sorte ; celle-ci lui permet de se complaire dans le sentiment qu’elle a d’être séparée de ceux qui appartiennent à une autre classe, nationalité, croyance, secte, religion ou à l’autre sexe.

Le moi limité vit à travers les opposés

L’existence séparative naît et tire sa force de son identification à une chose spécifique et de son opposition à son contraire. L’homme peut chercher à protéger son existence séparée en s’identifiant à une idéologie plutôt qu’à une autre, ou à sa propre conception du bien plutôt qu’à l’idée qu’il se fait du mal. Ce qui résulte de l’identification avec l’étroitesse de certains groupes ou avec des idéaux restreints, n’est pas la vraie fusion du moi séparatif, elle n’en est qu’une apparence. La vraie fusion du moi limité dans l’océan de la vie universelle implique l’abandon complet de l’existence séparative sous tous ses aspects.

Espoir pour l’avenir

La majeure partie de l’humanité est entièrement sous l’emprise des tendances séparatives et dominatrices. Celui que le spectacle d’une humanité ainsi enchaînée accable, ne peut qu’être complètement désespéré pour son avenir. Mais il faut regarder plus profondément dans les réalités du présent, pour avoir une vision exacte de la détresse actuelle de l’humanité. Les possibilités réelles de la Nouvelle Humanité sont cachées aux yeux de ceux qui ne regardent qu’à la surface de la situation mondiale ; elles existent pourtant, et n’ont besoin que de l’étincelle de la compréhension spirituelle pour entrer en action et jouer pleinement leur rôle. Les forces de la débauche, de la haine et de la cupidité engendrent un chaos et des souffrances incalculables, mais ce qui sauve la nature humaine c’est que même au sein de forces perturbatrices, il existe toujours une certaine forme d’amour.

L’amour doit être libre de toute limite

Même les guerres exigent une action coopérante, mais la portée de cette coopération est artificiellement restreint par l’identification à un groupe ou à un idéal limité. Les guerres sont souvent sous-tendues par une forme d’amour, même si c’est un amour incorrectement compris. Pour que l’amour soit vraiment l’amour, il faut qu’il ne soit ni bridé ni limité. L’amour existe vraiment dans toutes les phases de la vie humaine, mais il y est latent, ou limité et empoisonné par l’ambition personnelle, l’orgueil racial, les fidélités et les rivalités étroites, l’attachement à un sexe, une nationalité, une secte, une caste ou une religion. Pour qu’ait lieu une résurrection de l’humanité, il faut que s’ouvre le cœur de l’homme afin qu’un nouvel amour puisse y naître – un amour non corrompu et entièrement libéré de la cupidité individuelle ou collective.

L’amour est essentiellement contagieux

C’est un flot d’amour immensément abondant qui fera naître la Nouvelle Humanité, et ce flot d’amour pourra jaillir grâce à l’éveil spirituel amené par les Maîtres Parfaits. L’amour ne peut naître d’une simple détermination ;l’exercice de la volonté ne peut, dans le meilleur des cas, que rendre consciencieux. Par la lutte et l’effort nous pouvons conformer notre action extérieure à notre conception de ce qui est juste ; mais une telle action est spirituellement stérile parce qu’il lui manque la beauté intérieure de l’amour spontané.

L’amour doit jaillir spontanément de l’intérieur ; il ne peut absolument pas être amené par la force, qu’elle soit intérieure ou extérieure. L’amour et la coercition ne peuvent jamais aller de pair, mais si l’amour ne peut être forcé, il peut en revanche être éveillé par l’amour lui-même. L’amour est essentiellement contagieux ; ceux qui ont l’amour, le transmettent à ceux qui ne l’ont pas. On ne peut recevoir l’amour d’un autre qu’en y répondant par quelque chose qui est de la même nature. L’amour véritable est invincible et irrésistible. Il gagne en force et se répand jusqu’à finalement transformer tout ce qu’il touche. L’humanité accédera à une manière nouvelle d’être et de vivre par un échange libre et direct d’amour pur entre les cœurs.

La rédemption de l’humanité passe par l’amour divin

Quand il aura été reconnu qu’il n’y a pas de plus grande exigence que l’exigence de la Vie Divine universelle – qui, sans exception, inclut chaque être et chaque chose – l’amour n’instaurera pas seulement la paix, l’harmonie, et le bonheur dans les sphères sociale, nationale et internationale, mais il brillera aussi dans toute sa pureté et sa beauté. L’amour divin est hors d’atteinte des assauts de la dualité, et il est l’expression de la divinité même. C’est par l’amour divin que la Nouvelle Humanité s’harmonisera avec le plan divin. L’amour divin ne se contentera pas d’apporter douceur impérissable et félicité infinie dans la vie personnelle, mais aussi, il rendra possible une ère de Nouvelle Humanité. Par l’amour divin, la Nouvelle Humanité apprendra l’art de vivre coopérativement et harmonieusement. Elle s’affranchira de la tyrannie des formes mortes, et libérera le flot de la vie créative de la sagesse spirituelle ; elle abandonnera toutes les illusions et s’installera dans la Vérité ; elle connaîtra la paix et le bonheur permanents ; elle sera initiée dans la vie de l’Éternité.

[Photo 12]

Jabalpur, décembre 1938

e commencement et la fin de la Création

D’où et vers quoi ?

Tant que le mental de l’homme n’aura pas l’expérience directe de la Réalité ultime telle qu’elle est, il essaiera, en vain, d’expliquer l’origine et le but de la création. Le passé lointain semble enveloppé d’un mystère impénétrable, et l’avenir apparaît comme un livre entièrement hermétique. Ensorcelé par Maya, le mental de l’homme ne peut, au mieux, qu’élaborer de brillantes conjectures sur le passé et l’avenir de l’univers. Sa connaissance sur ces questions n’est jamais définitive, mais il ne peut pas non plus accepter de rester ignorant à leur sujet. « D’où ? » et « Vers quoi ? » sont les deux éternelles et déchirantes questions qui rendent le mental de l’homme divinement insatisfait.

Le commencement et la fin

Le mental de l’homme ne peut se résigner à un retour en arrière sans fin dans sa recherche de l’origine du monde; il ne peut non plus se résoudre à l’idée d’un changement perpétuel sans but. Sans cause initiale, l’évolution est inintelligible ; sans terme, elle n’a ni direction ni signification. L’existence même de ces questions « D’où ? » et « Vers quoi ? » présuppose que cette création en évolution a eu un commencement et aura une fin. L’évolution commence et finit avec le temps. L’évolution a un commencement et une fin parce que le temps a un commencement et une fin.

Mahapralaya

Entre le commencement et la fin de ce monde changeant les cycles sont nombreux, mais, à travers ces cycles, il y a continuité de l’évolution cosmique. La véritable fin du processus de l’évolution s’appelle Mahapralaya, ou grande annihilation de la création, moment où l’univers redevient ce qu’il était au commencement, c’est-à-dire Rien. Mahapralaya est pour l’univers ce que le sommeil est pour l’individu: pour celui qui dort d’un sommeil profond, le monde varié de l’expérience disparaît complètement ; de même, au moment de Mahapralaya le cosmos objectif tout entier, l’œuvre de Maya, s’évanouit dans le néant. Tout est comme si l’univers n’avait jamais existé.

La Réalité est intemporelle et absolue

Même au cours de la période de son évolution, l’univers n’est en lui-même qu’imagination. Il n’y a en fait qu’une seule Réalité éternelle et indivisible, et elle n’a ni commencement ni fin. Elle est au-delà du temps. Du point de vue de cette Réalité intemporelle, le processus temporel tout entier est pure imagination. Et les milliards d’années passées, les milliards d’années à venir, n’ont même pas la valeur d’une seconde. Tout est comme si elles n’avaient jamais existé et n’existeront jamais. L’univers évolutif et varié ne peut donc pas vraiment être un produit de l’unique Réalité. S’il l’était, l’unique Réalité serait un élément relatif ou bien un être composé, ce qu’elle n’est pas ; elle est absolue.

La Réalité et le Rien

L’unique Réalité contient toute existence. Elle est Tout, mais Rien est son ombre. L’idée d’une existence qui contient tout, implique que rien n’existe en dehors de son être. Lorsqu’on analyse l’idée de l’être, on arrive par implication à l’idée de ce qui n’existe pas. Cette idée de non-existence ou Rien aide à définir clairement notre notion de l’être. L’aspect complémentaire de l’Être est donc le Non-être ou Rien, Mais il est impossible que Rien puisse avoir une existence séparée et indépendante. Ce n’est rien en soi. Il ne peut non plus, à lui seul, être cause de quoi que ce soit. L’univers évolutif et varié ne peut provenir de Rien, à lui seul, et nous avons vu qu’il ne peut non plus être le produit de l’unique Réalité. Comment l’univers évolutif et varié apparaît-il donc ?

La Réalité et l’univers

L’univers évolutif et varié provient du mélange de l’unique Réalité avec Rien. Il jaillit de Rien lorsque ce Rien se profile sur la toile de fond de l’unique Réalité. Mais il ne faut pas en déduire que l’univers provienne partiellement de l’unique Réalité, ni qu’il en soit un élément. Il provient de Rien et n’est rien. Il semble seulement exister: son existence apparente lui est conférée par l’unique Réalité qui est, pour ainsi dire, derrière Rien. Lorsque Rien s’ajoute à l’unique Réalité, il en résulte l’univers évolutif et varié.

L’unique Réalité qui est infinie et absolue n’en subit aucune modification. Elle est absolue, et en tant que telle, on ne peut rien lui ajouter ni lui retrancher. L’unique Réalité demeure ce qu’elle était, complète et absolue à elle seule ; elle est détachée du panorama de la création, jaillie de Rien, avec lequel elle n’a aucun rapport. Ce Rien est comparable à la valeur zéro en mathématiques: à lui seul, zéro n’a aucune valeur positive, mais si on le place à côté d’un autre chiffre, il engendre le multiple. C’est ainsi que l’univers évolutif et varié jaillit de Rien lorsque Rien s’associe à l’unique Réalité.

La division imaginaire entre le moi et l’environnement

Tout le processus de l’évolution est du domaine de l’imagination. Lorsqu’en imagination, l’océan de l’unique Réalité semble s’agiter, surgit alors le monde multiple et varié où les centres de conscience sont distincts les uns des autres. Il s’ensuit une division fondamentale de la vie entre le moi et le non-moi, c’est-à-dire le « je » et son environnement. Puisque le moi limité (portion imaginaire de la totalité réellement indivisible), n’est ni réel ni complet, la conscience ne peut se satisfaire d’une éternelle identification avec lui. Prise d’une incessante agitation, elle se trouve alors contrainte d’essayer de s’identifier avec le non-moi. La partie du non-moi, ou environnement, avec laquelle la conscience réussit à s’identifier, s’intègre au moi en devenant ce qu’on appelle le « mien ». Et la partie du non-moi avec laquelle la conscience ne réussit pas à s’identifier, devient l’environnement irréductible qui crée inévitablement la frontière du moi et s’oppose à lui.

La conscience ne parvient donc pas à mettre fin à la dualité limitatrice, elle ne fait que la transformer. Tant que la conscience demeure sous l’emprise de l’imagination déformante, tous les efforts qu’elle accomplit pour assimiler le non-moi (l’environnement), n’aboutissent pas à la cessation de la dualité initiale, mais à son remplacement par d’innombrables nouvelles formes de cette même dualité. L’acceptation ou le rejet de telle ou telle partie de notre environnement s’exprime soit par le « désir », soit par le « non-désir », créant ainsi l’opposition entre le plaisir et la souffrance, le bien et le mal, etc… Mais ni l’acceptation, ni le rejet ne libèrent de la dualité, et la conscience se met à osciller constamment d’un opposé à l’autre. Cette oscillation entre les pôles opposés est la caractéristique du processus tout entier de l’évolution de l’individu.

Le déterminisme absolu des sanskaras

L’évolution de l’individu limité est entièrement déterminée par les sanskaras accumulés à travers les âges, et bien que tout ne soit qu’imagination, le déterminisme n’est pas moins rigoureux et automatique. Chaque action, chaque expérience, si éphémère soit-elle, laisse derrière elle une impression sur le corps mental. Cette impression est une modification objective du corps mental : et comme le corps mental demeure le même pendant plusieurs vies, les impressions accumulées par l’individu peuvent aussi persister durant plusieurs vies. Lorsque les sanskaras ainsi accumulés commencent à s’exprimer (au lieu de rester à l’état latent dans le corps mental), ils sont ressentis comme des désirs, c’est-à-dire qu’ils deviennent subjectifs. Les sanskaras ont donc deux aspects, l’un objectif et l’autre subjectif : le premier est un état passif et latent, le second est un état de manifestation.

Au cours de la phase active, les sanskaras accumulés déterminent chaque expérience et chaque action du moi limité. De même qu’au cinéma, une série de plusieurs vues est nécessaire pour qu’apparaisse à l’écran une action, si brève soit-elle, de même de nombreux sanskaras doivent souvent s’associer pour déterminer une seule action. Lorsqu’ils s’expriment et se réalisent ainsi dans l’expérience, on dit des sanskaras qu’ils se « dépensent ». Les sanskaras légers se dépensent mentalement ; les sanskaras plus forts se dépensent de manière subtile sous la forme de désirs et d’expériences imaginaires ; et les sanskaras très puissants se dépensent physiquement en s’exprimant par l’action physique. Les sanskaras se dépensent ainsi continuellement, mais ce processus ne libère pas pour autant l’homme de leur emprise, car non seulement les actions nouvelles créent inévitablement de nouveaux sanskaras, mais le fait même de dépenser des sanskaras en crée aussi de nouveaux. Le poids des sanskaras augmente donc sans cesse et l’individu se sent impuissant à se défaire de ce fardeau.

L’équilibre par oscillation

Les sanskaras déposés par un certain type d’actions et d’expériences prédisposent le mental à répéter des actions et des expériences du même ordre. Mais au bout d’un certain temps, il se produit une réaction naturelle qui arrête et contrecarre cette tendance en la renversant dans la direction diamétralement opposée, ce qui permet l’action des sanskaras opposés. Les deux opposés font très souvent partie d’une même suite dans l’imagination. Un homme peut, par exemple, être d’abord un écrivain célèbre, riche, marié et jouissant de toutes les choses agréables de la vie ; il peut ensuite, au cours de la même vie, perdre sa célébrité, sa richesse, sa famille, et toutes les choses agréables de la vie. Il arrive parfois qu’une seule suite dans l’imagination ne contienne pas les deux opposés pendant la même vie. Tel serait le cas par exemple d’un homme qui, toute sa vie durant, aurait été un puissant roi, victorieux dans toutes les batailles : il lui faudra compenser cette tendance dans la vie suivante par l’expérience de la défaite ou de quelque chose de similaire, et une autre vie lui sera nécessaire pour compléter cette suite dans l’imagination. Le déterminisme purement psychologique dû aux sanskaras est donc assujetti au plus profond besoin qu’à l’âme de se connaître.

Exemple du meurtre

Supposons qu’une personne tue quelqu’un dans cette vie-ci. Cet acte va déposer en son corps mental les sanskaras du meurtre. Si la conscience était simplement déterminée par la tendance initiale que ces sanskaras ont créée, l’homme continuerait à tuer sans que rien ne l’arrête, chaque meurtre augmentant sa propension à tuer en s’ajoutant aux précédents. Il lui serait impossible d’échapper à ce déterminisme répétitif si la logique même de l’expérience n’y mettait le terme nécessaire : la personne réalise bientôt combien son expérience est incomplète, et se met à rechercher inconsciemment l’équilibre perdu en se tournant vers le pôle opposé.

L’individu qui avait fait l’expérience du meurtre va développer en lui le besoin psychologique d’être tué à son tour, et en acquérir la prédisposition nécessaire. Le fait de tuer lui avait fait connaître un seul aspect de la situation totale où il se trouve impliqué : celui du tueur. L’autre aspect, celui de la victime, demeure pour lui une inconnue qu’il ne peut encore comprendre, mais qui a cependant pénétré la trame de son expérience. Ainsi naît chez l’homme le besoin de compléter son expérience, en s’attirant l’opposé de ce qu’il avait jusqu’à présent vécu personnellement, et la conscience tend alors à satisfaire ce besoin nouveau et impérieux. Celui qui a tué va rapidement développer en lui la prédisposition à être tué à son tour, afin que son expérience personnelle englobe la situation tout entière.

La question qui surgit est alors la suivante : Qui le tuera lors de la vie suivante? Ce pourra être la personne même qu’il avait tuée la vie précédente ; ce pourra également être une tierce personne aux sanskaras similaires. De l’interaction entre les différents êtres humains naissent les liens sanskariques, et lorsqu’un être prend un nouveau corps physique, ce peut être parmi ceux qui ont des sanskaras similaires. Les événements de la vie sont imbriqués entre eux de façon à permettre le libre jeu de la dualité qui évolue.

Depuis l’alternance entre les opposés jusqu’à leur dépassement

Comme la navette du tisserand, le mental de l’homme va d’un extrême à l’autre, développant ainsi la chaîne et la trame de la vie. La meilleure représentation du développement de la vie spirituelle n’est pas la ligne droite, mais un trajet en zigzag. Considérons le rôle joué par les deux rives du fleuve. Sans ces rives les eaux se disperseraient et le fleuve n’atteindrait pas sa destination. Il en est de même pour le flux de la vie qui se dissiperait à l’infini s’il n’était contenu entre les deux pôles des opposés.

La meilleure façon de considérer ces rives du fleuve de la vie est de les voir, non pas comme deux lignes parallèles, mais comme deux lignes convergeant au point de Libération. L’amplitude de l’oscillation diminue au fur et à mesure que l’individu approche du but, pour cesser définitivement lorsque celui-ci est atteint. Ce mouvement ressemble à celui de la poupée dont le centre de gravité est situé en son socle et qui, de ce fait, finit toujours par se stabiliser à la verticale. Lorsqu’on l’incline, elle se met à basculer alternativement d’un côté puis de l’autre, pendant un certain temps, chaque mouvement devenant moins ample que le précédent, pour finalement atteindre l’immobilité. Dans l’évolution cosmique, la fin de l’alternance entre les opposés est le Mahapralaya, et dans l’évolution spirituelle de l’homme individuel, elle est la Libération.

Plans d’involution de la conscience

Le passage de la dualité à la non-dualité n’est pas simplement un changement d’état de conscience. Comme l’une et l’autre sont qualitativement différentes, la différence entre elles est infinie. La première est un état non-divin, la seconde un état Divin. Cette infinie différence constitue l’abîme qui sépare le sixième plan de conscience du septième. Il existe également, entre chacun des six plans inférieurs d’involution de la conscience une sorte de vallée, ou distance. Mais bien que la différence entre chacun d’entre eux soit grande, elle n’est pas infinie, car tous ces plans sont soumis à la bi-polarité[14] de l’expérience limitée, qui se manifeste par l’alternance des opposés.

La différence entre le premier et le deuxième plan, entre le deuxième et le troisième, et ainsi de suite jusqu’au sixième, est grande mais elle n’est pas infinie. Il n’est pas un seul de ces six plans de la dualité qui soit réellement plus proche du septième que les autres. La différence qui sépare chacun d’entre eux du septième est infinie au même titre que celle qui sépare le sixième du septième. La progression à travers les six plans reste du domaine de l’imagination, tandis que la réalisation du septième plan est la cessation de l’imagination, et donc l’éveil de l’homme à la conscience de la Vérité.

La progression à travers les plans intérieurs

Bien que la progression à travers les six plans soit illusoire elle ne peut être entièrement évitée. Il faut épuiser complètement l’imagination avant de pouvoir réaliser la Vérité. Quand un Maître Parfait dirige le disciple, il ne lui épargne pas le passage à travers les six plans intérieurs. Il peut les lui faire traverser de deux manières, les yeux ouverts ou voilés. Si le disciple est voilé, il n’est pas conscient des plans qu’il traverse, et les désirs persistent chez lui jusqu’au septième plan ; mais s’il a les yeux ouverts et qu’il est conscient des plans qu’il traverse, les désirs le quittent à partir du cinquième plan. Si le Maître vient accomplir un certain travail, il choisit souvent de conduire ses disciples voilés afin de pouvoir les associer plus activement à son œuvre que s’ils avaient les yeux ouverts.

La traversée des plans est, du début jusqu’à la fin, caractérisée par le « déroulement »[15] des sanskaras. Le déroulement des sanskaras et leur « dépense » sont deux processus tout à fait distincts. Lorsqu’ils se dépensent, les sanskaras deviennent dynamiques et se projettent dans l’action ou l’expérience. Les sanskaras ainsi dépensés se trouvent remplacés par une nouvelle accumulation de sanskaras plus importante encore que la précédente, et le processus de dépense est lui-même source de nouveaux sanskaras : par ce processus, l’homme ne se libère donc pas des sanskaras. Par contre, lorsqu’ils se déroulent, les sanskaras s’affaiblissent et finissent par se consumer dans le feu d’une ardente aspiration vers l’Infini.

La paix de la Réalisation

Cet ardent désir de l’Infini peut être cause d’une extrême souffrance spirituelle. Il n’y a pas de commune mesure entre l’intensité d’une souffrance ordinaire et l’acuité de la souffrance spirituelle de celui qui traverse les plans. La première provient des sanskaras eux-mêmes, tandis que la seconde est l’effet de leur déroulement. Lorsque la souffrance physique atteint son paroxysme, l’homme perd connaissance et se trouve ainsi soulagé mais il n’existe pas de semblable soulagement à la souffrance spirituelle. Celle-ci pourtant ne devient jamais lassante car elle s’accompagne d’une sorte de bonheur.

L’aspiration vers l’Infini croît en force et en intensité jusqu’à atteindre un point culminant après lequel elle s’apaise progressivement. L’apaisement que connaît alors la conscience ne correspond pas à un abandon de son désir ardent de l’Infini : la réalisation de l’Infini demeure son but unique. Cet état où le désir s’apaise, mais persiste à l’état latent, est en fait le prélude à la réalisation de l’Infini. L’ardent désir de l’Infini est l’instrument qui anéantit tous les autres désirs ; il est maintenant prêt à se fondre à son tour dans le calme incommensurable de l’Infini. Avant que l’ardent désir de l’Infini ne soit comblé par la réalisation de cet Infini, la conscience doit passer du sixième au septième plan, de la dualité à la non-dualité. Elle doit cesser d’errer en imagination et entrer dans un état où l’imagination n’est plus.

Le Maître voit la Réalité unique comme seule Réalité, et le Rien simplement comme son ombre. Pour lui le temps s’est fondu dans l’éternité. Ayant réalisé l’aspect intemporel de la Réalité, il est au-delà du temps et contient en son être le commencement et la fin du temps. Il n’est pas touché par les différentes actions et interactions de la multitude qui sont le fait du processus temporel. L’homme ordinaire ne sait rien ni du commencement ni de la fin de la création. Prisonnier du temps, il n’a pas la juste perspective des choses, et les événements du monde qui occupent à ses yeux, le premier plan, le subjuguent complètement. Il aborde chaque chose dans les termes d’un accomplissement, soit possible, soit irréalisable de ses propres sanskaras. Il est donc profondément perturbé par les événements de ce monde. L’univers objectif tout entier lui apparaît comme une limitation inopportune qu’il lui faut dominer ou tolérer.

Le Maître, par contre, est libéré de la dualité et des sanskaras qui en sont la caractéristique. Il est libre de toute limitation. Le trouble et l’agitation de l’univers n’affectent pas son être. Il ne peut attacher aucune importance particulière à l’effervescence du monde, avec ses processus de construction et de destruction. Il a pénétré le sanctuaire de Vérité, demeure de cette signification éternelle, qui n’est que faiblement et partiellement reflétée dans les valeurs fugitives de la création toujours changeante. Son être contient toute existence, et toute l’activité du monde n’est pour lui qu’un simple jeu.

[Photo 13]

Guruprasad, Poona, 1957

Le vrai karma-yoga

Le vrai karma-yoga (ou vie d’action parfaite) implique un ajustement adéquat entre l’aspect spirituel et l’aspect matériel de la vie. Dans ce type de vie, la conscience ne peut ni être enchaînée par les choses terrestres et matérielles, ni s’évader de l’existence quotidienne. Le mental ne se laisse pas plus submerger par la vie matérielle aux désirs insatiables, qu’il ne se laisse aller à la béatitude spirituelle. Il sait faire face aux problèmes de la vie et les aborder du point de vue de la compréhension spirituelle.

La matière, instrument malléable au service de l’esprit

On ne parvient pas à cet ajustement adéquat entre les aspects spirituel et matériel de la vie en donnant une importance égale à chacun. Il ne s’agit pas de prendre une certaine quantité de matériel et une certaine quantité de spirituel, puis de s’efforcer d’équilibrer les deux. L’esprit doit avoir et aura toujours une inviolable primauté sur la matière : cette primauté ne se manifeste pas en évitant ou en rejetant la matière, mais plutôt en l’utilisant comme le véhicule adapté à l’expression de l’esprit. Pour que l’ajustement soit intelligent, la matière doit jouer le rôle d’un instrument malléable au service de la manifestation de l’esprit, et ne doit en aucune façon se mettre en avant. Un instrument de musique n’a de valeur que s’il donne libre cours au chant du musicien ; sinon il devient un obstacle. De même, la matière n’a de valeur que lorsqu’elle permet au flot créatif de la vie de s’exprimer librement et avec justesse ; par contre, si elle le contrarie, elle devient alors une entrave.

La spiritualité requiert la subordination de la matière, et non son rejet

Parce que les désirs du mental sont multiples, la matière a tendance à acquérir de l’importance en soi. Pour l’alcoolique, le vin est tout ; pour l’homme cupide, le plus important est d’amasser de l’argent, et pour le séducteur, la recherche de la jouissance est le but suprême de la vie. Voici quelques exemples qui montrent comment, par le biais d’une variété de désirs du mental, la matière se gonfle d’importance et dénature les manifestations de l’esprit. Pour rendre à l’esprit sa dignité, il ne faut pas rejeter la matière, mais la mettre au service de l’esprit.

Ceci n’est possible que lorsque l’esprit est débarrassé de toute avidité et qu’il est pleinement conscient de son vrai statut. Quand il y est parvenu, l’homme peut posséder des biens matériels sans en être esclave. Selon les besoins du moment, il peut s’en servir comme de moyens au service de la vie de l’esprit, mais ne se laisse ni fasciner ni obséder par eux. Il réalise qu’ils ne sont pas l’essence même de la vie. Il évolue au sein d’un milieu matériel et d’un cadre social, sans chercher à les posséder et, ainsi détaché, il peut en faire le champ d’action de la vie spirituelle.

La liberté de l’esprit s’exprime par sa domination sur la matière

Lorsqu’on parvient à un véritable ajustement entre l’esprit et la matière, toutes les composantes de la vie sans exception peuvent servir à l’expression du divin. Il n’est plus nécessaire de fuir la vie quotidienne et ses enchevêtrements. La liberté de l’esprit que l’on recherche en se coupant du monde et en se retirant dans les grottes ou les montagnes est une liberté négative. Si cette retraite est temporaire et a pour but de digérer les expériences du monde, et favoriser le détachement, sa valeur est certaine. Elle est une halte, permettant de reprendre son souffle dans la course de la vie. Mais quand elle est fondée sur la peur du monde ou le manque de confiance en l’esprit, elle n’est d’aucune utilité à la recherche de la vraie liberté. La liberté réelle est essentiellement positive et doit s’exprimer par une domination sans entrave de l’esprit sur la matière. Ceci est la vraie vie de l’esprit.

La spiritualité embrasse la vie tout entière

La vie de l’esprit est l’expression de l’Infini et, en tant que telle, ne connaît pas de limites artificielles. Il ne faut pas confondre la vraie spiritualité avec un enthousiasme exclusif pour une mode quelconque. Elle n’appartient à aucun « isme ». Rechercher la spiritualité en dehors de la vie, comme si elle n’avait rien à voir avec le monde matériel, est une vaine recherche. Les différentes croyances et différents cultes ont tous tendance à n’exprimer qu’un aspect fragmentaire de la vie, mais la vraie spiritualité englobe toute la vie. L’essence de la spiritualité n’est pas un intérêt spécifique ou étroit dirigé vers un fragment imaginé de la vie ; c’est une attitude éclairée envers toutes les diverses situations que la vie nous apporte. Elle embrasse et inclut la vie tout entière. Toutes les choses matérielles de ce monde peuvent être mises au service du jeu divin, et quand elles sont ainsi subordonnées, elles aident l’esprit à s’affirmer.

Le corps n’est pas forcément un obstacle à la vie spirituelle

La valeur des choses matérielles dépend du rôle qu’elles jouent dans la vie de l’esprit. En soi, elles ne sont ni bonnes ni mauvaises. Elles deviennent bonnes ou mauvaises selon qu’elles favorisent ou entravent la manifestation du Divin à travers elles. Prenons par exemple la place du corps physique dans la vie de l’esprit. Il est erroné d’opposer la « chair » à « l’esprit ». Un tel contraste mène presque inévitablement à la condamnation injustifiée du corps. Celui-ci n’est un obstacle à l’accomplissement spirituel que si l’on s’en occupe trop et qu’on lui confère une importance en soi. Il joue correctement son rôle dans la mesure où il est mis au service des buts spirituels.

Le cheval est indispensable au cavalier qui part au combat, mais il peut devenir un handicap s’il ne se plie pas aux ordres de son maître. Il en est de même pour l’esprit qui a besoin d’être vêtu de matière pour entrer en pleine possession de ses propres possibilités, bien que le corps puisse parfois devenir une entrave en refusant de se plier aux nécessités de l’esprit. Quand le corps se soumet, comme il le doit, aux demandes de l’esprit, il devient alors l’instrument qui fait descendre le royaume des cieux sur la terre. Il permet la libre manifestation de la vie divine et, ce faisant, il mérite d’être appelé « le temple de Dieu sur la terre ».

La science, l’art, la politique peuvent servir les buts spirituels

Comme le corps physique et toutes les choses matérielles peuvent être les instruments de la vie de l’esprit, la vraie spiritualité n’a aucune attitude hostile envers eux, mais cherche au contraire, à s’exprimer dans et à travers eux. Ainsi un être parfait ne méprise ni les belles choses, ni les œuvres d’art, ni les conquêtes de la science, ni les réalisations de la politique. Les belles choses peuvent être avilies en devenant l’objet d’un appétit insatiable ou la cause d’un sentiment possessif, jaloux et exclusif ; les œuvres d’art peuvent être souvent utilisées pour satisfaire et accroître l’égoïsme, et bien d’autres faiblesses humaines. Les conquêtes de la science peuvent servir à la destruction mutuelle, comme dans les guerres modernes, et l’enthousiasme politique dénué de perspicacité spirituelle peut perpétuer le chaos social et international. Mais toutes ces choses peuvent aussi être maniées avec justesse et spiritualisées. Les belles choses peuvent devenir source de pureté, de bonheur et d’inspiration ; les œuvres d’art peuvent ennoblir et élever la conscience des hommes. Les conquêtes de la science peuvent soulager l’humanité de souffrance et de handicaps inutiles, et l’action politique peut contribuer à instaurer une véritable fraternité humaine. La vie de l’esprit ne consiste pas à se détourner du monde dans lequel nous vivons, mais à lui redonner son but divin qui consiste à mettre l’amour, la paix, le bonheur, la beauté et la Perfection spirituelle à la portée de chacun.

Détachement ne signifie pas indifférence

Ceux qui veulent vivre la vie de l’esprit doivent vivre dans ce monde de manière détachée, sans pour autant devenir froid et indifférent à son égard. Il ne faut pas prendre le détachement pour un manque d’appréciation. Non seulement il est compatible avec une véritable évaluation des choses, mais il en est la condition nécessaire. Le désir insatiable des choses crée des leurres et fait obstacle à une perception juste. Il nourrit les obsessions et entretient un sentiment de dépendance envers les objets extérieurs. Le détachement favorise la compréhension juste, et facilite la perception de la vraie valeur des choses extérieures, sans que la conscience en devienne dépendante.

Voir les choses comme elles sont, c’est comprendre qu’elles sont chacune un aspect manifesté de la Vie Unique, et percer le voile de leur multiplicité apparente, c’est être délivré d’une obsession tenace pour telle ou telle chose que l’on imaginait isolée ou exclusive. On trouve la vie de l’esprit dans une compréhension globale libre de tout attachement, et une appréciation dégagée de toute sujétion. C’est une vie de liberté absolue dans laquelle l’esprit pénètre la matière et brille à travers elle sans subir aucun préjudice.

La vraie spiritualité englobe tout

Les choses et les événements de cette existence terrestre paraissent étrangers les uns aux autres tant qu’ils ne se laissent pas emporter par la vague déferlante d’une spiritualité qui embrasse tout. Mais une fois que tous les éléments ont trouvé leur juste place dans le schéma de la vie, on se rend compte que chacun d’entre eux participe à la symphonie de la création. Alors, la spiritualité ne nécessite aucune expression séparée ou exclusive. Il n’est pas dégradant pour elle de s’intéresser aux besoins ordinaires des gens qu’ils soient physiques, intellectuels ou émotionnels. La vie de l’esprit est une existence unifiée et intégrale qui n’admet ni exclusivité ni séparation.

L’amour divin est une réponse créative et dynamique

La vie de l’esprit est une manifestation incessante d’amour divin et de compréhension spirituelle, et ces deux aspects de la divinité sont d’une universalité sans restriction et incluent absolument tout. L’amour divin ne requiert donc aucun contexte spécial pour se manifester. Il n’a nul besoin d’attendre quelques rares moments pour pouvoir s’exprimer, ni de rechercher quelque sombre situation à odeur de sainteté. Il trouve son expression dans tout incident et toute situation qui pourraient passer inaperçus d’une personne non-éclairée, parce que trop insignifiants pour mériter son attention.

L’amour humain ordinaire ne s’exprime que dans certaines conditions favorables. Il se manifeste dans certaines situations dont il dépend. Mais l’amour divin jaillit de la source intérieure est indépendant de tout stimulus. Il s’exprime donc même dans des circonstances qui pourraient être considérées comme peu propices par ceux qui n’ont goûté qu’à l’amour humain. S’il existe un manque de bonheur, de beauté ou de bonté en ceux qui entourent un Maître Parfait, ces choses-là même deviennent pour lui l’occasion de les inonder de son amour divin et de les affranchir de leur pauvreté matérielle ou spirituelle. Les réponses quotidiennes qu’il apporte à l’environnement terrestre sont alors l’expression de la divinité créative et dynamique qui se répand et spiritualise tout ce vers quoi il dirige sa pensée.

La compréhension spirituelle ne naît pas d’une imitation aveugle

La compréhension spirituelle qui est l’aspect complémentaire de l’amour divin dans la vie de l’esprit, diffère de la sagesse terrestre qui est la quintessence des conventions du monde. La sagesse spirituelle n’est pas l’acceptation aveugle des voies du monde. Les voies du monde sont presque toujours le résultat collectif des actions de ceux qui ne pensent qu’au domaine matériel. Les gens attachés aux choses de ce monde font la loi pour eux-mêmes et pour ceux qui pensent comme eux. L’obéissance aveugle aux conventions n’est donc pas nécessairement source de sage action. La vie de l’esprit ne peut être une vie d’imitation sans discernement ; elle doit se fonder sur une vraie compréhension des valeurs.

[Photo 14]

Meherabad, mai 1936

« Je ne suis pas venu pour enseigner, mais pour éveiller »

L’amour présent dans tout l’Univers

La vie et l’amour sont inséparables : là où il y a vie, il y a amour. Même la conscience la plus rudimentaire essaye toujours de faire éclater ses limites et de s’unir à d’autres formes, d’une manière ou d’une autre. Bien que chaque forme soit séparée des autres, elles sont toutes en réalité les formes de la même unité de vie. Même dans le monde de l’illusion, le sens latent de cette réalité intérieure se fait indirectement sentir dans l’attraction d’une forme vers une autre.

L’amour dans la nature inanimée

La loi de la gravitation, à laquelle toutes les planètes et les étoiles sont soumises, est à sa façon, un faible reflet de l’amour qui règne dans tout l’univers. Même les forces de répulsion sont en fait des expressions d’amour, car une chose éprouve de la répulsion envers une autre quand elle est attirée plus puissamment par une troisième. La répulsion est la conséquence négative de l’attraction qui, elle, est positive. Les forces de cohésion et d’affinité qui dominent dans la constitution même de la matière sont des expressions positives d’amour. Un exemple frappant d’amour à ce niveau, c’est celui de l’attraction que l’aimant exerce sur le fer. Toutes ces formes d’amour sont du type le moins développé puisqu’elles sont nécessairement conditionnées par la conscience rudimentaire où elles apparaissent.

L’amour dans le monde animal

Dans le monde animal l’amour se manifeste davantage sous la forme d’impulsions conscientes dirigées vers certains objets de l’entourage. Cet amour est instinctif et prend la forme de la satisfaction de divers désirs par l’appropriation des objets en question. Quand un tigre cherche à dévorer une biche, il est très réellement amoureux d’elle. L’attraction sexuelle est une autre forme d’amour à ce niveau. Toutes les expressions d’amour de ce type ont en commun le fait de chercher à satisfaire une impulsion ou un désir du corps au moyen de l’objet de cet amour.

L’amour humain et la raison doivent s’ajuster

L’amour humain s’élève au-dessus de ces formes inférieures d’amour, parce que la conscience de l’homme est pleinement développée. Bien que l’amour humain fasse suite, d’une certaine manière, aux formes d’amour inférieures pré-humaines, il en diffère par le fait qu’il doive se manifester conjointement avec un nouveau facteur, celui de la raison.

Tantôt l’amour humain se manifeste comme une force entièrement séparée de la raison et qui lui est parallèle.

Tantôt il se manifeste comme une force qui se mêle à la raison et entre en conflit avec elle. Enfin, i1 peut s’exprimer comme l’élément d’un tout harmonieux où l’amour et la raison ont trouvé leur équilibre et se sont fondus en une unité intégrale.

Formes inférieures d’amour

L’amour humain est encerclé d’un certain nombre d’obstacles tels que l’amour fou, le désir charnel, l’avidité, la colère et la jalousie. Mais même ces entraves à l’Amour sont soit des formes inférieures d’amour, soit les inévitables conséquences de ces formes inférieures d’amour. L’amour fou, le désir charnel, l’avidité peuvent être considérés comme des formes d’amour inférieures et faussées. Dans l’amour fou, la personne est amoureuse d’un objet sensuel ; dans le désir charnel, elle éprouve une envie de sensations en rapport avec cet objet, et dans l’avidité, elle désire le posséder. Parmi ces trois formes inférieures d’amour, cette dernière a tendance à se propager de l’objet initial aux moyens de l’obtenir. Ainsi certaines personnes deviennent avides d’argent, de pouvoir ou de célébrité, qui peuvent leur servir d’instruments en vue de posséder les différents objets de leurs désirs. La colère et la jalousie naissent lorsque ces formes inférieures d’amour sont contrariées ou en danger de l’être.

Ces formes inférieures d’amour entravent le jaillissement de l’amour pur. Le flot de l’amour ne peut jamais devenir clair et régulier tant qu’il se perd dans ces formes inférieures limitatrices et dénaturées. Ces formes inférieures d’amour sont les ennemies de sa forme la plus haute. Si la conscience est prise dans le rythme de ce qui est inférieur, elle ne peut s’émanciper des ornières qu’elle s’est elle-même créées et i1 lui devient difficile d’en sortir et d’avancer plus loin. Ainsi les formes inférieures d’amour continuent à entraver le développement de la forme la plus élevée, et doivent nécessairement être abandonnées afin de permettre la libre apparition de la forme d’amour la plus haute.

Amour et désir charnel

L’amour diffère aussi du désir charnel. Avec ce dernier, l’être s’en remet à un objet sensuel auquel il se trouve nécessairement subordonné spirituellement, alors que l’amour le met en rapport direct et coordonné avec la réalité qui se trouve derrière la forme. Le désir charnel est quelque chose de lourd alors que l’amour est léger. Le premier s’accompagne d’un rétrécissement de la vie, le second d’une expansion de l’être. En aimant quelqu’un, vous ajoutez une autre vie à la vôtre. Votre vie s’en trouve multipliée et vous vivez pratiquement dans deux centres. Si vous aimez le monde entier, vous vivez par procuration dans le monde entier. Par contre, le désir charnel s’accompagne d’un déclin de la vie et d’un sentiment général de dépendance sans espoir vis-à-vis d’une forme considérée comme autre. Il y a donc dans le désir charnel une accentuation de la séparation et de la souffrance ; en amour, au contraire, il y a un sentiment d’unité et de joie. Le désir charnel c’est la dissipation, l’amour la re-création. Le désir charnel est un ardent appétit des sens, l’amour, une expression de l’esprit. Le désir charnel recherche l’accomplissement alors que l’amour le vit déjà. Dans le désir charnel, il y a excitation, en amour il y a tranquillité.

Amour et avidité

L’amour diffère aussi de l’avidité. Cette dernière est un désir de possession sous toutes ses formes physiques et subtiles. L’avidité cherche à s’approprier des choses matérielles, des personnes et même des abstractions aussi intangibles que la célébrité et le pouvoir. En amour, il est hors de question d’annexer l’autre personne à sa propre vie individuelle ; il y a un épanchement libre et créatif qui vivifie et nourrit l’être de l’aimé, sans que celui qui aime n’attende rien pour lui-même. Il en découle le paradoxe suivant : l’avidité qui recherche l’appropriation d’un objet, mène en fait au résultat inverse, le moi se trouvant sous la domination de l’objet. Au contraire, l’amour dont le but est un don de soi, entraîne une incorporation spirituelle de l’aimé dans l’être même de celui qui aime. Par l’avidité, le moi essaye de posséder l’objet, mais c’est lui-même qui se trouve possédé par l’objet. Par l’amour, le moi s’offre a l’aimé sans réserve, mais dans cet acte même, il découvre qu’il a inclus l’aimé dans son être propre.

L’amour pur éveillé par la grâce

L’amour fou, le désir charnel et l’avidité sont des maladies spirituelles qui empirent souvent sous l’action aggravante des symptômes de la colère et de la jalousie. En opposition totale avec ceci, l’amour pur est l’épanouissement de la Perfection spirituelle. L’amour humain est tellement prisonnier de ces conditions limitatrices que l’apparition spontanée de l’amour pur venant de l’intérieur devient impossibles. Quand un tel amour pur naît dans le cœur de l’aspirant, c’est toujours un don : l’amour pur naît dans le cœur de l’aspirant en réponse à la descente de la grâce venant d’un Maître Parfait. Quand l’amour pur est reçu comme un don du Maître, il se loge dans la conscience de l’aspirant, comme une graine dans un sol propice et, avec le temps, la graine devient plante et la plante devient arbre.

Préparation spirituelle pour recevoir la grâce

La descente de la grâce du Maître est cependant conditionnée par la préparation spirituelle préliminaire de l’aspirant. Celle-ci n’est complète que lorsque l’aspirant a bâti dans son être intérieur quelques attributs divins. Quand une personne évite de dire du mal des autres et pense davantage à leurs bons côtés qu’à leurs mauvais, quand elle met en pratique une tolérance suprême et désire le bien des autres même au prix de son propre bien-être, elle est prête à recevoir la grâce du Maître. L’un des plus grands obstacles à la préparation spirituelle de l’aspirant est l’inquiétude. Quand, à la suite d’un suprême effort, cet obstacle est renversé, la voie est ouverte, permettant la culture des attributs divins qui constituent la préparation spirituelle du disciple. Dès que le disciple est prêt, la grâce du Maître descend, car le Maître, qui est l’océan d’amour divin, est toujours à l’affût de l’âme où sa grâce pourra fructifier.

L’amour pur est très rare

La sorte d’amour que la grâce du Maître éveille est un privilège rare. La mère prête a tout sacrifier et à mourir pour son enfant, le martyr prêt à donner sa vie pour son pays, sont très nobles, mais ils n’ont pas forcément goûté cet amour pur qui naît par la grâce du Maître. Même les yogis qui sont assis dans les grottes ou au sommet des montagnes, complètement absorbés en état de profond samadhi (transe méditative), n’ont pas nécessairement cet amour précieux.

Amour divin et amour humain

L’amour divin est qualitativement différent de l’amour humain. L’amour humain s’adresse aux formes multiples de l’Un alors que l’amour divin s’adresse à l’Un sous ses formes multiples. L’amour humain conduit à d’innombrables complications et enchevêtrements ; l’amour divin mène à l’intégration et à la liberté. Dans l’amour divin les aspects personnels et impersonnels s’équilibrent ; dans l’amour humain ces deux aspects prédominent alternativement. Quand la note personnelle l’emporte, il s’ensuit un aveuglement total à la valeur intrinsèque des autres formes. Quand, dans le sens du devoir par exemple, l’amour est surtout impersonnel, il rend souvent froid, rigide et mécanique. Le sens du devoir vient à l’individu comme une contrainte extérieure s’exerçant sur sa conduite, mais l’amour divin s’accompagne d’une liberté sans frein et d’une spontanéité sans limite. L’amour humain est limité à la fois dans ses aspects personnel et impersonnel ; l’amour divin, par la fusion de ces deux aspects, est infini en essence et en expression.

Dans l’amour divin, l’amant devient un avec l’Aimé

Même l’amour humain le plus élevé est soumis aux limitations de la nature individuelle qui persiste jusqu’au septième plan d’involution de la conscience. L’amour divin naît après la disparition du mental individuel et est libéré des entraves de la nature individuelle. Dans l’amour humain la dualité de l’amant et de l’aimé demeure, mais dans l’amour divin l’amant et l’Aimé ne font plus qu’un. A ce stade, l’aspirant est sorti du domaine de la dualité et est devenu un avec Dieu, car l’Amour Divin est Dieu. Quand l’amant et l’Aimé sont un, c’est la fin et le commencement.

La dynamique de l’amour

L’amour est le reflet de l’unité de Dieu, dans le monde de la dualité. Il constitue l’entière signification de la création. Si l’amour était exclu de la vie, toutes les âmes dans le monde deviendraient complètement extérieures les unes aux autres, et les seuls rapports et contacts possibles dans un monde sans amour seraient superficiels et mécaniques. C’est à cause de l’amour que les contacts et rapports entre les âmes individuelles prennent un sens. C’est l’amour qui donne sens et valeur à tous les événements du monde de la dualité. Mais, alors même que l’amour donne son sens au monde de la dualité, il est en même temps un défi constant à cette même dualité. A mesure que l’amour acquiert de la force, il engendre une turbulence créatrice et devient la force motrice majeure de cette dynamique spirituelle qui finit par redonner à la conscience l’unité originelle de l’Être.

[Photo 15]

Meherazad, 1955

es douleurs de l’enfantement d’un monde nouveau

L’orage mondial

L’orage qui s’est amoncelé de par le monde connaît actuellement sa plus grande explosion1 et, atteignant son point culminant entraînera un désastre universel. Dans la lutte pour le bien-être matériel, tous les griefs ont pris de fantastiques proportions, et les différends qui ont pu opposer les divers intérêts humains se sont intensifiés au point de précipiter le conflit actuel. L’humanité n’a pas réussi à résoudre ses problèmes tant sur le plan social qu’individuel et son échec est évident. L’incapacité qu’ont les hommes à traiter leurs problèmes constructivement et créativement dénote leur tragique manque de compréhension de la nature fondamentale de l’homme et du vrai but de la vie.

Conflit entre les forces de lumière et les forces des ténèbres

Le monde est témoin d’un intense conflit entre les forces de lumière et les forces des ténèbres. Il existe d’une part, des personnes égoïstes qui recherchent leur bonheur aveuglément à travers leur soif de puissance, leur avidité effrénée, et leur haine implacable. Ignorantes du but réel de la vie, elles ont sombré au niveau de culture le plus bas. Elles ensevelissent leur moi le plus élevé sous les décombres de ce qui reste du passé mort. Bornées par leurs conceptions limitées et leurs intérêts d’ordre matériel, elles ont oublié leur destinée divine. Elles ont perdu leur chemin, et leur cœur est dévasté par les ravages dus à la haine et à la rancune. Il existe d’autre part des personnes dont le moi supérieur inhérent se révèle à la faveur des souffrances et des privations qu’elles endurent, et des nobles actes de bravoure et de sacrifice qu’elles accomplissent. La guerre actuelle enseigne à l’homme à être brave, et à être capable de souffrir, de comprendre et de se sacrifier.

Nécessité d’un remède à l’égoïsme

L’humanité est malade d’égoïsme, et elle aura besoin d’un remède à la fois universel dans son application, et énergique par sa nature. L’égoïsme est si profondément enraciné qu’on ne peut l’extraire qu’en l’attaquant de tous cotés. La paix et le bonheur réels naîtront spontanément

lorsque l’on se sera débarrassé de l’égoïsme. La paix et le bonheur qu’engendrent l’amour et le don de soi sont permanents. Même les pires pécheurs peuvent devenir de grands saints, s’ils ont le courage et la sincérité d’accepter une transformation complète et radicale de leur cœur.

L’homme en aura assez de ses envies, de son avidité, de sa haine

Le chaos et la destruction actuels engouffreront le monde entier, mais dans l’avenir tout ceci sera suivi d’une très longue période dépourvue de guerre. Les souffrances et les misères passagères de notre époque auront valu la peine d’être endurées, au regard de la longue période de bonheur qui finira par s’ensuivre. Où le chaos présent conduira-t-il? Comment tout cela finira-t-il? D’une seule et unique façon : l’humanité en aura assez. L’homme en aura assez de vouloir toujours quelque chose, assez de combattre par haine. L’avidité et la haine atteindront une telle intensité que chacun en sera fatigué. On découvrira alors que la seule issue à cette impasse réside dans le don de soi. La seule solution possible sera de cesser de haïr, pour aimer; cesser de vouloir, pour donner; et cesser de dominer, pour servir.

La souffrance engendre la compréhension

Toute grande souffrance éveille une grande compréhension. La souffrance suprême remplit son but et reçoit toute sa signification lorsqu’elle éveille une humanité épuisée, et provoque en elle l’authentique désir d’une compréhension réelle. Une souffrance sans précédent engendre une poussée spirituelle sans précédent. Elle permet de bâtir la vie sur les fondations inébranlables de la Vérité. Il est maintenant grand temps que cette souffrance universelle accélère l’humanité vers le tournant de son histoire spirituelle; grand temps que les souffrances même de notre époque deviennent l’instrument qui amènera une compréhension réelle aux rapports humains; grand temps pour l’humanité de regarder franchement en face les véritables causes de la catastrophe qui l’a submergée. Il est maintenant grand temps de rechercher une nouvelle expérience de la Réalité. Savoir que la vie est réelle et éternelle, c’est hériter d’une impérissable félicité. Il est temps que l’homme fasse cette réalisation en s’unissant à son propre Moi.

Affirmation de la Vérité

En s’unissant à son Être supérieur, l’homme perçoit l’Etre infini dans tous les êtres individuels. Il devient libre parce qu’il dépasse et abandonne les limitations d’une vie dominée par l’ego. L’âme individuelle doit réaliser en pleine conscience son identité avec l’Âme Universelle. L’homme réorientera sa vie à la lumière de cette Vérité éternelle, et il rectifiera son attitude envers son prochain dans la vie quotidienne. Percevoir la valeur spirituelle de l’Unicité, c’est promouvoir une unité et une coopération réelles. La fraternité devient alors le résultat spontané d’une perception vraie. La vie nouvelle qui est fondée sur la compréhension spirituelle est une affirmation de la Vérité. Elle n’est pas du domaine de l’utopie; elle est absolument pratique. L’humanité, qui est actuellement plongée dans le feu de conflits sanglants, apprend au moyen d’une immense douleur, combien instable et vaine est la vie fondée sur des conceptions purement matérielles. L’heure est proche où l’homme dans sa poursuite acharnée du bonheur réel, se mettra à la recherche de sa véritable source.

Recevez l’amour divin par l’intermédiaire du Dieu-Homme

L’heure est aussi venue où l’humanité recherchera ardemment le contact avec la Vérité incarnée sous la forme du Dieu-Homme (Avatar), afin que Celui-ci l’inspire et l’élève à la compréhension spirituelle. Elle acceptera d’être guidée par une autorité divine. Et seul un déversement d’amour divin peut amener un éveil spirituel. En cette époque critique de souffrance universelle, les hommes deviennent prêts à se tourner vers leur Moi Supérieur et à accomplir la volonté de Dieu. L’Amour Divin opérera le miracle suprême : il fera entrer Dieu dans le cœur de l’homme, et l’installera dans un bonheur vrai et durable. Il pourvoira aux aspirations et aux besoins les plus profonds de l’humanité. L’Amour Divin rendra les gens désintéressés et généreux dans leurs rapports mutuels, et apportera la solution ultime à tous les problèmes. La nouvelle fraternité sur terre sera un fait accompli, et les nations seront unies dans une relation faite d’Amour et de Vérité.

C’est pour cet Amour et cette Vérité que j’existe. À l’humanité souffrante, Je dis : espérez. Je suis venu pour vous aider à vous abandonner à la cause de Dieu, et à accepter sa grâce faite d’Amour et de Vérité. Je suis venu pour vous aider à remporter la victoire de toutes les victoires : gagner votre Moi.

Douze façons de me réaliser

1. Désir ardent

Si vous éprouvez pour moi le même désir ardent et la même soif d’union que ceux qu’éprouve pour l’eau une personne exposée depuis des jours au chaud soleil du Sahara, alors vous me réaliserez.

2. Calme mental

Si vous avez le calme d’un lac gelé, là aussi vous me réaliserez.

3. Humilité

Si vous avez l’humilité de la terre que l’on peut modeler sous n’importe quelle forme, alors vous me connaîtrez.

4. Désespoir

Si vous éprouvez le désespoir qui conduirait une personne au suicide et sentez que vous ne pouvez pas vivre sans me voir, alors vous me verrez.

5. Foi

Si vous avez la foi totale que Kalyan avait pour son Maître – convaincu qu’il faisait nuit en plein jour parce que son Maître l’affirmait – alors vous me connaîtrez.

6. Fidélité

Si vous avez la même fidélité que votre souffle qui vous tient compagnie jusqu’à votre dernier jour – sans même que vous vous en rendiez toujours compte, dans le bonheur comme dans le malheur, ne se retournant jamais contre vous – alors vous me connaîtrez.

7. Maîtrise par l’amour

Quand votre amour pour moi vous détournera des appétits de vos sens, alors vous me réaliserez.

8. Service désintéressé

Si vous avez cette qualité de service désintéressé non affecté par les résultats, semblable au soleil qui sert le monde en brillant sur toute la création – sur l’herbe des champs, les oiseaux du ciel, les animaux de la forêt, sur toute l’humanité avec ses pécheurs et ses saints, ses riches et ses pauvres – indifférent à l’attitude que l’on peut avoir envers lui, alors vous me gagnerez.

9. Renoncement

Si vous renoncez pour moi à tout ce qui est physique, mental et spirituel alors vous m’obtiendrez.

10. Obéissance

Si votre obéissance est aussi spontanée, totale et naturelle que la lumière l’est à l’œil ou l’odeur au nez, alors vous viendrez à moi.

11. Abandon

Si vous vous abandonnez à moi de tout votre cœur comme celui qui, souffrant d’insomnie, s’abandonne soudain au sommeil sans peur de se perdre, alors vous m’obtiendrez.

12. Amour

Si vous avez pour moi l’amour que Saint François avait pour Jésus, alors non seulement vous me réaliserez mais vous me plairez.

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[Photo 16]

Poona, 1957

« Ne vous inquiétez pas ; soyez heureux ! »

Pearl Diver

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——–[couillard]——-

Pénétrer l’essence de tout être et de toute signification et exhaler le parfum de cet accomplissement intérieur de manière à guider et enrichir les autres, en exprimant dans le monde des formes, la vérité, l’amour, la pureté et la beauté, tel est le seul jeu qui ait une valeur intrinsèque et absolue. Tous autres événements, incidents et accomplissements ne peuvent avoir par eux-mêmes aucune importance durable.

Alors qu’à Dehra Dun, en Inde, dans le mois de septembre 1953, la « Vie libre ardente » de Meher Baba atteignait son zénith, le 7 de ce mois-là, à la date reconnue de la naissance de Zoroastre, Baba fit l’une de ses plus importantes déclarations. Elle résume en un langage explicite ce que signifie le Dieu-Homme.

Consciemment ou inconsciemment, directement ou indirectement, chacune des créatures, chacun des êtres humains, sous une forme ou une autre, s’évertue à affirmer l’individualité. Mais quand, en fin de compte, l’homme a consciemment l’expérience qu’il est Infini, Éternel et Indivisible, alors il est pleinement conscient de son individualité en tant que Dieu, et il fait ainsi l’expérience de la Connaissance Infinie, de la Puissance Infinie et de la Félicité Infinie. Ainsi l’Homme devient Dieu et on le reconnaît comme Maître Parfait, Sadgourou ou Qutub. Adorer cet Homme, c’est adorer Dieu.

Quand Dieu se manifeste sur terre sous la forme d’un homme et révèle sa Divinité à l’humanité, on le reconnaît comme l’Avatar, le Messie, le Prophète. Ainsi Dieu devient Homme.

Ainsi le Dieu infini, d’âge en âge, à travers tous les cycles, veut, par sa Miséricorde Infinie, accomplir sa Présence parmi l’humanité en s’abaissant au niveau humain sous forme humaine ; mais sa présence physique au sein des hommes n’est pas perçue et on le considère comme un homme ordinaire qui appartient au monde. Toutefois, quand il affirme sa divinité en se proclamant l’Avatar de l’époque, Il est adoré par certains qui L’acceptent comme Dieu ; il est glorifié par quelques-uns qui Le reconnaissent comme Dieu sur terre. Mais invariablement le sort du reste de l’humanité veut qu’elle le rejette, tandis qu’il est physiquement en son sein.

Ainsi Dieu en tant qu’homme se proclame Avatar et se laisse persécuter et torturer, humilier et condamner par l’humanité, pour l’amour de laquelle il s’est abaissé. Par sa très grande humiliation, il rend possible que l’humanité, par le fait même de condamner la manifestation de Dieu comme Avatar, reconnaisse, bien qu’indirectement, l’existence de Dieu, infini et éternel.

L’Avatar est toujours un et le même parce que Dieu est toujours un et le même. Cet Avatar, éternellement un et le même, Se manifeste à nouveau de temps à autre, et dans des cycles différents. Il adopte des formes différentes et des noms différents, et apparaît à des endroits différents pour révéler la vérité sous des aspects différents et dans des langues différentes. Il fait tout cela pour sortir l’humanité de son ignorance et l’aider à se libérer des liens de l’illusion.

Parmi les manifestations de Dieu les plus connues et les plus révérées en tant qu’Avatar, la première est celle de Zarathoustra. Il vint avant Rama, Krishna, Bouddha, Jésus, et Mahomet. Il y a des milliers d’années, il révéla au monde la nature de la vérité, sous forme de trois préceptes fondamentaux : bonnes pensées, bonnes paroles, bonnes actions.

L’Avatar de l’époque développe constamment ces préceptes pour l’humanité d’une façon ou d’une autre et l’amène ainsi peu à peu à la vérité. Mettre en pratique ces préceptes n’est pas si facile qu’il semble, mais n’est cependant pas impossible. Encore qu’accorder sa vie à eux est aussi infiniment difficile que de s’essayer à une mort vivante au sein même de la vie.

Le monde est plein de sadhus, mahatmas, mahapurushas, saints, yogis, et walis. Les rares qui soient authentiques se placent dans une catégorie qui leur est propre, ni au niveau de l’être humain ordinaire, ni au niveau du Très-Haut.

Je ne suis ni un mahatma, ni un mahapurush, ni un sadhu, ni un saint, ni un yogi, ni un wali. À ceux qui viennent à moi dans l’espoir de faire fortune ou de conserver leurs biens, de trouver soulagement à leurs maux, ou de combler leurs ambitions mondaines, à ceux-là je déclare une fois de plus que je ne suis pas un sadhu, un saint, un mahatma, un mahapurush, ou un yogi. Attendre de moi ces choses est s’exposer à la déception totale. Encore que cette déception ne soit qu’apparente, car, finalement, elle est un moyen d’arriver à la transformation complète des désirs terrestres.

Les sadhus, les saints, les yogis, les walis et autres qui sont sur la via media, peuvent accomplir des miracles et le font. Ils donnent ainsi satisfaction aux besoins matériels passagers de ceux qui viennent à eux pour être aidés.

Mais je ne suis pas un sadhu, ni un saint, ni un yogi, ni un mahapurush, ni un wali. Alors que suis-je ? La conclusion naturelle serait que ou bien je suis simplement un être humain quelconque, ou alors je suis le Très-Haut. Je ne peux en tout cas être inclus parmi ceux qui ont le statut intermédiaire de véritables sadhus, saints, yogis, etc…

Si je ne suis qu’un homme quelconque, mes capacités et mes pouvoirs sont limités. Je ne suis pas différent d’un autre être humain. Dans ce cas les gens ne devraient attendre aucune aide surnaturelle de ma part sous forme de miracle ou de direction spirituelle. De même, venir à moi pour voir leurs désirs s’accomplir serait parfaitement absurde.

D’autre part, si je suis au-dessus du niveau de l’être humain ordinaire et très au-dessus du niveau des saints et des yogis, je dois être le Très-Haut. Dans ce cas, me juger avec l’intelligence humaine et venir à moi avec des désirs terrestres relèverait de l’ignorance ou de la folie complètes.

Si je suis le Très-Haut, ma volonté est la loi, mes souhaits gouvernent la loi, et mon amour maintient l’univers. Et alors, vos malheurs apparents et vos souffrances passagères ne sont que l’effet de mon amour qui vous amènera au bien ultime. Donc espérer de moi l’aide pour sortir d’un pas difficile, ou la satisfaction de désirs terrestres serait me demander de faire l’impossible : défaire ce que j’ai établi.

Si vous acceptez Baba comme le Très-Haut avec toute la profondeur de votre foi, il vous convient de mettre votre vie à ses pieds et non plus de solliciter la satisfaction de vos désirs. Non pas seulement cette vie là, mais vos millions de vies, ne représenteraient qu’un maigre sacrifice aux pieds de quelqu’un comme Baba qui est le Très-Haut. Car l’amour sans limites de Baba est l’unique guide sûr qui pourra vous diriger dans les innombrables détours de votre vie passagère.

Je n’ai pas d’obligation envers ceux qui me donnent tout : corps, esprit, biens dans un but intéressé. Et je ne peux tomber dans le piège de ceux qui se donnent à moi parce qu’ils ont compris que pour gagner le trésor éternel de la félicité, ils doivent renoncer aux possessions éphémères. Leur abandon est entaché du désir d’obtenir plus. Ils ne se donnent donc pas complètement.

Tous vous devez savoir que, si je suis le Très-Haut, mon rôle exige que je vous dépouille de tous vos biens et de tous vos besoins, que je détruise tous vos désirs et fasse de vous un être sans désirs ni besoins. C’est ce que je dois faire plutôt que de satisfaire vos désirs. Les sadhus, les saints, les yogis, et les walis, peuvent vous donner ce que vous voulez, mais moi, je supprime vos besoins, je vous délivre des attachements, et je vous libère de l’esclavage de l’ignorance. Je suis celui qui prend ce que vous désirez, non pas celui qui vous le donne.

Les intellectuels ne pourront jamais me comprendre avec leur seul intellect. Il est impossible à l’intellect de me mesurer si je suis le Très-Haut, et mes desseins sont impénétrables à l’esprit humain.

Je ne suis pas touché par ceux qui, par amour pour moi, me révèrent en une admiration béate. Je ne le suis pas non plus par ceux qui me ridiculisent et me montrent du doigt avec mépris. Je ne suis pas non plus ici pour m’entourer de millions d’ouailles. Je suis ici pour les élus qui, dispersés dans la masse, viennent en silence me faire don de tout : leurs corps, leur esprit, et leurs biens.

Bien plus, je suis ici pour ceux qui, ayant tout donné, ne pensent plus jamais à ce qu’ils ont donné. Ils sont à moi, ceux qui sont prêts à renoncer même à la simple pensée de leur renoncement, ceux qui, toujours vigilants au sein de la plus grande agitation, attendent leur tour d’offrir leur vie pour la cause de la liberté sur un simple coup d’œil de ma part. Ceux qui ont le courage indomptable d’affronter avec le sourire les pires calamités, ceux qui ont une foi inébranlable en moi et brûlent d’impatience de répondre à mes moindres désirs au prix de leur bonheur et de leurs commodités, ceux-là en vérité m’aiment réellement.

À mon point de vue, l’athée qui accepte loyalement ses responsabilités terrestres et les assume consciencieusement vaut mieux que celui qui se veut un fervent de Dieu et n’hésite pas à se décharger des responsabilités qui lui sont imparties par la loi divine ; il a recours aux sadhus, aux saints, ou aux yogis pour qu’ils allègent les souffrances qui lui auraient permis d’effectuer sa libération finale.

Avoir l’œil fixé sur les plaisirs de la chair, et attendre de l’autre une étincelle de bonheur éternel représente non seulement l’impossible, mais surtout le comble de l’hypocrisie.

Je ne peux espérer de vous que vous compreniez d’un coup ce que je veux que vous sachiez. J’ai le devoir de vous réveiller de temps en temps à travers les âges et de jeter dans vos esprits limités la semence qui en son temps et bien soignée par vous, germera et donnera le fruit de la connaissance véritable qui vous est réservé par droit de naissance.

Si d’autre part, poussés par votre ignorance, vous persistez à poursuivre votre chemin, personne ne pourra arrêter votre progression. C’est aussi une progression qui, après d’innombrables incarnations, vous amène à réaliser ce que je veux que vous sachiez maintenant.

Éveillez-vous maintenant et n’attendez pas plus longtemps pour échapper à l’emprise de l’illusion et des souffrances que l’on se crée soi-même ; elles ne découlent que de votre ignorance de la fin véritable. Écoutez-moi, et faites des efforts pour vous libérer en remettant l’ignorance à la place qui lui convient. Soyez honnêtes avec vous-mêmes et avec Dieu. On peut tromper ses voisins et même le monde entier, on ne peut échapper au savoir de l’Omniscient. Telle est la loi divine.

Ne me cherchez pas pour vous sortir d’un mauvais pas, mais trouvez-moi pour vous abandonner sincèrement à ma volonté. Ne vous accrochez pas à moi, pour un bonheur terrestre et des commodités éphémères, mais attachez-vous à moi dans la foule et dans la solitude, et sacrifiez à mes pieds votre bonheur et vos commodités. Que mon bonheur soit votre joie, et mes commodités votre repos.

Ne me demandez pas la faveur d’un bon travail. N’ayez que le désir de me servir avec plus de diligence et d’honnêteté, et n’attendez aucune récompense.

Ne me suppliez pas de sauver votre vie ou la vie de ceux qui vous sont chers. Suppliez-moi seulement de vous accepter et de vous permettre d’offrir votre vie pour moi.

N’espérez jamais que je guérisse les maux de votre corps. Implorez-moi plutôt pour que je vous guérisse de votre ignorance.

Ne tendez jamais la main dans l’espoir de recevoir quelque chose de moi. Joignez plutôt vos mains pour me glorifier, car vous êtes venus à moi comme au Très-Haut.

Si je suis le Très-Haut, il n’y a rien d’impossible pour moi. Et pourtant j’ai dit souvent que je ne fais pas de miracles pour satisfaire les besoins des individus car cela ne servirait qu’à les emprisonner encore plus dans le filet de l’existence éphémère. Mais à certains moments, et pour aider à l’élévation spirituelle et au bien-être de l’humanité et de toutes les créatures, je manifeste mon pouvoir infini sous la forme de miracles.

Cependant des individus qui m’aiment et qui ont foi en moi ont eu souvent des expériences miraculeuses que l’on attribue à ma grâce ou nazar. Mais je veux que vous sachiez tous qu’il n’est pas convenable que ceux qui m’aiment attribuent ces expériences miraculeuses à ma condition de Très-Haut. Si je suis le Très-Haut, je suis au-dessus de ce genre d’amusement de maya.

Donc, les expériences miraculeuses décrites par ceux qui m’aiment, ou par ceux qui m’aiment sans le savoir par d’autres voies ne sont que le produit de leur foi solide en moi. Cette foi inébranlable intervient souvent au cours du jeu de maya et produit ainsi ce que l’on appelle des miracles. Ces expériences qui découlent d’une foi solide n’enchaînent pas plus l’individu à l’illusion, au contraire elles finissent par lui être profitables.

Si je suis le Très-Haut, un souhait de ma volonté infinie peut faire que tous et chacun réalisent Dieu en un instant, brisant ainsi les chaînes de l’ignorance de toutes les créatures de la création. Bénie soit la connaissance qui est obtenue de l’expérience de l’ignorance en accord avec la loi divine. Cette connaissance s’obtiendra au milieu de l’ignorance grâce à l’enseignement des Maîtres Parfaits et à l’abandon à la volonté du Très-Haut.

D’âge en âge, quand la flamme de la rectitude vacille, l’Avatar revient pour ranimer la torche de l’amour et de la vérité. Âge après âge, au milieu du bruit et de la fureur de la guerre, de la peur et du chaos, l’Avatar ne cesse de clamer :

« VENEZ TOUS À MOI. »

Et même si la chape de l’illusion fait que cet appel de l’Éternel résonne comme une voix dans le désert, l’écho en subsiste à travers le temps et l’espace et va réveiller de leur lourd sommeil d’ignorance quelques-uns d’abord, puis des millions et des millions.

Au cœur de l’illusion, Voix derrière toutes les voix, elle appelle l’humanité à témoigner de la présence de Dieu parmi les hommes.

Le temps est venu. Je vous le répète, venez tous à moi.

Mon appel réjouit le cœur de ceux qui ont tout enduré patiemment pour l’amour de Dieu et qui n’ont aimé Dieu que pour l’amour de Dieu. Il y en a d’autres qui ont peur et qui tremblent, et qui voudraient fuir ou lui résister. Et d’autres encore sont troublés et n’arrivent pas à comprendre pourquoi le Très-Haut doit faire cet appel à l’humanité.

Malgré les doutes ou les convictions des gens, je reviens comme Avatar à cause de l’infini que je ressens pour chacun et pour tous. Soumis au jugement de l’humanité ignorante, je reviens quand même pour aider l’homme à distinguer le vrai du faux.

Au début, on ne fait pas très attention à l’appel divin car il est étouffé dans les plis du manteau d’infinie et véritable humilité de l’Éternel. Puis grâce à sa force, il augmente de volume jusqu’à être entendu dans d’innombrables cœurs et être reconnu comme la voix de la réalité.

De la force naît l’humilité. La modestie dénonce la faiblesse. Seul celui qui est vraiment grand peut être vraiment humble.

Quand un homme admet sa véritable grandeur en toute connaissance de cette grandeur, il exprime l’humilité. Il a accepte sa grandeur comme parfaitement naturelle, et se contente d’exprimer ce qu’il est, tout comme un homme n’hésiterait pas à admettre qu’il est un homme.

Si un véritable grand homme, qui se sait être véritablement grand, niait sa grandeur, il déprécierait ce qu’il est. La modestie appelle le déguisement, la vraie grandeur n’a pas à se dissimuler.

Mais si un homme parle d’une grandeur qu’il sait très bien ne pas avoir, cet homme est le plus grand des hypocrites.

L’honnête est celui qui, sachant qu’il n’est pas grand, reconnaît avec franchise et fermeté qu’il n’est pas grand.

Beaucoup, qui ne sont pas grands, affichent un air humble, bien qu’ils soient convaincus de leur propre valeur. Ils ne cessent d’exprimer leur humilité, en paroles et en actions et font profession de serviteurs de l’humanité.

Une apparence d’humilité n’est pas la véritable humilité. La véritable humilité émane spontanément et continuellement de la force de ceux qui sont vraiment grands. On ne devient pas humble en proclamant qu’on l’est. Le perroquet peut répéter sans fin « Je suis un homme », cela ne fera pas de lui un homme.

Ne pas posséder la grandeur vaut mieux que de se l’inventer en faisant montre d’humilité.

Ces efforts d’humilité ne démontrent aucune force ; bien plutôt, ils sont l’expression d’une modestie née d’une faiblesse qui est le résultat d’un manque de connaissance de la réalité.

Prenez garde à la la modestie. Sous les dehors de l’humilité, elle entraîne l’homme dans les affres de l’auto-illusion. La modestie alimente l’égoïsme et l’homme se laisse finalement aller à l’orgueil, entraîné par une soi-disant humilité.

La plus grande des grandeurs et la plus grande des humilités vont de pair naturellement et sans effort.

Quand le Plus Grand de tous dit : « Je suis le Plus Grand », ce n’est que l’expression spontanée d’une vérité infaillible. La force de sa grandeur ne réside pas dans la résurrection des morts. mais dans sa profonde humiliation, lorsqu’il Se permet d’être ridiculisé, torturé et crucifié par ceux qui sont faibles de corps et d’esprit. A travers les âges, l’humanité n’a pas été capable de prendre la mesure des profondeurs d’humilité sur lesquelles s’élève la grandeur de l’Avatar. Ils jugent sa divinité par les standards que les religions leur ont fournis. Et même les vrais saints et les sages, qui pourtant ont une certaine connaissance de la vérité, n’ont pas su comprendre la grandeur de l’Avatar quand ils ont été mis en présence de Son humilité réelle.

L’histoire se répète à travers les âges. Dans leur ignorance, leurs limitations, et leur orgueil, hommes et femmes s’érigent en juges du Dieu fait homme qui déclare sa Divinité, et Le condamnent pour avoir énoncé des vérités qu’ils ne peuvent comprendre. Mais Il est indifférent aux injures et aux persécutions, car dans sa véritable compassion, Il comprend ; dans Son expérience de la réalité, Il sait ; et dans sa miséricorde infinie, Il pardonne.

Dieu est tout, Dieu sait tout, Dieu fait tout. Quand l’Avatar proclame qu’il est l’Éternel, c’est Dieu qui proclame sa manifestation sur terre. Quand l’homme parle pour ou contre l’Avatar, c’est Dieu qui parle par sa bouche. C’est Dieu seul qui Se proclame à travers l’Avatar et à travers l’humanité.

Je vous dis, avec toute mon autorité divine, que vous et moi ne sommes pas nous, mais Un. Inconsciemment vous ressentez en vous ma condition d’Avatar. Je ressens consciemment en vous ce que chacun de vous ressent. Ainsi chacun de vous est l’Avatar, dans le sens où chacun et chaque chose est Chacun et Chaque Chose, tout en même temps et pour tout le temps.

Il n’y a rien d’autre que Dieu. Il est la seule réalité et nous sommes tous un dans l’Unicité indivisible de cette réalité absolue.

Quand celui (homme) qui a réalisé Dieu, dit : « Je suis Dieu, vous êtes Dieu, et nous sommes tous Un » et quand il éveille aussi ce sentiment dans Ses différents « moi » enchaînés à l’illusion (l’humanité), il n’est plus question de grands et petits, riches et pauvres, humbles et modestes, bons et mauvais. L’homme est conduit à faire des distinctions illusoires et à classer les résultats par catégories, en raison de son idée erronée de dualité.

J’affirme et je répète dans mon expérience éternelle de la réalité : il n’y a pas de différence entre les riches et les pauvres. Si pourtant se posait encore à moi la question de la différence entre l’abondance et l’indigence, je considérerais comme un véritable pauvre celui qui posséderait des richesses terrestres mais serait privé de la fortune d’aimer Dieu. Je saurais que celui qui n’aurait rien en propre, mais posséderait le trésor de l’amour de Dieu, celui-là serait vraiment riche. Sa pauvreté cause l’envie des rois et elle fait son esclave du Roi des rois.

Aux yeux de Dieu, la seule différence entre les riches et les pauvres est l’intensité et la sincérité de leur désir de Dieu.

Seul l’amour de Dieu peut faire découvrir la fausseté de l’ego, base de la vie éphémère. Seul l’amour de Dieu peut vous apporter la découverte de l’ego illimité, base de l’existence éternelle. L’Ego Divin s’exprime continuellement, mais l’homme aveuglé par le voile de l’ignorance ne sait pas comprendre cet Ego indivisible et l’interprète comme un ego limité et séparé.

Écoutez bien quand je dis, avec mon autorité divine, que l’unicité de la réalité est dans tout et est tout à fait illimitée.

Ainsi, non seulement nous ne sommes qu’un, mais le terme collectif « nous » n’a pas sa place dans l’Unicité infinie et indivisible.

Sortez de votre ignorance et essayez au moins de comprendre que, dans cette Unicité complètement indivisible, il y a non seulement l’Avatar Dieu, mais aussi la fourmi et le moineau, et chacun et vous tous n’êtes que Dieu. La seule différence apparente est dans les états de conscience.

L’Avatar sait que le moineau n’est pas un moineau, alors que le moineau n’en n’a pas conscience. Ignorant de son ignorance, il s’identifie comme moineau.

Ne vivez pas dans l’ignorance. Ne perdez pas votre temps précieux à classer et juger votre prochain, mais apprenez à désirer ardemment l’amour de Dieu. Même au sein de vos activités terrestres ne vivez que pour trouver et réaliser votre véritable identité avec votre Dieu bien-aimé.

Soyez purs et simples, et montrez votre amour pour tous, car tous sont Un. Menez une vie sans hypocrisie, soyez naturels et honnêtes avec vous-mêmes.

L’honnêteté vous préservera de la fausse modestie et vous donnera la force de l’humilité vraie. N’épargnez aucune peine pour aider autrui. Ne cherchez d’autre récompense que le don du divin amour. Aspirez à ce don sincèrement et intensément, et je vous promets au nom de mon honnêteté divine, de vous donner beaucoup plus que ce à quoi vous aspirez.

Je vous donne ma bénédiction pour que l’étincelle de mon amour divin implante dans votre cœur le désir ardent et profond de l’amour de Dieu.

Je n’accorde aucune importance aux croyances, aux dogmes, aux castes, ni à la célébration de cérémonies et de rites religieux. J’insiste par contre, sur l’importance de la compréhension des sept Réalités suivantes :

1. La seule EXISTENCE RÉELLE est l’existence de Dieu, un et unique, qui est le seul Être en chaque être limité.

2. Le seul AMOUR RÉEL est l’amour que l’on éprouve pour cet Infini (Dieu), amour qui éveille le désir intense de voir, de connaître sa Vérité (Dieu) et de s’y unir.

3. Le seul SACRIFICE RÉEL est celui qui, pour atteindre cet amour, consiste à sacrifier toutes choses : corps, mental, position sociale, bien-être, et même la vie.

4. Le seul RENONCEMENT RÉEL est celui par lequel on abandonne toute pensée et tout désir égoïste, tout en remplissant les devoirs de ce monde.

5. La seule CONNAISSANCE RÉELLE est la connaissance que Dieu est aussi bien dans les bons que dans ceux que l’on appelle pécheurs. Cette connaissance exige que vous aidiez chacun pareillement selon les circonstances, sans attendre de bienfait en retour, et que, si vous êtes contraint de prendre part à une querelle, vous agissiez sans la moindre trace d’hostilité ou de haine ; que vous essayiez de rendre les autres heureux avec un sentiment fraternel envers chacun, et que vous ne fassiez de mal à personne en pensée, en parole ou en action, pas même à ceux qui vous font du mal.

6. Le seul CONTRÔLE RÉEL est la discipline des sens qui permet de résister aux désirs inférieurs, et qui seule garantit une pureté absolue de caractère.

7. Le seul ABANDON DE SOI RÉEL est celui où l’équilibre intérieur ne se laisse troubler par aucune circonstance adverse, et où l’individu, au milieu de toutes sortes de difficultés, s’en remet calmement à la volonté de Dieu.

MEHER BABA[16]

[Dessin Mastery in Servitude]

Prière universelle

Cette prière a été dictée par Meher Baba et a été récitée chaque jour par un des mandali (disciples) en sa présence durant les vingt-et-un jours de son « Travail Spécial » (du 13 août au 2 septembre 1953). Un autre des mandali lisait aussi la traduction de la prière en gujarati.

Ô Parvardigar, Le Sauveur et Protecteur de tout !

Tu es sans commencement et sans fin [17] ;

Sans dualité, au-delà de toute comparaison ; et personne ne peut Te mesurer.

Tu es sans couleur, sans expression, sans forme et sans attribut.

Tu es illimité et insondable, au-delà de l’imagination et de la conception ; éternel et impérissable

Tu es indivisible ; et nul ne peut Te voir, qu’avec des yeux divins.

Tu as toujours été, Tu es toujours et Tu seras toujours.

Tu es partout, Tu es dans tout ; et Tu es aussi au-delà de tout lieu et au-delà de toute chose.

Tu es dans le firmament et dans les profondeurs. Tu es manifesté et non manifesté, sur tous les plans et au-delà de tous les plans.

Tu es dans les trois mondes et au-delà des trois mondes.

Tu es imperceptible et indépendant.

Tu es le Créateur, le Seigneur des Seigneurs, Celui qui connaît l’esprit et le cœur de chacun ; Tu es omnipotent et omniprésent.

Tu es Connaissance Infinie, Puissance Infinie et Félicité Infinie.

Tu es l’Océan de Connaissance, Toute Connaissance, Infinie Connaissance ; Celui qui connaît le passé, le présent et l’avenir ; et Tu es la Connaissance elle-même.

Tu es toute miséricorde et éternellement bienveillant.

Tu es l’Âme des âmes, l’Unique aux attributs infinis.

Tu es la trinité de Vérité, de Connaissance et de Félicité.

Tu es la Source de Vérité, l’Océan d’Amour.

Tu es l’Ancien, le Plus Haut des Hauts ; Tu es Prabhou et Parameshwar ; Tu es Dieu Au-delà et Dieu Au-delà de l’Au-delà aussi ; Tu es Parabrahma, Allah, Ilahi, Yezdan, Ahouramazda, et Dieu le Bien-Aimé.

On Te nomme Izad, le Seul digne d’être adoré.

[Photo 17]

Guruprasad, Poona, Darshan de 1965

La manière la plus pratique d’aimer Dieu est d’aimer les autres êtres humains. Si nous éprouvons pour les autres les mêmes sentiments que nous avons pour ceux qui nous sont chers, nous aimons Dieu.

Si, au lieu de voir les défauts des autres, nous regardons en nous-mêmes, nous aimons Dieu.

Si, au lieu de prendre aux autres pour nous servir, nous nous privons pour aider les autres, nous aimons Dieu.

Si nous souffrons de la souffrance des autres et sommes heureux de leur bonheur, nous aimons Dieu.

Si, au lieu de nous faire du souci au sujet de nos propres infortunes, nous nous considérons plus chanceux que beaucoup d’autres, nous aimons Dieu.

Si nous endurons notre sort avec patience et contentement, en l’acceptant comme étant sa Volonté, nous aimons Dieu.

Si nous comprenons et ressentons que le plus grand acte de dévotion et d’adoration envers Dieu est de ne faire de mal, ni de causer de tort, à aucune de Ses créatures, nous aimons Dieu.

Pour aimer Dieu comme Il devrait être aimé, nous devons vivre pour Dieu et mourir pour Dieu, sachant que le but de la vie est d’aimer Dieu, et de le trouver en soi car il est notre être même.

à propos

de l’Avatar Meher Baba

De nombreux ouvrages ont été consacrés à la vie et l’œuvre de l’Avatar Meher Baba. Plusieurs de ces livres sont constitués presque exclusivement de ses propres mots, messages et discours. Parmi ceux-ci, les trois livres suivants méritent une attention particulière :

Dieu parle (Meher Baba)

Ce livre unique en son genre, sous-titré « Le thème de la Création et son but », traite exclusivement de la mécanique de l’univers et comment la conscience se développe à travers les stades de l’évolution, de la réincarnation et enfin de l’involution (le Chemin Spirituel). C’est une méditation par la lecture qui mène à une profonde compréhension intuitive du sens caché derrière les innombrables formes et créatures dans le monde. Le livre explique les différents plans de conscience en détail, décrivant les expériences que fait le chercheur tandis qu’il emprunte le Chemin vers l’Union avec Dieu (Conscience Infinie). Il explique la nature et les types de miracles, les quatre types de Libération, des détails concernant la hiérarchie spirituelle et d’innombrables autres sujets, tout en liant entre elles les terminologies spirituelles du soufisme, du vedanta et du mysticisme Occidental. Surtout, le livre montre clairement les différences en pouvoir et en autorité entre les différentes sortes d’enseignants et de maîtres : les yogis, les saints, les Maîtres Parfaits et l’Avatar. C’est un livre incomparable.

Discours (Meher Baba)

Ces discours originaux ont été donnés par Meher Baba à ses premiers proches disciples. Ils traitent, dans un langage simple, des détails pratiques du progrès sur le Chemin Spirituel. Le meilleur moyen d’illustrer l’étendue incroyable et la profondeur de ce livre est de montrer quelques exemples de titres de chapitre : « La dynamique de l’avancement spirituel », « Parvenir à la Connaissance de Soi », « La réincarnation et le karma » (en 7 parties), « Maya » (en 6 parties), « La nature de l’ego et son annihilation » (en trois parties), « Violence et non-violence », « Le problème de la sexualité », « Les étapes du Chemin spirituel », « La place de l’occultisme dans la vie spirituelle » (en trois parties), « les différents types de méditation » (en huit parties), « Qualités nécessaires à l’aspirant » (en quatre (six ?) parties[18] ), « Le cercle », « La tâche des ouvriers spirituels » et « Dieu, Amour infini ».

Le Tout et le Rien (Meher Baba)

Ce volume contient certains des discours de Meher Baba les plus vitaux et profonds. Ponctués de fréquents traits d’humour et de touches du Maître Poète, Baba souligne ici l’essence de la spiritualité par des paraboles riches, des anecdotes et de vibrantes nouvelles images. Voici certains titres du livre, en plus de « I am the Song » et « The Pearl Diver » qui ont été reproduits dans ce livre : « TITRES ».

Pour plus d’information et un catalogue de publications par et à propos de l’Avatar Meher Baba, veuillez contacter :

Meher Baba Information/AAMB

Adresse postale

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ou

visitez le site www.MeherBabaInformation.org

www.meherbaba.fr

Des livres, de l’information et d’autres produits concernant Meher Baba peuvent être également disponibles, aux États-Unis et dans le monde entier, dans des librairies locales ou par des groupes et des centres consacrés à l’Avatar Meher Baba. Voici quelques autres sites d’information :

Avatar Meher Baba Trust/Bibliothèque en ligne

(www.ambppct.org)

Beloved Archives (www.belovedarchives.org)

Sheriar Foundation Books (www.sheriarbooks.org)

Le site « Avatar Meher Baba »

(www.AvatarMeherBaba.org)

The Love Street Bookstore/Los Angeles

(www.lovestreetbookstore.com N’EXISTE PLUS ? Mettre à jour)

Pour de l’information concernant la visite des lieux principaux de pèlerinage en lien avec l’Avatar Meher Baba, y compris sa Tombe-Sanctuaire (Samadhi) et sa maison à Meherabad et Meherazad en Inde, veuillez écrire directement à un des centres suivants ou rendez-vous sur leurs sites web :

Avatar Meher Baba Trust

King’s Road 5Post Bag 31)

Ahmednagar, Maharastra State

Inde 414 001

(www.ambppct.org)

Meher Spiritual Center

10 200 Highway 17 North

Myrtle Beach, South Carolina 29 577

États-Unis d’Amérique

(www.mehercenter.org)

Avatar’s Abode

Meher Road

Woombye, Queensland 4559

Australie

(www.avatarsabode.com.au)

Meher Baba Association

The London Meher Baba Centre

228 Hammersmith Grove, Flat 1

Londres, Royaume-Uni W6 7HG

(www.meherbaba.co.uk)

Meher Mount

9902 Sulphur Mountain Road

Ojai, California 93923

États-Unis d’Amérique

(www.mehermount.com)

[Dessin Mastery in Servitude]

« Je fus Rama, je fus Krishna, et je fus Celui-ci et Celui-là. Maintenant, je suis Meher Baba, exactement le même Ancien en chair et en os, exactement le même Unique qui est éternellement adoré et négligé, qu’on se rappelle et qu’on oublie toujours. »

« Je suis l’Ancien Éternel dont le passé est adoré et commémoré ; dont le présent est ignoré et oublié ; et dont le futur (Avènement) est toujours anticipé avec grande ferveur et immense désir. »

« Inscrivez ces mots dans votre cœur :

Rien n’est réel sauf Dieu.

Rien ne compte sauf l’amour pour Dieu. »

Ce petit livre fournit une introduction à l’Avatar de l’Époque, Meher Baba. Il offre une esquisse de biographie avec quelques-uns des discours et messages de Meher Baba les plus puissants et substantiels, un petit échantillon de ce qui attend le chercheur qui désire en savoir plus sur cette figure centrale de notre époque. Laissez-vous aller : pour un cœur en quête, ce livre pourrait signifier le commencement d’une « idylle divine » sans nulle pareille.

[1] Meher Baba, le Père compatissant NDT.

[2] Meher Baba, le Compatissant NDT.

[3] pour la version anglaise NDT.

[4] Dieu parle en Français.

[4] Chaque avènement de l’Avatar (c’est-à-dire le Dieu-Homme, le Messie, le Bouddha, le Christ, le Rassoul) est la descente directe de Dieu sur la terre sous forme humaine : c’est le Maître Parfait éternellement vivant. Périodiquement, selon des cycles de 700 à 1400 ans, les cinq Sadgourous de l’époque déclenchent cette descente. Pour de plus amples détails et définitions des termes, consulter Dieu Parle par Meher Baba. — Ed.

[4] Pour de plus amples détails voir le discours Les Cercles de l’Avatar. — Ed.

Revoir pour publication

[2]

Revoir pour publication

ou te r ré fé re nc es  à  l ’A AM B /

Meeting God in Human Form Paperback

September 27th, 2012

mgihfp

BIG NEWS!!!

MEETING GOD IN HUMAN FORM

is now available

in the West

in PAPERBACK!!!

(292 pages):  $18.95 (ISBN 978-0-938914-08-2)

Meeting God in Human Form
by Rick M. Chapman


is NOW available through Meher Baba Information in three  editions:


Paperback (292 pages):    $18.95 (ISBN 978-0-938914-08-2)


Clothbound (292 pages):    $27.95 (ISBN 978-0-938914-07-5)

Clothbound/Slipcase/Oversized—Limited Fundraising Edition
(292 pages, 8-1/2 x 11 inches):    $100.00 postpaid
(ISBN 978-0-938914-09-9) [proceeds go to Meher Baba Information]

To order, please see details below.

Although it has been available in a very limited edition paperback in India since 2010, MEETING GOD IN HUMAN FORM by Rick Chapman will be available in a perfect-bound paperback for the first time in the West by August 15th, 2012.

MEETING GOD IN HUMAN FORM tells the story of a 23-year-old American Harvard graduate making his first “journey to the East.”  He has just received a Fulbright Grant to teach and study in India, and he has determined that the Object of his study will be the Avatar of the Age, Who was alive and actively involved in His “Universal Work” at the time.

The book covers the first 40 days of Rick’s Fulbright year in India, culminating with a meeting with the God-Man in person at Meherazad, on August 15th, 1966, during a period of Meher Baba’s strictest seclusion.  The heart and soul of the book lies in Baba’s profound and concise summation of the very essence of the spiritual quest, a message that was meant not just for Rick but for all Baba-lovers and even all spiritual seekers regardless of their affiliation, for it is a story that Meher Baba instructed Rick to tell around the world.

The First U.S. Paperback Edition of MEETING GOD IN HUMAN FORM is identical to the clothbound edition, containing 292 pages and over fifty photographs and illustrations:  $18.95 plus $5.50 Priority Mail shipping (for 1-2 copies; 3+ copies ship free inside the U.S.—add no postage to your order for three or more copies).  Orders from outside the U.S., please inquire.

(The earlier U.S. First Edition of MEETING GOD IN HUMAN FORM remains in print and available:  it is clothbound with dust jacket, 292 pages, with over fifty photographs and illustrations:  $27.95 plus $5.50 Priority Mail shipping (for 1-2 copies; 3+ copies ship free inside the U.S.—add no postage to your order).  Orders from outside the U.S., please inquire.

(An oversized Special Fundraising Edition, limited to 122 copies—8-1/2 x 11” clothbound with slipcase—is available for $100.00 postpaid, with the proceeds going to Meher Baba Information to support its work of spreading the Message of Avatar Meher Baba.)

Individual orders:  three or more copies of any edition ship for free.

Bookstores, Groups and Centers:  orders of 10 or more copies will receive a standard 40% trade discount, with the requirement that the order be prepaid with insured Priority Mail postage included.  (Special Fundraising Edition not subject to discount.)

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Jai Meher Baba!

MEHER BABA INFORMATION

Meher Baba El Compasivo

September 13th, 2010
Meher Baba
*
El Compasivo
Rick M. Chapman
CONTENIDOS
Prefacio: Una invitación
Parte Uno:
Una Breve Introducción a la Vida y Obra del Avatar Meher Baba Postfacio: ¿Qué sigue?
Parte Dos:
Mensajes y Discursos elegidos del Avatar Meher Baba
El Mensaje Universal
El Avatar
La Nueva Humanidad
El Principio y el Fin de la Creación
La Vida del Espíritu
El Amor
Los Dolores de Parto del Nuevo Orden Mundial
Doce Formas de Realizarme
Yo Soy la Canción
El Buscador de Perlas
El Más Alto de los Altos
El Llamado de Meher Baba
Las Siete Realidades
La Plegaria Universal
Cómo Amar a Dios
Para Mayor Información
Prefacio: Una Invitación
Originalmente escribí el cuadro biográfico que constituye la primera parte de este libro en los primeros años de la década de 1970, como un artículo destinado a ser publicado en la revista Life. Yo había regresado recientemente de la India, y de conocer a Meher Baba en persona allí, y sus mensajes sobre las diferencias entre la experiencia con las drogas psicodélicas y el misticismo real provocaron interés en virtualmente cada rincón en ese momento –en los campus de las facultades, en la radio y en la televisión, y en la prensa escrita. La vida, sin embargo, tiene una mente propia, y Life cerró sus puertas dos semanas después de que el artículo fuera remitido.1
Eventualmente el pretendido artículo se convirtó en un panfleto de presentación -“Meher Baba – El Padre Compasivo”- el que fuera distribuido por años a través de Meher Baba Information, enviado gratis a todos aquellos que, desde todas partes del mundo, preguntaban sobre el más reciente advenimiento del Dios-Hombre. Entonces muchos años después, en 1987, el texto fue revisado y re-publicado como un nuevo folleto de presentación y, con la adición de varios mensajes clave, discursos y fotografías para suplementar el cuadro biográfico, como un libro. Y había un nuevo título: Meher Baba – El Compasivo me golpeó como un modo más verdadero y más apropiado de transmitir el significado más profundo que había detrás del nombre dado al Avatar de esta Era, prestando atención al epíteto de Buda, “El Iluminado”, y perdiendo la más simple traducción del universal “Baba” que hay en la India vernácula.
Por una serie de razones, solamente unas pocas copias del nuevo libro y del folleto llegaron a la India. Esta actual reimpresión en la India, con unas pocas revisiones del texto primigenio, se diseñó para corregir esa omisión y para ofrecer alguna información nueva sobre este Avatar presente tanto en la forma de libro como de folleto. Debido a su extrema brevedad, veo a este libro más que nada como una “invitación” a conocer a Meher Baba –un pequeño cuadro de su vida, su obra y sus mensajes. Una invitación, por su misma naturaleza, es una señal de algo que viene, una muestra de admisión de algún evento o actividad. Del mismo modo, este libro sirve para invitarte a “conocer” a Meher Baba y para tener un anticipo de lo que hay adelante: la oportunidad de enterarse de la vida y la obra del Cristo de esta época, y de descubrir su eterna presencia viviente dentro del corazón anhelante.
La Nueva Humanidad
Plan divino
Como en todos los grandes períodos críticos de la historia humana, la humanidad ahora está pasando a través de los angustiosos dolores de parto del renacimiento espiritual. Las grandes fuerzas de la destrucción están de pie y parecen ser las dominantes en este momento, pero las fuerzas creativas y constructivas que redimirán a la humanidad también están siendo liberadas a través de varios canales. Aunque el trabajo de estas fuerzas de la luz son mayormente silenciosas, éstas están obligadas a traer aquellas transformaciones que harán que el posterior avance de la humanidad sea seguro y estable. Todo esto es parte del Plan Divino, el cual es dar al mundo hambriento y cansado una nueva entrega de la eterna y única Verdad.
Guerra, un síntoma de causas más graves
En el presente, el problema urgente que enfrenta la humanidad es idear maneras y medios de eliminar la competencia, el conflicto y la rivalidad en todas las formas sutiles y materiales que asumen en las variadas esferas de la vida. Las guerras militares son, por supuesto, las fuentes más obvias de caos y destrucción. Sin embargo, las guerras en sí mismas no constituyen el problema central de la humanidad, sino que son más bien los síntomas externos de algo más grave que hay en su raíz. Las guerras y el sufrimiento que traen no pueden ser evitados por la mera propaganda contra la guerra; si deben desaparecer de la historia humana, será necesario abordar su causa fundamental. Aun cuando no se libran guerras militares, los individuos o grupos de individuos están constantemente empeñados en guerras económicas o de otra forma sutil. Las conflagraciones militares, con toda la crueldad que involucran, estallan sólo cuando estas causas subyacentes se agravan.
Egotismo y egoísmo
La causa del caos que se precipita por las guerras, es que la mayor parte de las personas están en las garras de los factores del egotismo y el egoísmo, y expresan su egotismo e interés propio individualmente, como así también colectivamente. Esta es la vida de los valores ilusorios en la cual el hombre está atrapado. Para enfrentar la verdad hay que darse cuenta de que la vida es una, en y a través de sus múltiples manifestaciones. Para tener esta comprensión se debe olvidar el yo limitante en la realización de la unidad de la vida.
Las guerras son innecesarias y absurdas
Con los albores de la verdadera comprensión, el problema de las guerras desaparecería inmediatamente. Las guerras tienen que ser vistas tan claramente como innecesarias y absurdas, que el problema inmediato no sería en tal caso cómo detener las guerras, sino cómo librarlas espiritualmente contra la actitud de la mente responsable de un estado de cosas tan cruel y doloroso. A la luz de la verdad de la unidad de toda la vida, la acción cooperativa y armónica se torna natural e inevitable. Por consiguiente, la labor fundamental ante aquellos que están profundamente preocupados con la reconstrucción de la humanidad, es hacer todo lo posible para disipar la ignorancia espiritual que envuelve a la humanidad.
El Avatar
Consciente o inconscientemente, cada criatura viviente busca una sola cosa. En las formas más bajas de la vida y en los seres humanos menos avanzados, la búsqueda es inconsciente; en los seres humanos avanzados, es consciente. El objeto de la búsqueda es denominado por muchos nombres –felicidad, paz, libertad, verdad, amor, perfección, realización del Yo, realización de Dios, unión con Dios. Esencialmente, es una búsqueda de todos estos, pero de un modo especial. Todos tienen momentos de felicidad, destellos de verdad, efímeras experiencias de unión con Dios; lo que quieren es que sean permanentes. Ellos quieren establecer una realidad permanente en el medio del cambio constante.
Este es un deseo natural, basado fundamentalmente en un recuerdo – nebuloso o claro, de acuerdo a si la evolución del alma individual es baja o alta– de su unidad esencial con Dios. Pues cada cosa viviente manifestación parcial de Dios, condicionada solamente por su carencia de conocimiento de su propia naturaleza verdadera. La totalidad de la evolución, de hecho, es una evolución de la divinidad inconsciente a la divinidad consciente, en la cual Dios Mismo, esencialmente eterno e inmutable, asume una variedad infinita de formas, disfruta una variedad infinita de experiencias, y trasciende una variedad infinita de limitaciones autoimpuestas. La evolución desde el punto de vista del Creador es un deporte divino, el Incondicionado prueba la infinitud de Su conocimiento, poder y dicha absolutos en medio de toda condición. Pero la evolución desde el punto de vista de la criatura, con su conocimiento limitado, su poder limitado y su limitada capacidad de disfrutar la dicha, es una epopeya de alternancias de descanso y lucha, alegría y dolor, amor y odio –hasta que en la persona perfecta, Dios equilibra los pares de opuestos y se trasciende la dualidad.
Mensaje Universal de Meher Baba
Yo no he venido a enseñar, sino a despertar. Comprendan por lo tanto que no establezco preceptos.
A través de la eternidad Yo he establecido principios y preceptos, pero la humanidad los ha ignorado. La incapacidad del hombre para vivir las palabras de Dios hace una burla de la enseñanza del Avatar. En lugar de practicar la compasión que Él enseñó, el hombre ha librado cruzadas en Su nombre. En lugar de vivir la humildad, la pureza y la verdad de Sus palabras, el hombre ha dado paso al odio, a la codicia y a la violencia.
Porque el hombre ha sido sordo a los principios y a los preceptos establecidos por Dios en el pasado, en esta Forma Avatárica presente Yo observo Silencio. Ustedes han pedido y se les han dado bastantes palabras –ahora es tiempo de vivirlas. Para acercarse más y más a Dios tienen que alejarse más y más del “yo”, “mío” y “mí”. Ustedes no tienen que renunciar a nada sino a su propio yo. Esto es así de simple, aunque lo vean como casi imposible. Para ustedes es posible renunciar a su yo limitado por mi Gracia. Yo he venido a liberar esa Gracia.
Repito, no establezco preceptos. Cuando Yo libere la marea de Verdad que he venido a dar, la vida diaria de los hombres será el precepto viviente. Las palabras que no hablado vendrán a la vida en ellos.
Yo me velo a los hombres por su propia cortina de ignorancia, y manifiesto mi Gloria a algunos pocos. Mi Forma Avatárica presente es la última Encarnación de este ciclo de tiempo, por lo que mi Manifestación será la más grande. Cuando Yo rompa mi Silencio, el impacto de mi amor será universal y toda la vida en la Creación lo sabrá, lo sentirá y lo recibirá. Ayudará a cada individuo a liberarse de sus propia esclavitud a su propio modo.Yo soy el Divino Amado que los ama más de lo que jamás podrán amarse a ustedes mismos. La ruptura de mi Silencio los ayudará a ayudarse a conocer su Yo real.
Todo este mundo de confusión y caos era inevitable y nadie tiene la culpa. Lo que tenía que ocurrir ha ocurrido; y lo que tenga que ocurrir ocurrirá. No había y no hay salida excepto mi venida en medio de ustedes. Yo tenía que venir, y he venido. Yo soy el Antiguo.

Meher Baba

*

El Compasivo

Rick M. Chapman

CONTENIDOS

Prefacio: Una invitación

Parte Uno:

Una Breve Introducción a la Vida y Obra del Avatar Meher Baba Postfacio: ¿Qué sigue?

Parte Dos:

Mensajes y Discursos elegidos del Avatar Meher Baba

El Mensaje Universal

El Avatar

La Nueva Humanidad

El Principio y el Fin de la Creación

La Vida del Espíritu

El Amor

Los Dolores de Parto del Nuevo Orden Mundial

Doce Formas de Realizarme

Yo Soy la Canción

El Buscador de Perlas

El Más Alto de los Altos

El Llamado de Meher Baba

Las Siete Realidades

La Plegaria Universal

Cómo Amar a Dios

Para Mayor Información

Prefacio: Una Invitación

Originalmente escribí el cuadro biográfico que constituye la primera parte de este libro en los primeros años de la década de 1970, como un artículo destinado a ser publicado en la revista Life. Yo había regresado recientemente de la India, y de conocer a Meher Baba en persona allí, y sus mensajes sobre las diferencias entre la experiencia con las drogas psicodélicas y el misticismo real provocaron interés en virtualmente cada rincón en ese momento –en los campus de las facultades, en la radio y en la televisión, y en la prensa escrita. La vida, sin embargo, tiene una mente propia, y Life cerró sus puertas dos semanas después de que el artículo fuera remitido.1

Eventualmente el pretendido artículo se convirtó en un panfleto de presentación -“Meher Baba – El Padre Compasivo”- el que fuera distribuido por años a través de Meher Baba Information, enviado gratis a todos aquellos que, desde todas partes del mundo, preguntaban sobre el más reciente advenimiento del Dios-Hombre. Entonces muchos años después, en 1987, el texto fue revisado y re-publicado como un nuevo folleto de presentación y, con la adición de varios mensajes clave, discursos y fotografías para suplementar el cuadro biográfico, como un libro. Y había un nuevo título: Meher Baba – El Compasivo me golpeó como un modo más verdadero y más apropiado de transmitir el significado más profundo que había detrás del nombre dado al Avatar de esta Era, prestando atención al epíteto de Buda, “El Iluminado”, y perdiendo la más simple traducción del universal “Baba” que hay en la India vernácula.

Por una serie de razones, solamente unas pocas copias del nuevo libro y del folleto llegaron a la India. Esta actual reimpresión en la India, con unas pocas revisiones del texto primigenio, se diseñó para corregir esa omisión y para ofrecer alguna información nueva sobre este Avatar presente tanto en la forma de libro como de folleto. Debido a su extrema brevedad, veo a este libro más que nada como una “invitación” a conocer a Meher Baba –un pequeño cuadro de su vida, su obra y sus mensajes. Una invitación, por su misma naturaleza, es una señal de algo que viene, una muestra de admisión de algún evento o actividad. Del mismo modo, este libro sirve para invitarte a “conocer” a Meher Baba y para tener un anticipo de lo que hay adelante: la oportunidad de enterarse de la vida y la obra del Cristo de esta época, y de descubrir su eterna presencia viviente dentro del corazón anhelante.

La Nueva Humanidad

Plan divino

Como en todos los grandes períodos críticos de la historia humana, la humanidad ahora está pasando a través de los angustiosos dolores de parto del renacimiento espiritual. Las grandes fuerzas de la destrucción están de pie y parecen ser las dominantes en este momento, pero las fuerzas creativas y constructivas que redimirán a la humanidad también están siendo liberadas a través de varios canales. Aunque el trabajo de estas fuerzas de la luz son mayormente silenciosas, éstas están obligadas a traer aquellas transformaciones que harán que el posterior avance de la humanidad sea seguro y estable. Todo esto es parte del Plan Divino, el cual es dar al mundo hambriento y cansado una nueva entrega de la eterna y única Verdad.

Guerra, un síntoma de causas más graves

En el presente, el problema urgente que enfrenta la humanidad es idear maneras y medios de eliminar la competencia, el conflicto y la rivalidad en todas las formas sutiles y materiales que asumen en las variadas esferas de la vida. Las guerras militares son, por supuesto, las fuentes más obvias de caos y destrucción. Sin embargo, las guerras en sí mismas no constituyen el problema central de la humanidad, sino que son más bien los síntomas externos de algo más grave que hay en su raíz. Las guerras y el sufrimiento que traen no pueden ser evitados por la mera propaganda contra la guerra; si deben desaparecer de la historia humana, será necesario abordar su causa fundamental. Aun cuando no se libran guerras militares, los individuos o grupos de individuos están constantemente empeñados en guerras económicas o de otra forma sutil. Las conflagraciones militares, con toda la crueldad que involucran, estallan sólo cuando estas causas subyacentes se agravan.

Egotismo y egoísmo

La causa del caos que se precipita por las guerras, es que la mayor parte de las personas están en las garras de los factores del egotismo y el egoísmo, y expresan su egotismo e interés propio individualmente, como así también colectivamente. Esta es la vida de los valores ilusorios en la cual el hombre está atrapado. Para enfrentar la verdad hay que darse cuenta de que la vida es una, en y a través de sus múltiples manifestaciones. Para tener esta comprensión se debe olvidar el yo limitante en la realización de la unidad de la vida.

Las guerras son innecesarias y absurdas

Con los albores de la verdadera comprensión, el problema de las guerras desaparecería inmediatamente. Las guerras tienen que ser vistas tan claramente como innecesarias y absurdas, que el problema inmediato no sería en tal caso cómo detener las guerras, sino cómo librarlas espiritualmente contra la actitud de la mente responsable de un estado de cosas tan cruel y doloroso. A la luz de la verdad de la unidad de toda la vida, la acción cooperativa y armónica se torna natural e inevitable. Por consiguiente, la labor fundamental ante aquellos que están profundamente preocupados con la reconstrucción de la humanidad, es hacer todo lo posible para disipar la ignorancia espiritual que envuelve a la humanidad.

El Avatar

Consciente o inconscientemente, cada criatura viviente busca una sola cosa. En las formas más bajas de la vida y en los seres humanos menos avanzados, la búsqueda es inconsciente; en los seres humanos avanzados, es consciente. El objeto de la búsqueda es denominado por muchos nombres –felicidad, paz, libertad, verdad, amor, perfección, realización del Yo, realización de Dios, unión con Dios. Esencialmente, es una búsqueda de todos estos, pero de un modo especial. Todos tienen momentos de felicidad, destellos de verdad, efímeras experiencias de unión con Dios; lo que quieren es que sean permanentes. Ellos quieren establecer una realidad permanente en el medio del cambio constante.

Este es un deseo natural, basado fundamentalmente en un recuerdo – nebuloso o claro, de acuerdo a si la evolución del alma individual es baja o alta– de su unidad esencial con Dios. Pues cada cosa viviente manifestación parcial de Dios, condicionada solamente por su carencia de conocimiento de su propia naturaleza verdadera. La totalidad de la evolución, de hecho, es una evolución de la divinidad inconsciente a la divinidad consciente, en la cual Dios Mismo, esencialmente eterno e inmutable, asume una variedad infinita de formas, disfruta una variedad infinita de experiencias, y trasciende una variedad infinita de limitaciones autoimpuestas. La evolución desde el punto de vista del Creador es un deporte divino, el Incondicionado prueba la infinitud de Su conocimiento, poder y dicha absolutos en medio de toda condición. Pero la evolución desde el punto de vista de la criatura, con su conocimiento limitado, su poder limitado y su limitada capacidad de disfrutar la dicha, es una epopeya de alternancias de descanso y lucha, alegría y dolor, amor y odio –hasta que en la persona perfecta, Dios equilibra los pares de opuestos y se trasciende la dualidad.

Mensaje Universal de Meher Baba

Yo no he venido a enseñar, sino a despertar. Comprendan por lo tanto que no establezco preceptos.

A través de la eternidad Yo he establecido principios y preceptos, pero la humanidad los ha ignorado. La incapacidad del hombre para vivir las palabras de Dios hace una burla de la enseñanza del Avatar. En lugar de practicar la compasión que Él enseñó, el hombre ha librado cruzadas en Su nombre. En lugar de vivir la humildad, la pureza y la verdad de Sus palabras, el hombre ha dado paso al odio, a la codicia y a la violencia.

Porque el hombre ha sido sordo a los principios y a los preceptos establecidos por Dios en el pasado, en esta Forma Avatárica presente Yo observo Silencio. Ustedes han pedido y se les han dado bastantes palabras –ahora es tiempo de vivirlas. Para acercarse más y más a Dios tienen que alejarse más y más del “yo”, “mío” y “mí”. Ustedes no tienen que renunciar a nada sino a su propio yo. Esto es así de simple, aunque lo vean como casi imposible. Para ustedes es posible renunciar a su yo limitado por mi Gracia. Yo he venido a liberar esa Gracia.

Repito, no establezco preceptos. Cuando Yo libere la marea de Verdad que he venido a dar, la vida diaria de los hombres será el precepto viviente. Las palabras que no hablado vendrán a la vida en ellos.

Yo me velo a los hombres por su propia cortina de ignorancia, y manifiesto mi Gloria a algunos pocos. Mi Forma Avatárica presente es la última Encarnación de este ciclo de tiempo, por lo que mi Manifestación será la más grande. Cuando Yo rompa mi Silencio, el impacto de mi amor será universal y toda la vida en la Creación lo sabrá, lo sentirá y lo recibirá. Ayudará a cada individuo a liberarse de sus propia esclavitud a su propio modo.Yo soy el Divino Amado que los ama más de lo que jamás podrán amarse a ustedes mismos. La ruptura de mi Silencio los ayudará a ayudarse a conocer su Yo real.

Todo este mundo de confusión y caos era inevitable y nadie tiene la culpa. Lo que tenía que ocurrir ha ocurrido; y lo que tenga que ocurrir ocurrirá. No había y no hay salida excepto mi venida en medio de ustedes. Yo tenía que venir, y he venido. Yo soy el Antiguo.

The New Humanity

July 13th, 2010
The New Humanity
AS in all great critical periods of human history, humanity is now going through the agonising travail of spiritual rebirth. Great forces of destruction are afoot and seem to be dominant at the moment, but constructive and creative forces which will redeem humanity are also being released through several channels. Although the working of these forces of light is chiefly silent, they are eventually bound to bring about those transformations which will make the further spiritual advance of humanity safe and steady. It is all a part of the divine plan, which is to give to the hungry and weary world a fresh dispensation of the eternal and only Truth.
At present the urgent problem facing humanity is to devise ways and means of eliminating competition, conflict and rivalry in all the subtle and gross forms which they assume in the various spheres of life. Military wars are, of course, the most obvious sources of chaos and destruction. However, wars in themselves do not constitute the central problem for humanity, but are rather the external symptoms of something graver at their root. Wars and the suffering they bring cannot be completely avoided by mere propaganda against war; if they are to disappear from human history it will be necessary to tackle their root-cause. Even when military wars are not being waged, individuals or groups of individuals are constantly engaged in economic or some other subtle form of warfare. Military wars, with all the cruelty which they involve, arise only when these underground causes are aggravated.
The root-cause of the chaos which precipitates itself in wars is that most persons are in the grip of egoism and selfish considerations, and they express their egoism and self-interest individually as well as collectively. This is the life of illusory values in which men are caught. To face the Truth is to realise that life is one, in and through its manifold manifestations. To have this understanding is to forget the limiting self in the realisation of the unity of life.
With the dawn of true understanding the problem of wars would immediately disappear. Wars have to be so clearly seen as both unnecessary and unreasonable that the immediate problem would not be how to stop wars but to wage them spiritually against the attitude of mind responsible for such a cruel and painful state of things. In the light of the Truth of the unity of all life, co-operative and harmonious action becomes natural and inevitable. Hence, the chief task before those who are deeply concerned with the rebuilding of humanity, is to do their utmost to dispel the spiritual ignorance which envelops humanity.
Wars do not arise merely to secure material adjustment; they are often the product of uncritical identification with narrow interests which through association come to be included in that part of the world which is regarded as “mine.” Material adjustment is only part of the wider problem of establishing spiritual adjustment, but spiritual adjustment requires the elimination of self not only from the material aspects of life but also from those spheres which affect the intellectual, emotional and cultural life of man.
To understand the problem of humanity as merely a problem of bread is to reduce humanity to the level of animality. But even when man sets himself to the limited task of securing purely material adjustment, he can only succeed in this attempt if he has spiritual understanding. Economic adjustment is impossible unless people realise that there can be no planned and co-operative action in economic matters until self-interest gives place to self-giving love. Otherwise, with the best of equipment and efficiency in the material spheres, humanity cannot avoid conflict and insufficiency.
The NEW HUMANITY, which emerges from the travail of present struggle and suffering, will not ignore science or its practical attainments. It is a mistake to look upon science as anti-spiritual. Science is a help or hindrance to spirituality according to the use to which it is put. Just as true art expresses spirituality, so science, when properly handled, can be the expression and fulfillment of the spirit. Scientific truths concerning the physical body and its life in the gross world can become a medium for the soul to know itself; but to serve this purpose they must be properly fitted into the larger spiritual understanding. This includes a steady perception of true and lasting values. In the absence of such spiritual understanding, scientific truths and attainments are liable to be used for mutual destruction and for a life which will tend to strengthen the chains which bind the spirit. All-sided progress of humanity can be assured only if science and religion proceed hand in hand.
The coming civilisation of the New Humanity shall be ensouled not by dry intellectual doctrines, but by living spiritual experience. Spiritual experience has a hold on the deeper truths which are inaccessible to mere intellect; it cannot be born of unaided intellect. Spiritual truth can often be stated and expressed through the intellect, and the intellect surely is of some help for the communication of spiritual experience. But by itself, the intellect is insufficient to enable man to have spiritual experience or to communicate it to others. If two persons have had headaches they can cooperatively examine their experience of headache and make it explicit to themselves through the work of the intellect. If a person has never experienced a headache, no amount of intellectual explanation will suffice for making him understand what a headache is. Intellectual explanation can never be a substitute for spiritual experience; it can at best prepare the ground for it.
Spiritual experience involves more than can be grasped by mere intellect. This is often emphasised by calling it a mystical experience. Mysticism is often regarded as something anti-intellectual, obscure and confused, or impractical and unconnected with experience. In fact, true mysticism is none of these.
There is nothing irrational in true mysticism when it is, as it should be, a vision of Reality. It is a form of perception which is absolutely unclouded, and so practical that it can be lived every moment of life and expressed in everyday duties. Its connection with experience is so deep that, in one sense, it is the final understanding of all experience. When spiritual experience is described as mystical one should not assume that it is something supernatural or entirely beyond the grasp of human consciousness. All that is meant is that it is not accessible to limited human intellect until it transcends its limits and is illumined by direct realisation of the Infinite. Christ pointed out the way to spiritual experience when he said, “Leave all and follow me.” This means that man must leave limitations and establish himself in the infinite life of God. Real spiritual experience involves not only realisation of the soul on higher planes, but also a right attitude towards worldly duties. If it loses its connection with the different phases of life, what we have is a neurotic reaction that is far from being a spiritual experience.
The spiritual experience that is to enliven and energise the New Humanity cannot be a reaction to the stern and uncompromising demands made by the realities of life. Those without the capacity for adjustment to the flow of life have a tendency to recoil from the realities of life and to seek shelter and protection in a self-created fortress of illusions. Such reaction is an attempt to perpetuate one’s separate existence by protecting it from the demands made by life. It can only give a pseudo-solution to the problems of life by providing a false sense of security and self-completeness. It is not even an advance towards the real and lasting solution; on the contrary, it is a side-tracking from the true Path. Man will be dislodged again and again from his illusory shelters by fresh and irresistible waves of life, and will invite upon himself fresh forms of suffering by seeking to protect his separative existence through escape.
Just as a person may seek to hold onto his separative experience through escape, he may also seek to hold it through uncritical identification with forms, ceremonies and rituals or with traditions and conventions. Forms, ceremonies and rituals, traditions and conventions are in most cases fetters to the release of infinite life. If they were a pliant medium for the expression of unlimited life, they would be an asset rather than a handicap for securing the fulfillment of divine life on earth; but they mostly have a tendency to gather prestige and claims in their own right, independently of the life which they might express. When this happens, any attachment to them must eventually lead to a drastic curtailment and restriction of life. The New Humanity will be freed from a life of limitations, allowing unhampered scope for the creative life of the spirit; and it will break the attachment to external forms and learn to subordinate them to the claims of the spirit. The limited life of illusions and false values will then be replaced by unlimited life in the Truth, and the limitations, through which the separative self lives, will wither away at the touch of true understanding.
Just as a person may seek to hold onto his separative existence through escape or identification with external forms, he may seek to hold it through identification with some narrow class, creed, sect or religion, or with the divisions based upon sex. Here the individual may seem to have lost his separative existence through identification with a larger whole. But, in fact, he is often expressing his separative existence through such an identification, which enables him to delight in his feeling of being separate from others who belong to another class, nationality, creed, sect, religion or sex.
Separative existence derives its being and strength by identifying itself with one opposite and contrasting itself with the other. A man may seek to protect his separate existence through identification with one ideology rather than another or with his conception of good as contrasted with his idea of evil. What results from identification with narrow groups or limited ideals is not a real merging of the separative self, but only a semblance of it. A real merging of the limited self in the ocean of universal life involves complete surrender of separative existence in all its forms.
The large mass of humanity is caught up in the clutches of separative and assertive tendencies. For one who is overpowered by the spectacle of these fetters of humanity, there is bound to be nothing but unrelieved despair about its future. One must look deeper into the realities of the day if one is to get a correct perspective on the present distress of humanity. The real possibilities of the New Humanity are hidden to those who look only at the surface of the world-situation, but they exist and only need the spark of spiritual understanding to come into full play and effect. The forces of lust, hate and greed produce incalculable suffering and chaos, but the one redeeming feature about human nature is that even in the midst of disruptive forces there invariably exists some form of love.
Even wars require co-operative functioning, but the scope of this co-operative functioning is artificially restricted by identification with a limited group or ideal. Wars often are carried on by a form of love, but it is a love which has not been understood properly. In order that love should come into its own, it must be untrammeled and unlimited. Love does exist in all phases of human life, but it is latent or is limited and poisoned by personal ambition, racial pride, narrow loyalties and rivalries, and attachment to sex, nationality, sect, caste or religion. If there is to be a resurrection of humanity, the heart of man will have to be unlocked so that a new love is born into it–a love which knows no corruption and is entirely free from individual or collective greed.
The New Humanity will come into existence through a release of love in measureless abundance, and this release of love can come through spiritual awakening brought about by the Masters. Love cannot be born of mere determination; through the exercise of will one can at best be dutiful. Through struggle and effort, one may succeed in assuring that one’s external action is in conformity with one’s concept of what is right; but such action is spiritually barren because it lacks the inward beauty of spontaneous love. Love has to spring spontaneously from within; it is in no way amenable to any form of inner or outer force. Love and coercion can never go together, but while love cannot be forced upon anyone, it can be awakened through love itself. Love is essentially self-communicative; those who do not have it catch it from those who have it. Those who receive love from others cannot be its recipients without giving a response which, in itself, is the nature of love. True love is unconquerable and irresistible. It goes on gathering power and spreading itself until eventually it transforms everyone it touches. Humanity will attain to a new mode of being and life through the free and unhampered interplay of pure love from heart to heart.
When it is recognised that there are no claims greater than the claims of the universal divine life which, without exception, includes everyone and everything, love will not only establish peace, harmony and happiness in social, national and international spheres, but it will shine in its own purity and beauty. Divine love is unassailable to the onslaughts of duality and is an expression of divinity itself. It is through divine love that the New Humanity will tune in with the divine plan. Divine love will not only introduce imperishable sweetness and infinite bliss into personal life, but it will also make possible an era of New Humanity. Through divine love the New Humanity will learn the art of co-operative and harmonious life; it will free itself from the tyranny of dead forms and release the creative life of spiritual wisdom; it will shed all illusions and get established in the Truth; it will enjoy peace and abiding happiness; it will be initiated in the life of Eternity.

AS in all great critical periods of human history, humanity is now going through the agonising travail of spiritual rebirth. Great forces of destruction are afoot and seem to be dominant at the moment, but constructive and creative forces which will redeem humanity are also being released through several channels. Although the working of these forces of light is chiefly silent, they are eventually bound to bring about those transformations which will make the further spiritual advance of humanity safe and steady. It is all a part of the divine plan, which is to give to the hungry and weary world a fresh dispensation of the eternal and only Truth.

At present the urgent problem facing humanity is to devise ways and means of eliminating competition, conflict and rivalry in all the subtle and gross forms which they assume in the various spheres of life. Military wars are, of course, the most obvious sources of chaos and destruction. However, wars in themselves do not constitute the central problem for humanity, but are rather the external symptoms of something graver at their root. Wars and the suffering they bring cannot be completely avoided by mere propaganda against war; if they are to disappear from human history it will be necessary to tackle their root-cause. Even when military wars are not being waged, individuals or groups of individuals are constantly engaged in economic or some other subtle form of warfare. Military wars, with all the cruelty which they involve, arise only when these underground causes are aggravated.

The root-cause of the chaos which precipitates itself in wars is that most persons are in the grip of egoism and selfish considerations, and they express their egoism and self-interest individually as well as collectively. This is the life of illusory values in which men are caught. To face the Truth is to realise that life is one, in and through its manifold manifestations. To have this understanding is to forget the limiting self in the realisation of the unity of life.

With the dawn of true understanding the problem of wars would immediately disappear. Wars have to be so clearly seen as both unnecessary and unreasonable that the immediate problem would not be how to stop wars but to wage them spiritually against the attitude of mind responsible for such a cruel and painful state of things. In the light of the Truth of the unity of all life, co-operative and harmonious action becomes natural and inevitable. Hence, the chief task before those who are deeply concerned with the rebuilding of humanity, is to do their utmost to dispel the spiritual ignorance which envelops humanity.

Wars do not arise merely to secure material adjustment; they are often the product of uncritical identification with narrow interests which through association come to be included in that part of the world which is regarded as “mine.” Material adjustment is only part of the wider problem of establishing spiritual adjustment, but spiritual adjustment requires the elimination of self not only from the material aspects of life but also from those spheres which affect the intellectual, emotional and cultural life of man.

To understand the problem of humanity as merely a problem of bread is to reduce humanity to the level of animality. But even when man sets himself to the limited task of securing purely material adjustment, he can only succeed in this attempt if he has spiritual understanding. Economic adjustment is impossible unless people realise that there can be no planned and co-operative action in economic matters until self-interest gives place to self-giving love. Otherwise, with the best of equipment and efficiency in the material spheres, humanity cannot avoid conflict and insufficiency.

The NEW HUMANITY, which emerges from the travail of present struggle and suffering, will not ignore science or its practical attainments. It is a mistake to look upon science as anti-spiritual. Science is a help or hindrance to spirituality according to the use to which it is put. Just as true art expresses spirituality, so science, when properly handled, can be the expression and fulfillment of the spirit. Scientific truths concerning the physical body and its life in the gross world can become a medium for the soul to know itself; but to serve this purpose they must be properly fitted into the larger spiritual understanding. This includes a steady perception of true and lasting values. In the absence of such spiritual understanding, scientific truths and attainments are liable to be used for mutual destruction and for a life which will tend to strengthen the chains which bind the spirit. All-sided progress of humanity can be assured only if science and religion proceed hand in hand.

The coming civilisation of the New Humanity shall be ensouled not by dry intellectual doctrines, but by living spiritual experience. Spiritual experience has a hold on the deeper truths which are inaccessible to mere intellect; it cannot be born of unaided intellect. Spiritual truth can often be stated and expressed through the intellect, and the intellect surely is of some help for the communication of spiritual experience. But by itself, the intellect is insufficient to enable man to have spiritual experience or to communicate it to others. If two persons have had headaches they can cooperatively examine their experience of headache and make it explicit to themselves through the work of the intellect. If a person has never experienced a headache, no amount of intellectual explanation will suffice for making him understand what a headache is. Intellectual explanation can never be a substitute for spiritual experience; it can at best prepare the ground for it.

Spiritual experience involves more than can be grasped by mere intellect. This is often emphasised by calling it a mystical experience. Mysticism is often regarded as something anti-intellectual, obscure and confused, or impractical and unconnected with experience. In fact, true mysticism is none of these.

There is nothing irrational in true mysticism when it is, as it should be, a vision of Reality. It is a form of perception which is absolutely unclouded, and so practical that it can be lived every moment of life and expressed in everyday duties. Its connection with experience is so deep that, in one sense, it is the final understanding of all experience. When spiritual experience is described as mystical one should not assume that it is something supernatural or entirely beyond the grasp of human consciousness. All that is meant is that it is not accessible to limited human intellect until it transcends its limits and is illumined by direct realisation of the Infinite. Christ pointed out the way to spiritual experience when he said, “Leave all and follow me.” This means that man must leave limitations and establish himself in the infinite life of God. Real spiritual experience involves not only realisation of the soul on higher planes, but also a right attitude towards worldly duties. If it loses its connection with the different phases of life, what we have is a neurotic reaction that is far from being a spiritual experience.

The spiritual experience that is to enliven and energise the New Humanity cannot be a reaction to the stern and uncompromising demands made by the realities of life. Those without the capacity for adjustment to the flow of life have a tendency to recoil from the realities of life and to seek shelter and protection in a self-created fortress of illusions. Such reaction is an attempt to perpetuate one’s separate existence by protecting it from the demands made by life. It can only give a pseudo-solution to the problems of life by providing a false sense of security and self-completeness. It is not even an advance towards the real and lasting solution; on the contrary, it is a side-tracking from the true Path. Man will be dislodged again and again from his illusory shelters by fresh and irresistible waves of life, and will invite upon himself fresh forms of suffering by seeking to protect his separative existence through escape.

Just as a person may seek to hold onto his separative experience through escape, he may also seek to hold it through uncritical identification with forms, ceremonies and rituals or with traditions and conventions. Forms, ceremonies and rituals, traditions and conventions are in most cases fetters to the release of infinite life. If they were a pliant medium for the expression of unlimited life, they would be an asset rather than a handicap for securing the fulfillment of divine life on earth; but they mostly have a tendency to gather prestige and claims in their own right, independently of the life which they might express. When this happens, any attachment to them must eventually lead to a drastic curtailment and restriction of life. The New Humanity will be freed from a life of limitations, allowing unhampered scope for the creative life of the spirit; and it will break the attachment to external forms and learn to subordinate them to the claims of the spirit. The limited life of illusions and false values will then be replaced by unlimited life in the Truth, and the limitations, through which the separative self lives, will wither away at the touch of true understanding.

Just as a person may seek to hold onto his separative existence through escape or identification with external forms, he may seek to hold it through identification with some narrow class, creed, sect or religion, or with the divisions based upon sex. Here the individual may seem to have lost his separative existence through identification with a larger whole. But, in fact, he is often expressing his separative existence through such an identification, which enables him to delight in his feeling of being separate from others who belong to another class, nationality, creed, sect, religion or sex.

Separative existence derives its being and strength by identifying itself with one opposite and contrasting itself with the other. A man may seek to protect his separate existence through identification with one ideology rather than another or with his conception of good as contrasted with his idea of evil. What results from identification with narrow groups or limited ideals is not a real merging of the separative self, but only a semblance of it. A real merging of the limited self in the ocean of universal life involves complete surrender of separative existence in all its forms.

The large mass of humanity is caught up in the clutches of separative and assertive tendencies. For one who is overpowered by the spectacle of these fetters of humanity, there is bound to be nothing but unrelieved despair about its future. One must look deeper into the realities of the day if one is to get a correct perspective on the present distress of humanity. The real possibilities of the New Humanity are hidden to those who look only at the surface of the world-situation, but they exist and only need the spark of spiritual understanding to come into full play and effect. The forces of lust, hate and greed produce incalculable suffering and chaos, but the one redeeming feature about human nature is that even in the midst of disruptive forces there invariably exists some form of love.

Even wars require co-operative functioning, but the scope of this co-operative functioning is artificially restricted by identification with a limited group or ideal. Wars often are carried on by a form of love, but it is a love which has not been understood properly. In order that love should come into its own, it must be untrammeled and unlimited. Love does exist in all phases of human life, but it is latent or is limited and poisoned by personal ambition, racial pride, narrow loyalties and rivalries, and attachment to sex, nationality, sect, caste or religion. If there is to be a resurrection of humanity, the heart of man will have to be unlocked so that a new love is born into it–a love which knows no corruption and is entirely free from individual or collective greed.

The New Humanity will come into existence through a release of love in measureless abundance, and this release of love can come through spiritual awakening brought about by the Masters. Love cannot be born of mere determination; through the exercise of will one can at best be dutiful. Through struggle and effort, one may succeed in assuring that one’s external action is in conformity with one’s concept of what is right; but such action is spiritually barren because it lacks the inward beauty of spontaneous love. Love has to spring spontaneously from within; it is in no way amenable to any form of inner or outer force. Love and coercion can never go together, but while love cannot be forced upon anyone, it can be awakened through love itself. Love is essentially self-communicative; those who do not have it catch it from those who have it. Those who receive love from others cannot be its recipients without giving a response which, in itself, is the nature of love. True love is unconquerable and irresistible. It goes on gathering power and spreading itself until eventually it transforms everyone it touches. Humanity will attain to a new mode of being and life through the free and unhampered interplay of pure love from heart to heart.

When it is recognised that there are no claims greater than the claims of the universal divine life which, without exception, includes everyone and everything, love will not only establish peace, harmony and happiness in social, national and international spheres, but it will shine in its own purity and beauty. Divine love is unassailable to the onslaughts of duality and is an expression of divinity itself. It is through divine love that the New Humanity will tune in with the divine plan. Divine love will not only introduce imperishable sweetness and infinite bliss into personal life, but it will also make possible an era of New Humanity. Through divine love the New Humanity will learn the art of co-operative and harmonious life; it will free itself from the tyranny of dead forms and release the creative life of spiritual wisdom; it will shed all illusions and get established in the Truth; it will enjoy peace and abiding happiness; it will be initiated in the life of Eternity.

Meher Baba — The Compassionate One

October 26th, 2009

Part One

An Introduction to the Life and Work

Of

Avatar Meher Baba

Meher Baba means “The Compassionate One”—it is the name given by a group of early disciples to their Master when, in the early 1920s, signs of his spiritual status first became apparent. To attempt to describe Meher Baba’s life briefly creates a remarkable, if enigmatic, thumbnail sketch. For one thing, countless thousands of people of every major religious tradition recognize him as “God in human form”—the Christ, the Prophet, the Savior, the Messiah of this Age. For another, for most of his life Meher Baba carried out all of his many and varied activities while keeping silence. For the forty-four years from 1925 until he dropped his physical form in 1969—whether training his disciples or working with lepers and the poor; providing free medical care to needy villagers, or giving spiritual instruction to the students of his unique “prem (love) ashram”; working intensely with the spiritually intoxicated “masts” (whom he described as the true lovers of God), or meeting the multitudes who flocked for his darshan (“sight”) whenever he made himself publicly available; whether bringing fresh insight to every aspect of the spiritual quest through discourses and books, or providing individual guidance to followers around the world—throughout these forty-four years, Meher Baba kept silence. Instead of speaking, he relied on other means to give out the messages he wished to convey, but above all he communicated most compellingly through the language of his Love.

“Not only in this incarnation, but every time I come, I stress that love is the remedy.”

Meher Baba has stated explicitly that he is the Ancient One, the Divine Incarnation or ‘God-Man’ whose Advent has been anticipated in many of today’s religious and spiritual traditions. Most commonly in India he his known as the Avatar, a Sanskrit word meaning literally ‘Descent of God.’ Although the doctrines of some religions contend that such Manifestations of God have occurred only once in history, through only one particular God-Man or another, the mystical teachings behind all the great religions of the world indicate that the appearance of the Avatar is far from a once-upon-a-time event. As a natural expression of Infinite Compassion and as an integral part of the Divine Plan, such Incarnations are the periodic revelations of God’s Love and Truth—the same One Reality—on earth. According to Meher Baba, these Avataric appearances unfailingly take place approximately every 700-1400 years, depending upon world circumstances and the spiritual needs of any given Age.

“I was Rama, I was Krishna, and I was this One and I was that One. Now I am Meher Baba—the very same Ancient One in flesh and blood—the very same One who is eternally worshipped and neglected, always remembered and forgotten.

“I am the Eternal Ancient One whose past is worshipped and remembered; whose present is ignored and forgotten; and whose future (Advent) is always anticipated with great fervor and longing.”

In this light, all the great Divine Personalities—Jesus, Buddha, Rama, Krishna, Mohammed and Zoroaster being among the best known—are regarded equally as Avatars; each has been the primary manifestation of God on earth for his respective era, living a perfect life of love and service to demonstrate anew the possibility of its attainment. However much the religions founded upon these Avataric appearances of God may differ as they stand today, Meher Baba holds that in each appearance the God-Man has always taught the same essential Truth:

“God has come again and again in various Forms, has spoken again and again in different words and languages, the same One Truth … The outer life and habits of an Avatar reflect in some degree the habits and customs of the people of that time, and in his teachings he stresses the aspects that call for improvement. In essence, every Avatar embodies the same ideals of life.”

Meher Baba’s message and his appeal extend to people of every background. His followers include Protestants, Catholics and Jews in the West, Hindus, Muslims, Zoroastrians and Buddhists in the East, and even many who have considered themselves agnostics or atheists. In a word, Baba and what he teaches are universal. Although he can certainly be understood within the context of every broad religious tradition, he is nevertheless clear in pointing out that he belongs exclusively to none of them:

“All religions are equal to me. And all castes and creeds are dear to me. But though I appreciate all ‘isms,’ religions and political parties for the many good things they seek to achieve, I do not and cannot belong to any of these ‘isms,’ religions or political parties, for the Absolute Truth, while equally including them, transcends all of them and leaves no room for separative divisions, which are all equally false.”

“I am not come to establish any cult, society, or organization; nor even to establish a new religion. The religion that I shall give teaches the knowledge of the One behind the many. The book that I shall make people read is the book of the heart that holds the key to the mystery of life. I shall bring about a happy blending of the head and the heart. I shall revitalize all religions and cults, and bring them together lie the beads on one string.”

“I am equally approachable to one and all, big and small,
To saints who rise and sinners who fall,
Through all the various Paths that give the Divine Call.
I am approachable alike to saint whom I adore
And to sinner whom I am for,
And equally through Sufism, Vedantism, Christianity,
Or Zoroastrianism and Buddhism, and other ‘isms’ of any kind,
And also directly through no medium of ‘isms’ at all ….”

Meher Baba came from a Zoroastrian family, his parents having previously emigrated from Persia to India. He was born in the city of Poona (later called Pune), a hilly, beautiful center of culture and education in central India, located about a hundred miles east of Bombay (later called Mumbai). His mother had two unusual drams around the time of his birth, one of thousands of people of every race passing before her, awaiting the birth of her child with great anticipation and longing; and another dream of numerous sari-clad Indian women surrounding and worshipping her new-born son. At his birth—on the 25th of February, 1894—he was given the name Merwan Sheriar Irani, the surname indicating that his family was ‘from Iran.’

Merwan’s younger years were not, in most respects, out of the ordinary, yet all noticed that something quite intangible marked him as unique. Interested in poetry and literature—from Shakespeare to the Persian Perfect Master Hafiz—and adept at sports, he shone out as a boy of unusual character and rare attractiveness. Having attended a Roman Catholic high school, young Merwan then entered Deccan College, the most respected in West India. It was in his second year at college, at the age of nineteen, that Merwan had the experience which revealed to him his identity as the Avatar of the Age and inaugurated his spiritual mission in the world.

The unveiling of Merwan’s Godhood came through a kiss on the forehead from an ancient woman, Hazrat Babajan, who lived in Poona and was widely revered as fully enlightened. This white-haired Sadguru (Perfect Master), said to be over 120 years old at the time, was herself a living shrine in the city. Originally from Baluchistan, Babajan had come to Poona over twenty years earlier, eventually settling beneath a particular neem tree on the roadside. There she lived day and night, whatever the weather, receiving the thousands upon thousands of pilgrims, aspirants and ordinary people as well who came from every part of India to sit with her and take her blessing.

One evening as Merwan was cycling by on his way home from the college, Babajan beckoned to him. He got down from his bicycle and walked over and sat with her in silence. At the end of their meeting, the ancient Perfect Master kissed Merwan on the forehead, and he rose and went immediately home. Many years later, Meher Baba described that time as follows: “With just a kiss on the forehead, between the eyebrows, Babajan made me experience thrills of indescribable bliss which continued for about nine months. Then one night she made me realize in a flash the infinite bliss of self-realization (God-realization).”

“I am the Ancient One. When I say I am God, it is not because I have thought about it and concluded that I am God—I know it to be so. Many consider it blasphemy for one to say he is God; but in truth it would be blasphemous for me to say I am not God.”

On various occasions when Merwan visited Babajan in the months that followed, she would point to him and say, “This child of mine will one day shake the world.”

* * * * *

Each time God comes as Avatar, He ‘veils’ His Infinite Consciousness in a purposeful ‘descent’ into a human form chosen and prepared for His Work. The five Perfect Masters of the time are responsible for effecting the ‘descent of God’ (i.e., Reality) into Illusion through this human form; and they are likewise responsible for ‘unveiling’ Him to His own Infinite Consciousness when the time is right for the beginning of His ministry on earth.

Over a period of nearly seven years following Babajan’s momentous kiss, Merwan was drawn to contact four other Masters in India who, like Babajan, had come to be recognized as spiritually perfect. Two of the best known of these Perfect Masters were the venerable old Sai Baba of Shirdi, revered as a Muslim saint, and Upsani Majaraj, a Hindu by birth. At different times in these early years, both of these Sadgurus of the Age publicly acknowledged Merwan to be the Avatar and sent disciples of their own to be with him.

“What I am, what I was and what I will be as the Ancient One is always due to the five Perfect Masters of the Age. During the Avataric periods, the five Perfect Masters make God incarnate as man.

“Sai Baba, Upasni Majaraj, Babajan, Tajuddin Baba and Narayan Maharaj are the five Perfect Masters of this Age for me. Of these five, Upasni Maharaj and Babajan directly played the main roles. Babajan, in less than a millionth of a second, made me realize my Ancient State—that I am God—and in the period of seven years, Upasni Maharaj gave me the knowledge that I am the Avatar, the Ancient One. That is to say, he established me in that State.

“Sai Baba made me assert what I am.
Babajan made me feel what I am.
Upasni Maharaj made me know what I am.

“Babajan gave me Divine Bliss.
Sai Baba gave me Divine Powers.
Upasni Maharaj gave me Divine Knowledge.

“I am Infinite Power, Knowledge and Bliss.
I am the Ancient One, come to redeem the modern world.”

During the seven years following Babajan’s kiss, Merwan came to be known as a Sadguru, or Perfect Master, himself. A number of those who came into Merwan’s acquaintance at this time—Hindus, Muslims and Zoroastrians alike, seekers of God as well as people with no apparent inclination toward spirituality—began to feel drawn to him and take him as their Master. It was these early followers and disciples who first began to refer to Merwan as “Meher Baba,” because for them his childhood name no longer seemed adequate for the one who had emerged as their heart-thawing Sun and their most loving and compassionate Lord.

In 1922, with a large group of dedicated followers, Meher Baba left Poona for Bombay. There he established a unique ashram that was called Manzil-e-Meem, the ‘House of the Master’ where these early disciples were initiated into a period of strict discipline and rigorous training. Baba himself was engrossed day and night in his own intense spiritual activity and took on terrific suffering during this time, as he began to develop the circle of disciples who would serve in his broader work for humanity and for all of creation itself.

“I have to suffer for the whole universe. Unless I suffer for the universe, how can I ask you all to suffer for others?”

“I am in every one and in everything, and My work is for the spiritual awakening of all mankind.”

Within a year Baba shifted his ashram from Bombay to a desolate village near Ahmednagar, about 120 miles away in the heart of the Deccan plateau. At this place he created Meherabad, the site that would serve as headquarters for his work for the next quarter of a century. With the development of this new center of activity, Baba set an ever more strenuous pace for those who followed him. Periodically he set out on walking tours and train journeys covering enormous distances—throughout the surrounding Maharashtra State, throughout western India to Karachi and Quetta (which would later become part of Pakistan), and eventually to Persia. On these trips Baba always traveled incognito, and in various villages and localities he would direct his men to gather the poor or the lepers there, or sometimes both, whom he would bathe and feed and clothe with his own hands. He generally distributed cloth or grain, or on some occasions a sum of money, to each of the needy persons assembled at such times, these being the only circumstances in which Meher Baba ever handled money at all.

Whether they were engaged in hard manual labor in their work at Meherabad or they were accompanying their Master in his travels, his disciples found that Baba demanded more and more from them in the way of endurance and readiness to serve. Many times, following an exhausting day which had begun before dawn and ended after midnight, he would arouse his men after barely two hours’ sleep to indicate that it was time to set out for the next destination. Long journeys on foot, little sleep, scanty and irregular meals—for certain periods this was standard fare for Baba’s close ones.

None exerted and none suffered, however, in comparison with Baba himself. It was he who set the pace, who not only directed the work but who led his disciples in it, often while fasting for weeks at a time, frequently while bearing singular illnesses that he indicated were solely the result of his internal spiritual work with the members of his circle. The varied spectrum of activities that Baba charted out seemed always designed to bear fruit in several directions at once; not only did he bring help and relief and the touch of love to many thousands of individuals, but he also initiated his mandali, as Baba referred to his closest resident disciples, into a life of ever deeper selfless service. As they lived with him and witnessed the unfolding of his work, Meher Baba’s disciples eventually coined a common description for his life, a description that captured the perennial essence of the God-Man’s life on earth: “Mastery in Servitude.”

It is natural that one of the most common questions asked about Meher Baba is why he kept silent. When he first undertook his Silence, on July 10th, 1925, he stated that it was because of the heavy spiritual work that lay ahead for him, indicating a general increase in chaos and conflict in the world. Through the years that followed, Baba gave scores of further hints and explanations about the meaning of his Silence. Several times he cryptically declared that when he breaks his Silence, he will do so by uttering only “One Word.”

“I have come to sow the seed of love in your hearts so that, in spite of all superficial diversity which your life in illusion must experience and endure, the feeling of oneness, through love, is brought about amongst all the nations, creeds, sects and castes of the world.

“In order to bring this about, I am preparing to break my Silence. When I break my Silence, it will not be to fill your ears with spiritual lectures. I shall only speak One Word, and this Word will penetrate the hearts of all men and make even the sinner feel that he is meant to be a saint, while the saint will know that God is in the sinner as much as He is in himself.”

Meher Baba has indicated that the ‘speaking of the Word’ would in actuality be a release of immense spiritual energy and irresistible love, and that all persons and creatures will benefit from it. “… because all forms and words are from this Primal Sound or Original Word and are continuously connected with It and have their life from It, when It is uttered by me It will reverberate in all people and creatures, and all will know that I have broken my Silence and have uttered that Sound or Word.

“The effective force of this Word in individuals and their reactions to It will be in accordance with the magnitude and receptivity of each individual mind.”

“The breaking of my Silence will create a spiritual upheaval, and everyone will feel it in his heart.”

Meher Baba stated repeatedly that he would speak only when the breaking of his Silence would have its most universal impact. His work, he said, “can be compared to the amassing and arranging in a universal heap the accumulated rubbish of man’s ignorance in illusion that enmeshes him in the false and prevents him from realizing his true identify.” Over and over he stressed that the question of when he will release the Word would depend entirely upon the proper timing from his perspective, in that he would wait for the most opportune time for the breaking of his Silence to achieve its desired effect. Baba indicated that such time would coincide with the point at which war and destruction are at their peak around the world, and humanity at its most desperate in its need for the release of this ‘tide of Truth.’

Meher Baba also continually pointed to a strange and difficult time that would precede mankind’s experience of the breaking of his Silence. He referred to a period of ‘humiliation’ that would precede his ‘Manifestation,’ in which the faith and love of his followers would be severely tried and when even his words would appear to go against him. Time and again he stressed that his Manifestation as the Avatar of the Age would be linked to the universal breaking of his Silence, and that this time would not come until the very height of chaos, confusion and conflict in the world.

“When I say that my Manifestation is connected with the breaking of my Silence, people should not expect an outpouring of verbosity. I will utter THE WORD OF WORDS that will irresistibly impart to those who are ready the “I-AM-GOD” state … The Word that I will speak will go the world as from God, not as from a philosopher—it will go straight to its heart.”

At one point Baba even indicated that the preparation for the breaking of his Silence could lead to the dropping of his physical body.

Despite Meher Baba’s verbal silence, he has clearly communicated a great deal. His means of communication varied over the years, but for the most part they revolved around the use of an alphabet board and gestures. The majority of Baba’s discourses on love for God and the various states of consciousness and stages of the spiritual path have been dictated primarily through the use of an alphabet board, letter by letter. In 1954, however, Baba gave up using even the alphabet board, and from then on he relied upon a unique and personal language of gestures for all verbal communications.

Although Meher Baba traveled widely during his lifetime and visited the West on a total of thirteen different occasions, it was not until he spoke out explicitly on the issue of the quest for expanded consciousness through drugs that he began to be known to the public at large. Soon after the first blooming of the psychedelic movement, a number of westerners inquired of Baba about the validity of drug experience, from marijuana to all varieties of so-called ‘consciousness-expanding’ drugs. His statements in reply were disarmingly direct:

“If God can be found through the medium of any drug, God is not worth of being God … No drug, whatever its great promise, can help one to attain the spiritual goal. There is no short-cut to the goal except through the grace of the Perfect Master, and drugs, LSD more than others, give only a semblance of ‘spiritual experience,’ a glimpse of a false reality.… The experience is as far removed from Reality as is a mirage from water. No matter how much one pursues the mirage, one will never reach water, and the search for God through drugs must end in disillusionment.”

As for organized religions, with their time-worn rituals and ceremonies, Baba compares them to the husk surrounding grain, the shell that covers the kernel of true spirituality. “When the mind expresses itself in patterns of formal rites and rigid ceremonies, it is nothing more than an empty echo of the habit of countless generations, performed automatically without ‘heart.’” In reality, according to Baba, God responds only to love. “He does not listen to the language of the mind and its routine meditations, concentrations and thoughts about God. He only listens to the language of the heart and its message of love, which needs no ceremony or show … “

“Love is essentially self-communicative: those who do not have it catch it from those who have it.… No amount of rites, rituals, ceremonies, worship, meditation, penance and remembrance can produce love in themselves. None of these is necessarily a sign of love. On the contrary, those who sigh loudly and weep and wail have yet to experience love. Love sets on fire the one who finds it. At the same time it seals his lips so that no smoke comes out.”

Consequently, Meher Baba has given no rituals or ceremonies, no particular diets or exercises, no fixed form of meditation to his followers. There are no ‘churches,’ no designated teachers. There is no fee. True religion, in Baba’s eyes, is not a card-carrying affair but rather a matter of the heart, a question of the degree to which one lives an honest and loving life. To Baba, the avowed atheist who faithfully carries out his work in the world is far more blest than the man who, claiming to be devoutly religious, shirks his practical everyday responsibilities. “The greatest sin,” he said, “is hypocrisy.”

“Religion, like worship, must be from the heart.”

“True religion consists in developing the attitude of mind which should ultimately result in seeing One Infinite Existence prevailing in the universe;

when one could live in the world and yet be not of it, and at the same time be in harmony with everyone and everything;

when one could see the same divinity in art and science and experience the highest consciousness and indivisible bliss in everyday life.”

“Follow any religion you like, but follow its innermost nucleus.”

“My personal religion is my being the Ancient, Infinite One, and the religion I impart to all is love for God.”

From the late 1920s until the end of his life on earth, Meher Baba turned from one unique phase of activity to another. Most of the 1930s consisted of a period of world travel. During these years Baba journeyed frequently to England, Europe and America, establishing contact with his first close group of Western disciples while working in general to arouse people around the globe to the quest for the experience of their own Infinite Reality.

“The world needs awakening, and not more verbal instructions.”

“My only happiness lies in making people understand, not through mind but through experience, that God alone is the Beloved for whom we exist.”

Toward the end of the thirties and for virtually the entire next decade, Baba turned his attention almost exclusively to his work with the “masts,” spiritually advanced souls who are so intoxicated with their inner experiences of God as to appear to be mad. Despite their often unusual external appearances and behavior, however, Baba described such individuals as true lovers of God, and he worked arduously with certain of his disciples to contact hundreds of them—mostly throughout India and surrounding regions—simultaneously giving each a spiritual boost while coordinating their energies for his own work with humanity, like so many relay stations for the main power house.

Next, beginning on October 16th, 1949, followed the most enigmatic of all the many aspects of Meher Baba’s work, the three years of his ‘New Life.’ In this radical departure not only from his ‘old life’ but also from the normal routine of any established spiritual master, Baba and twenty hand-picked disciple-companions set out to live a life of complete “hopelessness, helplessness and aimlessness.” Having given up all property and all but the barest clothing and possessions, everyone including Baba traveled about India absolutely incognito, without money, begging for their food, carrying out Baba’s instructions often in the face of tremendous exertion and fatigue and living in strict accordance with the “conditions of the New Life” that Baba had laid down. During this period Baba declared that he had accomplished the work of the New Life to his utmost satisfaction, and through it his disciples were introduced to a more demanding—and at the same time freer—way of life than they could ever have imagined:

“This New Life is endless, and even after my physical death it will be kept alive by those who live the life of complete renunciation of falsehood, lies, hatred, anger, greed and lust; and who, to accomplish all this, do no lustful actions, do no harm to anyone, do no backbiting, do not seek material possessions or power, who accept no homage, neither covet honor nor shun disgrace, and fear no one and nothing; by those who rely wholly and solely on God, and who love God purely for the sake of loving; who believe in the lovers of God and in the reality of Manifestation, and yet do not expect any spiritual or material reward; who do not let go the hand of Truth, and who, without being upset by calamities, bravely and wholeheartedly face all hardships with one hundred percent cheerfulness, and give no importance to caste, creed and religious ceremonies.

“This New Life will live by itself eternally, even if there is no one to live it.”

Baba brought the wandering phase of the New Life to a close in 1952, when he once again took up residence at Meherazad, an isolated spot about nine miles outside the town of Ahmednagar, which itself is located about 120 miles or so inland from Bombay. Located adjacent to a unique ‘Seclusion Hill’ where Baba periodically carried out certain aspects of what he referred to as ‘seclusion work’—work that Baba had undertaken during a period of strict isolation from the outside world—Meherazad had been settled by Baba and a few resident disciples prior to the New Life, and it would now serve as his home for the remainder of his life on earth. According to his longstanding instructions, Meherabad—the small settlement fifteen miles away that had served as his earlier headquarters—would eventually become the site of Meher Baba’s Samadhi—that is, his ‘Tomb-Shrine’ or last resting place.

No sooner had his final seclusion work of the New Life come to an end than Baba once again began a period of extensive travel both around the world as well as within India. In April, 1952, came the first of three more trips to the West, and the following month, while traveling across the United States with a groups of his disciples, Baba was severely injured in an automobile accident. The crash occurred near Prague, Oklahoma, near the center of the country, and it grimly fulfilled Baba’s earlier cryptic statements regarding a “personal disaster” that would befall him. He later added that it had been divinely ordained that he must “spill his blood” in America.

A second, equally serious auto accident took place in India about four-and-a-half years later, while Baba was riding from Poona to Satara, at the exact place where he had previously taken his men mandali for a day-long cricket game (Baba had alternately captained both sides, bringing the game to a dead-even draw). In the accident in America, besides numerous other injuries, Baba’s left leg had been broken; and in the subsequent accident in India, his right hip joint was shattered. Yet the crushing effects of these accidents, and the suffering that Baba bore in total silence because of them, seemed only to intensity the power of his love and to underscore his diving authority. Just two months after his second automobile accident, Meher Baba dictated the following words to the close ones who were with him at the time: “Baba got his physical bones broken so as to break the backbone of the material aspect of the machine age (Kali Yuga), while keeping intact its spiritual aspect.”

Prior to his second accident—back in February, 1954, in a remote village in the interior of India—Meher Baba had finally confirmed the open secret of his divinity, and throughout the period punctuated by his accidents, people by tens of thousands were drawn to him as to a magnet. Finally the multitude of his ‘lovers’—Baba’s term for his followers—knew what his closest ones had realized all along: that the lord of their hearts was in truth the Lord of the universe—not a saint or mahatma, not a pir or yogi, not a ‘Friend of God’ or even a Sadguru or Qutub (that is, a Perfect Master), but veritably God Himself in human form. A call of Avatar Meher Baba ki Jai! (“Hail God-Man Meher Baba!”) spread truly like a wildfire throughout the parts of India where he traveled, and over a hundred thousand people would come to see him in a day when he made himself available.

“The true Messiah can arouse the highest ideals in men and touch the hearts of millions.”

“I want you to make me your constant companion. Think of me more than you think of yourself. Your duty is to keep me constantly with you in your thoughts, speech, and action.”

“Inscribe these words upon your heart:

Nothing in real but God.

Nothing matters but love for God.”

“Only those who live the life of love, honesty and self-sacrifice can know me as the Ancient One.”

“Your love for yourself veils me; your love for me unveils me.”

“If you love me as St. Francis loved Jesus, then you will not only realize me, but you will also please me.”

“Surrender to the God-Man, in whom God reveals Himself in His full glory.”

In the West, too, it was a special time, for in anticipation of his travels during the 1950s to America and Australia, Meher Baba’s followers established centers in both these countries—at Myrtle Beach, South Carolina, and near Woombye, Queensland—places that Baba declared would one day become sites of worldwide pilgrimage, along with Meherabad, in India, where his Samadhi (Tomb-Shrine) would be. In addition, in 1955, God Speaks was published, Baba’s comprehensive book on the states of God, the planes of consciousness and the stages of the spiritual path, and Baba also gave out several messages during this time—“The Highest of the High,” “Meher Baba’s Call” and “The Final Declaration”—that contained definitive statements concerning both his Avatarhood and the course of future events for humanity in general.

“Consciously or unconsciously, directly or indirectly, each and every creature, each and every human being, strives to assert individuality. When eventually one consciously experiences that he is Infinite, Eternal and Indivisible, he is fully consciousness of his individuality as God, and is recognized as a Perfect Master, Sadguru or Qutub.

“When God manifests on earth in the form of man and reveals his Divinity to mankind, he is recognized as the Avatar—thus God becomes Man …”

“The Avatar is always one and the same, because God is always One and the Same, the Eternal, Indivisible, Infinite One, who manifests Himself in the form of man as the Avatar, as the Messiah, as the Prophet, as the Ancient One—the Highest of the High. This Eternally One and the Same Avatar repeats his manifestation from time to time, in different cycles, adopting different human forms and different names, in different places, to reveal Truth in different garbs and different languages, in order to raise humanity from the pit of ignorance and free it from the bondage of delusions.”

“Of the most recognized and much worshipped manifestations of God as Avatar, that of Zoroaster is the earlier—having been before Rama, Krishna, Buddha, Jesus and Mohammed. Thousands of years ago, he gave to the world the essence of Truth in the form of three fundamental precepts—Good Thoughts, Good Words and Good Deeds. These precepts were and are constantly unfolded to humanity in one form or another, directly or indirectly in every cycle, by the Avatar of the Age, as he leads humanity toward the Truth. To put these precepts of Good Thoughts, Good Words and Good Deeds into practice is not easily done, though it is not impossible. But to live up to these precepts honestly and literally is apparently as impossible as it is to practice a living death in the midst of life.”

“Know you all that if I am the Highest of the High, my role demands that I strip you of all your possessions and wants, consume all your desires and make you desireless rather than satisfy your desires. Sadhus, saints, yogis and walis can give you what you want; but I take away your wants and free you from attachments and liberate you and free you from the bondage of ignorance. I am the one to take, not the one to give what you want or as you want.”

“Age after age, when the wick of righteousness burns low, the Avatar comes yet once again to rekindle the torch of Love and Truth. Age after age, amidst the clamor of disruptions, wars, fear and chaos, rings the Avatar’s Call:

‘COME ALL UNTO ME.’

“Although, because of the veil of illusion, this Call of the Ancient One may appear as a voice in the wilderness, its echo and re-echo nevertheless pervade through time and space to rouse at first a few, and eventually millions, from their deep slumber of ignorance. And in the midst of illusion, as the Voice behind all voices, it awakens humanity to bear witness to the Manifestation of God amidst mankind.

“The time is come. I repeat the Call, and bid all come unto me.”

With his “Final Declaration,” a message that makes specific references to the dropping of his body, Meher Baba provoked a furor of deep concern among many of his followers. In response to the numerous letters and cables that poured in, inquiring about the meaning of his statements about his physical death, Baba set a circular letter of reassurance.

“There is no reason at all for any of you to worry. Baba was, Baba is and Baba will also be eternally existent. Severance of external relations does not mean the termination of internal connection.… It is possible to establish the internal link by obeying Baba’s orders. I give you all My blessings for strengthening these internal links.” To his close ones Baba often reiterated that in every Advent the Avatar remains accessible as if physically present for a minimum of 100 years following his physical death.

“Irrespective of doubts and conviction, and for the Infinite Love I bear for one and all, I continue to come as the Avatar, to be judged time and again by humanity in its ignorance, in order to help man distinguish the Real from the false.”

The last several years of Meher Baba’s life represent still another phase of his work. Apart from a handful of mass gatherings with his followers and a very few individual meetings with newcomers, Baba spent these later years in relative seclusion. In contrast to earlier years, he traveled almost not at all. Instead, he spent hours each day completely undisturbed, absorbed intensely in what he called his “universal work.” Day after day, over a period of years, Baba continued this internal spiritual work with methodical regularity, offering little explanation of its purpose except to emphasize that it was of paramount importance for all of mankind.

“You can only see what you see me doing outwardly, but I am continually working on all planes of consciousness at the same time. As my manifestation time is closing in, the pressure of my Work is tremendous … None can have the least idea of the immensity of the Work that I am doing in this seclusion. The only hint I can give is that compared with the Work I do in seclusion, all the important work of the world put together is completely insignificant. Although for me the burden of my Work is crushing, the result of my Work will be intensely felt by all people in the world.”

As his seclusion work progressed, Baba’s health grew worse and worse. Late in 1968 his close disciples became increasingly concerned, and they begged Baba to be less neglectful of his health by slowing down the work. “That would mean once again prolonging the date of its conclusion,” he responded. “If now I allow that to happen, it will indefinitely postpone the result and set it on a different course!”

“God’s Truth cannot be ignored; thus, by mankind’s ignorance and weakness, a tremendous adverse reaction is produced—and the world finds itself in a cauldron of suffering through wars, hate, conflicting ideologies, and nature’s rebellion in the form of floods, famines, earthquakes and other disasters. Ultimately, when the apex is reached, God manifests anew in human form to guide mankind in the destruction of its self-created evil, that it may be re-established in the Divine Truth.”

“My Silence and the imminent breaking of my Silence is to save mankind from the monumental forces of ignorance and to fulfill the divine plan of universal unity. The breaking of my Silence will reveal to man the Universal Oneness of God, which will bring about the universal brotherhood of man. My Silence had to be. The breaking of my Silence has to be—soon.”

Baba continued to work without let-up, and only his close mandali witnessed the inconceivable suffering that accompanied his working. Finally, to his disciples’ great relief, Baba announced that his work had been completed one hundred percent to his satisfaction and that the results of that work would begin to manifest. By this time, however, the state of his health had grown extremely grave—Baba stated matter-of-factly that the tremendous burden of the work of his last great seclusion had indeed “shattered” his health. As his close ones urged him to submit to further medical tests, he refused with the following words: “My condition has no medical grounds at all; it is due purely to the strain of my Work.”

Baba gave many veiled hints in the weeks that followed that he would soon drop his body. Although may times previously Baba’s work had taken a severe toll on his health, this time he more than once declared, “My time has come.” While his resident disciples grew increasingly upset and depressed by the deterioration of his condition, Baba constantly reminded them to remain cheerful and not to worry. Just after noon on January 31st, 1969, after joking about the amount of medicine he was being given for his baffling ailment, Meher Baba passed away.

“I am never born. I never die. At every moment I take birth and undergo death.… Although I am present everywhere eternally in My formless infinite state, from time to time I take form, and the taking of the form and leaving it is termed My physical birth and death.

“In this sense, I am born and I die when My universal Work is finished.”

“Live not in ignorance. Do not waste your precious life-span in differentiating and judging your fellow men, but learn to work for the love of God. Even in the midst of your worldly activities, live only to find and realize your true identity with your Beloved God.

“Be pure and simple, and love all because all are one. Live a sincere life; be natural, and be honest with yourself.

“Honesty will guard you against false modesty and will give you the strength of true humility. Spare no pains to help others. Seek no other reward than the gift of Divine Love. Yearn for this gift sincerely and intensely, and I promise in the name of My Divine Honesty that I will give you much more than you yearn for.

“I give you all My blessing that the spark of My Divine Love may implant in your hearts the deep longing for love of God.”

“The breaking of My Silence—the signal for My public Manifestation—is not far off. I bring the greatest treasure which it is possible for man to receive—a treasure which includes all other treasures, which will endure forever, which increases when shared with others. Be ready to receive it.”

“When the WORD of My Love breaks out of its Silence and speaks in your hearts, telling you who I really am, you will know that that is the Real Word you have always been longing to hear.”

“I am the Divine Beloved who loves you more than you can ever love yourself.”

Meher Baba’s passing away brought yet another phase in his Advent. With the God-Man’s physical death, external connections with him are no longer possible—not for another seven hundred years, as Baba often stated, until the Avatar comes again.

External connections, however, are not the purpose of the God-Man’s work; they are only the means through which he sets it in motion. He comes on earth as Man to refresh the example of the highest ideals of human life, and to reawaken mankind to the possibility of establishing internal connections with God, the Divine Beloved in every heart.

Through the God-Man, God comes to love, and serve, and suffer, for in his unlimited universality, he alone can give to Creation the internal push required to true its course. In his lifetime on earth he sows the seeds of selfless love where they must inevitably blossom and flourish, and he leaves behind his message and his example; in this age, an unparalleled abundance of information about his life stands as profound, compelling testimony to his Reality. Most important, he leaves behind the promise of his eternal presence within and the possibility of drawing ever closer to him and ultimately realizing him by remembering him with love and following the guidelines he has left for all seekers and lovers of God everywhere.

Beams from the Spiritual Panorama — by Avatar Meher Baba

October 12th, 2009

It is natural for the human mind to desire to know the general structure of the universe. It is also helpful to have a sort of chart of the universe in which one finds oneself. The fabric of the universe includes the spheres and the planes, and the different bodies with which a human soul is endowed.

The gross, subtle and mental spheres are interpenetrating globes and have an existence in space. They can be regarded as places since they have an expansion in space. The planes, on the other hand, are both places and states, though the state of a particular plane cannot be experienced unless one’s consciousness first gets raised to it and begins to function from there.

There are forty-nine steps in the ascent through the planes. The human mind delights in perceiving and creating symmetry and proportion everywhere, but this tendency should not be carried into the realm of facts. The forty-nine steps in the Path are not evenly distributed within the seven planes. They are distinguished from each other because of their distinguishing psychic characteristics, although they have also structural equivalents in the subdivisions of the seven planes.
The human soul has three bodies—gross, subtle and mental. Though overlapping each other, they would still impel the soul in three psychic dimensions were there no point of interaction or fusion between them. This contact of the inter-twining bodies invites action and inter-action between the three bodies.

With most men the life of action means nothing but inner confusion and outer chaos—a jumble from which they cannot extricate themselves. To annul this confusion it is necessary to strive for conscious inaction which is the goal; and this striving for conscious inaction requires conscious action. This particular type of conscious action, which leads one on to conscious inaction, operates trans-bodily and requires vehicular purity and concord. In the Beyond-Beyond state of God there is unconscious inaction; at the goal of man there is conscious inaction; and in the intermediate state there is conscious action which is established in illusion.

The fusion point becomes the medium for effecting harmony between all three bodies. If the Masts (God-intoxicated souls) are to be brought down from the mental to the subtle or from the subtle to the gross, this has to be effected through the contact of intertwinement. This fusion point also brings all three bodies under the control of what is sometimes called the Universal Body, which is the seat of the Universal Mind.

The higher bodies function either by impersonal and unconscious forces or by conscious forces. Kundalini is a latent power in the higher body. When awakened it pierces through six chakras or functional centres and activates them. Without a master, awakening of the kundalini cannot take any one very far on the Path; and such indiscriminate or premature awakening is fraught with dangers of self-deception as well as misuse of powers. The kundalini enables man consciously to cross the lower planes and it ultimately merges into the universal cosmic power of which it is a part, and which also is at times described as kundalini. Ordinarily kundalini is the name for the power latent in the individualized soul.

The awakened kundalini cannot by itself take any one to the seventh plane. When awakened and directed under the guidance of some great yogi, it can give many rare experiences which have both advantages and disadvantages. The important point is that the awakened kundalini is helpful only up to a certain degree, after which it cannot ensure further progress. It cannot dispense with the need for the grace of a Perfect Master.

The relation between cosmic power and the individualized soul is unique. In the case of a perfect soul, the relation has been described fairly adequately through the Christian idea of trinity, which comprehends the three aspects of God: the Father (Creator and Preserver), the Son (Savior and Redeemer) and the Holy Ghost (the Spirit of truth or grace). This concept of Triunity (Three in One) grasps and expresses some important factors in the spiritual fabric of the universe. It should not be artificially equated with the Vedantic trinity of the Creator, Preserver and Destroyer, which reveals the fabric of the universe from a different point of view. All these are different ways of understanding the unitary and omnipotent power in the cosmos.

Much of the work of the Divine Incarnation is often done through his agents who carry on the duty entrusted to them by the Incarnation. The agents may be on the gross plane or on the inner planes. If they do not have a gross body they are invisible to ordinary people. They help persons in their ascent through the planes.

Some agents fulfill the purpose of the Divine Incarnation unconsciously. They do not know consciously whence their impetus or inspiration comes. Other agents receive instructions from the Avatar and knowingly and voluntarily carry out these instructions. As a rule, in his ascent to the eternal Truth, an aspirant first becomes subtle-conscious and then mental-conscious before realizing the Truth. The subtle-conscious soul generally does not come back to the gross world. This does not mean that the subtle-conscious soul does not take a gross form or dwell in the gross world with his gross body.*. It means that the consciousness of the soul is no longer entangled with the gross form or the gross world, and that it is chiefly engrossed in the subtle world.

The condition of the subtle-conscious soul is an interesting contrast with the condition of ghosts. Ghosts are departed spirits who have been too much attached to the gross world. After dropping the physical body they still desire to live in close contact with the gross. They continue to gravitate in the lower subtle and astral planes. Their astral sheath or envelope is automatically actuated by the impressions concerning the gross and keeps them tied down to the gross for long periods. Their tendencies are directly opposed to the tendencies of the subtle-conscious aspirants. The subtle-conscious aspirant, though linked up with the gross world, gets wafted to the subtle planes and experiences and moves upwards toward the Truth. The ghosts, though severed from the gross body, gravitate to the gross world with its experiences, owing to their actuating gross impressions. Thus, in a sense, the subtle-conscious soul is an inverted ghost.

The mental-conscious soul, even while retaining a gross body, remains stationed on its higher planes, without getting entangled even with the subtle planes. It keeps waiting till it merges with God or Truth in the seventh plane. After merger, the soul may remain immersed in the bliss of God-realization and become a Majzoob or come down to the lower planes of duality for work without losing its realization of the unitary Truth) and become a Perfect Master. Whether a particular God-realized soul becomes Majzoob or a Perfect Master is a matter decided by the initial urge in creation. These varieties of terminal states are not subject to sanskaric or impressional determination. In both terminal states there is no trace of any binding impressions. However, the entire fabric of the universe serves but one purpose, viz., realization of God.

Avatar Meher Baba ki Jai!

September 11th, 2009

Babajpg

Welcome to the Meher Baba Information Blog.  Watch this space for new additions to the Meher Baba Information website.